quarta-feira, 23 de março de 2011

CEARÁ-MIRIM TEM A SUA ACADEMIA DE LETRAS FUNDADA EM 22 - 03-2011, EM ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA.




















MEMBROS PRESENTES NA ASSEMBLÉIA DE FUNDAÇÃO DA ACLA:
PEDRO SIMÕES NETO - PRESIDENTE - FRANKLIN MARINHO, ORMUZ BARBALHO SIMONETTI, FRANCISCO DE ASSIS RODRIGUES, JANILSON DIAS DE OLIVEIRA E LÚCIA HELENA PEREIRA - OS NOVOS IMORTAIS (DOS ONZE) SUBMETIDOS À VOTAÇÃO.

















PATRONOS: NILO PEREIRA, EDGAR BARBOSA, JUVENAL ANTUNES DE OLIVEIRA, MARIA MADALENA ANTUNES PEREIRA, ADELLE DE OLIVEIRA, AUGUSTO MEIRA, RODOLFO GARCIA, JÚLIO MAGALHÃES DE SENA, INÁCIO MEIRA PIRES, JAYME ADOUR DA CÂMARA, PADRE JORGE O´GRADY DE PAIVA, ELVIRO CARRILHO DA FONSECA, HERCULANO BANDEIRA DE MELO, JOSÉ EMÍDIO RODRIGUES GALHARDO, JOSÉ ALCINO CARNEIRO DOS ANJOS, FRANCISCO PEREIRA SOBRAL, ETELVINA ANTUNES DE LEMOS, ANTÔNIO GLICÉRIO, DOLORES CAVALCANTI, FRANCISCO DE SALLES MEIRA E SÁ, ANETE VARELLA, RAFAEL FERNANDES SOBRAL, JOSÉ PACHECO DANTAS E MANUEL FABRÍCIO DE SOUZA.

sexta-feira, 18 de março de 2011

CARLOS DRUMOND DE ANDRADE
















Num momento de descontração, o grande poeta Carlos Drumond de Andrade escreveu:

"Satânico é meu pensamento a teu respeito e ardente é o meu desejo de apertar-te em minhas mãos, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.
A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste.
Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu,
sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares.
Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar....
Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as f orças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo..
Só assim, livrar-me-ei de ti....
pernilongo filho da puta...

quarta-feira, 16 de março de 2011

ESCRITORA E POETISA ZILMA FERREIRA PINTO

Dia internacional da mulher

Recebi da confreira(INRG) e acadêmica(APP-Academia Paraibana de Poesia) ZILMA FERREIRA PINTO, esse lindo poema em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, 08 de março.


Mulher

Perguntas-me quem sou? Sou a Beleza.
Sou a forma ideal da Natureza.
Da razão sou a luz.
Sou o porto onde o náufrago descansa.
Sou Pandora guardando a esperança
Sou a Virgem chorando ao é da cruz.

Sou a Ciência – o livro que ensina.
Sou a lâmpada que os lares ilumina
E a flor dos gineceus.
Mas acima do que sou enaltecida.
Sou o seio nutriz gerando a vida
E a mais pura criação das mãos de Deus.

Sou acalanto-a mão que embala o berço.
Sou a mais lírica expressão de um verso...
Sou Aspásia e Ester...
Sou mistério nas coisas mais secretas.
Sou a Musa de todos os poetas.
Sou deusa. Sou encanto. Sou MULHER!


Zilma Ferreira Pinto

terça-feira, 15 de março de 2011

DEÍFILO GRUGEL

ORMUZ,

PARABENS PELA BELISSIMA MATERIA SOBRE ''DEÍFILO GURGEL'',GRANDE POETA E FOLCLORISTA.

SEMPRE FUI GRANDE AMIGA E COMADRE DE SUA FILHA KATIA E CONVIVIA COM ELE E ZORAIDECOMO A CONTINUAÇAO DE MINHA FAMILIA.

FREQUENTEI SUA RESIDENCIA DURANTE MUITOS ANOS QUANDO ESTUDAVA COM KATIA,DEPOIS CADA UMA SEGUIU SEU DESTINO E NOS DISPERSAMOS,MAS CONTINUO COM TODOS ELES NO MEU CORAÇAO.

É UMA HONRA PARA O RIO GRANDE DO NORTE TER ''DEIFILO GURGEL COMO FILHO DE NOSSA TERRA.

PARABÉNS.

