domingo, 2 de dezembro de 2018

ORIGEM E ACESSO AO BLOG NESSA SEMANA

Brasil
343
Região desconhecida
134
Estados Unidos
83
Ucrânia
7
Austrália
6
Polônia
6
Portugal
5
Alemanha
4
Rússia
3
Chile
2

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Amanhã, dia 29/11/2018, haverá a nossa "Quinta Cultural", às 18 horas, no Salão Nobre do IHGRN, conforme convite anexo.

TEMA: "Protásio Melo: O Gênio Oculto"
PALESTRANTE: Juarez Chagas

Após a palestra será servido um coquetel no Largo Vicente de Lemos. 



Estamos em contagem regressiva para o nosso evento!
Informamos que as inscrições podem ser realizadas pessoalmente na sede do #IHGRN ou através do site: https://www.even3.com.br/IEdeCeTdoRN





segunda-feira, 19 de novembro de 2018

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Em razão de constarem, nos meses de setembro e outubro, datas importantes para o a vavlorização da cultura e de um de seus principais agentes: o turismólogo, o IHGRN resolveu criar um evento de forma a unir e prestigiar tais comemorações.

Criando assim mais um meio de levar a cultura até os potiguares e realizar atividades que possam atualizar os profissionais da área de turismo, que carregam diariamente a responsabilidade de propagar e firmar a nossa cultura e história.

Acesse o site do evento e veja nossa programação!

https://www.even3.com.br/IEdeCeTdoRN




sábado, 22 de setembro de 2018

RECUPERAÇÃO DE IMPORTANTES PEÇAS SACRAS


Hoje, 20 de setembro de 2018 recebemos a visita do Cônego José Mário, especialista em recuperação de peças sacras. O IHGRN, a mais antiga instituição cultural do RN, com 116 anos de existência, guarda em seus arquivos peças e vestas importantes do padre João Maria, em processo de canonização em Roma, do primeiro bispo do RN, dom Joaquim de Almeida como também uma estola com mais de 200 anos que pertenceu ao padre Miguelinho. Hoje entregamos ao cônego José Mário conforme registro fotográfico, uma peça pertencente ao bispo dom Joaquim de Almeida iniciando assim a recuperação deste importante acervo sacro.




terça-feira, 18 de setembro de 2018

NOSSOS VISITANTES NESTA SEMANA

Brasil   
228

Região desconhecida
52

Estados Unidos
20

Rússia
17

Indonésia
8

China
7

Bulgária
4

Reino Unido
3

Portugal
3

Espanha
2

IHGRN lança mais uma revista - Número 97


Vocacionada para os temas locais, a mais antiga e mais longeva publicação no Rio Grande do Norte, a Revista do Instituto Histórico e Geográfico chega ao número 97. Na edição, além de artigos e ensaios, a publicação da primeira parte do dossiê sobre os municípios do Estado.
A diretoria da revista está a cargo da advogada e editora da Nossa Editora, Joventina Simões, e o editor é o jornalista Gustavo Sobral, responsável também pela concepção gráfica que a revista assumiu a partir da edição 95.
Sobral e Maria Simões, em 2017, editaram também o primeiro catálogo da instituição que contempla uma breve história da instituição e algumas das peças do acervo em exposição. Diretora e editor preparam agora um volume inédito sobre os institutos históricos do Brasil.
Os temas abordados nas revista, conforme o projeto editorial, são história, perfis das nossas velhas figuras, patrimônio histórico, documentos, resenhas de obras locais, memória. Pode-se consultar um trecho no site do Instituto, www.ihgrn.org.br, na seção “publicações”.
Detalhe: a capa é uma reprodução da tela de Frans Post, considerado o primeiro retrato do Rio Grande do Norte. O original está no Louvre, em Paris e a réplica no IHGRN.


