quinta-feira, 4 de junho de 2009

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO ESPÍRITO SANTO

Prezado Senhor,

É com prazer que informamos sua aprovação para sócio correspondente desta Instituição. A posse esta marcada para o dia 17/06/2009, às 17h, contamos com sua presença.

Secretaria

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO ESPÍRITO SANTO
Av. Republica, 374 - Parque Moscoso Secretaria(27) 3223-5934
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domingo, 31 de maio de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS

Oi, primo,

Muito obrigada pelo envio. Acompanho sempre suas crônicas com muito carinho e saudades. A Pipa também faz parte de minha infância e juventude, quer dizer, a Pipa de nossos avós, não a de hoje. Continue a preservar nossa memória.Vovô Benjamin e vovó Milinha lhe agradecem. Nós também.

Bjs. Aldinha.
Recife-Pe

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Instituto Historico e Geografico do Espirito Santo

Instituto Historico e Geografico do Espirito Santo
A casa do Espírito Santo - (Fundado em 12 de junho de 1916)



Paulo Stuck Moraes disse...


Caro Ormuz
Benvindo à Rede. Ontem, seu nome foi aprovado para sócio correspondente. A posse se dará a 17 de Junho. Se puder comparecer, será benvindo.

Saudações.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - MATÉRIA PUBLICADA NA TRIBUNA DO NORTE EM 24.05.2009

Pipa, os currais-de-peixe

Ormuz Barbalho Simonetti - (Genealogista e historiador)

O primeiro curral-de-peixe da Praia da Pipa foi construído no local denominado Praia do Canto e pertencia a Miguel Moreira. Mais na frente, havia outro curral que era de três donos: Manoel de Hemétério, Antônio Marcelino e Miguel. No Madeiro, pelo lado do Hotel Natureza, onde o mar é calmo, havia dois currais: o de João Pegado e o de Antônio Pegado. Em frente à “Pedra do Santo”, também existiu um curral que pertencia a Chico Marcelino, e no “Porto de Baixo”, outro de Manoel Castelo.

Em frente à casa de meu irmão, Dante Simonetti, tinha o curral de José Bidium. Em 1982 esse curral foi comprado por Dante e depois demolido. Pouco mais adiante, havia o curral de Manoel Estevão, onde ainda hoje é possível ver o local onde foram construídas as salas desse curral. Os dois últimos currais ficavam na Ponta do Moleque, um de Manoel Estevão e o outro de Antônio Pegado. A técnica na construção dessas armadilhas para a captura de peixes é lusitana.

Os nossos parentes de além mar, que tinham na pesca uma de suas principais atividades, já se utilizavam dessas armadilhas há varias gerações. Sua provável origem é no arquipélago dos Açores e a técnica foi aperfeiçoada pelos nossos irmãos lusitanos. São construídos, de preferência, em baías e enseadas onde as águas são rasas e tranquilas.Existem registros que no ano 1869 os imigrantes portugueses que se estabeleceram nas cidades cearenses de Acaraú e Camocim, percebendo o mar tranqüilo e a plataforma continental larga e baixa, introduziram naquela região a pesca de curral.

A construção dessas estruturas é feita de maneira que, por ocasião da baixa mar, não exista dificuldades em chegar até suas salas e chiqueiros, onde os peixes são aprisionados.No Brasil existem vários tipos de currais-de-peixes. Os construídos na praia da Pipa eram formados por uma espia, duas salas e dois chiqueiros. No final da espia localizam-se as salas, em seguida o chiqueiro grande e por último o chiqueirinho. As salas e chiqueiros são dependências circulares ou ovaladas onde os peixes são aprisionados.

O seu funcionamento é muito simples. Os peixes são obrigados a nadar para dentro de suas salas quando o seu percurso é interrompido pela espia. Ao penetrar no primeiro compartimento e contorná-lo procurando saída, é conduzido para o chiqueiro grande e em seguida para o chiqueirinho. Quando chegam nesse último compartimento, cessam todas as possibilidades de saída. Para a construção de um curral-de-peixe, inicialmente são afixados na praia, partindo da parte mais rasa da maré, mourões de madeira que são martelados até obter uma boa fixação. Após estarem bem firmes no solo, e obedecendo a uma distância de um a dois metros entre as peças, são colocadas as esteiras de varas.

