PÔOOORRRA,
Levi inaugura a moderna heráldica botando pra f.........
O brasão só falta falar. Quer dizer fala e muito, diz tudo!!
Tá lindo, parabéns.
Olha que eu curto heráldica desde criancinha.
Um abraço José Augusto
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
BRASÃO DO INSTITUTO NORTE RIO-GRANDENSE DE GENEALOGIA
Cabedelo, 09 de agosto de 2010
Caro Ormuz,
Na minha modesta opinião o brasão que V.Sª nos apresenta é uma peça singela de rara beleza. O lema traduzido "Para perpétua memória da família" muito bem representa o que os genealogistas procuram durante suas pesquisas.
Desde a reunião que realizou-se em Caicó demonstrei meu interesse em tornár-me Sócio Fundador deste Instituto mas até a presente data não recebí nenhumha resposta. Porém, mesmo não sendo membro deste Instituto acompanho atentamente suas ações e me encho de conhecimento ao receber seus e-mail's.
Uma vez que o Instituto representa o estado do Rio grande do Norte como um todo, acharia oportuno que em seu brasão ou ao menos no memorial descritivo do mesmo constassem referências a uma das principais e mais tradicionais regiões do estado que é o Seridó e as cidades polarizadas por Caicó, Acarí e adjacencias.
Atenciosamente,
ADM. ADELMO DE MEDEIROS
Secretário de Cultura do Município de Brejo de Madre de Deus/PE
CRA / PB nº 2235
Caro Ormuz,
Na minha modesta opinião o brasão que V.Sª nos apresenta é uma peça singela de rara beleza. O lema traduzido "Para perpétua memória da família" muito bem representa o que os genealogistas procuram durante suas pesquisas.
Desde a reunião que realizou-se em Caicó demonstrei meu interesse em tornár-me Sócio Fundador deste Instituto mas até a presente data não recebí nenhumha resposta. Porém, mesmo não sendo membro deste Instituto acompanho atentamente suas ações e me encho de conhecimento ao receber seus e-mail's.
Uma vez que o Instituto representa o estado do Rio grande do Norte como um todo, acharia oportuno que em seu brasão ou ao menos no memorial descritivo do mesmo constassem referências a uma das principais e mais tradicionais regiões do estado que é o Seridó e as cidades polarizadas por Caicó, Acarí e adjacencias.
Atenciosamente,
ADM. ADELMO DE MEDEIROS
Secretário de Cultura do Município de Brejo de Madre de Deus/PE
CRA / PB nº 2235
domingo, 8 de agosto de 2010
AINDA SOBRE A FAMÍLIA SIMONETTI
Ormuz,
obrigada pelos e-mails. Muito interessada em saber toda a história da
nossa descendencia italiana.Li seu artigo no Jornal hoje e espero saber
como aconteceu a ligação João B.C. Simonettei com Primênia e, como
Pietro Villa entra nessa historia. Um abraço da prima
Cléa Bezerra de Melo Centeno
obrigada pelos e-mails. Muito interessada em saber toda a história da
nossa descendencia italiana.Li seu artigo no Jornal hoje e espero saber
como aconteceu a ligação João B.C. Simonettei com Primênia e, como
Pietro Villa entra nessa historia. Um abraço da prima
Cléa Bezerra de Melo Centeno
BRASÃO DO INSTITUTO NORTE RIO-GRANDENSE DE GENEALOGIA
Caro Ormuz, quem sou em para fazer criticas a um belo trabalho desse. Para mim esta super bonito e abrange, como descrito no texto, tudo que o RN representa.
Parabens e abraços
Felipe
Parabens e abraços
Felipe
BRASÃO DO INSTITUTO NORTE RIO-GRANDENSE DE GENEALOGIA
Agradeço a atenção do nobre amigo; apreciado, avaliado e aprovado, ressalvando o "AD PERPETUAM FAMILIARE MEMORIAM" que também compõe o brasão, enaltece e perpetua a mais nobre e correta língua (idioma) já usado pela humanidade.
Parabéns caro amigo.
Frederico Calafange
Parabéns caro amigo.
Frederico Calafange
BRASÃO DO INSTITUTO NORTE RIO-GRANDENSE DE GENEALOGIA
Muito bonito. Levi é realmente um artista.
Parabéns a todos.
Fred Rossiter
Parabéns a todos.
Fred Rossiter
BRASÃO DO INSTITUTO NORTE RIO-GRANDENSE DE GENEALOGIA
Ormuz,
Está perfeito. Num espaço pequeno conseguiu reunir e representar todas as carcteríticas da nossa região.
Parabéns pela idéia.