Para ler outros textos acesse www.gustavosobral.com.br

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

IHGRN recupera obras de seu acervo



O novo sócio do IHGRN, Humberto Hermenegildo, entrega ao Presidente Ormuz Barbalho Simonetti, com a presença dos dirigentes Carlos de Miranda Gomes e Augusto Leal, dois exemplares raros dos livros "Horto", 2ª edição e "Poesias de Jorge Fernandes", resgatados em venda indevida nesta cidade e que foram apresentados durante um certame cultural.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Conhecendo os Sócios Fundadores do IHGRN




 Henrique Castriciano de Souza


Nascido em Macaíba no ano de 1874, Henrique Castriciano foi poeta, teatrólogo, político, Sócio Fundador do Instituto Histórico, da Academia Norte-riograndense de Letras, da Liga de Ensino e, também, da Escola Doméstica. Foi o primeiro presidente da Academia Norte-riograndense de Letras, sob a cadeira de n° 2, que leva o nome de Nísia Floresta. Criou a primeira lei estadual de incentivo à cultura, garantindo investimento na publicação literária e/ou cientifica. Faleceu no dia 26 de julho de 1947.



quinta-feira, 2 de agosto de 2018

PALESTRA DO PROFESSOR ROGER CHARTIER,


Apresentamos flagrantes da palestra do professor ROGER CHARTIER, historiador francês, especialista em história da leitura que tem no seu currículo o título de: professor da Université de Sorbonne, França, mestre conferencista da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais;  professor-titular de Escrita e Cultura da Europa Moderna do Collège de France; membro do Centro de Estudos Europeus da Universidade Harvard, nos Estados Unidos; Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras do governo Frances e professor da Universidade da Pensilvânia, nos EUA.
A palestra deste 1º dia do mês de agosto, teve início às 16,30h versou sobre o tema “A Importância da História e da Memória” e recebeu uma assistência que lotou o salão nobre da Instituição ocorrerá no Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.












quarta-feira, 4 de julho de 2018

O LIVRO DE HÉLIO




Ormuz Barbalho Simonetti
Presidente do IHGRN

Aos meus pais e irmãos, esposa e filhinhos, atenciosamente”. Com esse carinhoso oferecimento, Hélio Galvão dedicou o seu primeiro livro que, infelizmente, até os dias de hoje, nunca foi publicado. 

Por volta do ano de 1931 o então estudante de Direito Hélio Mamede de Freitas Galvão começou a escrever seu primeiro livro, que  intitulou de “Goianinha”.

Em uma velha máquina de datilografia teclou suas primeiras frases para contar a história da cidade - na época jurisdicionava o distrito de Tibau do Sul, sua terra-mãe, que tão bem retratou ao escrever a trilogia “Cartas da Praia, Novas Cartas da Praia e Derradeiras Cartas da Praia”.

Em 2008, quando eu estava fazendo pesquisa para o livro “Genealogia dos Troncos Familiares de Goianinha”, trabalho que me consumiu uns bons 5 anos de intensa pesquisa, em que chegava a trabalhar até 16 horas por dia, ao final fui recompensado por ter reunido e entrelaçado mais de 12.000 almas dos 8 troncos familiares pesquisados: Revoredo, Grilo, Barbalho, Simonetti, Villa, Fagundes, Marinho e Lisboa,  que se constituíram na base das famílias daquele município.

Certo dia, recebo no nosso local de trabalho, a Assessoria de Comunicação Social do Governo do Estado do RN, com a visita do artista plástico Diniz Grilo que sabendo da minha pesquisa, principalmente por sua família fazer parte dela, me presenteou com uma cópia xerografada dos originais do livro GOIANINHA. Essa cópia, muito me ajudou na pesquisa genealógica, mais precisamente dos ancestrais das famílias Barbalho, Simonetti e Villa, pois nesse laborioso trabalho, estavam registrados os seus primeiros representantes e um pouco de suas histórias. Diniz ainda me fez um pedido, oferecendo-se para ser o capista do nosso livro, o que aceitei imediatamente.

Algumas reproduções apresentavam baixíssima qualidade. Mesmo assim, o capítulo a que se referia a genealogia no qual estavam as famílias Barbalho, Simonetti e Villa, com algum sacrifício, permitiu “decifrar” o que ele havia escrito. Infelizmente a família Galvão, contemplada naquele trabalho, estavam com as cópias reprográficas muito escuras e nada foi possível fazer para melhorá-las, o que impediu fosse acrescida ao nosso trabalho genealógico.

