terça-feira, 17 de agosto de 2010
MUSEU NILO PEREIRA - CEARÁ-MIRIM RN
ORMUZ BARBALHO SIMONETTI (Presidente do Instituto Norte-Rio-Grandense de Genealogia e membro do IHGRN e da UBE-RN)
VERGONHA
Foi com muita tristeza que, pela segunda vez, nesses últimos três meses, visitei as ruínas do que foi, há bem pouco tempo, o Museu Nilo Pereira em Ceará-Mirim RN. No último mês de maio, lá estive no finalzinho de tarde quando voltava de minha chácara, que fica no vizinho município de Maxaranguape. Naquela ocasião fui atraído pela beleza da lua cheia que surgia por trás do casarão do antigo Engenho Guaporé. Construído em meados do Século XIX, mais precisamente em 1850, em estilo neoclássico, o casarão foi residência do segundo vice-presidente da província do Rio Grande do Norte, Vicente Ignácio Pereira, genro do Barão de Ceará-Mirim.
Fazia algum tempo que não percorria aquela estradinha que lava ao casarão. Costumava visitá-lo nos anos 80 e 90, quando trabalhava no Banco do Brasil e fazia fiscalização nas propriedades rurais da região.
Aproveitei o ensejo para ver de perto, a situação em que o mesmo se encontrava, pois naquela semana havia me chegado, por e-mail, uma filmagem de vândalos atirando pedras nos vidros que adornavam portas e janelas. Era uma cena deplorável. Uns rapazes filmavam os outros, que naquela euforia bestial, se revezavam em atirar pedras, ao tempo que deliciavam-se com a destruição do patrimônio público e a memória da cidade. Fiquei horrorizado pela cena e lamentei que aquilo estivesse sendo praticado por jovens, que pareciam ser estudantes que para ali tinham se dirigido com esse propósito, já que o museu está localizado em uma área que não é passagem para lugar nenhum.
Infelizmente a situação em que se encontrava o Museu, era pior do que eu havia imaginado. A guarita que fica na entrada, estava em ruínas. Suas portas e janelas foram arrancadas, e parte o telhado já havia caído. A estrada, calçada com blocos de cimento, que dá acesso ao Solar, estava totalmente coberta pelo mato, assim como o estacionamento.
Aproximei-me da porta, mas não tive coragem de entrar, pois como disse, já estava escuro e as casas de marimbondos caboclos, pendiam das portas e janelas em posição ameaçadora. Eram eles, junto com morcegos os guardiões daquele patrimônio. Na entrada principal, impávido, lá estava um grande sapo cururu, bem postado na soleira, como se fosse o mordomo a espera do visitante. Esperava, talvez, alguma mariposa descuidada que por ali passasse em busca dos canaviais, que lhe complementaria sua refeição diária. Fiz algumas fotografias e prossegui viagem.
Hoje, como retornei da chácara mais cedo e estava acompanhado por alguns amigos, resolvi percorrer novamente aquele caminho coberto de mato, que leva ao Museu, com a intenção de mostrar aos amigos que me acompanhavam a situação de abandono que se encontrava aquele patrimônio de inestimável valor histórico. Novamente me senti desconfortável diante daquelas ruínas, principalmente por ele ser parte da história da cidade de Ceará-Mirim, cidade que aprendi a amar e respeitar desde que lá cheguei no início dos anos 80, para inaugurar a Agência do Banco do Brasil. Fiz e faço parte dessa cidade onde trabalhei durante 23 longos anos e conquistei grandes amigos.
Diante daquele quadro desolador, não pudemos deixar de nos perguntar: onde estão os Órgãos Públicos encarregados de manter e conservar aquele patrimônio? Porque deixaram a situação chegar até esse ponto? Que foi feito do mobiliário antigo que lá existia? Onde estão as várias peças, confeccionadas em jacarandá, e o belo piano de cauda que adornava a sala principal? É bem provável que hoje faça parte da mobília da casa de algum esperto, do tipo que considera o patrimônio público, como privado.
Adentramos ao casarão e pudemos constatar o que já imaginávamos quando chagamos próximos a entrada principal. Um verdadeiro espetáculo de destruição. Para todos os lados que olhávamos e por todos os cômodos que passávamos a visão era a mesma. Cheguei ao pé da bela escada de madeira que lava ao sótão e resolvi subir. Temeroso pela minha segurança, pois não sabia o estado que ela se encontrava, prossegui degrau por degrau até chegar lá em cima. A todo tempo me desviando de morcegos e marimbondos, consegui chegar são e salvo até a parte mais alta do velho casarão.
