domingo, 15 de agosto de 2010

O BARÃO DE ARARUNA

Caríssimo amigo Ormuz :

Antes de mais nada, peço-lhe desculpas por não lhe ter dado os meus sentimentos pela perda de sua mãe. É uma grande perda, uma dor muito grande, pela qual, lamentavelmente, temos de passar. Aceite,embora com grande atrazo, meus sentimentos de tristeza.
Parabéns pelas suas crônicas, sobre a Praia da Pipa, em breve coligidas em livro.
Muito interessante e boa sua crônica sobre o Barão de Araruna.Ele era, de fato, irmão de meu trisavô, o Coronel José Ferreira da Rocha (conhecido como Coronel ou Comendador Camporra).
Como eu já lhe disse, a minha avó materna contava-me que, nas festas de Bananeiras , dançava muito com ele , que era o avô de meu avô João Francisco da Costa Cirne , filho de sus filha Maria Magdalena da Rocha Cirne , a Marica.O Bastos o arrola como filho do Barão , o que é erro flagrante.
O Barão era, sim, homem bom e generoso, tendo libertado vários escravos, antes de falecer.
Seu filho, o Comemdador Felinto Rocha, disse, uma vez: " Aqui, em Bananeiras, eu quero, posso e mando".
Todas as informações que eu tenho dele atestam que era homem bom, embora autoritário e " mandão ".
Certa vez, meu primo, filho do Comemdador, José Ferreira da Rocha, foi julgado e condenado à prisão, pelo meu avô paterno, o Juiz de Direito de Bananeiras Dr. Joquim Eloy Vasco de Toledo, que era, também, o pai de minha avó materna, casada com o sobrinho do Comendador.
Valendo-se dos laços de família, o Comemdador Felinto Rocha foi á casa de meu avô, o Juiz, para pedir a libertação do filho.
Meu avô disse,então, a ele: "Comendador,o senhor deveria ter castigado seu filho, emquanto ele era criança. Agora é tarde demais.O Senhor deve,agora,aguentar as conseqüências".
O Comemdador, então, saiu da casa do meu avô, muito bravo e enraivecido
.
Um grande abraço do amigo
Sérgio Cirne de Toledo
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