Na construção de um curral de porte médio, eram utilizados de 400 a 600 mourões e, de uma extremidade a outra, chegava a medir até 100 metros. As esteiras eram previamente armadas na praia e as varas, conseguidas na própria região, que tinham altura que variava entre 2,0 e 2,50 metros. Essas varas eram ligadas umas nas outras com cintas de cipó vegetal, onde os mais utilizados eram o cipó-brocha e o cururú. Antigamente os cipós eram retirados das matas que existiam acima das falésias.

Com a escassez desse material, ocorrida na década de 80, o mesmo passou a ser trazido das matas do Engenho Cametá, que fica no município de Ares, e pertencia a Felipe Ferreira. As esteiras eram então amarradas com o mesmo cipó aos mourões, desde a primeira peça, até circular todas as salas e chiqueiros. Em cada entrada de salas, as varas eram dispostas de maneira a dificultar a saída do peixe, logo após sua entrada. É por ocasião das enchentes que geralmente ocorre à entrada dos peixes no curral.

Para a despesca, o indivíduo utiliza pequenas redes e puçás. Quando ocorre a entrada de algum peixe de maior tamanho, utilizam porretes de madeira para imobilizá-los e facilitar a sua retirada. Há casos em que o peixe capturado, por ser muito grande, é preciso desmontar parte da entrada dos chiqueiros para a sua retirada. A despesca ocorre duas vezes durante o dia, por ocasião da baixa-mar.Na nossa costa, os peixes mais comuns pescados em currais são: carapeba, camurim (robalo), espada, tainha, pirambú e xaréu.

Na Pipa, os maiores peixes capturados em currais foram: um mero, com mais de 100kg e dois camurupins, pesando 80kg cada. Contou João Peixinho, nativo da praia e pescador desde criança, que na década de 40, assistiu juntamente com seu pai e seu tio, a captura de um cardume com mais de 2000 xaréus, no curral da Praia do Canto. Devido à falta de comércio na Pipa para essa quantidade de peixes, o pescador conta que todo o cardume capturado foi enviado a Natal, em dois botes, abarrotados de peixes, onde havia maior possibilidade de comercialização.

Hoje não existe mais nenhum curral-de-peixes na praia da Pipa. O último foi o de Antônio Pequeno lá na Praia do Canto, contudo o mesmo foi demolido em 1998. O avanço do mar sobre a falésia, aliado a infiltração das águas de chuvas, facilitada pelo desmatamento da vegetação nativa para a construção de um hotel, vem provocando o constante desmoronamento dessas falésias. Isso facilitou a ação dos ventos sobre o curral, encarecendo sua manutenção. Cada ano que passa, o mar arranca mais um pedaço da falésia, deixando à mostra partes da mesma, prestes a cair. Expondo ao perigo todos os que por ali passam quando se dirigem a Praia dos Golfinhos. É visível e preocupante o avanço do mar em toda a costa potiguar.

Essa crônica faz parte do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS, a sua verdadeira história”. De autoria de Ormuz Barbalho Simonetti, tem publicação prevista para o ano de 2010. ormuzsimonetti@yahoo.com.br

segunda-feira, 11 de maio de 2009

SÃO SEBASTIÃO PADROEIRO DA PIPA APÓS A 2° RESTAURAÇÃO


PRAIA DA PIPA-RN


PRAIA DA PIPA-RN


A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS

Olá Ormuz,
Recebi sua mensagem com os 4 artigos. Gostei muito. Minha mãe sabia fazer renda com bilro; ela me dizia que aprendeu vendo as mulheres fazendo. Tenho comigo alguns bilros. Certa ocasião ela fez umas rendas só para eu ver.

Parabéns pelo seu trabalho. Gosto muito da História do nossoBrasil.
Abraços a todos.
Azenati e Daniel.

Santos – São Paulo

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS

Obrigado Ormuz, pelo envio de mais uma crônica do livro “ A PRAIA DA PIPA DOS MEU AVÓS”.

A crônica de hoje traz uma profissão, das mais puras e bonitas, de mãe para filhas que hoje quase não se ver. Parabéns pelo resgate que faz.

Abração

Martorano Rêgo
Natal-RN

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS

Ormuz,
Adorei a crônica
Bjos,
Tânia Marinho

A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS

Ormuz,

Lá pelo interior da Paraíba se usava também bilros com caroços de macaíba (ou macaúba, como dizem alguns)...

Parabéns pelo trabalho.
Abraços.
Antônio Gouveia