terça-feira, 12 de maio de 2020

Bom dia amigos. Ontem, domingo, fiz minha primeira caminhada pelas ruas de Braga, após 55 dias da minha chegada em terras lusitanas.
Caminhei totalmente paramentado, para minha proteção, como manda as autoridades do país. 
Segui uma das mais antigas construções romanas, quando essa cidade ainda chamava Bracara Augusta.
Um pouco da sua história.
O muro de pedras faz parte do antigo caminho da Ordem de São Francisco, e também o de Santiago de Compostela. A igreja encontra-se a poucos minutos de onde eu estou hospedado.
Antiga capela de São Francisco de Montelius  é monumento nacional e uma das mais antigas de Braga,k construída no Século Vll, ano 660. 
No século VIII ano 728, tornou-se Igreja de São Francisco.  No século XVI, ano de 1533, Convento de São Francisco. 
A sua existência deve-se a 
São Frutuoso, bispo de Braga durante a ocupação dos visigodos, que  escolheu aqui ser sepultado no século VII. 
Em sua volta existe um conjunto monástico, bem maior, que foi em tempo, um centro religioso da região, sucumbido ás obras de edificação do convento por parte dos Franciscanos.
Único elemento desse conjunto original que chegou aos dias de hoje, a capela de São Francisco se constitui num elemento ímpar da Alta Idade Média em solo português. 
A primeira construção da época visigótica, seguiu um modelo bizantino, vigente na capital do reino, Toledo.















domingo, 29 de março de 2020

A Casa da memória norte-rio-grandense completa 118 anos de serviços prestados ao Rio Grande do Norte

Bruno Balbino Aires da Costa
Sócio efetivo do IHGRN

A “Casa da memória norte-rio-grandense” é a marca registrada do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Porém, o que o termo significa? Qual a sua frelevância para a sociedade norte-rio-grandense nesses 118
anos de história?

Primeiramente, a imagem da Casa da Memória diz respeito ao seu comprometimento em preservar os milhares de documentos raros alusivos ao passado remoto e imediato do estado. Segundo, a mencionada alcunha justifica-se pelo seu interesse institucional em não deixar olvidar a memória histórica do estado. Nesse sentido, a imagem da Casa da Memória tem um duplo sentido: o da memória arquivada e o da memória histórica.
O IHGRN organizou uma memória arquivada por meio do ato de coligir e metodizar documentos referentes ao Rio Grande do Norte. Vale lembrar que o Instituto Histórico surgiu de uma necessidade política e territorial: reunir uma documentação que pudesse subsidiar a defesa do estado em relação à questão de limites territoriais com o Ceará na virada do século XIX e começo do XX. Nesse momento histórico, o Rio Grande do Norte não tinha uma instituição, como o Instituto do Ceará, que pudesse, concomitantemente, reunir uma documentação e a partir dela produzir e publicar um conjunto de textos acerca da questão de limites. Foi da necessidade de fornecer documentos para a defesa jurídica na querela territorial com o Ceará que começou a veicular, entre os círculos letrados e políticos do estado, a ideia de criação de um instituto aos moldes do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB). Tal interesse foi concretizado em 29 de março de 1902 com a fundação do IHGRN. Durante muito tempo, o Instituto tornou-se uma espécie de arquivo do estado, copiando e reunindo um conjunto de fontes concernentes ao passado do Rio Grande do Norte. Mas não foi só isso.
O Instituto histórico produziu uma memória histórica para o estado, elaborando a partir dela uma articulação com a memória nacional. O IHGRN foi a instituição que formulou as bases da identidade histórica do estado. No jogo complexo de diatribes pela naturalidade dos personagens históricos, como Felipe Camarão, e pelo interesse em evidenciar o papel preeminente de Frei Miguelinho na Revolução de 1817, os sócios do IHGRN mobilizaram-se para construir o panteão de heróis norte-rio-grandenses. No começo do século XX, fazia-se necessário evidenciar a singularidade do estado no conjunto geral da nação. Era preciso assinalar o lugar do Rio Grande do Norte na construção da memória nacional. Dessa tarefa encarregou-se também o IHGRN.
Em termos atuais, a agremiação continua priorizando a preservação da memória documental e reforça a memória histórica produzida pelos seus associados, desde os primeiros anos de sua existência. O Instituto orgulha-se da
herança memorial e preserva a imagem de que a agremiação é a Casa da Memória norte-rio-grandense.

É no âmbito da Casa onde há o refúgio tranquilo contra os perigos e as ameaças dos que estão fora. É nela também que se produz uma memória comprometida com os valores e os interesses dos que estão dentro dela, daqueles que orbitam no espaço privado do Instituto. É a Casa da Memória, porque efetivamente produziu-se e guardou-se, ao longo dos seus 118 anos, a memória norte-rio-grandense do perigo do esquecimento.




terça-feira, 28 de janeiro de 2020

No dia 22.01.2020, o IHGRN, por meio do nosso Diretor de Biblioteca, Arquivo e Museu, André Felipe Pignataro Furtado, recebeu da Professora Anadite Fernandes da Silva, a doação de 19 exemplares do seu livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte" (2015), cujo prefácio é do sócio do IHGRN Vicente Serejo, que irão compor o acervo da nossa biblioteca, e, futuramente, servirão de fonte de pesquisa para o público.

    Anadite Fernandes também doou ao IHGRN, um álbum com todas as bandeiras dos municípios potiguares, desenhadas por ela mesma. Trata-se de um material de inestimável valor para a educação e cultura do Rio Grande do Norte, que, a partir de agora, ficará sob os cuidados da Casa da Memória. O IHGRN agradece à Professora Anadite por tão nobre gesto



O presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Ormuz Barbalho Simonetti, encaminhou ofício, na data de ontem, ao excelentíssimo Prefeito Municipal de Natal, Álvaro Costa Dias, solicitando a não substituição da estátua de Iemanjá, localizada na Praia do Meio, nesta cidade, sendo uma obra do artista potiguar Etevaldo Santiago.


O IHGRN, como órgão fomentador e protetor da história, geografia e cultura, acredita ser uma representação artística e igualmente um patrimônio comum a todos e que é digna de salvaguarda. Neste sentido, crê que, ao invés de trocar-se por outra uma escultura tão representativa e simbólica para a cidade e, principalmente, para os moradores da região, competiria ao município à devida restauração do bem já existente.


A Instituição ainda comprometeu-se enviando cópia deste ofício a Academia Norte-Riograndense de Letras e ao Conselho Estadual de Cultura pedindo apoio destas entidades culturais para preservar este patrimônio.