segunda-feira, 9 de novembro de 2009

PIPA EM NOITE DE LUA

SÃO SEBASTIÃO DA PEDRA - PRAIA DA PIPA

SÃO SEBASTIÃO - O PADROEIRO DA PRAIA DA PIPA



Mais uma vez a imagem do Padroeiro da Praia da Pipa SÃO SEBASTIÃO, recebeu nova pintura e esta pronto para as festividades de dia 19 de janeiro de 2010, quando se comemora o seu dia. Nessa ocasião, sairá de seu pedestal localizado em uma pedra dentro do mar, e será conduzida nos ombros dos fiéis, prática antiga utilizada nos anos 50, e que retornará a partir desse ano. Após as festividades, retornará para seu pedestal e só será retirado novamente por ocasião das festividades do próximo ano..

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

GENEALOGIA DOS TRONCOS FAMILIARES DE GOIANINHA

Em 2008, o norte-riograndense Ormuz Barbalho Simonetti publicou o seu "GENEALOGIA dos Troncos Familiares de Goianinha - RN". Um portentoso livro que resultou dos estudos que o genealogista realizou, inicialmente em seu próprio núcleo familiar, e que foram a seguir ampliados por suas exaustivas pesquisas em bibliotecas, igrejas, cemitérios, Instituto Histórico e Geográfico (IHGRN) e Cúria Metropolitana de Natal.
Reunindo e organizando esses dados obtidos com paciência beneditina, Ormuz logrou construir as árvores genealógicas dos dez principais troncos familiares de Goianinha: Revoredo, Grillo, Barbalho, Barbalho de Jacumirim - Serrinha, Barbalho de Afonso Bezerra, Simonetti, Villa, Lisboa, Fagundes e Marinho. De modo a mapear cerca de doze mil almas dessas famílias potiguares, em suas intrincadas e complexas relações parentais através dos tempos, e o que certamente faz da obra "GENEALOGIA" uma das maiores do gênero no Brasil.
E se é fato que Rio Grande do Norte muito deve à Goianinha, este município também muito passa a dever a Ormuz por seu importante trabalho.


Abraço.

Paulo Gurgel Carlos da Silva
Frtaleza - CE

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS

Valeu Ormuz.
Ao meu ver, um dos melhores textos seus.
Cada vez mais aprimorados.

Bartomeu Correia de Melo(Bartola)
Natal-RN

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS

ORMUZ BARBALHO SIMONETTI (Presidente do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia-INRG e membro do IHGRN)
www.ormuzsimonetti@yahoo.com.br

Publicada no "O JORNAL DE HOJE" dia 30 de outubro de 2009

PIPA, SAUDOSOS VERANISTAS – Maurinio Sena

No dia 07 de fevereiro de 1981 foi feito o primeiro teste da energia elétrica na Pipa. Logo em seguida, todos os veranistas se apressaram para instalar em cacimbas já existentes, ou em poços artesianos previamente cavados, bombas elétricas para abastecer as caixas d’água. Esse abastecimento até então feito com muito sacrifício à custa de horas a fio, “se exercitando” nas antigas e pesadas bombas manuais “Morumbi”, que na época era o que de melhor existia no mercado.

Para se conseguir pouco mais de 1.000 litros d’água, era preciso muito suor e alguns calos nas mãos. Essa tarefa era delegada aos homens da casa já que as mulheres se encarregavam apenas de gastar o precioso líquido em suas atividades domésticas. E como quem recebe “de graça” não se preocupa em gastar, nossas mãos viviam cheias de calos.

Foi nessa época que eu, juntamente com os saudosos Múcio Barbalho e Evilásio de Souza Lima, nos especializamos na instalação desses equipamentos. Esse serviço, embora gratuito, era executado com todo profissionalismo da equipe, que sempre dava um jeito de receber pelo “serviço prestado” de uma forma, digamos, mais sutil. Os serviços eram agendados sempre para os fins-de-semana. Começávamos lá pelas 10 horas da manhã, para que, calculadamente, pudéssemos chegar e atravessar com folga a hora do almoço. A única responsabilidade do dono da casa era de nos abastecer, durante a realização do serviço, com cerveja gelada, cachaça e tira-gostos, também chamados na época de parede, à vontade.

Numa dessas ocasiões, a instalação da bomba foi na casa de Maurinio Sena. Como ele ainda não havia feito o poço, que na praia era conhecido como “poço tubular”, por ser feito com tubos de PVC, o equipamento seria instalado numa cacimba. Começamos o serviço na hora marcada e com pouco mais de uma hora e meia de trabalho o equipamento já estava pronto para o funcionamento. Era nesse instante que começava toda a malandragem. Alguém dava um jeito de afrouxar uma das conexões que ficavam longe das vistas dos curiosos e isso provocava a entrada de ar no sistema, impedindo seu funcionamento. Era então feito uma pausa para o descanso que sempre vinha acompanhada das bebidas e dos petiscos.

Depois de várias horas de descanso, sempre alguém se oferecia para resolver o “problema”, mas nunca encontrava o tal defeito. Nesse dia especificamente, o problema só teve solução quando já escurecia e os técnicos, juntamente com outros participantes da farra, já bem “melados”, tinham devorado todo o tira gosto disponível e já estavam tomando, como caldo, até mesmo a sopa que dona Lindalva, esposa de Maurinio, havia preparado para o jantar. E tudo isso com a devida cumplicidade do esposo, que era quem mais gostava dessas brincadeiras. Essa intimidade era comum entre nós. Numa dessas farras na minha casa, Maurinio passava pela cozinha, retornando do banheiro, quando viu a mamadeira de leite que minha esposa tinha preparado para nossa primeira filha, hoje com 30 anos de idade. Não teve dúvidas, atacou a mamadeira e sem mesmo tirar o bico, tomou o mingau até o último gole, depois de mandar para dentro uma boa lapada de cana.

