terça-feira, 15 de março de 2011

DEÍFILO GRUGEL

ORMUZ,

PARABENS PELA BELISSIMA MATERIA SOBRE ''DEÍFILO GURGEL'',GRANDE POETA E FOLCLORISTA.

SEMPRE FUI GRANDE AMIGA E COMADRE DE SUA FILHA KATIA E CONVIVIA COM ELE E ZORAIDECOMO A CONTINUAÇAO DE MINHA FAMILIA.

FREQUENTEI SUA RESIDENCIA DURANTE MUITOS ANOS QUANDO ESTUDAVA COM KATIA,DEPOIS CADA UMA SEGUIU SEU DESTINO E NOS DISPERSAMOS,MAS CONTINUO COM TODOS ELES NO MEU CORAÇAO.

É UMA HONRA PARA O RIO GRANDE DO NORTE TER ''DEIFILO GURGEL COMO FILHO DE NOSSA TERRA.

PARABÉNS.

MARIA ADELAIDE GADELHA GRILO DE MEDEIROS
NATAL/RN

DEÍFILO GRUGEL

Nada mais justo! Honesto de princípios, Deifilo dedicou-se à cultura do Estado. Parabens, Ormuz por ter tornado público o merecido prêmio desse homem a quem a cultura do Estado deve muito. Entre as constelações do Rio Grande do Norte, Deífilo ofusca muitas estrelas. Eu bato palmas de pé para essa figura humana maravilhosa que é ele.
Associo-me a você. Abraços, Jansen



Att,

Jansen Leiros
Natal/RN

DEÍFILO GRUGEL

AMIGOS:
BELA E JUSTA HOMENAGEM DE ORMUZ SIMONETTI AO POETA DEÍFILO GUIRGEL, POR ISSO ENCAMINHO PARA VOCÊS
AFETUOSO ABRAÇO,
MOACYR GOMES
NATAL/RN

segunda-feira, 14 de março de 2011

DEÍFILO GRUGEL

Muito bem, Ormuz! E meus parabéns. Abraços.wf
Walter Fontoura
São Paulo SP
Sales, Periscinoto, Guerreiro, Fontoura & Associados.
Tel. + 55 11 3078-1161 Fax. + 55 11 3168-6080
Rua Joaquim Floriano, 820 15º andar.
www.spga.com.br

DEÍFILO GRUGEL

Prezado colega Ormuz- agradeço importante mensagem-
Laelson Rodrigues Viana
João Pessoa-Pb

DEÍFILO GRUGEL

CARO, DR. ORMUZ:


É COM PRAZER, QUE IREI DIVULGAR AMANHÃ, ESTÁ SUA HOMENAGEM AO POETA DÉIFILO GURGEL, NO MEU BLOGUE CULTURAL "NOTÍCIAS DA LUSOFONIA" http://nlusofonia.blogspot.com/


AGUARDO SUA VISITA POR LÁ! E SE PUDER REPASSAR O LINK, FIQUE À VONTADE, AMIGO!


ESPERO QUE GOSTE DA DIAGRAMAÇÃO FEITA NO BLOGUE!


UM CORDIAL ABRAÇO, DO ALÉM-MAR, DESTA CONTERRÂNEA QUE VER OS DIAS PASSAREM EM TERRAS DO FERNANDO PESSOA E GOSTA DE CONTÁ-LOS,


CEICINHA CÂMARA

- De Ceará-Mirim/Rio Grande do Norte/Nordeste Brasileiro.
- Radicada atualmente em Vila do Bispo/Algarve/Portugal.
- Membro da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte-Brasil.
- Membro da Associação Internacional Poetas del Mundo
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_europa.asp?ID=6981

DEÍFILO GRUGEL

ORMUZ BARBALHO SIMONETTI (Presidente do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia-INRG, membro do IHGRN e da UBE-RN)
www.ormuzsimonetti@yahoo.com.br