Carlos Cabral
Está perfeito. Num espaço pequeno conseguiu reunir e representar todas as carcteríticas da nossa região.
Parabéns pela idéia.
Carlos Cabral
sábado, 7 de agosto de 2010
BRASÃO DO INSTITUTO NORTE RIO-GRANDENSE DE GENEALOGIA

Aos amigos e leitores: Segue para apreciação e avaliação o BRASÃO DO INSTITUTO NORTE-RIO-GRANDENSE DE GENEALOGIA.
A criação é do artista plástico LEVI BULHÕES que, na sua composição contou com sugestões dos sócios do INRG, Ormuz Barbalho Simonetti e Carlos Roberto de Miranda Gomes.
COMPOSIÇÃO DO BRASÃO
No Brasão o sol simboliza nossa cidade conhecida internacionalmente como “Cidade do Sol”. O mar, as nossas belas praias e a jangada representam os nossos destemidos pescadores. As pirâmides de sal com o moinho de vento, a mais antiga fonte econômica de nosso Estado e ainda a manutenção do título de maior produtor de sal do mundo. Os coqueiros, a carnaúba, a cana-de-açucar, e a bela flor com os capulhos de algodão, são as nossas riquezas agrícolas. As cores utilizadas são da nossa bandeira. Tudo isso harmonicamente disposto dentro das linhas do Forte dos Reis Magos, o maior símbolo de nossa Cidade, tendo como complementos o monitor de um computador representando a modernidade e o teclado transformado em um livro, representando as principais fontes da pesquisa dos registros genealógicos. Ao final a complementação de uma faixa com o nosso lema: AD PERPETUAM FAMILIAE MEMORIAM
ARTIGOS GENEALÓGICOS
CARO ORMUZ - GOSTEI DO SEU ARTIGO. TENHO UM TIO QUE FOI CASADO COM UMA DAS FILHAS DO PROFESSOR CLEMENTINO CAMARA. REPASSEI O ARTIGO PARA ELE... QUEM SABE ELE CONHECEU ESSA PESSOA,OU SE INTERESSE EM REPASSAR PARA ALGUEM DA FAMILIA CAMARA. HOJE ELE ESTA COM APROXIMADAMENTE 83 ANOS...
ABRAÇOS
FELIPE
ABRAÇOS
FELIPE
ARTIGOS GENEALÓGICOS
Caro Ormuz,
Cheio de emoçao, o texto está excelente.
Alegro-me por sentir um pouco responsável pelo seu trabalho que imaginara não ser possivel realizar.
Parabéns,
Arnilton MOntenegro
Cheio de emoçao, o texto está excelente.
Alegro-me por sentir um pouco responsável pelo seu trabalho que imaginara não ser possivel realizar.
Parabéns,
Arnilton MOntenegro
ARTIGOS GENEALÓGICOS
AMIGO ORMUZ BARBALHO SIMONETTI BOA NOITE,
PARABENS PELO MARAVILHOSO TRABALHO QUE TEM DESENVOLVIDO.
DESEJO A VOÇE MUITOS ANOS DE VIDA, COM MUITA SAÚDE, PARA QUE VOÇE
CONTINUE SEMPRE NESSA EXCELENTE LUTA REGISTRANDO AS NOSSAS DIGNAS FAMILIAS.
GRANDE ABRAÇO
JOSE THIAGO MELO GADELHA SIMAS - 9982.4030
PARABENS PELO MARAVILHOSO TRABALHO QUE TEM DESENVOLVIDO.
DESEJO A VOÇE MUITOS ANOS DE VIDA, COM MUITA SAÚDE, PARA QUE VOÇE
CONTINUE SEMPRE NESSA EXCELENTE LUTA REGISTRANDO AS NOSSAS DIGNAS FAMILIAS.
GRANDE ABRAÇO
JOSE THIAGO MELO GADELHA SIMAS - 9982.4030
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
ARTIGOS GENEALÓGICOS
MATÉRIA PUBLICANA EM "O JORNAL DE HOJE", EDIÇÃO DE 06.08.2010
AINDA SOBRE A FAMÍLIA SIMONETTI
Foram muitas as surpresas que tive durante o tempo que durou a pesquisa genealógica que resultou no livro “Genealogia dos Troncos Familiares de Goianinha-RN”, lançado em agosto de 2008. Uma delas, e talvez a que mais me emocionou, foi a descoberta de uma parte de minha família, pelo lado SIMONETTI, que residia em Santos/SP. Para eles a emoção foi ainda maior, pois imaginavam ser apenas um pequeno grupo familiar com raízes no distante nordeste do país.