O sótão, composto por vários cubículos, é beneficiado por uma boa ventilação. Uns compartimentos com mais altura e outros, acompanhando o telhado, terminam em locais tão baixos que não permitem uma pessoa ficar em pé. No centro, onde fica a parte mais alta, uma janela para o nascente e outra para o poente, compõem sua arquitetura. Daquele local a visão é deslumbrante. Para o nascente se descortina o verde vale com seus canaviais ondulados ao sabor do vento. Para o poente vemos alguns coqueiros centenários e por trás deles o verde escuro da mata, que esconde aos pouco o crepúsculo que chega com o final da tarde, também constitui uma visão maravilhosa.
Ainda foi possível observar que a última seção do corrimão da escada, que também servia de parapeito, havia desaparecido. O piso ainda apresenta bom estado, em virtude de ter sido feito com madeira de lei. Entretanto, não pude deixar de notar que algumas tábuas estavam soltas, como se alguém as tivesse “preparado” para lavá-las em outra oportunidade. Talvez a mesma pessoa que se apropriou indevidamente do corrimão da escada.
Quando já me preparava para descer, fui surpreendido com uma visão inusitada. Num canto do corredor, que separa as duas extremidades da casa, quase despercebido, lá estava imóvel e bem acomodado, o velho cururu. Não sei como o batráquio conseguiu chegar até aquele local, pois para isso, teve que vencer três lances de uma escada íngreme e de degraus muito estreitos.
Mas, o importante é que ele conseguiu, pelo simples fato de ter tentado. E nós porque não tomamos o exemplo daquele velho morador do museu e também tentamos fazer algo para salvar aquele monumento enquanto as paredes ainda resistem ao abandono, ao descaso das autoridades e ao ataque dos vândalos?
Por que não tentamos conseguir um pouquinho do nosso suado dinheiro, que principalmente nessa época, é usado na compra de votos e consciências desse nosso povo sofrido e culturalmente ignorante, para recuperar uma parte da nossa memória? É justamente MEMÓRIA o que mais nos falta. Está literalmente em nossas mãos a oportunidade de mudar, escolhendo administradores comprometidos com a melhoria da Nação, principalmente no que se refere à educação. Um povo sem educação é presa fácil e sempre será refém de políticos espertalhões.
Natal, 13 de agosto de 2010.
domingo, 15 de agosto de 2010
HOMENAGEM A NEWTON NAVARRO
A GENIALIDADE DE NEWTON NAVARRO
Odúlio Botelho Medeiros-ex-presidente da OAB/RN
Tive o prazer e a felicidade de ter conhecido e convivido com o pintor e poeta Newton Navarro. Vivenciei, portanto, o seu lado boêmio e o seu valor cultural. Quando em estado de “graça”, apesar de não lhe fugir à genialidade, tornava-se irônico e, de uma certa forma, polêmico. Todavia, esse comportamento diferenciado é próprio dos poetas, que são rebeldes por natureza. E esse conviver esporádico com o grande artista deveu-se à amizade que ele manteve com meu irmão Emanoel Botelho (Maneco, que se foi para o Estado do Pará e nunca mais voltou) e com Nei Leandro de Castro, tudo nas décadas de 50/60, nos velhos tempos do Granada Bar, que funcionava na Avenida Rio Branco em Natal.
O Granada era, com toda certeza, o centro cultural da boêmia natalense. Nos seus corredores e nas suas mesas não era difícil àqueles da minha geração encontrar figuras como Câmara Cascudo, Luís Carlos Guimarães, Nei Leandro, Jurandyr Navarro, Berilo Wanderley, Diógenes da Cunha Lima, Nilson Patriota, Sanderson Negreiros, Moacir Cirne,Veríssimo de Melo, o próprio Newton Navarro, talvez o seu mais assíduo freqüentador, Luis Rabelo, que fez escola na literatura norte-riograndense, na opinião dos críticos da época.