PUBLICADO NO PERIÓDICO “O JORNAL DE HOJE” EDIÇÃO DE 04 DE MARÇO DE 2011

DEÍFILO GURGEL, O POETA DE AREIA BRANCA

. . . por isso fazia seu grão de poesia, e achava bonita a palavra escrita, por isso sofria, de melancolia, sonhando o poeta que quem sabe um dia . . . poderia ser.
(O Poeta Aprendiz - Vinícius de Morais)



De todos os e-mail e telefonemas que recebi parabenizando-me pela matéria publicada nesse periódico, intitulada VIAGEM INSÓLITA, um deles me deixou particularmente envaidecido. Por ocasião da publicação da segunda crônica - dividida em quatro partes e publicadas todas as sextas-feiras durante o mês de fevereiro - me encontrava na praia da Pipa, quando o telefone tocou: era o meu amigo escritor, poeta e folclorista Deífilo Gurgel. Tivemos uma longa e agradável conversa.

Ele com sua peculiar gentileza elogiou a iniciativa e disse, entre outras coisas, que vinha acompanhando com muito interesse, todas as etapas da viagem, e ansioso perguntou: “Quando você chega à Areia Branca?” Informei que seria na terceira parte da crônica a ser publicada no dia 18. Disse ainda que quando retornasse a Natal iria lhe fazer uma visita em agradecimento ao seu simpático telefonema e aproveitaria o ensejo, para lhe entregar o diploma de sócio fundador do INRG- Instituto Norte-Riograndense de Genealogia.

Na minha modéstia experiência de vida, poucas pessoas conheci tão apaixonado por sua terra e suas tradições, como o poeta Deífilo Gurgel. Sentado em seu terraço, conversamos por mais de duas horas sem sentir o tempo passar. Foi comovente ver aquele homem falar com tanto amor e entusiasmo do seu torrão. As lembranças fluíam naturalmente. Ele às vezes de olhos fechado, lembrava de coisas do seu tempo de menino. Parecia viver aqueles momentos mágicos, de anos que já vão longe. Ali estava um homem-menino sentado em seu terraço, mas os pensamentos repousavam na distante Areia Branca de sua infância.

Entendi que naquele instante era somente a presença física do homem Deífilo, pois seus pensamentos estavam viajando para muitos anos atrás. Era sua infância de menino irrequieto, que andava pelas ruas de areia da velha cidade, que passarinhava nas redondezas e gostava de ver a “revoada dos maçaricos por entre as várzeas de pirrixiu”. Era o menino que corria por entre as matas de matapasto em brincadeira com outras crianças do lugar. Era o observador atento das “moças debruçadas na janela” e do vai e vem dos barcos que atracavam no cais de sua infância, da sua querida Areia Branca. Fiquei em silêncio observando aquele homem em seus devaneios.

Foi emocionante ver que ali estava uma pessoa realizada em todos os sentidos. Bom filho, bom pai, avô extremoso e amigo fraterno, onde do alto dos seus 85 anos de idade, bem vividos, enquanto muitos se sentem incapacitados e se entregam a uma cadeira de balanço na sala de televisão, o poeta-pesquisador está em plena atividade. Continua pesquisando o nosso folclore e escrevendo poemas maravilhosos. Tudo registrado em livros publicados e os ainda a publicar. Gosta de receber em sua morada os amigos para um papo descontraído e ao final da conversa, o interlocutor sabe que sai daquele encontro, muito mais rico de conhecimento.

O seu ritmo de trabalho é invejável. É de sua natureza produzir o máximo que for possível, pois anseia em deixar uma obra literária, que certamente será bem aproveitada e agradecida pelas futuras gerações. São tantas suas atribuições, que o dia se torna insuficiente para dar conta de todos seus compromissos.