Pois bem, certo dia chegou à caixa de e-mail de minha prima, Daniela Simonetti, uma mensagem de um internauta de nome Daniel Simonetti Campos, que residia naquela ocasião em Curitiba, solicitando informação sobre a família, pois soube através de seus pais que suas raízes tinham origem no Rio Grande do Norte.
Sabendo da pesquisa genealógica que eu desenvolvia em busca dos meus ancestrais, Daniela me encaminhou o e-mail. Imediatamente enviei uma mensagem para o possível primo, solicitando que me informasse algum fato ou história que pudesse ligar nossas famílias, já que no Estado de São Paulo existiam várias pessoas como o nosso sobrenome, mas sem ligação direta conosco. Muitos indivíduos como o sobrenome Simonetti haviam imigrado para o nosso país, procedentes da Itália, fugindo das duas grandes guerras, a primeira ocorrida entre 1914 e 1918 e a segunda entre 1939 e 1945 e também durante o pós-guerra. No nosso caso, o desembarque do primeiro Simonetti no Brasil, ocorreu por volta do ano de 1820, portanto, muito antes desses dois catastróficos eventos que envergonharam e ainda envergonham a humanidade.
Então ele me relatou que a sua avó, que se chamava Maria Simonetti, nascida em 1905, dizia ser filha de Benjamim Constant Simonetti (1885/1962) com Maria dos Anjos (1887/1927). Contou sua avó que durante a adolescência, quando morava em Natal, encontrava-se como seu pai, sem conhecimento da sua atual família, nesse tempo já casado com Emília Simonetti (minha avó), na estação ferroviária da Ribeira. Certo dia, em um desses encontros, Maria conversava com seu pai, quando um jovem passou no outro lado da rua sem os ver. Foi então que vovô disse a sua filha: “Aquele rapaz ali é meu filho. O nome dele é Arnaldo e estuda Direito em Recife. Se Deus quiser, quando ele se formar vai regularizar sua situação!”
Daniel relata ainda que anos após esse encontro, ela foi morar na casa do professor Clementino Câmara. Era uma espécie de governanta e gozava de toda a confiança e apreço do velho professor. Por ser uma família protestante, logo a jovem Maria Simonetti se tornou fiel discípula dos preceitos e doutrinas da nova religião.
Certa vez, o professor Clementino foi convidado para um congresso religioso que se realizaria na cidade de São Paulo. Impossibilitado de comparecer ao evento, enviou como sua representante Maria Simonetti, que na ocasião já gozava de boa formação religiosa e estava habilitada a bem representar o professor naquele congresso. Viajou a São Paulo e nunca mais retornou ao seu Estado. Em 15 de fevereiro de 1941, casou-se com Antônio Sebastião Pereira e tiveram três filhos: Azenati, nascida em 1941; Ezequiel, nascido em 1943 e Ezequias, em 1944.
Depois de ler várias vezes aquele impressionante relato, não tive mais dúvidas de que estava diante de um “elo perdido” de minha família. É esse tipo de emoção, o prêmio pelas noites solitárias e indormidas, dos que labutam na pesquisa genealógica.
Muito emocionado e sem nenhuma dúvida de que aquela era minha família, retornei a mensagem informando que o “Arnaldo” a que ele se referia, era o meu pai e que havia falecido em 1972, na cidade de São Paulo, após ter se submetido a uma cirurgia cardíaca. Informei que ele havia nascido em 1910, isto é, cinco anos após Maria Simonetti, sua irmã por parte de pai.
A princípio os e-mails frios e desconfiados, logo se transformaram em longos e emocionados telefonemas, até que, para minha surpresa, naquele mesmo ano recebemos a visita de um neto de Maria Simonetti, filho de Ezequiel, Luiz Fernando Simonetti Pereira e sua jovem esposa Daniela Bruschetta Simonetti, por coincidência, filha de italianos. Aqui chegaram com os olhos e a emoção dos antigos navegantes, que após meses enxergando apenas céu e mar, avistavam as primeiras árvores de uma terra distante e desconhecida.
Em agosto, chegaram a Natal seus pais e tios. Vieram para o lançamento do meu livro e por aqui ficaram uma semana. Foram dias inesquecíveis para todos nós. Conheceram Goianinha, cidade onde tudo começou e também Tibau do Sul, aonde Giovanni Baptista Simonetti chegou náufrago entre 1822 e 1824. Conheceram também a praia da Pipa e ficaram maravilhados com suas águas cálidas e transparentes, bem diferente das praias de Santos onde moram. Conheceram as antigas histórias da praia da Pipa e suas belezas naturais desenhadas pelas falésias e os recifes de coral que ponteiam toda aquela costa.