A família Galvão, da qual Hélio faz parte, pelo pouco que consegui ler nas páginas escurecidas do capítulo que dedicou a genealogia, também teve seu início, pelo menos aqui no nordeste, na cidade de Goianinha.
      
       Desde essa época, venho perseguindo os originais com a intensão de publicar o livro, que reputo ser de grande importância para o conjunto de sua obra, pela vasta abrangência dos assuntos ali abordados: descreve minuciosamente a história do município em diversos temas, dedica um robusto capítulo à genealogia das suas principais famílias, tratando, ainda, da religiosidade de seus habitantes, dos topônimos, das lendas, da geografia, das escolas, dos administradores municipais, dos bacharéis, dos professores no ano de 1934, entre eles Bartolomeu Fagundes, Joaquim Manoel de Meiroz Grillo, José Mamede Galvão de Freitas, João Baptista Simonetti Filho, as irmãs Maria Leopoldina de Britto Guerra e Anna Philomena de Brito Guerra, Bevenuto Augusto Barbalho, Jeronimo Cabral Pereira Fagundes Filho etc. Esse importante livro deu início a carreira do grande escritor que viria a se tornar.

A primeira pessoa que fiz contato em busca dos originais foi com seu filho José Arno, que na época era detentor da biblioteca de Hélio. Tempos depois em um encontro casual, tratei do assunto com seu sobrinho Jorge Galvão, que embora tenha achado importante minha proposta, também não tinha conhecimento do destino dos originais. Fiz contato, ainda, com seus filhos Sérgio e por fim com Dácio Galvão. Os mesmos me passavam a mesma informação de que não sabiam do paradeiro dos originais.

Clamava pela publicação desse livro que apesar de incompleto, entendia ser de grande importância para se juntar à sua obra, uma das mais valorosas já publicadas em nosso Estado, além de tratar da cidade berço de minha família.

Tentei transcrevê-lo, porém, como já disse, havia diversas páginas sem a mínima condição de visualização, dada a condição das cópias.

No prefácio, que é de Luiz da Câmara Cascudo, datado de abril de 1941, em dado momento o mestre escreveu: “Goianinha possue o primeiro cronista integro. Aprisionou aqui todos os assuntos. Depois desse livro, é relativamente fácil a tarefa para completá-lo. O que não é possível é diminuir-lhe o valor...”
        
       Quando assumi a presidência do Instituto Histórico e Geográfico do RN, após conseguir autorização de Dácio Galvão, solicitei ao Diretor de Biblioteca, Arquivo e Museu, Gustavo Sobral, que fizesse uma busca minuciosa na biblioteca de Hélio que se encontra na Fundação Hélio Galvão. Infelizmente, após dois dias de intensa procura, foi localizada apenas uma pasta com o nome GOIANINHA, porém para nosso desespero, encontrava-se vazia. Continuei apelando para Dácio todas as vezes que nos encontrávamos, assim como em um mantra, pedia para não desistir da procura.

No último dia 10 de junho, na Academia de Letras Jurídicas do RN, por ocasião da solenidade homenagem ao patrono feita pelo acadêmico Marcelo Alves Dias, cuja cadeira tem Hélio como seu patrono, a plateia foi presenteada com uma bela e descontraída palestra em que tivemos o prazer de conhecer um pouco mais da vida daquele renomado causídico. Ao final, Dácio Galvão ao agradecer ao palestrante, dirigiu-se a mim e deu-me a grande noticia que há muitos anos esperava: “a filha de José Arno havia localizado os originais desaparecidos do livro Goianinha.”

Foi um momento de grande alegria, só comparado aos achados genealógicos que eu fazia nas madrugadas silenciosas quando pesquisava diversas famílias para compor o livro Genealogia dos Troncos Familiares de Goianinha.

Agora, nessa nova fase, aguardo ansioso os originais desse importante trabalho para realizar a tão sonhada publicação.