Começou a freqüentar a Pipa nos anos cinqüenta e se hospedava na casa de Arthur de Flora. Os veraneios começaram em 1978 logo após ter comprado a casa que pertencia a Francisquinho. A partir desse ano, sempre passava os meses de janeiro e fevereiro veraneando com a família e só retornava à Natal, como a maioria dos veranistas, após o carnaval. Com o seu jeito simples e amigável, conquistou logo a comunidade e também os veranistas. Como sua casa ficava em frente ao porto dos barcos, sempre aos finais de tarde lá estava ele em seu alpendre, rodeado de pescadores, que iam trocar dois dedos de prosa, enquanto aguardava os botes que regressavam da pesca. Foi esse relacionamento fraterno que mantinha com a comunidade, que no fatídico dia 7 de fevereiro de 1994, dia de sua morte, presenciamos, emocionados, a maior prova de amizade e gratidão dos nativos para com aquele que esteve sempre à disposição daquela comunidade.

Inexplicavelmente, resolveu comemorar seu aniversário uma semana antes. Fez uma grande festa em sua casa e foi muito prestigiado com a presença de parentes e amigos. No outro dia, acordou mais cede que de costume e não esperou pelo seu amigo e companheiro de caminhada, Edison Costa de Mello. Naquela manhã, resolveu caminhar sozinho. Seguiu no sentido da Pedra do Moleque e chegou até a praia das Minas, onde seu corpo foi encontrado por um grupo de turistas, que também faziam caminhadas naquelas praias desertas, já próximo a praia de Sibaúma.

Logo chegou a notícia na Pipa e muitas pessoas da comunidade correram para o local. Eram homens, mulheres e até crianças que seguiam os pais, todos fizeram questão de ir ao local onde o corpo ainda se encontrava.
Depois que uma das filhas autorizou a remoção, os homens o puseram em uma rede e o conduziu, barreira acima, em terreno íngreme e de difícil caminhada, até a Pipa. O cortejo seguiu no mais completo silêncio, em respeito à dor dos familiares e amigos daquele que por tantos anos conviveu naquela comunidade como se lá tivesse nascido. Tinha tantas mãos e ombros querendo ajudar naquela caminhada de volta pra casa, que muitas vezes, o pau da vela de um barco, que utilizaram para armar a rede onde conduziram o corpo, era a toda hora disputado por aqueles que seguiam o triste cortejo. Foi deveras emocionante essa demonstração de respeito e amizade.

Várias pessoas na Pipa se ofereceram para trazê-lo, de onde ele foi encontrado, em seu carro, percorrendo uma precária estrada que chegava próxima a praia das Minas, o que foi prontamente recusado. Os amigos fizeram questão que o seu último retorno para casa, fosse feito em seus ombros e braços. Queriam com essa atitude prestar a última homenagear ao amigo e companheiro que muito embora nascido em terras Pernambucana, adotou aquele pedaço de chão como sendo a sua terra natal.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA - CONVOCAÇÃO

INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA – INRG
CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA – INRG, através do seu Presidente, no final assinado, vem convocar todos os seus sócios fundadores para uma Assembléia Geral Extraordinária, da forma seguinte:
Data: dia 16 (dezesseis) de novembro do ano em curso.
Local: Rua Mipibu nº 443 – Cidade Alta (Academia Norte-rio-grandense de Letras).
Horário: 17:00 (dezessete) horas, em primeira convocação, com no mínimo 1/3 (um terço) do seu quadro social e, em segunda convocação, pelas 17:30 (dezessete e trinta) horas, com qualquer número.
Finalidade: apreciar e decidir sobre o seu Estatuto Social, para fins de registro no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas desta Comarca de Natal e demais providências de direito e apreciar outros assuntos correlatos.

Natal, 04 de novembro de 2009

ORMUZ BARBALHO SIMONETTI
Presidente

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

INSTITUTO HISTÓRICO DO ESPÍRITO SANTO

Convite

A Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, por meio de seu presidente, deputado Elcio Alvares, deputada Luzia Toledo, Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, e a Academia Espírito-santense de Letras, tem o prazer de convidar V. Exa. para a Sessão Especial para palestras sobre data comemorativa do Sesquicentenário do nascimento de Afonso Cláudio.

21 de outubro de 2009 (quarta-feira)

19h

Plenário Dirceu Cardoso - Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

sábado, 17 de outubro de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS

Caro Ormuz, a sua cronica -"Pipa - Agricultura e fervilhado", confirma a sua capacidade de ESCRITOR. A descrição que você faz da mandioca desde a sua plantação até o final do seu aproveitamento, o "fervilhado" tão gostoso e apreciado por todos os veranistas , bem como todo o teor da crônica, as casas de
farinha, etc. com tanta propriedade não só é valorizada e emocionante , como também compreendida por quem vivenciou, como eu no Engenho Bom Destino , do meu sogro Antonio Conrado que tinha também Casa de Farinha . Eu, que morava ali,. gostava de ir a Casa de farinha , conversar com aqueles mais velhos que contavam estorias engraçadas e me impressionava com os moedores de mandioca que mesmo moendo a roda não deixavam de cantar ou de assobiar, animando o ambiente,Você meu amigo, a cada crônica que leio, me faz lembrar tantas coisas boas , as vezes nem tanto, mas todas emocionantes que me remetem a minha convivência com Evilásio, cuja lembrança é uma costante em todas essas passagens ai na Pipa. Parabens e que Deus te ilumine cada vez mais.Beijos.

Geraldina Fagundes - Dina
Goianinha - RN