Aquela família que se imaginava tão pequena, de repente, descobriu extasiados, que não estão sozinhos como imaginavam. Muito pelo contrário, conheceram em um só dia, centenas de parentes que como eles, também aproveitavam aquele evento para se descobrirem e se reconhecerem como família. Comparecera naquela noite chuvosa do dia 8 de agosto de 2008, ao Boulevard Recepções, mais de 600 pessoas, na sua imensa maioria interligadas geneticamente. Como aquela família, muitas foram as que se descobriram e se conheceram naquela ocasião.
Com esse encontro muitas dúvidas foram esclarecidas. Questionada porque em todos esses anos não havia procurado a família no Rio Grande do Norte, Azenati informou que sua mãe pensava não existir mais ninguém da sua origem por esses lados. No final da década de 30, teve noticias, possivelmente através da família do professor Clementino, que o pai havia falecido em 1936. Naquela época, a precariedade dos meios de comunicação ajudaram a confundir e distorcer a notícia enviada. Na realidade, quem faleceu nessa data foi o filho de Benjamin, e seu irmão por parte de pai, Ormuz Barbalho Simonetti, do qual em sua homenagem, me puseram o mesmo nome. Vovô faleceu 26 anos depois, em 1962.
Em 2009 tivemos novamente o prazer da visita desses queridos parentes, que sempre nos proporciona muita alegria. Nesse ano estamos aguardando com ansiedade a chegada, lá em São Paulo capital, de mais um membro da família. Dessa vez apurando o sangue carcamano, nascerá ainda esse ano o varão, Enrico Bruschetta Simonetti. Que venha com muita saúde para o regozijo de todo o clã.
Natal, agosto/2010.
AINDA SOBRE A FAMÍLIA SIMONETTI
Foram muitas as surpresas que tive durante o tempo que durou a pesquisa genealógica que resultou no livro “Genealogia dos Troncos Familiares de Goianinha-RN”, lançado em agosto de 2008. Uma delas, e talvez a que mais me emocionou, foi a descoberta de uma parte de minha família, pelo lado SIMONETTI, que residia em Santos/SP. Para eles a emoção foi ainda maior, pois imaginavam ser apenas um pequeno grupo familiar com raízes no distante nordeste do país.
Pois bem, certo dia chegou à caixa de e-mail de minha prima, Daniela Simonetti, uma mensagem de um internauta de nome Daniel Simonetti Campos, que residia naquela ocasião em Curitiba, solicitando informação sobre a família, pois soube através de seus pais que suas raízes tinham origem no Rio Grande do Norte.
Sabendo da pesquisa genealógica que eu desenvolvia em busca dos meus ancestrais, Daniela me encaminhou o e-mail. Imediatamente enviei uma mensagem para o possível primo, solicitando que me informasse algum fato ou história que pudesse ligar nossas famílias, já que no Estado de São Paulo existiam várias pessoas como o nosso sobrenome, mas sem ligação direta conosco. Muitos indivíduos como o sobrenome Simonetti haviam imigrado para o nosso país, procedentes da Itália, fugindo das duas grandes guerras, a primeira ocorrida entre 1914 e 1918 e a segunda entre 1939 e 1945 e também durante o pós-guerra. No nosso caso, o desembarque do primeiro Simonetti no Brasil, ocorreu por volta do ano de 1820, portanto, muito antes desses dois catastróficos eventos que envergonharam e ainda envergonham a humanidade.
Então ele me relatou que a sua avó, que se chamava Maria Simonetti, nascida em 1905, dizia ser filha de Benjamim Constant Simonetti (1885/1962) com Maria dos Anjos (1887/1927). Contou sua avó que durante a adolescência, quando morava em Natal, encontrava-se como seu pai, sem conhecimento da sua atual família, nesse tempo já casado com Emília Simonetti (minha avó), na estação ferroviária da Ribeira. Certo dia, em um desses encontros, Maria conversava com seu pai, quando um jovem passou no outro lado da rua sem os ver. Foi então que vovô disse a sua filha: “Aquele rapaz ali é meu filho. O nome dele é Arnaldo e estuda Direito em Recife. Se Deus quiser, quando ele se formar vai regularizar sua situação!”
Daniel relata ainda que anos após esse encontro, ela foi morar na casa do professor Clementino Câmara. Era uma espécie de governanta e gozava de toda a confiança e apreço do velho professor. Por ser uma família protestante, logo a jovem Maria Simonetti se tornou fiel discípula dos preceitos e doutrinas da nova religião.
