terça-feira, 27 de agosto de 2013

“UMA ESMOLA, POR AMOR DE DEUS”


É comum em nossas ruas, alguém estender a mão e nos dizer: "Uma esmola, por amor de Deus". (Alguns não falam mais, apenas gesticulam. Cansaram!). Talvez jamais imaginemos qual será a história daquele pedinte, esquálido e envelhecido precocemente. Como terá sido sua infância?  Que sonhos teriam 'povoado sua juventude? Após tantas vicissitudes, o que pensa ainda da vida e espera da sociedade? Poucos se questionam a respeito do ser humano, imagem e semelhança de Deus, à sua frente. E diante de cada pedido, há olhares, palavras e sentimentos de piedade, indiferença ou desdém. Ante a pobreza do mendigo, cada transeunte tem em mente perguntas ou respostas: umas políticas e ideológicas, poucas evangélicas. Alguns dizem: “Eu não dou esmola". Outros afirmam: “Eis o resultado de uma sociedade estruturada sobre a injustiça". Muitos se perguntam; "Onde está o dinheiro de nossos impostos?" ou "Por que o governo nada faz por tais pessoas?" 


Os mais solidários e sensíveis reconhecem: "Meu Deus, que rosto sofrido!" ou "O que posso ou devo fazer"? Hoje lançamos naves espaciais; graças a Deus, obtemos progressos consideráveis nas pesquisas do câncer e desenvolvemos tipos de sementes adaptadas às condições climáticas de cada solo e região. No entanto, quantos Lázaros continuam, há anos, percorrendo nossas ruas, estendendo suas mãos para matar a fome com as migalhas de nossas mesas (cf. Lc 16,19-31).
 
                  PADRE IBIAPINA

                                                         FUNDAÇÃO  PADRE IBIAPINA 

O que fazemos por eles? Qual a postura da Igreja? No passado, havia grandes obras assistenciais, como as Casas de Caridade do Padre Ibiapina.
Depois, nasceram iniciativas sociais visando à promoção humana. Porém, constatamos já não ser isso o bastante. Mister se faz uma renovação das estruturas de nossa sociedade para que o processo de empobrecimento deixe de fazer novos miseráveis.

São incontáveis os necessitados ao nosso lado, não apenas o esmoler das calçadas. Há pobres no campo econômico: famintos, sem teto e sem saúde (em macas, nos corredores dos hospitais), desempregados, vivendo indignamente. Existem pobres no campo social: marginalizados por inúmeras razões, migrantes, analfabetos etc. Deparamo-nos com os pobres na consistência física ou moral: deficientes, alcoólatras, drogados, prostitutas, debilitados psiquicamente. Vemos ainda os pobres de amor: idosos desprezados, crianças sem lar, famílias desfeitas ou desagregadas. Enfim, os pobres de valores autênticos: escravos do prazer, do dinheiro, do poder, os sem Deus.
    

A mão estendida em nossa direção é um grito de alerta: alguém necessita não só de nossa ajuda material, mas também de nosso tempo, nossa dedicação e amor. Poderemos nos omitir, refugiando-nos em desculpas; ou, então nos unir a todos os que se inquietam com os olhares e as palavras: “Uma esmola, por amor a Deus!” A Igreja latino-americana declarou sua opção preferencial pelos pobres. Mas, parece que eles não estão em nossos templos nem Ela perto deles!

 

Ao nosso redor, há crianças carentes; mães grávidas abandonadas; adolescentes que bem cedo são motivo de preocupação; idosos sem família e sem amor. Pensar nesses problemas e interessar-se por eles poderá ser o primeiro passo para a descoberta de novas respostas para a miséria material e espiritual que nos desafia. Deste modo, talvez descubramos que somos ricos porque Alguém (Cristo), um dia, estendeu sua mão em nossa direção, levantou-nos e nos acolheu como irmãos, dando-nos dignidade e razões para viver, Não será um convite para fazermos o mesmo? Nós que transitamos em carros com ar condicionado, bem vestidos e alimentados, inclusive com direito a lazer, já pensamos que, sem a graça divina, talvez estivéssemos nas ruas, de mão estendida, pedindo "uma esmola, por amor de Deus"?