MARIA ADELAIDE GADELHA GRILO DE MEDEIROS
NATAL/RN

DEÍFILO GRUGEL

Nada mais justo! Honesto de princípios, Deifilo dedicou-se à cultura do Estado. Parabens, Ormuz por ter tornado público o merecido prêmio desse homem a quem a cultura do Estado deve muito. Entre as constelações do Rio Grande do Norte, Deífilo ofusca muitas estrelas. Eu bato palmas de pé para essa figura humana maravilhosa que é ele.
Associo-me a você. Abraços, Jansen



Att,

Jansen Leiros
Natal/RN

DEÍFILO GRUGEL

AMIGOS:
BELA E JUSTA HOMENAGEM DE ORMUZ SIMONETTI AO POETA DEÍFILO GUIRGEL, POR ISSO ENCAMINHO PARA VOCÊS
AFETUOSO ABRAÇO,
MOACYR GOMES
NATAL/RN

segunda-feira, 14 de março de 2011

DEÍFILO GRUGEL

Muito bem, Ormuz! E meus parabéns. Abraços.wf
Walter Fontoura
São Paulo SP
Sales, Periscinoto, Guerreiro, Fontoura & Associados.
Tel. + 55 11 3078-1161 Fax. + 55 11 3168-6080
Rua Joaquim Floriano, 820 15º andar.
www.spga.com.br

DEÍFILO GRUGEL

Prezado colega Ormuz- agradeço importante mensagem-
Laelson Rodrigues Viana
João Pessoa-Pb

DEÍFILO GRUGEL

CARO, DR. ORMUZ:


É COM PRAZER, QUE IREI DIVULGAR AMANHÃ, ESTÁ SUA HOMENAGEM AO POETA DÉIFILO GURGEL, NO MEU BLOGUE CULTURAL "NOTÍCIAS DA LUSOFONIA" http://nlusofonia.blogspot.com/


AGUARDO SUA VISITA POR LÁ! E SE PUDER REPASSAR O LINK, FIQUE À VONTADE, AMIGO!


ESPERO QUE GOSTE DA DIAGRAMAÇÃO FEITA NO BLOGUE!


UM CORDIAL ABRAÇO, DO ALÉM-MAR, DESTA CONTERRÂNEA QUE VER OS DIAS PASSAREM EM TERRAS DO FERNANDO PESSOA E GOSTA DE CONTÁ-LOS,


CEICINHA CÂMARA

- De Ceará-Mirim/Rio Grande do Norte/Nordeste Brasileiro.
- Radicada atualmente em Vila do Bispo/Algarve/Portugal.
- Membro da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte-Brasil.
- Membro da Associação Internacional Poetas del Mundo
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_europa.asp?ID=6981

DEÍFILO GRUGEL

ORMUZ BARBALHO SIMONETTI (Presidente do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia-INRG, membro do IHGRN e da UBE-RN)
www.ormuzsimonetti@yahoo.com.br


PUBLICADO NO PERIÓDICO “O JORNAL DE HOJE” EDIÇÃO DE 04 DE MARÇO DE 2011

DEÍFILO GURGEL, O POETA DE AREIA BRANCA

. . . por isso fazia seu grão de poesia, e achava bonita a palavra escrita, por isso sofria, de melancolia, sonhando o poeta que quem sabe um dia . . . poderia ser.
(O Poeta Aprendiz - Vinícius de Morais)



De todos os e-mail e telefonemas que recebi parabenizando-me pela matéria publicada nesse periódico, intitulada VIAGEM INSÓLITA, um deles me deixou particularmente envaidecido. Por ocasião da publicação da segunda crônica - dividida em quatro partes e publicadas todas as sextas-feiras durante o mês de fevereiro - me encontrava na praia da Pipa, quando o telefone tocou: era o meu amigo escritor, poeta e folclorista Deífilo Gurgel. Tivemos uma longa e agradável conversa.

Ele com sua peculiar gentileza elogiou a iniciativa e disse, entre outras coisas, que vinha acompanhando com muito interesse, todas as etapas da viagem, e ansioso perguntou: “Quando você chega à Areia Branca?” Informei que seria na terceira parte da crônica a ser publicada no dia 18. Disse ainda que quando retornasse a Natal iria lhe fazer uma visita em agradecimento ao seu simpático telefonema e aproveitaria o ensejo, para lhe entregar o diploma de sócio fundador do INRG- Instituto Norte-Riograndense de Genealogia.