Certa vez, o professor Clementino foi convidado para um congresso religioso que se realizaria na cidade de São Paulo. Impossibilitado de comparecer ao evento, enviou como sua representante Maria Simonetti, que na ocasião já gozava de boa formação religiosa e estava habilitada a bem representar o professor naquele congresso. Viajou a São Paulo e nunca mais retornou ao seu Estado. Em 15 de fevereiro de 1941, casou-se com Antônio Sebastião Pereira e tiveram três filhos: Azenati, nascida em 1941; Ezequiel, nascido em 1943 e Ezequias, em 1944.
Depois de ler várias vezes aquele impressionante relato, não tive mais dúvidas de que estava diante de um “elo perdido” de minha família. É esse tipo de emoção, o prêmio pelas noites solitárias e indormidas, dos que labutam na pesquisa genealógica.
Muito emocionado e sem nenhuma dúvida de que aquela era minha família, retornei a mensagem informando que o “Arnaldo” a que ele se referia, era o meu pai e que havia falecido em 1972, na cidade de São Paulo, após ter se submetido a uma cirurgia cardíaca. Informei que ele havia nascido em 1910, isto é, cinco anos após Maria Simonetti, sua irmã por parte de pai.
A princípio os e-mails frios e desconfiados, logo se transformaram em longos e emocionados telefonemas, até que, para minha surpresa, naquele mesmo ano recebemos a visita de um neto de Maria Simonetti, filho de Ezequiel, Luiz Fernando Simonetti Pereira e sua jovem esposa Daniela Bruschetta Simonetti, por coincidência, filha de italianos. Aqui chegaram com os olhos e a emoção dos antigos navegantes, que após meses enxergando apenas céu e mar, avistavam as primeiras árvores de uma terra distante e desconhecida.
Em agosto, chegaram a Natal seus pais e tios. Vieram para o lançamento do meu livro e por aqui ficaram uma semana. Foram dias inesquecíveis para todos nós. Conheceram Goianinha, cidade onde tudo começou e também Tibau do Sul, aonde Giovanni Baptista Simonetti chegou náufrago entre 1822 e 1824. Conheceram também a praia da Pipa e ficaram maravilhados com suas águas cálidas e transparentes, bem diferente das praias de Santos onde moram. Conheceram as antigas histórias da praia da Pipa e suas belezas naturais desenhadas pelas falésias e os recifes de coral que ponteiam toda aquela costa.
Aquela família que se imaginava tão pequena, de repente, descobriu extasiados, que não estão sozinhos como imaginavam. Muito pelo contrário, conheceram em um só dia, centenas de parentes que como eles, também aproveitavam aquele evento para se descobrirem e se reconhecerem como família. Comparecera naquela noite chuvosa do dia 8 de agosto de 2008, ao Boulevard Recepções, mais de 600 pessoas, na sua imensa maioria interligadas geneticamente. Como aquela família, muitas foram as que se descobriram e se conheceram naquela ocasião.
Com esse encontro muitas dúvidas foram esclarecidas. Questionada porque em todos esses anos não havia procurado a família no Rio Grande do Norte, Azenati informou que sua mãe pensava não existir mais ninguém da sua origem por esses lados. No final da década de 30, teve noticias, possivelmente através da família do professor Clementino, que o pai havia falecido em 1936. Naquela época, a precariedade dos meios de comunicação ajudaram a confundir e distorcer a notícia enviada. Na realidade, quem faleceu nessa data foi o filho de Benjamin, e seu irmão por parte de pai, Ormuz Barbalho Simonetti, do qual em sua homenagem, me puseram o mesmo nome. Vovô faleceu 26 anos depois, em 1962.
Em 2009 tivemos novamente o prazer da visita desses queridos parentes, que sempre nos proporciona muita alegria. Nesse ano estamos aguardando com ansiedade a chegada, lá em São Paulo capital, de mais um membro da família. Dessa vez apurando o sangue carcamano, nascerá ainda esse ano o varão, Enrico Bruschetta Simonetti. Que venha com muita saúde para o regozijo de todo o clã.
Natal, agosto/2010.
terça-feira, 27 de julho de 2010
ARTIGO GENEALÓGICO
Matéria publicada no JORNAL DE HOJE, edição do dia 23 de julho de 2010
ORIGEM DAS FAMILIAS SIMONETTI E VILLA
A família Simonetti tem origem na pessoa do cidadão genovês, Giovanni Baptista Simonetti que desembarcou no porto do Recife, por volta do ano de 1820, na companhia do Pietro Nicoláu Villa, seu compatriota, também, da mesma região da Itália. Esses dois jovens aventureiros, na casa dos seus 20 anos, possivelmente fugiam da falta de empregos em seu país. Aqui chegaram cheios de esperanças de encontrar no distante Brasil, uma nova e próspera vida para si e seus descendentes.