Padre João Medeiros



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

VISITA DO DEPUTADO FERNANDO MINEIRO AO I.H.G.R.N.

Odúlio Botelho, Felipe Trindade, Fernando Mineiro, Valério Mesquita e Ormuz Simonetti no prédio anexo do I.H.G.R.N.

Visita do deputado Fernando Mineiro ao I.H.G.R.N., em apoio a nossa solicitação para destinar recursos, através de emenda parlamentar, em prol da Instituição. Vale salientar que muito embora igual solicitação tenha sido enviada a todos os vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores, no começo da semana passada, até o momento apenas o deputado Fernando Mineiro foi sensível a esse "pedido de socorro" para salvar o  acervo dessa centenária  casa de memória, patrimônio de todos os norte-riograndenses. Continuamos no aguardo da manifestação dos outros parlamentares. Mesmo nas situações mais difíceis, o otimismo nunca me abandonou.

Ormuz Simonetti
Vice-presidente do IHGRN.    


sábado, 17 de agosto de 2013

HISTÓRIA DA MAGISTRATURA DO MUNICÍPIO DO ACARI-RN



A sorte, em algumas oportunidades, beneficia aqueles que cultivam o gosto pelos fatos históricos e os costumes do nosso povo. E isso foi exatamente o que ocorreu em relação a minha pessoa. Revolvendo os meus desarrumados alfarrábios encontrei no meio deles, um artigo publicado no Jornal A REPÚBLICA, edição de 10 de setembro de 1936, pelo então Juiz de Direito Dr. Meiroz Grilo, cujo texto foi-me presenteado pelo seu dileto filho Inácio Grilo, na oportunidade em que fazíamos pesquisa para a publicação do livro GENEALOGIA DOS TRONCOS FAMILIARES DE GOIANINHA-RN, publicado no ano de 2008.
Por se tratar de fatos importantes ligados à instalação e funcionamento da atual comarca do Acari, deste Estado, ouso reproduzir um trabalho do Dr. Joaquim Manoel de Meiroz Grilo, para o pleno conhecimento de todos os seus conterrâneos.
“O povo do Acari, vivendo sob a proteção de Nossa Senhora da Guia, desde a formação nucelar de sua existência, já tinha a sua capela nos meados do século dezoito e adquiriu os foros de freguesia por lei provincial de 1835, ano em que foi confirmada a criação de seu município, instituído pelo Conselho Provincial desde 1833.
Do ponto de vista de organização judiciária fazia parte da velha Comarca do Seridó, que compreendia toda a região e tinha a sede na Vila do Príncipe, que é hoje a cidade de Caicó. 
Da antiga comarca do Seridó, desmembrou-se a do Jardim, em 1873, e desta a do Acarí, no ano de 1882 (1).

