<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671</id><updated>2012-02-12T21:19:55.174-03:00</updated><category term='Vicente Serejo'/><category term='NOTÍCIAS SOBRE O LANÇAMENTO DE LIVRO'/><category term='Compra do livro Genealogia . . .'/><category term='Comunicado'/><category term='Saudosos veranistas'/><category term='primeiros habitantes'/><category term='Artigo Genealogico - O Barão de Araruna'/><category term='Crônica'/><category term='Crônicas'/><category term='Foto - Ormuz Simonetti'/><category term='Monsenhor Américo Simonetti'/><category term='Poesia'/><category term='RN Newsws'/><category term='Foto recebimento do diploma no IHGES'/><category term='Postado no BLOG'/><category term='Depoimentos'/><category term='O JORNAL DE HOJE - 04/2/2010'/><category term='Do livro &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEU AVÓS'/><category term='A FESTA DOS BARBALHOS - GENEALOGIA'/><category term='PIPA'/><category term='Do BLOG de Franklin Jorge'/><category term='GENEALOGIA DOS TRONCOS FAMILIÁRES DE GOIANINHA-RN'/><category term='Encontro de Genealogistas em Caicó-RN'/><category term='rendeiras de bilro'/><category term='JORNAL TRIBUNA DO NORTE-NATAL RN'/><category term='Acta diurna'/><category term='a sua verdadeira história&quot;'/><category term='Denuncia'/><category term='Notícias - Jornal de Hoje'/><category term='Notícias - Criação do INRG'/><category term='DO EDITOR'/><category term='CAPA DO LIVRO'/><category term='Matérias Jornalísticas'/><category term='Priscilla Galvão Simonetti Iglesias'/><category term='Veraneios Inesquecíveis'/><category term='Pipa - saudosas lembranças'/><category term='Fotos -'/><category term='Galeria de fotos da Pipa-RN'/><category term='Poema'/><category term='Coral e orquestra faram apresentação durante o lançamento do livro'/><category term='Convite'/><category term='Divulgação'/><category term='Pipa - morre o mestre Francisquinho'/><category term='Pipa: primeiras fontes d&apos;agua: cacimbas'/><category term='INRG-'/><category term='Notícias - JOrnal Tribuna do Norte'/><category term='inrg'/><category term='Coqueiros e Pássaros'/><category term='Lançamento livro de Genealogia'/><category term='Litoral RN/CE'/><category term='Pipa - Saudosos veranistas: Cleto Gadelha do Espírito Santo'/><category term='Genealogia'/><category term='CONTRA-CAPA'/><category term='Lançamento de livro'/><title type='text'>GENEALOGIA E HISTÓRIA</title><subtitle type='html'>PRAIA DA PIPA LITORAL SUL DO RIO GRANDE DO NORTE</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>575</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1435321119529751401</id><published>2012-02-06T10:32:00.003-03:00</published><updated>2012-02-06T13:48:52.803-03:00</updated><title type='text'>TRIBUTO AO POETA DEÍFILO GURGEL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;FALECEU HOJE ÀS 11:00 O POETA E FOLCLORISTA DEÍFILO GURGEL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vtDXwrXtBac/Ty_XekQw53I/AAAAAAAABK0/Fs98QQWkQNs/s1600/DE%25C3%258DFILO%2BGURGEL.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vtDXwrXtBac/Ty_XekQw53I/AAAAAAAABK0/Fs98QQWkQNs/s400/DE%25C3%258DFILO%2BGURGEL.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706016173031745394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POETA DEIFILO GURGEL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os e-mail e telefonemas que recebi parabenizando-me pelas matérias publicadas no blog www.ormuzsimonetti.blogspot.com, intitulada VIAGEM INSÓLITA, um deles me deixou particularmente envaidecido. Por ocasião da publicação da segunda crônica - dividida em quatro partes e publicadas todas as sextas-feiras durante o mês de fevereiro - me encontrava na praia da Pipa, quando o telefone tocou: era o meu amigo escritor, poeta e folclorista Deífilo Gurgel. Tivemos uma longa e agradável conversa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele com sua peculiar gentileza elogiou a iniciativa e disse, entre outras coisas, que vinha acompanhando com muito interesse, todas as etapas da viagem, e ansioso perguntou: “Quando você chega à Areia Branca?”  