terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
UMA VIAGEM INESQUECÍVEL – Parte II
-continuação -
... Seu filho resolve que acompanharia o pai, para ajudá-lo nas
providências, na certeza que chegariam ao Chile no dia seguinte. Enquanto a
aeronave taxiava, recebe uma mensagem do guichê da TAM para interromper a
manobra e aguardar. Na confusão criada por não poder embarcar, meu amigo
esqueceu que o documento de identidade de sua esposa estava com ele. Sem a
posse desse documento, ela não passaria pelo balcão da emigração no Chile, e
teria que retornar ao Brasil. Poucos minutos depois, um dos tripulantes
dirige-se a ela e lhe entrega o documento que um funcionário da companhia viera
às pressas entregar no avião. Inicia-se novo taxiamento e mais uma vez é
interrompido. Os passageiros já começavam a se perguntar o que estaria acontecendo
quando novamente o mesmo tripulante, com cara de poucos amigos, entrega a
esposa do meu outro amigo sua identidade, que também havia ficado com ele e que
certamente acarretaria o mesmo problema no desembarque.
Ufa! Enfim partimos. Lá estava eu, com a cabeça a mil, me
perguntando como seria o desembarque em Santiago, já que eu era cego de guia, em se tratando de outro
país. Mas, nada podia fazer. Dentro daquele enorme avião, me sentia menor que
um grão de mostarda diante do que me aguardava. E, como se diz lá pelo interior
do mato, estava literalmente pelo beiço.
Como não adiantava estrebuchar, entreguei a Deus!
As horas se passavam e a preocupação me atormentava. Eu, no
papel de “Cadinho”, personagem da novela Avenida Brasil, responsável pelas três
mulheres sem saber o rumo que tomaria.
De repente, não mais que de repente, o local foi tomado por
um enorme mau cheiro. Minha esposa que sofre de cefaléia e não pode sentir
fortes odores, logo ficou preocupada. Depois de curta investigação, notamos que
a passageira sentada na poltrona ao lado, uma americana de aspecto sinistro,
que tinha embarcado em São Paulo, havia tirado as meias dos pés e as brandia
como se quisesse secá-las. O odor era tão forte que os passageiros mais
próximos, entreolhavam-se como se não acreditassem na cena grotesca que
presenciavam.
Isso nos fez lembrar outro episódio semelhante quando
embarcamos de Natal para São Paulo. Minha esposa, que integra a estatística de
42% da população brasileira que tem medo de voar de avião, ficou mais tranqüila
quando identificou, no passageiro que sentou na poltrona do seu lado, um provável
pastor evangélico. O homem ao se sentar, sacou de uma bíblia e começou a lê-la
mentalmente. Com uma hora de vôo o indivíduo já dormia profundamente. Começamos
então a sentir um forte mau cheiro, que mais lembrava comida estragada.
Instantes depois, descobrimos que o responsável por exalar aquele mau cheiro
era o pastor, que de boca aberta e dormindo a sono solto, incontinenti, impregnava
o ambiente com um hálito devastador, daqueles capazes de acabam comício de
interior.
Faltando pouco tempo para a aterrissagem, passa um
comissário de bordo e distribui com os “passageiros estrangeiros” que
desembarcariam em Santiago, um formulário escrito em espanhol. Depois vim saber
que se tratava de uma DECLARAÇÃO DE ADUANAS. Embora identificando algumas
palavras, não conseguia entender completamente o que estava escrito naquele
papel.
Quando se viaja para
outro país, os amigos que por ventura lá já estiveram, logo se apressam em
informar o endereço de onde se faz boas compras, onde se localizam os bons
restaurantes, os locais de visitas indispensáveis, os melhores passeios etc.