Na minha modéstia experiência de vida, poucas pessoas conheci tão apaixonado por sua terra e suas tradições, como o poeta Deífilo Gurgel. Sentado em seu terraço, conversamos por mais de duas horas sem sentir o tempo passar. Foi comovente ver aquele homem falar com tanto amor e entusiasmo do seu torrão. As lembranças fluíam naturalmente. Ele às vezes de olhos fechado, lembrava de coisas do seu tempo de menino. Parecia viver aqueles momentos mágicos, de anos que já vão longe. Ali estava um homem-menino sentado em seu terraço, mas os pensamentos repousavam na distante Areia Branca de sua infância.

Entendi que naquele instante era somente a presença física do homem Deífilo, pois seus pensamentos estavam viajando para muitos anos atrás. Era sua infância de menino irrequieto, que andava pelas ruas de areia da velha cidade, que passarinhava nas redondezas e gostava de ver a “revoada dos maçaricos por entre as várzeas de pirrixiu”. Era o menino que corria por entre as matas de matapasto em brincadeira com outras crianças do lugar. Era o observador atento das “moças debruçadas na janela” e do vai e vem dos barcos que atracavam no cais de sua infância, da sua querida Areia Branca. Fiquei em silêncio observando aquele homem em seus devaneios.

Foi emocionante ver que ali estava uma pessoa realizada em todos os sentidos. Bom filho, bom pai, avô extremoso e amigo fraterno, onde do alto dos seus 85 anos de idade, bem vividos, enquanto muitos se sentem incapacitados e se entregam a uma cadeira de balanço na sala de televisão, o poeta-pesquisador está em plena atividade. Continua pesquisando o nosso folclore e escrevendo poemas maravilhosos. Tudo registrado em livros publicados e os ainda a publicar. Gosta de receber em sua morada os amigos para um papo descontraído e ao final da conversa, o interlocutor sabe que sai daquele encontro, muito mais rico de conhecimento.

O seu ritmo de trabalho é invejável. É de sua natureza produzir o máximo que for possível, pois anseia em deixar uma obra literária, que certamente será bem aproveitada e agradecida pelas futuras gerações. São tantas suas atribuições, que o dia se torna insuficiente para dar conta de todos seus compromissos.

Como havia prometido, passei as suas mãos o diploma de Sócio Fundador do INRG- Instituto Norte Rio-Grandense de Genealogia, fato que muito nos honra e engrandece nossa Instituição. Na ocasião fui por ele presenteado com um de seus livros de poemas, OS BENS AVENTURADOS. No tópico “As cidades submersas”, me encantei com uma declaração de amor a sua terra natal no poema “AREIA BRANCA, MEU AMOR”. Tive o prazer e o privilégio de tê-lo escutado, quando dessa visita, recitado pelo próprio autor. Saí daquele encontro muito feliz, assim como todos os que tiveram o prazer de sentar a sombra de sua varanda, para escutar e aprender um pouco, do muito que o poeta tem a ensinar.
Transcrevo na íntegra a poesia Areia Branca, Meu Amor, para o deleite dos leitores.


A cidade adormecida,
no coração do poeta,
entre pregões matinais,
subitamente, desperta.

Para trás da Serra Vermelha,
nasce a manhã, nas levadas,
na solidão das salinas,
nas águas envenenadas.

Maçaricos alçam vôo,
nas várzeas de pirrixiu.
pescadores solitários,
pescam o silêncio do rio.

Num bosque de matapasto,
atrás de Amaro Besouro,
desabrocha o fumo bom,
em fino cálices de ouro

Calafates calafetam
velhos barcos irreais.
Moinhos movem o vento,
nas tardes do nunca mais.

O sol se pondo na Barra,.
entre mangues e canoas,
põe rebrilhos de vitrilhos,
nas marolas das gamboas.

A noite cai. Cães vadios
ladram na rua, à distância.
Deslizam sombras esquivas,
nas esquinas da lembrança.

Todos os que se mudaram
para o outro lado da vida
e dormem, no cemitério
da cidade adormecida,

vêm a mim, me cumprimentam,
me comovo ao recebê-los,
baila uma fina poeira,
em torno dos seus cabelos.

Converso com Pum-na-guerra,
Fumo-bom e Baranhaca.
Abraço Maria Mole,
Ciço Cabelo de Vaca.

Passo no Canal do Mangue,
vou à Fuzaca, à Favela.
Na rua da frente há moças
debruçadas na janela.