A minha geração, essa geração do pós-guerra, foi muito rica em valores intelectuais e boêmios famosos, como Roldão Botelho, Luís Tavares, Alexandre Garcia, Valter Canuto, Nei Marinho, Antônio Elias França, e seu filho Glicério, Gil Barbosa, Luís Cordeiro, Castilho, Raimundo do Cartório, Albimar Marinho, a figura mais pitoresca da cidade. Ao encontrar o advogado João Medeiros Filho, indagava-lhe cheio de prosopopéia: “e então, Dr. João Medeiros, o direito continua líquido e certo?”. Isso era ótimo! Peço venia aos outros que aqui não foram mencionados. Eram tantos e tantos que os seus nomes não comportariam nesse pequeno espaço. Natal era uma festa!
Na verdade, o que me inspira mesmo a escrever essas reminiscências é a grandiosidade de Newton Navarro. Entendo que Natal esqueceu muito cedo o seu maior artista, ou melhor, possivelmente um dos mais completos intelectuais na modesta maneira de eu enxergar a cena urbana da cidade. Sendo um intelectual polivalente, Newton foi o mestre maior da pintura nordestina. Além disso, era excelente cronista, com as suas estórias curtas, ricas de beleza e criatividade. E que dizer de sua poesia? Lembro-me que foi ele quem desasnou o grande Nei Leandro para a vocação poética, ao dar-lhe régua e compasso para esse difícil campo das atividades humanas. Além das citadas qualidades, ainda escreveu peças teatrais, literatura infantil, perfilando no campo da oratória, a meu ver o mais completo orador de sua geração, com atuação em todos os campos do discurso: sacro, popular, em recinto fechado, em palanques públicos, em grandes eventos sociais e, principalmente, nos bares da vida. Nesses é que os homens revelam os seus melhores sentimentos e os seus dotes humanitários.
Destacou-se, também, como novelista...(De Como se Perdeu o Gajeiro Curió). Não se pode esquecer o Newton folclorista, cultor dos fandangos, cheganças, bumba-meu-boi, lapinhas, pastoris, cocos de roda, maxixes, xotes, e tantas outras manifestações populares atualmente esquecidas e em desuso.
Tudo isso, Djalma Maranhão incentivava na condição de Prefeito de Natal. Foi, inegavelmente, o mais lírico e popular prefeito desta cidade de xarias e canguleiros. A obra deixada pelo genial escritor é significativa, por ser variada e múltipla; Poesias: Subúrbio do Silêncio; ABC do Cantador Clarimundo. Crônicas: 30 Crônicas Não Selecionadas. Contos: O Solitário Vento do Verão; Os Mortos são Estrangeiros (o seu livro preferido); Do Outro Lado do Rio, Entre os Morros. Novela: De Como se Perdeu o Gajeiro Curió (o escritor Nilo Pereira afirmou que esta novela deveria ter sido filmada). Teatro: Um Jardim Chamado Getsemani; O Caminho da Cruz – uma Via Sacra encenada ao ar livre, em Natal, pioneira nesse ramo teatral; Hoje tem Poesia, encenada no TAM; O Muro, encenada no TAM. Além dessas, existem muitas outras peças inéditas que sua mulher Salete Navarro esperava que fossem publicadas, por quem de direito. Salete lutava ardentemente pela criação de uma fundação para que a obra do grande escritor não viesse a perecer.Morreu sem poder realizar o seu sonho!
Inesquecível Newton Navarro, falecido aos 63 anos de idade, receba esta crônica pelo menos como uma homenagem da minha geração. Ainda bem, que agora, o atual governo prestou-lhe merecida homenagem ao denominar Ponte Newton Navarro, essa grande obra de integração urbana e social. Somente assim Newton, essa cidade continuará sempre sua.
Odúlio Botelho Medeiros-ex-presidente da OAB/RN
Tive o prazer e a felicidade de ter conhecido e convivido com o pintor e poeta Newton Navarro. Vivenciei, portanto, o seu lado boêmio e o seu valor cultural. Quando em estado de “graça”, apesar de não lhe fugir à genialidade, tornava-se irônico e, de uma certa forma, polêmico. Todavia, esse comportamento diferenciado é próprio dos poetas, que são rebeldes por natureza. E esse conviver esporádico com o grande artista deveu-se à amizade que ele manteve com meu irmão Emanoel Botelho (Maneco, que se foi para o Estado do Pará e nunca mais voltou) e com Nei Leandro de Castro, tudo nas décadas de 50/60, nos velhos tempos do Granada Bar, que funcionava na Avenida Rio Branco em Natal.
