sexta-feira, 31 de julho de 2015

OS ACADÊMICOS DA ACLA SAUDAM CEARÁ-MIRIM, NOS 157 ANOS DE SUA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA.





CAIO CÉSAR CRUZ AZEVEDO – Meu coração bate e ainda semeia vigor em vias que fazem vibrar o meu Ceará-Mirim. O vale todo reverdesce, espraia-se, como um antigo deus protetor vindo das mitologias da terra. A visão é do paraiso. Rogamos para este coração, como para tantos outros, no centro do viver, perpetuar esta cidade, como afirma Madalena Antunes “as cidades não morrem... até mesmo quando caem em ruínas, salva-as arquitetônico do aniquilamento aquela alma fecunda que as revive, por ser consciente que o patrimônio arquitetônico é um livro de pedras, areia e cal a narrar com a escrita do tempo a construção de nossa identidade”.
CLEA BEZERRA DE MELLO CENTENO – É com alegria que saudamos hoje, Ceará-Mirim, lembrando a importância da sua fundação, no Estado do Rio Grande do Norte. Sabemos o quanto a cidade contribuiu para o enriquecimento da região e quanto a exuberância do seu vale encanta a todos os que lá vivem e guardam no coração, com indizível saudade, a lembrança dos dias mais felizes de suas vidas.
Ainda hoje, olhando os velhos bueiros de Ilha-Bela e Santa Terezinha, me invade uma grande emoção com a tristeza de pensar que aquela paisagem está e ficará, apenas, no coração para sempre.
“As coisas findas, muito mais que lindas, elas ficarão” (Carlos Drummond).
CIRO JOSÉ TAVARES DA SILVA – Venho saudar-te, cidade amada, na data do teu aniversário, embora todos os dias guardo-te nas minhas lembranças, recolhidas no vale verde e abençoadas por Nossa Senhora da Conceição. Venho saudar-te com minha alma repleta de saudades, sempre renovadas nas visões dos antigos vultos que partiram. Distante de tuas ruas e de tua gente, chegam-me, milagrosamente, o indelével aroma da cana-de-açúcar e o ruído das moendas dos engenhos que vivos permanecem nas nossas memórias. Venho saudar-te, cidade amada, num tempo em que teus filhos lutam para ver-te ressuscitada como no passado, econômica e culturalmente bela e magnífica.
EMMANUEL CRISTÓVÃO DE OLIVEIRA CAVALCANTI – Na passagem de mais um aniversário da Emancipação Política do Ceará-Mirim devo dizer que, como ceará-mirinense, me sinto orgulhoso de ser seu filho, pelo encanto, pela sedução e fascínio que esta querida terra, palco inesquecível da minha infância, adolescência e maturidade, vem me proporcionando no decorrer de toda minha vida. Como um antigo Menino de Engenho, do velho Jaçanã, hoje de fogo morto, recordo-me dos meus antepassados, que dali com seu trabalho, tiravam o seu sustento e de sua família, e dos dias felizes da minha infância, ali vividos. Quero neste exato dia de comemoração de mais um aniversário da minha querida Ceará-Mirim, homenagear todos os seus filhos, que fizeram, marcaram e deram personalidade e grandeza à velha e tradicional Cidade dos Verdes Canaviais.
FRANKLIN MARINHO DE QUEIROZ – Aos 157 anos de idade, um município é uma criança, consequentemente temos que cuidar dele com o mesmo zelo, amor e responsabilidade que se dedica a um infante. Este é o meu pensamento, esta é a minha atitude para com o Ceará-Mirim. A ternura, a saudade de outrora, da origem do seu povo, da sua aristocracia canavieira, dos seus altos e baixos, não cabem nesta mensagem, para dizer o que penso e o que sinto pela minha terra, mas estou sempre no casarão da antiga rua da Aurora, a disposição de todos, para relatar os fatos históricos desta cidade que eu tanto amo.
Viva ao Ceará-Mirim!
Viva a Nossa Senhora da Conceição!