D. Adelina me argúi
na taboada e ABC.
Começa tudo de novo,
Pela estrada do aprender.

Ouço as valsas da Água Doce,
nas tardes de antigamente.
entre Bois e Pastoris,
sou menino novamente.

As ruas se embandeiraram,
Há lanternas pelas portas.
São João acorda, entre o riso
de pessoas que estão mortas.

Os pés do menino vão
nessas ruas do sem-fim.
O tempo não conta mais,
partiu-se, dentro de mim.

Nesse burgo de lembranças,
guardado pela memória,
minha vida se inicia,
recomeça minha história.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

VIAGEM INSÓLITA - Última etapa

(Percurso percorrido entre as praias de Pipa/RN e Canoa Quebrada/CE)


CAMINHO PARA CANOA QUEBRADA-CE


CAMINHO PARA CANOA QUEBRADA-CE

Seguimos viagem e passamos nas praias de Retirinho, Fontainha, Lagoa do Mato, Quixaba, Majorlândia e adentramos nos limites da praia de Canoa Quebrada, nosso destino final. A praia apesar da beleza de suas falésias é totalmente desprovida de vegetação, o que a deixa com um aspecto um tanto árido.

PRAIA DE CANOA QUEBRADA-CE

Fomos direto para a Pousada “Dolce Vita” onde nos hospedamos. Lugar tranqüilo e acolhedor e de ótima localização, pois fica a poucos passos da “Brodwei”, assim denominada a região do comércio, onde jovens locais e turistas se reúnem nos diversos bares e restaurantes para curtirem um som, ou experimentar dos vários pratos que são oferecidos. Grande parte da rua, transformada em calçadão, é livre do transito de automóveis, o que a torna bem segura para os freqüentadores.

POUSADA DOLCE VITA

À noite fizemos uma incursão pelas ruas da “Brodwei” onde as mulheres, como sempre, ávidas por fazer compras, logo se misturaram aos inúmeros turistas que enchiam as lojinhas ao longo do calçadão. Escolhemos um restaurante que nos pareceu mais simpático e adentramos para experimentarmos a culinária local. Infelizmente não fomos felizes na escolha dos pratos solicitados.

RUAS DA BRODWEI

Já era bem tarde da noite quando retornamos à pousada e nos reunimos em volta da piscina, e aguardando o sono chegar, degustamos várias garrafas de vinho. Entre conversas amenas e planos para o dia seguinte, entramos madrugada adentro.
Um dos nossos companheiros de viagem foi contemplado com o chalé das “mil e uma noites”. Decorado em estilo árabe onde véus coloridos pendem desde o teto até o chão. Esse chalé é disponibilizado pela administração da pousada, geralmente para casais em lua de mel. No dia seguinte “os noivos” estavam tão empolgados com a beleza da dormida, que prometeram retornar o mais breve possível, mas teria que ser para aquele mesmo chalé.

POUSADA DOLCE VITA À NOITE

Após o desjejum, fomos então conhecer a orla. Descemos a pé para a beira da praia e fizemos um longo passeio. Vendedores de todo tipo de bugiganga misturam-se a vendedores de comidas, que se multiplicavam nas areias da praia em meio a banhistas e turistas, deixando aquele pedaço de praia completamente apinhado de gente. Em frente das barracas que vendem bebidas e comidas típicas, os garçons ofereciam aos gritos: “trio grande” e “trio pequeno” pelo melhor preço! . . . Já tinha sido “apresentado” ao prato com essa denominação, quando almoçamos na barraca Pantanal, na praia de Ponta Grossa. O prato é composto de lagosta, camarão e uma posta de robalo, tudo feito na brasa.

PRAIA DE CANOA QUEBRADA-CE

Desde que adentramos no estado do Ceará, em todos os locais que paramos esse crustáceo era oferecido em bares, restaurantes a até mesmo nas barracas à beira mar. Ao que parece, o defeso da lagosta – período que é proibida a pesca, que vai de 01 de janeiro a 15 de junho - não é devidamente respeitado pelo nosso vizinho, haja vista a quantidade de pontos de comercialização desse produto.