O Granada era, com toda certeza, o centro cultural da boêmia natalense. Nos seus corredores e nas suas mesas não era difícil àqueles da minha geração encontrar figuras como Câmara Cascudo, Luís Carlos Guimarães, Nei Leandro, Jurandyr Navarro, Berilo Wanderley, Diógenes da Cunha Lima, Nilson Patriota, Sanderson Negreiros, Moacir Cirne,Veríssimo de Melo, o próprio Newton Navarro, talvez o seu mais assíduo freqüentador, Luis Rabelo, que fez escola na literatura norte-riograndense, na opinião dos críticos da época.
A minha geração, essa geração do pós-guerra, foi muito rica em valores intelectuais e boêmios famosos, como Roldão Botelho, Luís Tavares, Alexandre Garcia, Valter Canuto, Nei Marinho, Antônio Elias França, e seu filho Glicério, Gil Barbosa, Luís Cordeiro, Castilho, Raimundo do Cartório, Albimar Marinho, a figura mais pitoresca da cidade. Ao encontrar o advogado João Medeiros Filho, indagava-lhe cheio de prosopopéia: “e então, Dr. João Medeiros, o direito continua líquido e certo?”. Isso era ótimo! Peço venia aos outros que aqui não foram mencionados. Eram tantos e tantos que os seus nomes não comportariam nesse pequeno espaço. Natal era uma festa!
Na verdade, o que me inspira mesmo a escrever essas reminiscências é a grandiosidade de Newton Navarro. Entendo que Natal esqueceu muito cedo o seu maior artista, ou melhor, possivelmente um dos mais completos intelectuais na modesta maneira de eu enxergar a cena urbana da cidade. Sendo um intelectual polivalente, Newton foi o mestre maior da pintura nordestina. Além disso, era excelente cronista, com as suas estórias curtas, ricas de beleza e criatividade. E que dizer de sua poesia? Lembro-me que foi ele quem desasnou o grande Nei Leandro para a vocação poética, ao dar-lhe régua e compasso para esse difícil campo das atividades humanas. Além das citadas qualidades, ainda escreveu peças teatrais, literatura infantil, perfilando no campo da oratória, a meu ver o mais completo orador de sua geração, com atuação em todos os campos do discurso: sacro, popular, em recinto fechado, em palanques públicos, em grandes eventos sociais e, principalmente, nos bares da vida. Nesses é que os homens revelam os seus melhores sentimentos e os seus dotes humanitários.
Destacou-se, também, como novelista...(De Como se Perdeu o Gajeiro Curió). Não se pode esquecer o Newton folclorista, cultor dos fandangos, cheganças, bumba-meu-boi, lapinhas, pastoris, cocos de roda, maxixes, xotes, e tantas outras manifestações populares atualmente esquecidas e em desuso.
Tudo isso, Djalma Maranhão incentivava na condição de Prefeito de Natal. Foi, inegavelmente, o mais lírico e popular prefeito desta cidade de xarias e canguleiros. A obra deixada pelo genial escritor é significativa, por ser variada e múltipla; Poesias: Subúrbio do Silêncio; ABC do Cantador Clarimundo. Crônicas: 30 Crônicas Não Selecionadas. Contos: O Solitário Vento do Verão; Os Mortos são Estrangeiros (o seu livro preferido); Do Outro Lado do Rio, Entre os Morros. Novela: De Como se Perdeu o Gajeiro Curió (o escritor Nilo Pereira afirmou que esta novela deveria ter sido filmada). Teatro: Um Jardim Chamado Getsemani; O Caminho da Cruz – uma Via Sacra encenada ao ar livre, em Natal, pioneira nesse ramo teatral; Hoje tem Poesia, encenada no TAM; O Muro, encenada no TAM. Além dessas, existem muitas outras peças inéditas que sua mulher Salete Navarro esperava que fossem publicadas, por quem de direito. Salete lutava ardentemente pela criação de uma fundação para que a obra do grande escritor não viesse a perecer.Morreu sem poder realizar o seu sonho!
Inesquecível Newton Navarro, falecido aos 63 anos de idade, receba esta crônica pelo menos como uma homenagem da minha geração. Ainda bem, que agora, o atual governo prestou-lhe merecida homenagem ao denominar Ponte Newton Navarro, essa grande obra de integração urbana e social. Somente assim Newton, essa cidade continuará sempre sua.