No Recife, Giovanni passou pouco tempo. Sobreviveu nesse curto período realizando pequenos serviços e se utilizando das poucas economias que amealhou antes de atravessar o Atlântico. Os dois amigos permaneceram sempre na cidade, ao contrário de outros imigrantes que adentraram ao interior para trabalhar nas lavouras de cana-de-açúcar.
Em conversas com outros imigrantes, Giovanni ficou sabendo que no Norte do país havia muitas terras devolutas e as possibilidades de ganhar dinheiro eram maiores do que na agitada Recife da época. Resolveu se aventurar naquela região, ainda pouco habitada, principalmente por imigrantes. As imigrações no Brasil ocorreram principalmente em três regiões do País. Na região Sul, através do porto de Santos; na região Leste, pelo porto do Rio de Janeiro e no Nordeste, nos portos de Salvador e Recife.
Entre os anos de 1822 e 1824, o italiano Giovanni despede-se do amigo Pietro e toma uma barcaça no porto de Recife com destino ao Norte do país, possivelmente para cidade de Belém do Pará. Em uma noite chuvosa na altura das praias de Tibau do Sul e Pipa, a barcaça em que viajava naufragou. Giovanni conseguiu se salvar e chegou até a praia de Tibau do Sul, naquela época, uma pequena aldeia de pescadores.
Dias depois e já recuperado, partiu para a cidade de Goianinha, 25 kms ao Leste, e lá permaneceu por toda sua vida. Em 1825, contraiu matrimônio com Gertrudes Guilhermina Barbalho, filha do casal Antônio José da Costa Barbalho e Maria Germana Freire do Revoredo, esta, filha do capitão-mor Bento Freire do Revoredo, o mais rico proprietário da região com terras que se estendiam pelos municípios de Goianinha, São José de Mipibú e Papary, hoje Nísia Floresta.
Dessa união entre Giovenni e Gertrudes nasceram nove filhos: Antônio Temístocles Simonetti; João Baptista Simonetti; Benjamin Constant Simonetti, meu trisavô; Américo Vespúcio Simonetti, ramo da família que se desenvolveu nas cidades de Açu e Mossoró, da qual descende monsenhor Américo Vespúcio Simonetti, pároco da Igreja de Santa Luzia, em Mossoró, falecido aos 79 anos em junho de 2009; Genuíno Ibraim Simonetti; Adelina Simonetti; Rosália Simonetti; Maria Amélia Simonetti e Anna Augusta Simonetti.
Giovanni iniciou sua vida em Goianinha mascateando, profissão muito comum na época e que foi exercida também, pelo meu avô materno Odilon Ernestino Barbalho. Adquiria mercadorias em Recife, onde já havia morado, e as revendia tanto no caminho de volta, como na vila de Goianinha e arruados adjacentes. O amigo e companheiro de viagem Pietro Nicoláu, permaneceu em Recife vivendo de pequenos negócios. Em uma dessas viagens a Recife para se abastecer de mercadorias, Giovanni o convida a mudar-se para Goianinha, e convence o amigo Pietro com o argumento de que a vila é famosa por suas mulheres bonitas e casadouras.
Pietro Nicoláu Villa aceita o convite e, ao que parece não se arrependeu. Tempos depois se casou com Francisca Ferreira da Silva, que era prima de Gertrudes, esposa de Giovanni, filha de Félix Ferreira da Silva e Joaquina Ferreira da Silva, neta do casal Félix Ferreira da Silva, segundo do nome, e Francisca Freire do Revoredo, bisneta do capitão-mor Bento Freire do Revoredo. Dessa união teve início a família Villa, no Rio Grande do Norte, que ao longo do tempo perdeu um dos “L” passando ser grafada apenas “VILA".
Um fato curioso é que o neto de Giovanni de nome João Baptista Simonetti Filho, resolveu, a exemplo do avô, procurar melhores condições de vida em outra região do País e para isso escolheu o Sul como destino. Em 1887, partiu do Recife a bordo do vapor Bahia comandado pelo Tente Aureliano, e na noite de 24 de março por volta das 23:30 horas, quando se encontrava em alto mar, em frente a Praia de Ponta de Pedras, foi abalroado pelo vapor Pirapora que era comandado pelo Capitão Carvalho. Especula-se que nesse incidente não houve a circunstância acidental, e sim um ato criminoso do capitão Carvalho, que tinha diferenças pessoais com o capitão do Bahia e, num ato tresloucado, jogou a proa de sua embarcação de encontro ao costado do vapor Bahia, provocando seu afundamento em apenas 10 minutos. O Bahia conduzia 200 passageiros inclusive o 15° Batalhão de Infantaria do Exército que seguia com destino ao Rio de Janeiro. Desse ato insano, terminou por ceifar vidas, sonhos e esperanças de homens e mulheres em uma noite clara de mar calmo no meio do oceano. O nosso grande poeta Manoel Segundo Wanderley publicou em 1887 no Diário de Pernambuco, o poema “O Naufrágio do Vapor Bahia” .