Infelizmente, não se preocupam em informar ao passageiro de primeira viagem,
como era o nosso caso, e ainda por cima viajando por conta própria, isto é, sem
contar com os serviços de uma agência de viagens, que, para se adentrar em
outro país, é necessário passar pela policia de emigração. Aquele papel
entregue pelo comissário de bordo - Declaração de Aduanas -, é justamente para
ser preenchido com os dados do viajante, e que serão confrontados com os
documentos de identidade, no guichê da emigração. Após esse procedimento, a
entrada é autorizada através de um carimbo, que determinará inclusive, os dias
que o indivíduo poderá permanecer no país. A guarda desse documento é de vital
importância, pois, por ocasião da saída do país, o mesmo documento será
exigido. O seu extravio acarretará enormes problemas e nesse caso, a solução
passará inevitavelmente pela Embaixada.
Preenchemos o documento da maneira que achávamos ser o mais
correto, porém, isso teve lá suas conseqüências, quando apresentado no guichê
da emigração. A policial chilena, muito mal humorada, talvez fosse uma
solteirona mal resolvida, pois era desprovida de
qualquer sinal de beleza estética, terminou por se aborrecer, em virtude da
falta de alguns dados, que tiveram que ser refeitos ou complementados. Até que fosse
estabelecido um mínimo de comunicação com aquela chilena raivosa, falando apressadamente
e em um espanhol de difícil compreensão, passamos por alguns momentos de
estresse.
Enfim, resolvido mais esse problema, tomamos um taxi, que
tive o cuidado de contratá-lo dentro do aeroporto, evitando assim problemas
futuros. Depois de nos acomodarmos na van, já que éramos quatro passageiros e
bagagem de seis pessoas, me dirigi ao motorista com ares de viajante
experiente: Hotel Neruda, por favor! Sim
señhor, respondeu o chileno.
Durante o percurso, uma distância de 35 a 40 quilômetros,
procurei manter algum diálogo com o taxista, para ir me familiarizando com o
idioma. Perguntei-lhe sobre a distância até o centro da cidade, sobre a
temperatura e por fim sobre os pontos turísticos mais visitados. Ele, ao
contrário da policial truculenta, muito educado, procurava de todas as maneiras
atender aos meus questionamentos e satisfazer, a medida do possível, minhas
curiosidades. Foi então que atônito, descobri mais uma das nossas trapalhadas.
O dia 1 de novembro, Dia de Todos os Santos, é feriado nacional.
Em seguida, o dia 2 – dia de finados -, igualmente feriado, onde se reverencia
a memória dos mortos, como na maioria dos países que têm como predominância, a
religião católica. E o dia 3, sábado, nos informava que o comércio funcionaria
precariamente em razão dos feriados anteriores, ou como costumamos chamar por
aqui de feriadão. Resultado: três
dias com praticamente tudo fechado em Santiago. Somente os Shoppings, como de
costume, estariam em pleno funcionamento. No afã da viagem, esquecemos do mais
importante: o planejamento. E como se diz aqui em nossa terra “além de queda,
coice!
- continua na próxima sexta-feira-
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
UMA VIAGEM INESQUECÍVEL - Primeira capítulo
Tudo começou quando resolvi descansar por uns dias, após o
lançamento do meu livro “A Praia da Pipa do tempo dos meus avós”, em outro
país, já que nunca havia atravessado nossas fronteiras.
Entretanto, o primeiro desafio era convencer minha esposa a
fazer a viagem de avião. Vários pousos e decolagens a esperavam, e só em
comentar o fato, ela ficava deveras apavorada.
Depois de muita conversa ao pé do ouvido, recheadas de
promessas em sua maioria, impossíveis de serem cumpridas, lhe convenci a ir
para o “sacrifício”. Resolvida a primeira etapa, tive a grata surpresa da
companhia de dois casais amigos, que se juntaria a nós, nessa aventura
além-fronteiras, em terras de língua espanhola. Um dos casais, pais do meu
genro, e o outro, seu filho, que viajava com sua esposa. Não poderia haver
melhores companhias. Minha esposa, por sua vez, ficou mais confiante e eu,
agradecido pela sorte de ter aquelas pessoas conosco, numa aventura com duração
prevista para 10 dias.