Nesse tempo, parece que a administração pública da Província do Rio Grande do Norte se preocupou um pouco com a distribuição da justiça, pois, no mesmo ano, foram criadas as comarcas de Macaíba, Goianinha, Acari, Santana do Matos e Touros, a única que dentre todas, não chegou a ser provida, sendo extinta logo depois. Na organização republicana do Estado foi mantida a Comarca do Acari, por Lei n° 12, de 09 de setembro de 1892, e assim, viveu, até que o rompimento político dos dirigentes do Seridó, com a situação dominante, determinou a sua suspensão em 1894, conforme a Lei n° 43, de 10 de setembro desse ano.
Em 1889, a Lei 114, de 8 de agosto designou para a sede da circunscrição jurídica a Vila do Acari, sete dias depois promovida a cidade pelo Poder Legislativo do Estado.
Foi a primeira restauração da Comarca do Acari, que já então reivindicava os seus direitos de unidade judiciária autônoma.
Com tais prerrogativas se manteve, até que um “Governo inconsciente, ignorante da causa pública” decretou a sua supressão em 15 de junho de 1893, subordinando-a, como distrito judiciário, à comarca de Currais Novos e, depois, à de Jardim do Seridó.
A nossa Assembléia Constituinte, ao se transformar em Assembleia Legislativa Ordinária, de acordo com a Constituição Federal, teve como preocupação primeira a gloriosa comarca sertaneja e o fez com a Lei n° 1, sancionada pelo Excelentíssimo Sr. Dr. Governador do Estado, em 30 de março do corrente ano.
A sua reinstalação teve lugar no dia 21 de abril findo, com grande pompa e intensas manifestações de regozijo público.
Se bem que fosse comarca independente, desde 1882, o Acari esteve até 1890 sob a judicatura do Dr. Manoel José Fernandes, juiz de direito da Comarca do Jardim, que foi uma espécie de patriarca da Justiça do Seridó, exercendo por mais de vinte anos o seu múnus judiciário, sucessivamente e, às vezes, cumulativamente, nas comarcas de Caicó, Jardim e Acari.

É verdade que, antes dele e anteriormente à Comarca, estiveram no Acarí, como juízes de órfãos, outros magistrados, que deixaram traços indeléveis de sua passagem pelo sertão primitivo e adusto daqueles tempos.
Chega a ser tocante a peregrinação do Dr. Francisco Aprigio de Vasconcelos Brandão, de fazenda em fazenda, sob o sol ardente do estio, amparando e regularizando a situação dos menores deixados em abandono pelos pais que morreram de inanição ou emigraram na grande seca de 1887.
Há outras figuras veneradas da justiça que viveram na tradição do lugar e são os juízes de órfãos doutores Jose Rufino Pessoa de Melo, José Inácio Fernandes Barros, Manoel Rodrigues da Cunha Machado Beltrão, José Ferreira  Muniz, Caetano Guimarães, o Dr. Falcão, o Dr. Fragoso, etc.

Em 1890, porém, é que o Acari se integra na sua autonomia judiciária com a recepção de seu Juiz de Direito Dr. José Pedro de Almeida Pernambuco, que é o primeiro magistrado que vem fixar residência na cidade de Acari, sede da comarca de igual nome (2).
Com a sua retirada exerce novamente o juizado da comarca o Dr. Manoel José Fernandes,  até a primeira supressão em 1894, quando o ilustre magistrado passou a juiz da comarca de Jardim de que o Acari se tornou distrito judiciário.
A 1° de setembro de 1898, inaugurou-se a nova comarca restaurada, festivamente, com um filho do sertão como juiz de direito do lugar.
É o Dr. Juvenal Lamartine de Faria que exerceu a judicatura durante o período de sete anos, assinando termos de audiência ainda em 1905, nas vésperas de ser eleito para a nossa representação federal, de onde somente se afastou com o fim de vir ocupar o governo do Estado e daí a ser levado ao seu exílio na Europa e ao discreto retraimento em que vive.
Sucederam-lhe no juizado do Acari os doutores Augusto Carlos de Vasconcelos Monteiro, Vicente de Pádua Veras, Celso Dantas Sales, Silvino Bezerra Neto, João Francisco Dantas Sales, Eurico Soares Montenegro e Joaquim Manoel de Meiroz Grilo, que fora afastado com a suspensão de 1893, e, agora torna a seu posto como titular de um direito adquirido.
Acari, 5 de maio de 1936
MEIROZ GRILO
(1)                        A lei n° 844, de 26 de junho de 1882, criou a Comarca de Acari, em sua sede própria (Câmara Cascudo, Rev. Potiguar ano II, n° XI – Rio)1937.
(2)                        A Comarca foi instalada solenemente a 17 de fevereiro de 1890, sendo promotor José Carlos Pereira de Brito e juiz municipal o bacharel José Ferreira Muniz (Câmara Cascudo – Ver. Potiguar – Rio)”.                  

sábado, 3 de agosto de 2013

DE VOLTA AO PASSADO VII – ANTIGOS BLOCOS CARNAVALESCOS – Parte VII – A TRAGÉDIA DO BALDO


Os antigos blocos carnavalescos propiciaram a nossa cidade décadas de alegrias, não obstante a ocorrência de fatos que resultaram em profunda tristeza. Pelo menos dois acidentes com vitimas fatais marcaram de maneira trágica a história dos antigos blocos carnavalescos.