Como havia prometido, passei as suas mãos o diploma de Sócio Fundador do INRG- Instituto Norte Rio-Grandense de Genealogia, fato que muito nos honra e engrandece nossa Instituição. Na ocasião fui por ele presenteado com um de seus livros de poemas, OS BENS AVENTURADOS. No tópico “As cidades submersas”, me encantei com uma declaração de amor a sua terra natal no poema “AREIA BRANCA, MEU AMOR”. Tive o prazer e o privilégio de tê-lo escutado, quando dessa visita, recitado pelo próprio autor. Saí daquele encontro muito feliz, assim como todos os que tiveram o prazer de sentar a sombra de sua varanda, para escutar e aprender um pouco, do muito que o poeta tem a ensinar.
Transcrevo na íntegra a poesia Areia Branca, Meu Amor, para o deleite dos leitores.


A cidade adormecida,
no coração do poeta,
entre pregões matinais,
subitamente, desperta.

Para trás da Serra Vermelha,
nasce a manhã, nas levadas,
na solidão das salinas,
nas águas envenenadas.

Maçaricos alçam vôo,
nas várzeas de pirrixiu.
pescadores solitários,
pescam o silêncio do rio.

Num bosque de matapasto,
atrás de Amaro Besouro,
desabrocha o fumo bom,
em fino cálices de ouro

Calafates calafetam
velhos barcos irreais.
Moinhos movem o vento,
nas tardes do nunca mais.

O sol se pondo na Barra,.
entre mangues e canoas,
põe rebrilhos de vitrilhos,
nas marolas das gamboas.

A noite cai. Cães vadios
ladram na rua, à distância.
Deslizam sombras esquivas,
nas esquinas da lembrança.

Todos os que se mudaram
para o outro lado da vida
e dormem, no cemitério
da cidade adormecida,

vêm a mim, me cumprimentam,
me comovo ao recebê-los,
baila uma fina poeira,
em torno dos seus cabelos.

Converso com Pum-na-guerra,
Fumo-bom e Baranhaca.
Abraço Maria Mole,
Ciço Cabelo de Vaca.

Passo no Canal do Mangue,
vou à Fuzaca, à Favela.
Na rua da frente há moças
debruçadas na janela.

D. Adelina me argúi
na taboada e ABC.
Começa tudo de novo,
Pela estrada do aprender.

Ouço as valsas da Água Doce,
nas tardes de antigamente.
entre Bois e Pastoris,
sou menino novamente.

As ruas se embandeiraram,
Há lanternas pelas portas.
São João acorda, entre o riso
de pessoas que estão mortas.

Os pés do menino vão
nessas ruas do sem-fim.
O tempo não conta mais,
partiu-se, dentro de mim.

Nesse burgo de lembranças,
guardado pela memória,
minha vida se inicia,
recomeça minha história.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

VIAGEM INSÓLITA - Última etapa

(Percurso percorrido entre as praias de Pipa/RN e Canoa Quebrada/CE)


CAMINHO PARA CANOA QUEBRADA-CE


CAMINHO PARA CANOA QUEBRADA-CE

Seguimos viagem e passamos nas praias de Retirinho, Fontainha, Lagoa do Mato, Quixaba, Majorlândia e adentramos nos limites da praia de Canoa Quebrada, nosso destino final. A praia apesar da beleza de suas falésias é totalmente desprovida de vegetação, o que a deixa com um aspecto um tanto árido.

PRAIA DE CANOA QUEBRADA-CE

Fomos direto para a Pousada “Dolce Vita” onde nos hospedamos. Lugar tranqüilo e acolhedor e de ótima localização, pois fica a poucos passos da “Brodwei”, assim denominada a região do comércio, onde jovens locais e turistas se reúnem nos diversos bares e restaurantes para curtirem um som, ou experimentar dos vários pratos que são oferecidos. Grande parte da rua, transformada em calçadão, é livre do transito de automóveis, o que a torna bem segura para os freqüentadores.