Parecia que tudo estava se encaixando como uma luva. Seria
uma viagem inesquecível, já que para mim, minha esposa e um dos casais,
fazíamos nossa primeira viagem internacional.
Realmente foi “inesquecível” em todos os sentidos. Começou
quando adquirimos, através do site da TAM, as seis passagens Natal/São
Paulo/Chile. Na ocasião de confirmar a compra, nos enganamos quanto à data do
embarque. Descobrimos depois que havíamos adquirido os bilhetes 30 dias antes
do dia em que pretendíamos viajar. Resultado: perdemos todas as passagens, pois
como os bilhetes foram adquiridos em uma promoção, mesmo comunicando com
antecedência, como foi o nosso caso, a TAM não permitiu fazer troca,
substituição ou remarcação para o dia do embarque.
No dia que antecedeu a viagem amanheci com uma enorme dor no
calcanhar direito. Logo suspeitei da famosa “gota”, pois, vez por outra, quando
me excedo nos miúdos e carne
vermelha, ela logo se apresenta. Felizmente depois de uma consulta ao médico,
constatamos que se tratava apenas de uma tendinite, enfermidade não menos
preocupante, principalmente para quem vai fazer uma viagem de turismo e
normalmente precisa caminhar grandes distâncias. Explicada ao médico a minha
condição de viajante naquela madrugada, o problema foi equacionado com uma
potente injeção à base de corticóide. Enfim, na madrugada do dia 1 de novembro,
partimos de Natal com destino a São Paulo.
Após uma hora e meia de voo, de repente o silêncio da
aeronave era rompido por um grito de pavor. Depressa! Depressa! ... era a
esposa de um dos meus amigos, que muito aflita, chamava a aeromoça. Olhei para
trás e também me assustei com a cena. Com a cabeça pendendo para um dos lados,
seu marido desfalecia. Passou mal e veio a desmaiar por falta de oxigênio. Seu
organismo, por problemas pulmonares, às vezes não consegue fazer a troca do
oxigênio respirado no ambiente pressurizado da aeronave,
o que provocou o seu desfalecimento.
Tínhamos conhecimento do seu problema pulmonar, pois a mesma
situação já havia acontecido em outro voo, quando íamos para Gramado-RS, onde
fomos assistir ao espetáculo do Natal Luz. Nesse episódio, só tivemos
conhecimento do fato, quando pousamos em Natal, e nos revelou que havia sofrido
do mesmo desconforto durante o vôo, só tornando quando a aeronave se preparava
para o pouso. Como era um vôo noturno, nem mesmo sua esposa percebeu o
ocorrido.
Entretanto, nessa viagem, não tivemos maiores preocupação,
pois dias antes ele havia feito todos os exames e, consultando do seu
médico acerca do problema, dele obteve um atestado que foi apresentado à
tripulação, por ocasião do embarque, informando que o mesmo sofria de problemas
respiratórios, (hipóxia hipobárica: deficiência de oxigênio nos tecidos
consequente à diminuição da pressão parcial do oxigênio no ar respirado), e
recomendava que ele fosse ofertado oxigênio, caso houvesse necessidade. Ficou
previamente acertado com a tripulação, que se houvesse necessidade ele
acionaria um dispositivo localizado acima de seu assento.
O dispositivo foi aceso e imediatamente é socorrido pela
tripulação, que prontamente lhe atende com uma garrafa de oxigênio. Dez minutos
depois que retoma a respiração normal, um dos tripulantes solicita a presença
de algum médico, que por acaso estivesse a bordo. Apresentou-se uma médica, que
por sinal era do seu circulo de amizade, e gentilmente lhe faz companhia até o
desembarque em São Paulo.