Porém, João Batista, curiosamente teve o mesmo destino do avô, só que com rumos diferentes. O avô seguia para o Norte e ele para o Sul. Milagrosamente e bastante ferido, conseguiu chegar à praia. Pescadores pernambucanos, o acolheu dando-lhe comida, abrigo e tratando de seus ferimentos. Quando se recuperou, telegrafou para o avô pedindo instruções e orientação. Como um bom Simonetti o velho Giovanni respondeu sem maiores delongas: “Prossiga para seu destino!” Em obediência a determinação do patriarca, seguiu viagem e tempos depois chegou a Vitória do Espírito Santo de onde nunca mais saiu.
Casou-se com Carolina da Rocha e tiveram os seguintes filhos: Simonides da Rocha Simonetti que se casou com Aurora Penna; Jandyra Simonetti Costa que casou com Nelson Costa; Gercina Simonetti Bahiense que se casou com Norbertino dos Santos Bahiensea; Argentina Simonetti Abreu que se casou com Agenor Abreu; Floriano da Rocha Simonetti que se casou com Nadyr de Melo e Edison da Rocha Simonetti que se casou com Maria Motta. Tive o imenso prazer de conversar por telefone e através de e-mail com diversos descendentes dessa irmandade que ainda vivem em Vitória. Outros foram localizados nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com os quais também mantive contado.
Em 2009, quando fui admitido como sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, impossibilitado de comparecer a cerimônia de entrega do diploma, tive a honra de ser representado por Milton José Lyrio Simonetti, um simpático primo capixaba, filho de Milton Penna Simonetti, neto de Simonides da Rocha Simonetti e bisneto do náufrago João Batista Simonetti Filho.
ORIGEM DAS FAMILIAS SIMONETTI E VILLA
A família Simonetti tem origem na pessoa do cidadão genovês, Giovanni Baptista Simonetti que desembarcou no porto do Recife, por volta do ano de 1820, na companhia do Pietro Nicoláu Villa, seu compatriota, também, da mesma região da Itália. Esses dois jovens aventureiros, na casa dos seus 20 anos, possivelmente fugiam da falta de empregos em seu país. Aqui chegaram cheios de esperanças de encontrar no distante Brasil, uma nova e próspera vida para si e seus descendentes.
No Recife, Giovanni passou pouco tempo. Sobreviveu nesse curto período realizando pequenos serviços e se utilizando das poucas economias que amealhou antes de atravessar o Atlântico. Os dois amigos permaneceram sempre na cidade, ao contrário de outros imigrantes que adentraram ao interior para trabalhar nas lavouras de cana-de-açúcar.
Em conversas com outros imigrantes, Giovanni ficou sabendo que no Norte do país havia muitas terras devolutas e as possibilidades de ganhar dinheiro eram maiores do que na agitada Recife da época. Resolveu se aventurar naquela região, ainda pouco habitada, principalmente por imigrantes. As imigrações no Brasil ocorreram principalmente em três regiões do País. Na região Sul, através do porto de Santos; na região Leste, pelo porto do Rio de Janeiro e no Nordeste, nos portos de Salvador e Recife.
Entre os anos de 1822 e 1824, o italiano Giovanni despede-se do amigo Pietro e toma uma barcaça no porto de Recife com destino ao Norte do país, possivelmente para cidade de Belém do Pará. Em uma noite chuvosa na altura das praias de Tibau do Sul e Pipa, a barcaça em que viajava naufragou. Giovanni conseguiu se salvar e chegou até a praia de Tibau do Sul, naquela época, uma pequena aldeia de pescadores.
Dias depois e já recuperado, partiu para a cidade de Goianinha, 25 kms ao Leste, e lá permaneceu por toda sua vida. Em 1825, contraiu matrimônio com Gertrudes Guilhermina Barbalho, filha do casal Antônio José da Costa Barbalho e Maria Germana Freire do Revoredo, esta, filha do capitão-mor Bento Freire do Revoredo, o mais rico proprietário da região com terras que se estendiam pelos municípios de Goianinha, São José de Mipibú e Papary, hoje Nísia Floresta.