POUSADA DOLCE VITA

À noite fizemos uma incursão pelas ruas da “Brodwei” onde as mulheres, como sempre, ávidas por fazer compras, logo se misturaram aos inúmeros turistas que enchiam as lojinhas ao longo do calçadão. Escolhemos um restaurante que nos pareceu mais simpático e adentramos para experimentarmos a culinária local. Infelizmente não fomos felizes na escolha dos pratos solicitados.

RUAS DA BRODWEI

Já era bem tarde da noite quando retornamos à pousada e nos reunimos em volta da piscina, e aguardando o sono chegar, degustamos várias garrafas de vinho. Entre conversas amenas e planos para o dia seguinte, entramos madrugada adentro.
Um dos nossos companheiros de viagem foi contemplado com o chalé das “mil e uma noites”. Decorado em estilo árabe onde véus coloridos pendem desde o teto até o chão. Esse chalé é disponibilizado pela administração da pousada, geralmente para casais em lua de mel. No dia seguinte “os noivos” estavam tão empolgados com a beleza da dormida, que prometeram retornar o mais breve possível, mas teria que ser para aquele mesmo chalé.

POUSADA DOLCE VITA À NOITE

Após o desjejum, fomos então conhecer a orla. Descemos a pé para a beira da praia e fizemos um longo passeio. Vendedores de todo tipo de bugiganga misturam-se a vendedores de comidas, que se multiplicavam nas areias da praia em meio a banhistas e turistas, deixando aquele pedaço de praia completamente apinhado de gente. Em frente das barracas que vendem bebidas e comidas típicas, os garçons ofereciam aos gritos: “trio grande” e “trio pequeno” pelo melhor preço! . . . Já tinha sido “apresentado” ao prato com essa denominação, quando almoçamos na barraca Pantanal, na praia de Ponta Grossa. O prato é composto de lagosta, camarão e uma posta de robalo, tudo feito na brasa.

PRAIA DE CANOA QUEBRADA-CE

Desde que adentramos no estado do Ceará, em todos os locais que paramos esse crustáceo era oferecido em bares, restaurantes a até mesmo nas barracas à beira mar. Ao que parece, o defeso da lagosta – período que é proibida a pesca, que vai de 01 de janeiro a 15 de junho - não é devidamente respeitado pelo nosso vizinho, haja vista a quantidade de pontos de comercialização desse produto.

PRATO TRIO - foto internet

O Ceará é considerado o maior produtor e exportador de lagosta do Brasil, mas para isso recebe uma grande “ajuda” do nosso Estado. Uma grande quantidade de seus “lagosteiros”- barcos que pescam lagosta - pescam em águas do Rio Grande do Norte. Diversas empresas aqui instaladas que comercializam esse tipo de pescado, quando se trata de exportação, preferem utilizar o terminal portuário de “Pecém” no Ceará, fazendo com que as estatísticas e as divisas, advindas da produção de lagosta, beneficiem nosso vizinho estado do Ceará. Enquanto as nossas autoridades responsáveis continuarem a fazer vista grossa para essa prática criminosa, nós ficamos literalmente “a ver navios”.

















BARCOS LAGOSTATEIRO - foto internet

Até então havíamos percorrido 515 km. Nossa intenção era prosseguir pela beira da praia até alcançarmos Fortaleza. Porém, tivemos informação que antes da praia das Fontes, a polícia havia interrompido o trânsito pela beira da praia, o que nos desestimulou a prosseguir.

Quando iniciamos essa viagem, eu esperava encontrar e fotografar as jangadas tradicionais, feitas com madeira de uma árvore denominada “piúba”. Madeira leve e de excelente flutuação também é conhecida como “pau de jangada”, mas infelizmente durante o nosso percurso, não consegui encontrar nenhuma dessas jangadas. Fiquei frustrado, pois tinha esperança de que, pelo menos no Estado do Ceará, tradicionalmente conhecido como “a terra das jangadas”, pudesse localizar essas relíquias da nossa navegação. Todas que vimos ao longo de todo o percurso, tanto no Rio Grande do Norte como no Ceará, eram jangadas modernas, feitas de tabuas e compensado naval.