Desembarcamos
em Guarulhos pouco mais das seis horas, de uma manhã ensolarada. Três horas
depois, reembarcávamos com destino a Santiago do Chile. Após tomarmos assento,
sentimos a falta do nosso companheiro. Depois de algum tempo, fomos informados
pelo seu filho que ele havia sido impedido de embarcar, sob a alegação de que a
aeronave não dispunha de oxigênio suficiente, caso houvesse necessidade durante
o voo Guarulhos-Santiago. A tripulação recusava-se terminantemente a autorizar
seu embarque, temendo a repetição do ocorrido no voo entre Natal e São
Paulo.
A aeronave continuava estacionada aguardando a solução da
pendência. Logo, fomos informados que ele só poderia viajar no dia seguinte e
com equipamento próprio (Concentrador de Oxigênio para uso aeronáutico). Teria
que adquirir, por sua conta, uma garrafa de oxigênio. Esse equipamento ainda
teria que ser submetido a analise da TAM. Também foi exigido a compra de outro
bilhete, pois o equipamento – uma garrafa de oxigênio -, viajaria na poltrona
vizinha.
(continua na próxima semana)
terça-feira, 20 de novembro de 2012
O fotógrafo do jornal Tribuna do Norte,Adriano Abreu, fez a foto no momento em que o Presidente do Tribunal do Contas do Estado do Rio Grande do Norte, Conselheiro Valério Alfredo Mesquita, deixava a sede do TCE em direção ao IHGRN- Instituto Histórico e Geográfico do RN, instituição que irá presidir no triênio 2013/2015, ladeado pelos confrades eleitos: Carlos Roberto de Miranda Gomes, Secretário Geral e Ormuz Barbalho Simonetti, Vice-Presidente.
domingo, 18 de novembro de 2012
ENTREVISTA A TV BANDEIRANTES
SOBRE OS LIVROS
GENEALOGIA DOS TRONCOS FAMILIARES DE GOIANINHA-RN
A PRAIA DA PIPA DO TEMPO DOS MEUS AVÓS
Assistam os vídeos
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
O FLIPIPA E A AUSÊNCIA DE NOSSOS VALORES
Gostaria que no próximo FLIPIPA fosse criado um espaço para se debater a obra do grande jurista, pesquisador,memorialista e escritor HELIO MAMEDE DE FREITAS GALVÃO. Afinal este homem escreveu muito sobre o nosso estado e principalmente sobre o lugar onde nasceu, PERNAMBUQUINHO, no município de Tibau do Sul, que na época pertencia a Goianinha-RN e que tem a Praia da Pipa como seu principal distrito. O dr. Hélio Galvão vem a ser o pai do curador do FLIPIPA, Dácio Galvão. Seria uma boa oportunidade de mostrar aos que chegar que também temos nossos VALORES e nos orgulhamos deles.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
ORAÇÃO DO MILHO
Oração do Milho
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu grão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e haste e se me ajudares Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo. E de mim, não se faz o pão alvo, universal.
O Justo não me consagrou Pão da Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre. Alimento de rústicos e animais do jugo.
Fui o angu pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante. Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.
Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde
SOU O MILHO
Meu grão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e haste e se me ajudares Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo. E de mim, não se faz o pão alvo, universal.
O Justo não me consagrou Pão da Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre. Alimento de rústicos e animais do jugo.
Fui o angu pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante. Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.
Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde
SOU O MILHO
domingo, 11 de novembro de 2012
LANÇADO NO ÚLTIMO DIA 25 DE OUTUBRO O LIVRO "A PAIA DA PIPA DO TEMPO DOS MEUS AVÓS"- JÁ SE ENCONTRA À VENDA NAS PRINCIPAIS LIVRARIAS DE NATAL E NA REDE DE LIVRARIAS SARAIVA. PODEM TAMBÉM SEREM ADQUIRIDOS COM PEDIDO ATRAVÉS DO E-MAIL:ormuzsimonetti@yahoo.com.br ou pelo telefone XX-84-9928-1176, ao preço de R$ 50,00 (cinquenta reais).