GERINALDO MOURA DA SILVA – CEARÁ-MIRIM - 157 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA. Era o ano de 1858. Nascia na província do Rio Grande, a Briosa Vila do Ceará-Mirim, que mais tarde se tornaria uma fidalga cidade encrustada num verde e paradisíaco vale. Orgulho de todos nós seus filhos, nativos ou adotivos que sempre a cantaram em verso e prosa. Do adro da matriz de Nossa Senhora da Conceição, admirando o balançar do canavial parece que a Divina Providência quis deixar sua marca indelével de beleza e riqueza em seus vários aspectos. Não no sentido capitalista e materialista, mas uma riqueza cultural, histórica e arquitetônica onde os poetas, músicos e artistas registraram no tempo e na memória de todos o que de mais belo possuímos. Parabéns à nossa terra e aos todos que aqui vivem e que aprenderam a amá-la e sonham sempre com dias melhores sob o manto protetor da Virgem Mãe de Deus.
GIBSON MACHADO ALVES – ENCANTOS DO MEU LUGAR. Lugar de lembranças, de sonhos e, sobretudo, de esperança! Memórias de um tempo que já vai longe, na infância, quando a alegria da meninada, eram as peladas no sítio de Antonio Potengi, o campinho dos irmãos Manoelzinho e Carlos Gusmão, nosso mundo encantado lobatiano apesar da ausência de suas figuras mitológicas. Lá, vivíamos sonhos e momentos de felicidade, brincávamos e criávamos nossas fantasias de crianças e adolescentes, já na fase das resenhas amorosas juvenis. Tantas lembranças de um pequeno e efêmero espaço temporal! Nossa aldeia de menino, tão conhecida e explorada, tornou-se estranha, desconhecida e distante de nossas reminiscências provincianas.
GUSTAVO LEITE SOBRAL - Foi no rio Pequeno ou Baquipe (rio Ceará-Mirim), vindo da fracassada tentativa de achar ouro no Maranhão, que os filhos de João de Barros, donatário da Capitania do Rio Grande, tentaram se estabelecer por volta de 1555, mas encontraram resistência dos índios que ali viviam amigados com os franceses negociadores de pau-brasil. Foi esta a primeira tentativa de colonização portuguesa no Rio Grande do Norte. A história do Rio Grande do Norte assim começa no vale do rio Ceará Mirim, limite do conhecimento geográfico do Rio Grande do Norte até então.
JANILSON DIAS DE OLIVEIRA
Ceará-mirim minha cidade querida
Jamais te esquecerei
Es a razão de minha vida
Para sempre te amarei.
JEANNE ARAUJO SILVA – EM TEUS VERDES ENCANTADOS
Na primeira manhã em que te vi, vestias teu mais lindo vestido em tons de verde, e o vento ondulava sua saia que voava suavemente e me encantava. Foi amor à primeira vista. Meus olhos pousaram sobre os teus e nunca mais quis me ver longe de ti, dos teus encantos e de tua suavidade. Não te toquei naquele dia. Não conheci suas curvas e esquinas. Mas embrenhastes no meu coração e não pude te esquecer um só minuto. Então foi preciso tomar a decisão e voltei. Desta vez, cada vez mais enamorada, voltei pra ficar junto a ti. E o mesmo assombro de sua beleza me encantou os olhos. Os seus tons de verde me feriram os olhos acostumados com o cinza do sertão. A umidade de seus orvalhos umedeceram esses mesmos olhos ressecados de solidão. Eu já não era mais sozinha, eu tinha a ti, que me acolheu docemente.
JOANA D’ARC ARRUDA CÂMARA – Ceará-Mirim eu te parabenizo pelos 157 anos. Seus casarões e seu vale verde, encantam a todos que te conhece. Tenho orgulho de ser filha dessa terra abençoada por Nossa Senhora da Conceição e das figuras ilustres que enriquecem a nossa cultura. Hoje é um dia especial para os Cearamirinenses. Parabéns a todos.
JOSÉ DE ANCHIETA CAVALCANTI – AS PALMEIRAS DO COLÉGIO SANTA ÁGUEDA. Reverenciando o aniversário do Ceará-Mirim.
Eis que se postam altaneiras, com seus leques abertos ao vento, olhando o vale distante em um místico de oração! Quem são elas? São as palmeiras do velho Colégio Santa Águeda! Elas são as únicas palmeiras da minha infância, infância que as viu crescer, encantar os poetas e, depois, muito depois, caírem aos “golpes do machado branco”, no dizer de Augusto dos Anjos e “não mais levantaram da terra”, ainda no dizer do maravilhoso vate paraibano [...] E as palmeiras que já se manifestaram e já se foram, deixaram na alma do menino, o forte sentimento de saudade e de ternura de um tempo bom que não voltará jamais! Parabéns Ceará-Mirim, por mais um aniversário.