JANGADA TRADICIONAL


JANGADA TRACICIONAL FEITA COM TORAS DE "PIÚBA"

Pegamos a BR 304 e iniciamos o retorno. As mulheres, como de costume, pressionaram para que o almoçássemos em Mossoró, estratégia que resultaria numa passadinha obrigatória no West Shopping. Não colou! O consenso masculino atuando em defesa própria, optou para que o almoço fosse realizado o mais perto possível da cidade de Natal, nosso destino final.

CONFRARIA DOS HOMENS ATUANDO EM FEDESA PRÓPRIA


POUSADA DOLCE VITA - FOTO TIRADA NA HORA DA VIAGEM DE VOLTA


Um amigo, freqüentador assíduo da cidade de Lajes e seus restaurantes, sempre que falava no restaurante “Cabrito do João” se desmanchava em elogios. Lembrando disso, quando passávamos por Mossoró liguei para ele, que me informou o telefone do tal restaurante. Falei com o proprietário e quando lá chegamos, estava nos esperando o maior e mais saboroso banquete à base de cabrito. A mesa muito farta estava repleta de tudo que um faminto viajante poderia desejar. Feijão de corda, feijão verde, farofa de cuscuz, farofa d’água bem acebolada, arroz, macaxeira, batata doce, farinha de mandioca temperada com a graxa do cabrito e o prato principal, cabrito guisado. Tudo isso, dependendo do gosto do cliente, podia ser temperado com um pouco de manteiga da terra e uma boa pimenta malagueta. Para quem ia almoçar às três horas da tarde, aquela mesa mais parecia uma miragem.












CIDADE DE MOSSORO-RN














FOTO CIDADE DE LAJES-RN Foto Sõnia Furtado

Doze pessoas sentaram-se em torno da mesa e depois de uma hora ininterrupta de comilança, regada a cachaça e cerveja (para os que não estavam dirigindo) e algumas garrafas de refrigerantes, foi solicitado à conta. Qual foi nossa surpresa quando o João nos informou que tudo aquilo custara a bagatela de R$ 100,00. Não conformado com o preço irrisório por ele cobrado, solicitei que refizesse a conta novamente. Ele pacientemente somou tudo de novo e ao final sentenciou: R$ 105,00, mas para os senhores faço por R$ 100,00.


FOTO DO RESTAURANTE "O CABRITO DO JOÃO" EM LAJES-RN - Podemos ver o proprietário em pé conferindo se todos estavam bem servido.

Pagamos a conta acrescida de uma generosa gorjeta e a promessade que ficarmos fregueses. O plano era vez por outra, reunir a mesma turma e dar uma passadinha em Lajes para almoçar no “Cabrito do João”.

CIDADE DE NATAL-RN

Chegamos a Natal no final da tarde, cansados, mas já saudosos da viagem/aventura que nos deixou mais ricos no conhecimento e orgulhosos do nosso belo litoral. Percorremos um total de 937 km. Valeu à pena.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Carta enviada ao jornalista Vicente Serejo

Matéria publicada na coluna Cena Urbana do jornalista Vicente Serejo no periódico “O JORNAL DE HOJE”, edição de 23 de fevereiro de 2011.

CASTANHOLEIRA DO VIADUTO DO QUARTO CENTENÁRIO

Incansável na sua luta, Ormuz Barbalho Simonetti volta a brandir sua espada na defesa da castanholeira que nasceu e teima em viver ao abandono de todos os cuidados entre as muradas do Viaduto do Quarto Centenário. Uma resistência devia merecer a atenção da cidade
.