ESTAREMOS, INCLUSIVE, NO FLIPIPA- FESTIVAL LITERÁRIO DA PRAIA DA PIPA EM SUA QUARTA EDIÇÃO, COM LIVROS NA TENDA DA COOPERATIVA CULTURAL DA UFRN (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE)
sábado, 10 de novembro de 2012
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE
TEM NOVA DIRETORIA E CONSELHO FISCAL
Em reunião de Assembleia Geral Ordinária na sua tradicional sede da Rua da Conceição, 622 - Cidade Alta, presidida pelo Escritor Jurandyr Navarro da Costa, o IHGRN, por aclamação, elegeu a sua nova Diretoria e Conselho Fiscal para o triênio 2013-2015, assim compostos:
DIRETORIA:
1.Presidente: VALÉRIO ALFREDO MESQUITA;
2.Vice-Presidente: ORMUZ BARBALHO SIMONETTI;
3.Secretário-Geral: CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES;
4.Secretário-Adjunto: ODÚLIO BOTELHO MEDEIROS;
5.Diretor Financeiro: GEORGE ANTÔNIO DE OLIVEIRA VERAS;
6.Diretor Financeiro Adjunto: EDUARDO GOSSON;
7.Orador: JOSÉ ADALBERTO TARGINO ARAÚJO;
8.Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu: EDGAR DANTAS RAMALHO DANTAS;
CONSELHO FISCAL:
1.EIDER FURTADO DE MENDONÇA E MENEZES, Membro titular;
2.PAULO PEREIRA DOS SANTOS, Membro titular;
3.TOMISLAV R. FEMENICK, Membro titular;
4.LÚCIA HELENA PEREIRA, Membro suplente.
A sessão cumpriu precisamente
a Convocação publicada no Diário Oficial do Estado, edição do dia 31 de
outubro do ano corrente, da Presidência, sob o fundamento das disposições
combinadas dos artigos 11 e 15, “b” do Estatuto e ocorreu em total harmonia e
confraternização. a posse ocorrerá no dia 29 de março de 2013, data de
aniversário da Casa da Memória, em sessão solene na sede da Entidade, conforme
oportunamente será divulgado, com a respectiva transmissão do cargo para o novo Presidente Valério Alfredo
Mesquita.
Em breves palavras o Presidente Jurandyr Navarro da
Costa agradeceu a presença de todos.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
LANÇAMENTO DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DO TEMPO DOS MEUS AVÓS"
Estimados amigos,Comparo o lançamento de um livro ao nascimento de um filho. Digo isso por ter tido a graça da emoção do nascimento de três lindos filhos e o lançamento do meu segundo livro. Quatro longos anos se passaram para a chegada do segundo livro, intervalo muito menor com relação ao nascimento dos meus filhos. Dos filhos tive pressa, quanto aos livros, não.O esmero, a paciência, a dedicação que resultaram em horas indormidas para a produção de uma obra literária, são fatores primordiais para o resultado final dessa obra, que culmina com a festa do lançamento, onde partilhamos nossa emoção no abraço aos amigos.Portanto, gostaria de agradecer a todos os que compareceram a Academia Norte-riograndense de Letras na noite do dia 25 de outubro e partilhar comigo de um dos dias mais felizes de minha vida.O dia 25 de outubro também é dedicado ao Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, primeiro santo brasileiro.Abraço carinhoso a todos,Ormuz Barbalho Simonetti
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A PRAIA DA PIPA DO TEMPO DOS MEUS AVÓS - O LIVRO
Caros amigos(as)
No próximo dia 25 de outubro -
quinta-feira – às 19:00, nas dependências da Academia Norte-Riograndense de
Letras, à Rua Mipibu n° 443, Petrópolis - Natal/RN, estarei lançando o livro "A PRAIA DA PIPA DO TEMPO DOS MEUS AVÓS".
O livro é composto de 406 páginas com
histórias e estórias reais e interessantes. Adornadas com 428 imagens, entre
fotos, telas e ilustrações, ajuda ao leitor a vivenciar as histórias e estórias
ocorridas em um tempo que costumo me referir como “tempo da delicadeza”.
Durante o evento, será servido um
coquetel aos presentes.