PRATO TRIO - foto internet

O Ceará é considerado o maior produtor e exportador de lagosta do Brasil, mas para isso recebe uma grande “ajuda” do nosso Estado. Uma grande quantidade de seus “lagosteiros”- barcos que pescam lagosta - pescam em águas do Rio Grande do Norte. Diversas empresas aqui instaladas que comercializam esse tipo de pescado, quando se trata de exportação, preferem utilizar o terminal portuário de “Pecém” no Ceará, fazendo com que as estatísticas e as divisas, advindas da produção de lagosta, beneficiem nosso vizinho estado do Ceará. Enquanto as nossas autoridades responsáveis continuarem a fazer vista grossa para essa prática criminosa, nós ficamos literalmente “a ver navios”.

















BARCOS LAGOSTATEIRO - foto internet

Até então havíamos percorrido 515 km. Nossa intenção era prosseguir pela beira da praia até alcançarmos Fortaleza. Porém, tivemos informação que antes da praia das Fontes, a polícia havia interrompido o trânsito pela beira da praia, o que nos desestimulou a prosseguir.

Quando iniciamos essa viagem, eu esperava encontrar e fotografar as jangadas tradicionais, feitas com madeira de uma árvore denominada “piúba”. Madeira leve e de excelente flutuação também é conhecida como “pau de jangada”, mas infelizmente durante o nosso percurso, não consegui encontrar nenhuma dessas jangadas. Fiquei frustrado, pois tinha esperança de que, pelo menos no Estado do Ceará, tradicionalmente conhecido como “a terra das jangadas”, pudesse localizar essas relíquias da nossa navegação. Todas que vimos ao longo de todo o percurso, tanto no Rio Grande do Norte como no Ceará, eram jangadas modernas, feitas de tabuas e compensado naval.




JANGADA TRADICIONAL


JANGADA TRACICIONAL FEITA COM TORAS DE "PIÚBA"

Pegamos a BR 304 e iniciamos o retorno. As mulheres, como de costume, pressionaram para que o almoçássemos em Mossoró, estratégia que resultaria numa passadinha obrigatória no West Shopping. Não colou! O consenso masculino atuando em defesa própria, optou para que o almoço fosse realizado o mais perto possível da cidade de Natal, nosso destino final.

CONFRARIA DOS HOMENS ATUANDO EM FEDESA PRÓPRIA


POUSADA DOLCE VITA - FOTO TIRADA NA HORA DA VIAGEM DE VOLTA


Um amigo, freqüentador assíduo da cidade de Lajes e seus restaurantes, sempre que falava no restaurante “Cabrito do João” se desmanchava em elogios. Lembrando disso, quando passávamos por Mossoró liguei para ele, que me informou o telefone do tal restaurante. Falei com o proprietário e quando lá chegamos, estava nos esperando o maior e mais saboroso banquete à base de cabrito. A mesa muito farta estava repleta de tudo que um faminto viajante poderia desejar. Feijão de corda, feijão verde, farofa de cuscuz, farofa d’água bem acebolada, arroz, macaxeira, batata doce, farinha de mandioca temperada com a graxa do cabrito e o prato principal, cabrito guisado. Tudo isso, dependendo do gosto do cliente, podia ser temperado com um pouco de manteiga da terra e uma boa pimenta malagueta. Para quem ia almoçar às três horas da tarde, aquela mesa mais parecia uma miragem.












CIDADE DE MOSSORO-RN














FOTO CIDADE DE LAJES-RN Foto Sõnia Furtado

Doze pessoas sentaram-se em torno da mesa e depois de uma hora ininterrupta de comilança, regada a cachaça e cerveja (para os que não estavam dirigindo) e algumas garrafas de refrigerantes, foi solicitado à conta. Qual foi nossa surpresa quando o João nos informou que tudo aquilo custara a bagatela de R$ 100,00. Não conformado com o preço irrisório por ele cobrado, solicitei que refizesse a conta novamente. Ele pacientemente somou tudo de novo e ao final sentenciou: R$ 105,00, mas para os senhores faço por R$ 100,00.


FOTO DO RESTAURANTE "O CABRITO DO JOÃO" EM LAJES-RN - Podemos ver o proprietário em pé conferindo se todos estavam bem servido.

Pagamos a conta acrescida de uma generosa gorjeta e a promessade que ficarmos fregueses. O plano era vez por outra, reunir a mesma turma e dar uma passadinha em Lajes para almoçar no “Cabrito do João”.

CIDADE DE NATAL-RN

Chegamos a Natal no final da tarde, cansados, mas já saudosos da viagem/aventura que nos deixou mais ricos no conhecimento e orgulhosos do nosso belo litoral. Percorremos um total de 937 km. Valeu à pena.