A TEIMOSIA DE UMA ÁRVORE

Natal 01 de março de 2011

Caro amigo Vicente Serejo:

Hoje completam 8 meses que lhe enviei uma carta, contando da resistência de uma castanholeira que havia nascido e crescido, não se sabe como, entre as muradas de concreto que dividem a BR 101, na altura do viaduto Quarto Centenário. Ao final do meu relado fiz a seguinte previsão: “Infelizmente, naquele local ela não resistirá por muitos anos, pois seu tronco não poderá se expandir em virtude da proximidade com as muretas de concreto e logo vai aparecer alguém alegando que seus galhos estão atrapalhando o trânsito, e usará contra a indefesa árvore, o seu impiedoso facão”.

Pois bem, o que eu previ naquela ocasião, aconteceu pouco tempo depois. Alguém foi ao local e abateu a indefesa árvore, que teve seu tronco decepado rente as muretas de concreto. Ao passar no local, lembrei do que havia previsto e fiquei triste e decepcionado. Acalentei a esperança de que a matéria publicada em sua prestigiosa coluna, “Cena Urbana”, fosse despertar e sensibilizar as autoridades responsáveis e ao invés de enviar ao local um algoz, tivesse enviado um salvador, na pessoa de um botânico, para estudar a remoção da castanholeira para o seu local de direito que é na Explanada Silva Jardim, substituindo por merecimento e tradição, a sua ancestral.

Conhecendo a força da natureza e particularmente daquela valente espécime, retornei ao local 30 dias depois, e com alegria pude observar os primeiros brotos que rasgando a sua grossa casca, e se projetavam em vários pontos em torno de seu tronco, em busca dos raios solares. Fiquei feliz! A castanholeira continuava viva. A sua vontade de viver venceu a insensibilidade dos homens. Desse dia em diante, venho acompanhando o seu difícil mas constante crescimento, que se faz com a mesma intensidade que antes de sua mutilação. Ajudada pela umidade das últimas chuvas caídas na nossa Capital, seus galhos crescem a passos largos e mostra toda sua vitalidade no verdume exuberante exibido do por suas folhas expeças e viçosas.

Carissímo Serejo, essa valente árvore já mostrou e provou toda sua vontade de viver, talvez no afã de cumprir com sua natureza de crescer e se multiplicar, distribuindo suas boas sementes por nossa Capital, ultimamente tão esquecida e mal tratada pelos seus administradores. Comparo essa árvore, símbolo de resistência e perseverança, com nosso povo maltratado e agredido nos seus mais elementares direitos constitucionais. Explorado de todas as maneiras pelos maus políticos, assolado pelos impostos, que cada vez maiores e mais vorazes, roubam do trabalhador o simples direito até de se alimentar dignamente, para alimentar a máquina corrupta dos governos.

Faço aqui um apelo para que, através da sua respeitabilidade de colunista sério e preocupado com o destino de nossa cidade, possamos iniciar uma campanha em defesa dessa da vida dessa árvore. Faço uso de suas próprias palavras quando da publicação de minha carta em julho de 2010: “Homenagem ao seu desejo de viver e crescer como um exemplo de resistência no exemplo para todos os natalenses”

Um grande e afetuoso abraço,

Ormuz Barbalho Simonetti

domingo, 20 de fevereiro de 2011

VIAGEM INSÓLITA - Terceira parte

VIAGEM INSÓLITA – Terceira Parte

(Percurso percorrido entre as praias de Pipa/RN e Canoa Quebrada/CE)


POUSADA PEIXE GALO

Partimos da pousada Peixe Galo às 08h da manhã do dia 11, quarta-feira. Contratamos um guia para nos conduzir por cima das dunas móveis de Galos/Galinhos, pois o caminho pela estrada normal aumentaria em pelo menos 30 km o nosso percurso. A trilha é de difícil transposição e torna-se necessário a companhia de um guia experiente. O caminho é para quem realmente conhece o local, pois existe o perigo de nos depararmos com enormes barrancos criados pela mobilidade das dunas. De quando em vez nos deparamos com “oásis” e lagoas azuis, perdidos no meio dessas dunas. Um dos nossos companheiros de viajem viu muita semelhança daquele local com os “Lençóis Maranhenses”.