O BARÃO DE ARARUNA
Caro Ormuz. Falando do Barão de Araruna, fala da família Rocha, a minha. Espero que continue... Quanto ao José Ferreira da Rocha Camporra, é sim irmão do Barão. Camporra é pai de Justino Rocha, meu bisavô, também rico proprietário de terras em Bananeiras, mas q morreu cedo deixando filhos pequenos que tiveram como Tutor o Comendador Felinto Rocha, filho do Barão... E começou uma história nada "brilhante" para a biografia do Comendador. Eu até já escrevi sobre isso para você.
Grande abraço.
Gelza Rocha
Grande abraço.
Gelza Rocha
O BARÃO DE ARARUNA
Amigo Ormuz -
Bom dia.
Excelente matéria.
Fiquei feliz por identificar a procedencia de meu neto mais velho Rafael Wildt Dantas, filho de Humberto e de Hertha, ela filha de Erica e João Alberico.
Estou passando para eles.
Edgar
Bom dia.
Excelente matéria.
Fiquei feliz por identificar a procedencia de meu neto mais velho Rafael Wildt Dantas, filho de Humberto e de Hertha, ela filha de Erica e João Alberico.
Estou passando para eles.
Edgar
O BARÃO DE ARARUNA
Nobre Ormuz,
O texto está ótimo. Parabens. Faltou apenas o registro de que, como seu convidado, ao ouvir os relatos acerca da familia "Wildt" (segundo a Senhora, pronuncia-se: Vilit), tornei-me testemunha, por ouvir dizer.
Quando descer a serra de Bananeiras, aqui bem pertinho e no caminho, tem uma cidade que precisa ter sua historia contada.
Abçs e recomende-me ao Rei Arhur, com saudade.
Arnilton Montenegro
O texto está ótimo. Parabens. Faltou apenas o registro de que, como seu convidado, ao ouvir os relatos acerca da familia "Wildt" (segundo a Senhora, pronuncia-se: Vilit), tornei-me testemunha, por ouvir dizer.
Quando descer a serra de Bananeiras, aqui bem pertinho e no caminho, tem uma cidade que precisa ter sua historia contada.
Abçs e recomende-me ao Rei Arhur, com saudade.
Arnilton Montenegro
O BARÃO DE ARARUNA
Ormuz, vamos pensar naquela idéia do "convívio genealógico"?
Podíamos marcar uma vez por mês, num dia fixo, em algum restaurante onde não houvesse música alta e a gente pudesse conversar, e cada um se responsabilizasse pela sua despesa...
No Rio e em SP o pessoal da genealogia faz isso.
Em São Paulo chama-se "QUA-QUA", porque é na 4a. quarta-feira do mês.
Pense na idéia. Vai quem quiser e quem puder.
O meu argumento é que precisamos forjar entre nós laços de amizade e companheirismo, porque isso fortifica o trabalho e os objetivos comuns.
Clotilde Tavares
Podíamos marcar uma vez por mês, num dia fixo, em algum restaurante onde não houvesse música alta e a gente pudesse conversar, e cada um se responsabilizasse pela sua despesa...
No Rio e em SP o pessoal da genealogia faz isso.
Em São Paulo chama-se "QUA-QUA", porque é na 4a. quarta-feira do mês.
Pense na idéia. Vai quem quiser e quem puder.
O meu argumento é que precisamos forjar entre nós laços de amizade e companheirismo, porque isso fortifica o trabalho e os objetivos comuns.
Clotilde Tavares
O BARÃO DE ARARUNA
Ormuz, aguardo com interesse... Araruna é próxima à Areia, onde nasci, palco dos movimentos Revolucionários de 1817-1824 e onde se travou o último combate dos revoltosos da Revolução Praieira, envolvendo 1800 revoltosos e 2000 homens das forças governamentais, episódio descrito no livro BREJO DE AREIA, de Horácio de Almeida, que faz parte dos diplomados pela Faculdade de Recife, ao lado de ilustres norte riograndenses.
Abraço.
Antonio Gouveir
Abraço.
Antonio Gouveir
O BARÃO DE ARARUNA
É isso aí Ormuz. Vamos enriquecer Genealogia Norteriograndense.
Outra coisa a dizer: Aquele Brazão para o Instituto ficou bem
interessante.