Solicito aos amigos, que repasse esse CONVITE para todos os seus contatos, ajudando
assim a divulgação do evento.
Abraços a todos,
Ormuz Simonetti
domingo, 14 de outubro de 2012
CARTA DO POETA FÉLIX CONTRERAS AO PRESIDENTE DA UBE AGRADECENDO SUA ESTADIA EM NATAL
Em minha já longa vida literária,
cultural, intelectual por tantos povos, cidades e países, nunca antes tinha
recebido tamanha demonstração de afeto, expressões de alto espírito, arte
e sensibilidade, como as recebidas na cidade de Natal/RN.
Aqui deixo meus agradecimentos saídos
desta grande saudade que já sinto muito próxima aos grandes poetas Horácio
Paiva, Eduardo Gosson e Diógenes da Cunha Lima, Lúcia Helena, Alberto Cícero
(na sua Douce France), à Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, Carlos Gomes, Ormuz
Simonetti, Betânia Ramalho (Secretária de Educação e Cultura do Estado),
Zelma Furtado (presidenta da Academia Feminina de Letras do RN – tão bonita na
mesa de honra), Geralda Efigênia, Rubens Azevedo, Auzê Freitas, Janilson
Carvalho e seus “Devaneios.”Teresinha Rosso
Gomes, a Gianine Costa que me presenteou com o maravilho livro sobre o
seu pai, meu conterrâneo Isauro, ao pianista Humberto Muniz e suas mãos
mágicas, a Natal, minha adorada cidade bela, hospitaleira e ao seu povo bom, Ormuz
Simonetti (presidente do Instituto Norte-Rio-Grandense de Genealogia) Ana Maria
Melo, Simone Silva e Mariana, também a Prefeitura Municipal de Ceará
Mirim(Antonio Peixoto, e Edilson Rodrigues), Tribuna do Norte (Yuri e outros),
Diário de Natal (Sérgio e outros), ao Toinho Silveira, ao Hotel Holyday
Inn (George Gosson) com suas janelas abertas a olhar o Atlãntico, Liége
Barbalho que com muito amor e profissionalismo divulgaram este evento que
ficará na memória desta região que olha o mundo desde A TORRE AZUL do poeta
Horácio Paiva. Para todos de corpo presentes e não, meus beijos, abraços, mãos,
pés, olhos e saudades.
FContreras
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
SAUDOSAS LEMBRANÇAS
Hoje eu lembro com saudade o tempo que passou
O tempo passa tão depressa, mas em mim deixou
Jovens tardes de domingo tantas alegrias
Velhos tempos, belos dias
(Roberto Carlos)
Tenho saudade
dos veraneios das décadas de 70 e 80. Vez por outra, pego-me em saudoso
devaneio, lembrando-me daquela época. Isso ocorre principalmente quando vejo a
praia sendo tão maltratada por aqueles que teriam a responsabilidade dela
cuidar. As falésias, invadidas pelas pousadas, estão pontilhadas de cano de
esgoto, propiciando aos que por ali passam uma triste visão e a sensação de que
estamos perdendo a guerra contra esse tipo de pessoa. Em alguns pontos os canos
são bem visíveis. Indicam que ali não se tem nenhum respeito pela natureza nem
pelo próprio lugar onde se vive com a família.
Quando vejo
aquele pequeno pedaço de praia, que com certeza é a menor do Brasil, sem espaço
para os banhistas, apinhada de sombrinhas e de vendedores, causa-me um extremo
desconforto. É um verdadeiro mercado persa, onde se vende todo tipo de
mercadoria, desde alimentos de duvidosa higiene a roupas, artesanatos e,
ultimamente, mais uma modalidade de exploração comercial: o aluguel de cadeiras
e sombrinhas. A desorganização é total. Não existem regras para nada, ou pelo
menos não as percebemos. As sombrinhas de praia tomam conta de toda a pequena
orla. Os comerciantes do local, no afã de ganhar mais dinheiro, invadem o
pequeno espaço que os banhistas têm para se locomover, chegando a ponto de
colocar as sombrinhas até dentro d’água, acompanhando a vazante da maré. E tudo isso sob os olhos complacentes do
poder público, que nada faz para modificar essa situação.