DUNAS GALOS/GALINHOS

Durante a travessia avistamos ao longe enormes pirâmides de sal que contrastava sua brancura com o amarelo claro das areias das dunas. Nesse percurso, não foi raro ficarmos literalmente a ver somente céu e areia. O caminho nos levou a atravessar grandes áreas de salinas, onde tivemos a oportunidade de passar bem perto das enormes pirâmides de sal.

SALINA OURO BRANCO

Na região das salinas, a todo instante éramos premiados com a visão lúdica de bandos de maçaricos que alçavam vôos das várzeas cobertas de pirrixiu. Essa pequena ave migratória com média de 25 cm e pesando em torno de 200 gramas, chega a voar até 16.000 km entre os extremos das Américas, em busca de comida e um clima mais ameno para procriar.

MAÇARICOS

A maioria da nossa produção de sal é transportada em barcaças para o proto-ilha que se localiza a 26 km da cidade de Areia Branca e a 14 km da costa. Esse terminal salineiro também denominado porto-ilha, construído pela empresa norte-americana Soros Associates Consulting Engineers, foi inaugurado em 3 de fevereiro de 1970. Nesse terminal os grandes navios cargueiros se abastecem desse nosso “ouro branco” e o distribui por todo o planeta. Os municípios de Macau, Mossoró e Areia Branca são principais produtoras de sal em nosso Estado. Nossa produção anual gira em torno de 5,5 milhões de toneladas, representando 95% da produção nacional, que gera mais de 15 mil empregos. Para se ter uma idéia da importância da atividade salineira em nosso Estado, só em impostos são arrecadados mais de 200 milhões/ano.

TERMINAL SALINEIRO/PORTO ILHA

Fiquei maravilhado e também envergonhado, pois até esta data, do alto dos meus 60 anos de idade, nascido e criado nesse pedaço de chão do meu Rio Grande do Norte, nunca tinha visto, a beleza das pirâmides de sal nas salinas do município de Areia Branca. Imediatamente me veio à pergunta. Por que nós conhecemos tão pouco do nosso país que é um dos mais belos do mundo? Por que nós nos preocupamos em conhecer o Estado vizinho antes mesmo de conhecermos o nosso? Às vezes conhecemos todos os pobres países da América do Sul e não sabemos praticamente nada do nosso Brasil. Não concordo com a retórica de que nós temos um alto custo para o turismo interno, pois nem sempre foi assim. Não seria mais justo e mais honesto dizer que é simplesmente a vaidade de transpor fronteiras? A eterna bobagem de ser internacional?


Dados recentes mostram que os brasileiros em 2010 gastaram alguns bilhões de reais fazendo turismo somente nos Estados Unidos. Divisas que certamente poderiam estar melhorando nosso turismo interno. Entretanto, reconheço que os nossos governantes ficam a nos dever quando se trará de incentivar o turismo interno, principalmente no nordeste. Vários países pelo mundo vivem quase que exclusivamente da indústria do turismo, porque seus governantes enxergam com mais inteligência e valorizam esse mercado. E assim vamos perdendo divisas e ganhando ignorância sobre nossa pátria.

Finalmente depois de um grande arrodeio chegamos ao porto de Prategy, onde embarcam habitantes e visitantes das praias de Galos e Galinhos, quando chegam pelo continente. Nesse local a Prefeitura mantém um estacionamento para carros das pessoas que atravessam o braço de mar. Deixamos o nosso guia para que retornasse de barco para Galos e prosseguimos viajem.