JOSÉ EDUARDO VILAR CUNHA – FELIZ ANIVERSÁRIO CEARÁ MIRIM.
Todos nós ascendentes de Ceará Mirim estamos felizes pelos 157 anos de sua emancipação política e, ainda mais satisfeitos, porque nos dias de hoje, o município faz parte da Região Metropolitana de Natal.
JOVENTINA SIMÕES OLIVEIRA – “Ceará-Mirim, hei de lhe ver, jovem e formosa, como uma manhã de sol, vestida de noiva, desposando o progresso...”. Reitero hoje, os mesmos desejos de sucesso formulados pelo meu pai, Percílio Alves de Oliveira, no seu livro O Colecionador de Esmeraldas (1981). Curvo-me diante de você, Ceará-Mirim, cidade que me embalou criança, me acalentou adolescente e me inspirou adulta, me transformando no que hoje sou. Eu lhe saudo, Ceará-Mirim e lhe dedico a minha gratidão eterna e o meu amor incondicional. Parabéns pelos 157 anos de emancipação política.
LEDA MARINHO VARELA DA COSTA - Ceará Mirim é uma terra repleta de fascínio que me faz sentir casada com a Natureza – canavial, mar, rio – onde consigo beber crepúsculos adocicados de mel e me vestir de auroras poéticas.
LÚCIA HELENA PEREIRA (gravado no Hospital da Unimed, onde ela se encontra internada) – Oh povo de Ceará-Mirim, hoje é o teu aniversário de emancipação política, e no meu coração os sinos dobram, os pássaros arribam dos canaviais e dos engenhos os últimos apitos vão executando a nostalgia do tempo. Tu, meu vale lindo, que me viste nascer, não poderia me ver morrer agora. Estou muito bem e te amando sempre. Ceará-Mirim, terra do meu coração!
MARIA DA CONCEIÇÃO CRUZ SPINELI – PARABÉNS A CEARÁ-MIRIM
No dia 23 de março do ano de 1903, Dolores Cavalcanti, filha de Ceará-Mirim, lançava um jornal feminino chamado “A Esperança”, e convidava os presentes a “[...] ir comigo a tantos lugares de paisagens e cenários, ver o rio descer em cheias diluviais: ouvir a voz do canavial, tangido por um sopro de poesia; entrar na matriz e orar a Nossa Senhora da Conceição; descer e subir pelas velhas ruas, onde há de cada um de nós um pouco [...]”. Passados 112 anos, com a mesma Esperança, faço um convite de volta ao passado desejando perspectivas alvissareiras para o futuro, parabenizo a cidade de Ceará-Mirim.
MARIA DAS GRAÇAS BARBALHO BEZERRA TEIXEIRA – Em Ceará-Mirim que se estende para cima e para baixo, nada mais aprazível que o verde do vale, suas ladeiras, suas ruas largas, seus becos históricos, sua arquitetura, seu rio antes caudaloso, hoje assoreado, todavia ainda respirando vida, buscando caminhos, umedecendo terras. Em Ceará- Mirim minha terra centenária os cheiros de açúcar, melado, ocre, argila, massapé, mesclam e lambuzam as lembranças, os amores, a saudade imorredoura. Em Ceará-Mirim de Nossa Senhora da Conceição comemora-se hoje os seus cento e cinquenta e sete anos de lutas e glórias, de muitas histórias, de muitos contos e de muita poesia. SALVE CEARÁ-MIRIM 30/07/2015.
MARIA HELOISA BRANDÃO VARELA – HOMENAGEM AO CEARÁ MIRIM - 157 ANOS. Parabéns ao Ceará Mirim a aos Administradores atuais pelas comemorações. Inspirada no poema Pasárgada, do poeta modernista Manoel Bandeira. Penso que todos têm dentro de si uma Pasárgada. Hoje no meu imaginário, as paisagens fabulosas, a lembrança da cidade nos remete aos tempos de crianças e adolescência e nos faz reviver e renovar, saímos mais jovens, claro no sentido figurado. A mensagem que deixo através do poema Pasárgada é uma homenagem aos presentes e a terra querida de todos nós.