Tenho
saudade, sim, daqueles veraneios de outrora, quando podíamos andar pela praia
sem termos que nos deparar com esse tipo de situação. Não quero, com isso,
dizer que sou contra o progresso, principalmente aquele que traz benefícios à
população. Todavia, sou terminantemente contra o progresso a qualquer custo – aquele
que é feito sem o mínimo planejamento, desorganizado, poluidor e destruidor,
que passa por cima de tudo e de todos, contanto que atinja seus objetivos
mercantilistas.
De uns tempos
para cá, o lema na Pipa constitui-se em: dinheiro e lucro a qualquer custo!
Tenho saudade
de quando andava pela praia, pisando na areia branca que, de tão alva e macia,
dava vontade de se deitar. Ainda posso ouvir o rangido fino que ela produzia,
quando pisávamos com mais força ou então quando corríamos sobre ela. Quantas
vezes, depois de uma noite de “serenatas”, ficávamos a conversar até alta
madrugada naquela areia... Por vezes, dormíamos ali mesmo. Não tínhamos medo,
pois não havia motivo para tal. Até o final da década de 90, não me lembro ter
acontecido na Pipa qualquer fato que envolvesse violência. Era comum pessoas
dormirem em suas casas com as janelas abertas, sem nenhum receio. E como era
bonito acordar bem cedinho e olhar os botes ancorados no porto! Naquele seu
indolente balançar. Quando os primeiros raios do sol surgiam por cima do morro
do Cruzeiro, revelavam toda a exuberância de um pedacinho da Mata Atlântica,
naquele tempo, totalmente preservada. Infelizmente, não posso dizer o mesmo nos
dias de hoje. Basta dar uma olhada à noite, para ver o foco das luzes dentro da
mata que cobre o morro, para que se percebam as construções que lá existem.
Irregulares? ... Não sei!
Quantas vezes
eu vi a amanhecença naquela areia, contemplando a imensidão do oceano iluminado
pelos primeiros raios do sol... Logo era invadido por uma profunda paz de
espírito, como se sentisse a presença divina. A contemplação da natureza em
todas as suas formas nos propicia esse estado de paz e bonança com o Criador.
Sim, tenho
muita saudade das noites dormidas nos alpendres, das brincadeiras de dar “nó de
jabá” no punho das redes dos mais descuidados ou dos incautos “visitantes”. Os
namorados das nossas primas eram os nossos principais alvos. Alguns dos rapazes
mais afoitos, além de darem o famigerado nó, colocavam a rede de volta nos
armadores e, com o peso de seu corpo, arrochavam o máximo que pudiam. Depois,
ainda urinavam em cima para que o infeliz não pudesse usar os dentes para
desatá-lo. Que maldade! O coitado tinha que se arrumar lá pela areia da praia
e, certamente, amanhecia o dia sem pregar olhos.
Essa era a
Pipa dos anos dourados. Ocorreu-me agora a lembrança dos versos de uma música
do poeta Dorival Caymmi, eterno apaixonado por sua terra. Diz muito da Pipa
daquela época, do tempo da beleza, talvez do tempo da delicadeza.
[...] É quando o sol vai quebrando, lá pra o
fim do mundo pra a noite chegar
É quando se ouve mais forte o ronco das ondas
na beira do mar
É quando a cansaço da vida, da lida obriga João
se sentar
É quando a morena se enrosca, se chega pro lado
querendo agradar
Se a noite é de lua, a vontade é contar
mentiras, é se espreguiçar
Deitar na areia da praia que acaba onde a vista
não pode alcançar
E assim adormece esse homem que nunca precisa
dormir pra sonhar
Porque não há sonho mais lindo do que sua
terra, não há
(Dorival Caymmi)
Pipa,
junho de 2009.
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