PORTO PRATEGY

No caminho para Areia Branca, passamos pelas “Dunas do Rosado” onde a coloração das areias chama a atenção de todo que se aventure por aquela região. As cores das areias nos encantam com seus vários tons entre branco, amarelo, vermelho, chumbo e diversas outras cores que se misturam diante de nossos olhos. Dessas dunas são retiradas as areias que os artesãos utilizam na confecção das famosas “garrafinhas” com paisagem coloridas.
Prosseguimos viajem e passamos pelas cidades de Baixa do Meio, Pendências, Alto do Rodrigues, Carnaubinha e chegamos à praia de Ponta do Mel. Como já eram 14h, fomos para uma barraquinha a beira-mar e acabamos surpreendidos com o “tira gosto” no mínimo inusitado. Foi nos servido peixe com “baião de dois”. Esse fato não me passou despercebido, pois mais uma vez, vimos também na culinária, o sertão misturando-se com o mar, pois o “baião de dois” é um prato genuinamente sertanejo.

PORTO DE AREIA BRANCA

PORTO DE AREIA BRANCA- EMBARQUE PARA GROSSOS
Pegamos o asfalto na RN-221 com destino a bela cidade de Areia Branca que fica na foz do rio Mossoró. Seu nome primitivo era Ilha das Maritacacas, depois chamada de Ilha das Areias Brancas e por último, Areia Branca, nome que se consagra até hoje. O povoado surgiu em fevereiro de 1870 e seu fundador foi João Francisco de Borja. Embarcamos nossos veículos em uma balsa e após meia hora de travessia, atracamos no porto da cidade de Grossos. Daí, seguimos para a Cidade-Praia de Tibau do Norte, que tem o litoral conurbado com o de Icapuí já no estado do Ceará.


Já no litoral cearense passamos pelas praias de Manibu, Melancias, Tremembés, Ibicuitaba, Picos, Quitérias, Peroba, Barreiras e chegamos à praia de Redondas pelo alto das falésias. Todas as praias que percorremos dentro do município de Icapuí, foi um verdadeiro deslumbre para os nossos olhos curiosos de visitantes/exploradores daquele belo litoral.
Na praia de Redondas a principal atividade econômica é a pesca de lagosta, e a colônia conta com mais de 150 barcos em plena atividade. Possui também uma boa infra-estrutura de bares e restaurantes com diversas opções de pratos à base de frutos do mar.

PRAIA DE RODONDAS - CE

Seguimos adiante, pois nossa parada para o almoço seria na vizinha praia de Ponta Grossa. Por indicação de amigos trilheiros, almoçamos na barraca Pantanal, nome por sinal bem sugestivo, visto que a área onde esta localizada é bastante úmida. Um pequeno curso d’água passa a caminho do mar, dividindo em dois a área do restaurante. O local é bastante rústico com palhoças feitas com troncos de carnaúba e coberta com folhas dessa palmeira. O piso é da própria areia da praia. Bastante freqüentada principalmente por trilheiros e bugeiros que se destinam á praia de Canoa Quebrada, 30 km adiante se o percurso for feito pela beira da praia. Se resolver ir pelo asfalto aumenta para 50 km.
(Última parte da viagem na próxima sexta-feira)

BARRACA PANTANAL


BARRACA PANTANAL

BARRACA PANTANAL

domingo, 13 de fevereiro de 2011

VIAGEM INSÓLITA - Depoimentos

Caro Ormuz, fiquei com água na boca quando vocês falaram do restaurante da Irene.. Realmente tudo é divino! Vocês não conheceram "Capim"
que fica ao lado de Galos ?

Maria do Socorro Medeiros Cabral
Natal/RN

VIAGEM INSÓLITA - Depoimentos

Colega Ormuz- agradeço e aguardo c/ansiedade s/chegada a Canoa Quebrada -Laelson-Ex-BNB- e genro de Claver Grillo (Bananeiras-PB).

Um abraço
Laelson Rodrigues Viana
João Pessoa-Pb