Dessa união entre Giovenni e Gertrudes nasceram nove filhos: Antônio Temístocles Simonetti; João Baptista Simonetti; Benjamin Constant Simonetti, meu trisavô; Américo Vespúcio Simonetti, ramo da família que se desenvolveu nas cidades de Açu e Mossoró, da qual descende monsenhor Américo Vespúcio Simonetti, pároco da Igreja de Santa Luzia, em Mossoró, falecido aos 79 anos em junho de 2009; Genuíno Ibraim Simonetti; Adelina Simonetti; Rosália Simonetti; Maria Amélia Simonetti e Anna Augusta Simonetti.
Giovanni iniciou sua vida em Goianinha mascateando, profissão muito comum na época e que foi exercida também, pelo meu avô materno Odilon Ernestino Barbalho. Adquiria mercadorias em Recife, onde já havia morado, e as revendia tanto no caminho de volta, como na vila de Goianinha e arruados adjacentes. O amigo e companheiro de viagem Pietro Nicoláu, permaneceu em Recife vivendo de pequenos negócios. Em uma dessas viagens a Recife para se abastecer de mercadorias, Giovanni o convida a mudar-se para Goianinha, e convence o amigo Pietro com o argumento de que a vila é famosa por suas mulheres bonitas e casadouras.
Pietro Nicoláu Villa aceita o convite e, ao que parece não se arrependeu. Tempos depois se casou com Francisca Ferreira da Silva, que era prima de Gertrudes, esposa de Giovanni, filha de Félix Ferreira da Silva e Joaquina Ferreira da Silva, neta do casal Félix Ferreira da Silva, segundo do nome, e Francisca Freire do Revoredo, bisneta do capitão-mor Bento Freire do Revoredo. Dessa união teve início a família Villa, no Rio Grande do Norte, que ao longo do tempo perdeu um dos “L” passando ser grafada apenas “VILA".
Um fato curioso é que o neto de Giovanni de nome João Baptista Simonetti Filho, resolveu, a exemplo do avô, procurar melhores condições de vida em outra região do País e para isso escolheu o Sul como destino. Em 1887, partiu do Recife a bordo do vapor Bahia comandado pelo Tente Aureliano, e na noite de 24 de março por volta das 23:30 horas, quando se encontrava em alto mar, em frente a Praia de Ponta de Pedras, foi abalroado pelo vapor Pirapora que era comandado pelo Capitão Carvalho. Especula-se que nesse incidente não houve a circunstância acidental, e sim um ato criminoso do capitão Carvalho, que tinha diferenças pessoais com o capitão do Bahia e, num ato tresloucado, jogou a proa de sua embarcação de encontro ao costado do vapor Bahia, provocando seu afundamento em apenas 10 minutos. O Bahia conduzia 200 passageiros inclusive o 15° Batalhão de Infantaria do Exército que seguia com destino ao Rio de Janeiro. Desse ato insano, terminou por ceifar vidas, sonhos e esperanças de homens e mulheres em uma noite clara de mar calmo no meio do oceano. O nosso grande poeta Manoel Segundo Wanderley publicou em 1887 no Diário de Pernambuco, o poema “O Naufrágio do Vapor Bahia” .
Porém, João Batista, curiosamente teve o mesmo destino do avô, só que com rumos diferentes. O avô seguia para o Norte e ele para o Sul. Milagrosamente e bastante ferido, conseguiu chegar à praia. Pescadores pernambucanos, o acolheu dando-lhe comida, abrigo e tratando de seus ferimentos. Quando se recuperou, telegrafou para o avô pedindo instruções e orientação. Como um bom Simonetti o velho Giovanni respondeu sem maiores delongas: “Prossiga para seu destino!” Em obediência a determinação do patriarca, seguiu viagem e tempos depois chegou a Vitória do Espírito Santo de onde nunca mais saiu.
Casou-se com Carolina da Rocha e tiveram os seguintes filhos: Simonides da Rocha Simonetti que se casou com Aurora Penna; Jandyra Simonetti Costa que casou com Nelson Costa; Gercina Simonetti Bahiense que se casou com Norbertino dos Santos Bahiensea; Argentina Simonetti Abreu que se casou com Agenor Abreu; Floriano da Rocha Simonetti que se casou com Nadyr de Melo e Edison da Rocha Simonetti que se casou com Maria Motta. Tive o imenso prazer de conversar por telefone e através de e-mail com diversos descendentes dessa irmandade que ainda vivem em Vitória. Outros foram localizados nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com os quais também mantive contado.
Em 2009, quando fui admitido como sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, impossibilitado de comparecer a cerimônia de entrega do diploma, tive a honra de ser representado por Milton José Lyrio Simonetti, um simpático primo capixaba, filho de Milton Penna Simonetti, neto de Simonides da Rocha Simonetti e bisneto do náufrago João Batista Simonetti Filho.
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