quarta-feira, 1 de julho de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEU AVÓS - Depoimentos

ASSIM ERA JOÃO PRIMÊNIO


Li há poucos dias no jornal “Tribuna do Norte” uma crônica da série que vem sendo escrita pelo historiador Ormuz Barbalho Simonetti acerca da Praia da Pipa e de sua gente. Desta vez, no entanto, o personagem da história era o seu primo João Primênio Barbalho Simonetti, magistrado com todos os dons indispensáveis à prática da Justiça: tranqüilo, ponderado, simples, equilibrado, inteligente, ético sobretudo.
Não tive com ele mais aproximação. Mesmo assim o admirava porque a sua estatura de magistrado o fazia admirar. O que a respeito de sua crônica contou Ormuz retrata, com excepcional exatidão, com a mais absoluta fidelidade, a personalidade do Dr. João Primênio: nada o alterava, nada ameaçava o seu equilíbrio.
Um seu gesto quando eu ainda engatinhava como advogado fez-me responsável pelo profissional que eu teria que ser.
Em um fim de tarde quando eu chegava ao fórum, ao tempo em que se encontrava instalado num pardieiro da Av. Rio Branco. Procurava fazer entrega no então 3° Cartório Cível, do qual era escrivão o meu saudoso amigo Fernando Carvalho, da inicial de uma ação. Sentado ao fundo da sala se encontrava o Juiz João Primênio. Ao ver-me indagou: “A petição esta distribuída a mim?” Confirmada a distribuição, pediu-me para levá-la até onde ele se encontrava. E ai, retirando do bolso a sua caneta lançou o clássico despacho: “Como pede”. Eu surpreso disse-lhe: “Dr. João Primênio o senhor sequer leu a minha petição para despachá-la... E ele interrompendo o que lhe dizia, foi peremptório: “Sei que o senhor não pede uma indignidade.”
Realmente, era assim o correto magistrado João Primênio Barbalho Simonetti que conheci.

Eider Furtado
Advogado

domingo, 28 de junho de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - Depoimentos

Caro amigo Ormuz:

Tenho recebido e lido, com grande deleite e prazer. São muito boas e me fazem lembrar as viagens que meu avô e a família faziam, ns anos 20, para a, então distante Praia de Tambaú, em João Pessoa Paraíba, que me eram contadas pelos meus pais e por meus tios. . .
Parabéns e continue, estou ansiosos pelas próximas crônicas.
Eu as dei a minha irmã caçula, pois ela é apaixonada pelas praias do Rio Grande do Norte. Um grande abraço

Sérgio Roberto Cirne de Toledo
São Paulo-SP.

sábado, 27 de junho de 2009

GENEALOGIA - FAMÍLIA VALE

O JORNAL DE HOJE

A ilustre genealogia dos Vale

Artigo,

Valério Mesquita (Escritor)

As genealogias das famílias tradicionais do Rio Grande do Norte estão na ordem do dia, basta ver o enorme sucesso que fez ano passado o livro "Genealogia”: dos troncos familiares de Goianinha/RN", de Ormuz Barbalho Simonetti, abordando as origens de sete famílias potiguares. Chegou agora a vez da família Vale, com seu brasão de três punhais sobre fundo vermelho, cuja ascendência mais remota se situa no solo de Portugal. Com a chegada a Natal, RN, nos albores do século XIX, do casal João Maria Valle e Maria Joaquina de Aguiar, a família Valle deita raízes em definitivo na terra potiguar.
Quem conta a história é o pesquisador José Hélio de Medeiros, neste "Breve Genealogia da Família Vale", fruto de longas e demoradas entrevistas com familiares próximos e distantes, reforçadas pela pesquisa de documentos muitos dos quais jaziam relegados em gavetas e pastas de móveis pouco utilizados de casas de parentes há muito distanciados, ou esquecidos em estantes empoeiradas de cartórios e batistérios de lugarejos muitas vezes inexistentes sob suas denominações originais.
O livro mostra o quanto foi importante a chegada do casal Vale ao nosso estado, pois sendo o sr. João Valle agrimensor por profissão, não tardou a adentrar o interior potiguar, instalando-se em Caicó, cidade da qual foi também o primeiro tabelião, graças ao fato de ter conhecimentos de gramática e aritmética. A prolífica descendência do casal, traduzida em seis homens e quatro mulheres, fixou-se firmemente na região, multiplicando-se bíblica e produtivamente. A partir de seu entroncamento em Caicó, a família Vale expandiu seus laços na região oeste, mediante relações matrimoniais com os Xavier, os Oliveira, os Medeiros, os Patriota, os Costa, os Dantas e outras tradicionais famílias do RN.
Desses laços, se originaram homens e mulheres ilustres que vêm contribuindo há dois séculos para o engrandecimento do nosso Estado. Foram e prosseguem sendo comerciantes, fazendeiros, militares, profissionais liberais, políticos etc., que vêm dando o melhor de si em cada uma das profissões que abraçam.Vale ressaltar o trabalho minucioso e persistente executado por José Hélio em busca de suas origens. A propósito, quem não tem o desejo de conhecer melhor suas raízes familiares, ou não se sente mais rico existencialmente ao tomar conhecimento de um parente até então desconhecido? Informações dessa ordem parece que redimensionam nosso espaço pessoal no mundo, delimitando com mais precisão o papel que nos cabe enquanto membros de um clã socialmente reconhecido.
Foi assim na antiguidade e assim continua hoje, mostrando a regularidade das aspirações humanas, especialmente quando as relações de família estão em evidência.Encerrada uma vida laboral bem-sucedida no comércio natalense, José Hélio dá um exemplo de desprendimento e desvelo filial ao se debruçar sobre as raízes de sua família, devolvendo à apreciação dos seus contemporâneos a contribuição que seus antepassados deram para que o presente no qual vivemos seja o nosso presente: aquele no qual nos reconhecemos como parte de uma família e de uma sociedade irmanados por um ideal comum.
Esta Genealogia dos Vale é, por isso mesmo, parte da nossa própria história, na medida em que identificamos, aqui e ali, um nome familiar, uma referência próxima ou longínqua, um eco que nos traz de volta, à sua simples menção, uma passagem até então esquecida da nossa vida. Por essas razões é que recomendo a leitura deste livro de José Hélio de Medeiros lançado dia dezessete de junho com pleno sucesso em Natal.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - Depoimentos