Um delas aconteceu na confluência das Ruas Jundiaí com a Avenida Hermes da Fonseca, onde uma garota com apenas 15 anos de idade, no vigor de sua juventude, teve sua vida bruscamente e brutalmente interrompida por um veículo desgovernado, quando caminhava com outros foliões ao lado da alegoria de seu bloco.

Outro acidente, de grande proporção, marcou para sempre a história dessas agremiações, e que de certa forma, contribuiu para por fim a tradição carnavalesca da Cidade de Natal.

Na madrugada de 25 de fevereiro de 1984, precisamente as 0h:50 minutos, o bloco Puxa Saco esteve no centro da maior tragédia acontecida durante o período carnavalesco em nossa cidade, inclusive com repercussão na imprensa internacional, dada a violência do fato e o número de mortos e feridos que produziu. Ficou conhecida como a “Tragédia do Baldo”, e ceifou 19 vidas, feriu gravemente 12 pessoas, e produziu ferimentos leves em dezenas de outros indivíduos.

Aluizio Farias Batista

Tudo começou quando o motorista de transporte coletivo da empresa Guanabara, Aluizio Farias Batista que fazia a linha Alecrim/Rocas, por volta das 20 horas, recebeu ordens para dirigir-se à Av. Interventor Mario Câmara - Avenida Seis -, próximo ao Mercado Público, pois iria transportar algumas agremiações carnavalescas, num total de 2 viagens, sendo uma para o bairro das Quintas e outra para a Cidade da Esperança. Ao final da segunda viagem recebeu nova solicitação para fazer mais uma com destino ao bairro das Rocas, transportando outra escola de samba. Reclamou do funcionário que coordenava a saída dos ônibus, ponderando que o combinado seriam apenas duas viagens, mesmo assim, concordou em fazer mais essa viagem.   

Partiu do bairro do Alecrim com o ônibus completamente lotado. Naquela ocasião transportava componentes da escola de samba “Malandros do Samba” que como já foi dito, dirigiam-se ao bairro das Rocas. Em dado momento, teve início uma discussão entre o motorista e alguns de seus componentes, que eufóricos, faziam algazarra dentro do ônibus. Devido ao tumulto, os passageiros talvez por brincadeira, começaram a acionar insistentemente a campainha do ônibus o que teria provocado à ira do motorista, e este passou a dirigir o veículo em desabalada carreira, desrespeitando, inclusive, todos os semáforos existentes em seu trajeto.

                                         Ônibus após o acidente

Relataram alguns ocupantes do ônibus, que diante das reclamações dos passageiros quanto à velocidade desenvolvida pelo veículo, o motorista teria dito: “se tiver que morrer, morre todo mundo”. Dai em diante, continuou em alta velocidade pela Rua Coronel Estevão e próximo do início da subida do Baldo, ao fazer uma curva em alta velocidade, o veículo bate a traseira em um fusca que estava estacionado de placa DN 9799-RN. A batida mudou a trajetória do ônibus que foi em direção ao bloco, que naquele momento iniciava a subida da Avenida Rio Brando.

Segundo me contou Ricardo Miranda, testemunha ocular da tragédia que naquela ocasião se encontrava em frente à casa de João Motta, na Avenida Rio Branco: “o veículo passou pelo meio do bloco atingindo pessoas num trecho de 86 metros, desde o início da subida da Avenida Rio Branco até o local que eu estava. Quando o ônibus parou, me aproximei na tentativa de ajudar alguém e me deparei com uma cena dantesca. Nunca consegui esquecer. Corpos despedaçados, misturavam-se a pessoas feridas que gritavam por socorro presos em baixo do coletivo.