MARIA LEONOR ASSUNÇÃO SOARES – Ceará-mirim, Comemoramos hoje 157 anos de sua emancipação política. É Fácil falar sobre você, minha terra querida, pois há muitos anos desfruto das suas belezas, vibro com suas alegrias e sofro com suas tristezas. Quero, portanto, desejar a você e a todos os seus habitantes muitas felicidades e um futuro promissor. Quero saudar a você, minha terra, saudar seus filhos, vivos e mortos, pedindo a Deus e a Nossa Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, que derramem suas benções sobre a nossa terra e sobre o nosso povo. Viva a nossa querida Ceará-mirim!
MÚCIO VICENTE – VALE ORGULHO, PARABÉNS!
Venha conhecer a nossa cidade,
A maior igreja do estado, a casa do barão;
A usina são Francisco; o engenho união
O túmulo da linda Emma; a fazenda nascença.
O banho das escravas, a casa grande do Guaporé,
O olheiro diamante, o engenho verde nasce, a fazenda Igarapé.
Os quilombolas em coqueiros, Capela, matas, mineiros.
Orgulho-me quando falo sempre assim,
Do vale do Ceará-Mirim, dos verdes canaviais.
ORMUZ BARBALHO SIMONETTI – Desembarquei em Ceará-Mirim em 1981, para ficar de 6 a 12 meses. E aqui vivi, nessa bela terra, 23 anos de minha existência. Dispensável dizer que foi amor à primeira vista. Conquistei importantes amizades que perduram até os dias de hoje. Por fim, já aposentado, passei a integrar a valorosa Academia Ceará-mirinense de Letras e Artes “Pedro Simões Neto”-ACLA, instituição que vem se destacando no cenário cultural e artístico do Rio Grande do Norte. A você, Ceará-Mirim, a minha homenagem e o meu preito de gratidão!
PAULO DE TARSO CORREIA DE MELLO – Ceará-Mirim é a poesia das lembranças de infância, Ceará-Mirim sou eu subindo a rua calçada em pedras irregulares, ao fim da tarde. Vestido em um terno azul, levo um presente bem embrulhado e um ramo de saudades roxas que me enfiaram na mão. Vou ao aniversário de uma namorada menina. Neste exato momento o relógio da igreja bate as cinco horas. Continuo escutando pelo resto da vida.
RICARDO DE MOURA SOBRAL - CEARÁ-MIRIM DO MEU CORAÇÃO - “Terra de que ninguém se desprende sem perder o espírito”. Quem ousa acrescentar algo à frase de Nilo Pereira, autor da Manhã da Criação? Diante de ti, terra dadivosa, berço fecundo, pátria afetiva, repouso celestial, curvo-me eternamente grato por desfrutar de sua insuperável beleza natural, da generosidade de seu povo, e pelo legado que me transmitistes dos meus ancestrais, plasmado numa memória presencial entrada no quarto século. Retribuo-te, terra amada, com a minha presença, discreta e silenciosa.
ROBERTO BRANDÃO FURTADO – FÉRIAS EM CEARÁ-MIRIM. Da rua das Trincheiras para a rua da Igreja, era um pulo: dois quarteirões. Lá me esperava a pelada apalavrada com João Palhano e Zé Moreira. Para chegar ao local da lide, bastava pular as bueiras com a ajuda da vara de bambu. Depois do jogo, uma “furtiva” incursão ao sítio de Aurora Barroca, na rua Grande, para usufruir do sabor das uvas do seu bem cuidado parreiral. De volta para casa, passar em frente a casa de Clóvis Soares, dona Corinta de seu Simeão, dobrar na esquina de Chico Leopoldino, sem antes dispensar uma olhadela para a mansão de Valdemar de Sá, vizinha a casa de esquina que morei, perto da padaria de João Neto e no oitão de Dr. Canindé. A noite, duas opções: jogar sinuca com Pedro Champirra, no Café de Cleto, sob os olhares de Coronel Pinto e de Vital Correia ou ir ao cinema de Jorge Moura, assistir um episódio de Besouro Verde.
Que boa era a infância!

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