Ormuz,
muito bom recordar e reviver essas 02 histórias reais sobre papai, essa grande figura humana, de gestos simples e de coração grandioso, que você conseguiu, tão bem relatar.
Agradeço de coração.

Ione Simonetti Alves
Natal-RN

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - Depoimentos

Ormuz,
obrigada pela homenagem ao meu pai e parabéns, pois sua maneira de contar a história, que me fez reviver, na íntegra, um fato real. Fiquei super emocionada, minha saudade só fez aumentar...

Kátia Simonetti Bousquet
Natal-RN

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO ESPÍRITO SANTO


MILTON JOSÉ LYRIO SIMONETTI(esquerda) REPRESENTANDO O SÓCIO ORMUZ BARBALHO SIMONETTI, POR OCASIÃO DO RECEBIMENTO DO DIPLOMA DE SÓCIO CORRESPONDENTE DAS MÃO DE PAULO STUCK MORAIS.

Foi realizada a 17 de junho de 2009, a Sessão solene anual do Instituto. Com a participação de mais de 110 pessoas, a cerimônia foi aberta com a execução do Hino do Espírito Santo, pelo quarteto de cordas da Fames. Gabriel Bittencourt fez o elogio a Domingos Martins, patrono do Instituto e o elogio aos associados falecidos no último ano. Após, é realizada a entrega dos diplomas aos novos associados efetivos, em número de 13, além de 2 associados correspondentes, Ormuz Barbalho Simonetti e Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança.
A nova associada Regina Menezes Loureiro fez o juramento em nome de todos, ficando a cargo de Sérgio Dias o discurso de posse. A secretária de Cultura do estado, Dayse Maria Oslegher Lemos foi condecorada com a Medalha do Mérito Cultural Prof. Renato Pacheco, pelos relevantes serviços prestados à cultura do estado. Após elogio a Carlos Xavier Paes Barreto, cujo quadragésimo aniversário de falecimento decorrem este ano, foi inaugurada uma foto do homenageado, com a presença de sua filha Noêmia e outros familiares.
São chamadas as duas autoras que estão lançando livros, Viviane Mosé (A resistência tapuia na capitania do Espírito Santo) e Juçara Luzia Leite (Maria Stella de Novaes) que discorrem rapidamente sobre as obras, seguindo-se sessão de autógrafos e um coquetel, dando-se por encerrada a cerimônia.

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - Depoimentos

Caro Ormuz.
Fui lá e li seu relato sobre a Pipa, que conheço já plena de turistas, pizzarias, pousadas e coisas mais. A praia continua bela tal qual no tempo do teu primo, mas as pessoas mudaram. Dificilmente hoje, infelizmente, pode-se acolher sem qualquer temor, um desconhecido. Teu relato é uma leitura correta de tempos mais humanamente ricos.

Gelza Rocha Carvalho
João Pessoa-PB

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - Depoimentos

Primo Ormuz:
Que crônica primorosa! Senti-me transportada, por alguns minutos, a essa terra de nossos ancestrais!

Parabéns, um abraço.

Maria do Carmo Simonetti de O. Maia
Jaraguá do Sul- SC

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - Depoimentos

Painho,
este foi um dos relatos que eu mais gostei.
Parabéns!

Beijos.
Te amo.Pri

Priscilla Simonetti Iglesias
Natal-RN

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - Depoimentos

Distante dos Meus e da minha amada Natal, sinto-me como o Assum Preto que, cego, canta de dor...Ler sua crônica é como conversar com um conterraneo comendo carne de sol com feijão verde e farofa de bolão... Fico com o coração dilacerado esta êpoca do ano com os festejos juninos. Infelizmente este ano não pude estar presente.Sua alma nordestina em sintonia com a minha transporta-me a Natal e comungamos recordações que apesar de não pertencerm ao meu passado, trazem-me momentos deliciosos!Parabéns e obrigada pela felicidade de começar uma semana de trabalho tão próxima de vocês.

Abraços,
Clivia Bulhões
Rio de Janeiro-RJ

22 de Junho de 2009 10:04

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - Depoimentos

Excelente, Ormuz.
Gostaria de haver conhecido esse primo. Sangue-bom, alma cheirosa, das que sobem pro céu maneiras e ligeiras, que nem foguetão sem bomba.

Bartolomeu Correia de Melo (Bartola)
Natal-RN

domingo, 21 de junho de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - Depoimentos

Caro Primo,

Fico feliz em vê-lo narrar de forma prosaica, as histórias da velha Pipa com muita genialidade e inteligencia.

Um abraço.
Herculano Barbalho (Chicó)
9 de Junho de 2009 23:36