Fusca envolvido no acidente

Os primeiro a serem atingidos foram os músicos que estavam na retaguarda. Em seguida, os componentes da agremiação e também vários foliões que naquela ocasião acompanhavam o bloco e até se misturavam a eles, pois não havia entre os componentes e os outros foliões nenhum tipo de isolamento”.
O Puxa-Saco era um bloco sem alegoria. Músicos que faziam parte da “Banda Galha”, muito conhecida em nossa capital, formavam a orquestra do bloco. Tocavam frevos e machinhas carnavalescas quando aconteceu a tragédia. O conhecido trombonista Lelé, irmão do saudoso Efrain, foi um dos músicos que perdeu a vida nesse acidente.

Quando o ônibus parou, diversos populares acorreram ao local, na tentativa de ajudar os feridos. Foi quando perceberam que o veículo começou a se movimentar de ré, pois não havia ninguém no seu comando. O motorista aproveitou a confusão para evadir-se do local. Na pressa, abandonou o veículo sem acionar o sistema de freios. A tragédia que já era enorme ameaçava tornar-se ainda maior. Nessa ocasião, vários populares se puseram na traseira do veículo na tentativa de impedir seu retorno e também ajudar a retirar alguns corpos e feridos que estavam sob o mesmo. Foi quando apareceu um desses heróis anônimos, enviado por Deus nessas ocasiões extremas.

Antonio Luiz de Araújo Guerra - Toinho Batata, que anteriormente tinha tentado segurar o motorista fujão, sobe no coletivo e consegue acionar o freio e em seguida engata uma macha, evitando assim um possível aumento do número de vítimas.  

Processos - 2 volumes

No dia seguinte à tragédia o Dr. Maurílio Pinto coordenador geral da Polícia Civil, determinou ao delegado Pedro Avelino Neto que investigasse o caso.
Em depoimento ao delegado, o motorista contou que após o acidente passou em casa, trocou de roupa e seguiu para Parnamirim, cidade que faz parte da grande Natal, refugiando-se na residência de um primo. Sobre o acidente contou uma versão totalmente diferente àquela relatada pelos passageiros do ônibus, e naturalmente se eximindo de qualquer culpa. Como não foi produzido o flagrante, após prestar depoimento Aluisio Farias Batista foi liberado pela polícia e desapareceu. Até hoje não se tem nenhuma notícia de seu paradeiro.

Em abril de 2009, 25 anos depois da tragédia o motorista Aluizio Farias Batista que foi denunciado pelo promotor José Maria Alves, foi julgado a revelia. O processo de nr. 001.000.723-0, com 02 volumes e 447 páginas, guarda vários depoimentos de testemunhas e também de pessoas que sobreviveram ao acidente.

O caso “Tragédia do Baldo”, foi apresentado no dia 8 de dezembro de 2005, no programa Linha Direta da Rede Globo de Televisão.

Prestamos nesta matéria uma homenagem a memória das pessoas que perderam suas preciosas vidas naquele lamentável acidente: Abimael Florêncio Bernardo, Acelúsio Borges Gomes, Astor dos Santos Dantas, Benedito Alves da Silva, Dinarte de Medeiros Mariz Neto, Esdras César da Silva, Francisco Alves da Silva, Jaecy Cabral de Oliveira, Jethe Nunes de Oliveira, José dos Santos Xavier, José Félix de Lima, José Luiz da Silva, Luiz Inácio da Silva, Milton Servita de Brito, Murilo Alberto Viana da Silva, Rizomar Correia dos Santos, Simone Banhos Teixeira, Walace Martins Gomes e Wellington Teófanes de Assis. Que Deus os guarde em Bom Lugar.