Um abraço,
João Felipe
Outra coisa a dizer: Aquele Brazão para o Instituto ficou bem
interessante.
Um abraço,
João Felipe
O BARÃO DE ARARUNA
Caríssimo amigo Ormuz :
Antes de mais nada, peço-lhe desculpas por não lhe ter dado os meus sentimentos pela perda de sua mãe. É uma grande perda, uma dor muito grande, pela qual, lamentavelmente, temos de passar. Aceite,embora com grande atrazo, meus sentimentos de tristeza.
Parabéns pelas suas crônicas, sobre a Praia da Pipa, em breve coligidas em livro.
Muito interessante e boa sua crônica sobre o Barão de Araruna.Ele era, de fato, irmão de meu trisavô, o Coronel José Ferreira da Rocha (conhecido como Coronel ou Comendador Camporra).
Como eu já lhe disse, a minha avó materna contava-me que, nas festas de Bananeiras , dançava muito com ele , que era o avô de meu avô João Francisco da Costa Cirne , filho de sus filha Maria Magdalena da Rocha Cirne , a Marica.O Bastos o arrola como filho do Barão , o que é erro flagrante.
O Barão era, sim, homem bom e generoso, tendo libertado vários escravos, antes de falecer.
Seu filho, o Comemdador Felinto Rocha, disse, uma vez: " Aqui, em Bananeiras, eu quero, posso e mando".
Todas as informações que eu tenho dele atestam que era homem bom, embora autoritário e " mandão ".
Certa vez, meu primo, filho do Comemdador, José Ferreira da Rocha, foi julgado e condenado à prisão, pelo meu avô paterno, o Juiz de Direito de Bananeiras Dr. Joquim Eloy Vasco de Toledo, que era, também, o pai de minha avó materna, casada com o sobrinho do Comendador.
Valendo-se dos laços de família, o Comemdador Felinto Rocha foi á casa de meu avô, o Juiz, para pedir a libertação do filho.
Meu avô disse,então, a ele: "Comendador,o senhor deveria ter castigado seu filho, emquanto ele era criança. Agora é tarde demais.O Senhor deve,agora,aguentar as conseqüências".
O Comemdador, então, saiu da casa do meu avô, muito bravo e enraivecido
.
Um grande abraço do amigo
Sérgio Cirne de Toledo
Antes de mais nada, peço-lhe desculpas por não lhe ter dado os meus sentimentos pela perda de sua mãe. É uma grande perda, uma dor muito grande, pela qual, lamentavelmente, temos de passar. Aceite,embora com grande atrazo, meus sentimentos de tristeza.
Parabéns pelas suas crônicas, sobre a Praia da Pipa, em breve coligidas em livro.
Muito interessante e boa sua crônica sobre o Barão de Araruna.Ele era, de fato, irmão de meu trisavô, o Coronel José Ferreira da Rocha (conhecido como Coronel ou Comendador Camporra).
Como eu já lhe disse, a minha avó materna contava-me que, nas festas de Bananeiras , dançava muito com ele , que era o avô de meu avô João Francisco da Costa Cirne , filho de sus filha Maria Magdalena da Rocha Cirne , a Marica.O Bastos o arrola como filho do Barão , o que é erro flagrante.
O Barão era, sim, homem bom e generoso, tendo libertado vários escravos, antes de falecer.
Seu filho, o Comemdador Felinto Rocha, disse, uma vez: " Aqui, em Bananeiras, eu quero, posso e mando".
Todas as informações que eu tenho dele atestam que era homem bom, embora autoritário e " mandão ".
Certa vez, meu primo, filho do Comemdador, José Ferreira da Rocha, foi julgado e condenado à prisão, pelo meu avô paterno, o Juiz de Direito de Bananeiras Dr. Joquim Eloy Vasco de Toledo, que era, também, o pai de minha avó materna, casada com o sobrinho do Comendador.
Valendo-se dos laços de família, o Comemdador Felinto Rocha foi á casa de meu avô, o Juiz, para pedir a libertação do filho.
Meu avô disse,então, a ele: "Comendador,o senhor deveria ter castigado seu filho, emquanto ele era criança. Agora é tarde demais.O Senhor deve,agora,aguentar as conseqüências".
O Comemdador, então, saiu da casa do meu avô, muito bravo e enraivecido
.
Um grande abraço do amigo
Sérgio Cirne de Toledo
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