Informei que seria na terceira parte da crônica a ser publicada no dia 18. Disse ainda que quando retornasse a Natal iria lhe fazer uma visita em agradecimento ao seu simpático telefonema e aproveitaria o ensejo, para lhe entregar o diploma de sócio fundador do INRG- Instituto Norte-Riograndense de Genealogia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha modéstia experiência de vida, poucas pessoas conheci tão apaixonado por sua terra e suas tradições, como o poeta Deífilo Gurgel. Sentado em seu terraço, conversamos por mais de duas horas sem sentir o tempo passar. Foi comovente ver aquele homem falar com tanto amor e entusiasmo do seu torrão. As lembranças fluíam naturalmente. Ele às vezes de olhos fechado, lembrava de coisas do seu tempo de menino. Parecia viver aqueles momentos mágicos, de anos que já vão longe. Ali estava um homem-menino sentado em seu terraço, mas os pensamentos repousavam na distante Areia Branca de sua infância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi que naquele instante era somente a presença física do homem Deífilo, pois seus pensamentos estavam viajando para muitos anos atrás. Era sua infância de menino irrequieto, que andava pelas ruas de areia da velha cidade, que passarinhava nas redondezas e gostava de ver a “revoada dos maçaricos por entre as várzeas de pirrixiu”. Era o menino que corria por entre as matas de matapasto em brincadeira com outras crianças do lugar. Era o observador atento das “moças debruçadas na janela” e do vai e vem dos barcos que atracavam no cais de sua infância, da sua querida Areia Branca. Fiquei em silêncio observando aquele homem em seus devaneios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi emocionante ver que ali estava uma pessoa realizada em todos os sentidos. Bom filho, bom pai, avô extremoso e amigo fraterno, onde do alto dos seus 84 anos de idade, bem vividos, enquanto muitos se sentem incapacitados e se entregam a uma cadeira de balanço na sala de televisão, o poeta-pesquisador está em plena atividade. Continua pesquisando o nosso folclore e escrevendo poemas maravilhosos. Tudo registrado em livros publicados e os ainda a publicar. Gosta de receber em sua morada os amigos para um papo descontraído e ao final da conversa, o interlocutor sabe que sai daquele encontro, muito mais rico de conhecimento. &lt;br /&gt;O seu ritmo de trabalho é invejável. É de sua natureza produzir o máximo que for possível, pois anseia em deixar uma obra literária, que certamente será bem aproveitada e agradecida pelas futuras gerações. São tantas suas atribuições, que o dia se torna insuficiente para dar conta de todos seus compromissos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como havia prometido, passei as suas mãos o diploma de Sócio Fundador do INRG- Instituto Norte Rio-Grandense de Genealogia, fato que muito nos honra e engrandece nossa Instituição. Na ocasião fui por ele presenteado com um de seus livros de poemas, OS BENS AVENTURADOS. No tópico “As cidades submersas”, me encantei com uma declaração de amor a sua terra natal no poema “AREIA BRANCA, MEU AMOR”. Tive o prazer e o privilégio de tê-lo escutado, quando dessa visita, recitado pelo próprio autor. Saí daquele encontro muito feliz, assim como todos os que tiveram o prazer de sentar a sombra de sua varanda, para escutar e aprender um pouco, do muito que o poeta tem a ensinar. &lt;br /&gt;Transcrevo na íntegra a poesia Areia Branca, Meu Amor, para o deleite dos leitores.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;A cidade adormecida,&lt;br /&gt;no coração do poeta,&lt;br /&gt;entre pregões matinais,&lt;br /&gt;subitamente, desperta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para trás da Serra Vermelha,&lt;br /&gt;nasce a manhã, nas levadas,&lt;br /&gt;na solidão das salinas,&lt;br /&gt;nas águas envenenadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maçaricos alçam vôo,&lt;br /&gt;nas várzeas de pirrixiu.&lt;br /&gt;Pescadores solitários,&lt;br /&gt;pescam o silêncio do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num bosque de matapasto,&lt;br /&gt;atrás de Amaro Besouro,&lt;br /&gt;desabrocha o fumo bom,&lt;br /&gt;em finos cálices de ouro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calafates calafetam&lt;br /&gt;velhos barcos irreais.&lt;br /&gt;Moinhos movem o vento,&lt;br /&gt;nas tardes do nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol se pondo na Barra,&lt;br /&gt;entre mangues e canoas,&lt;br /&gt;põe rebrilhos de vitrilhos,&lt;br /&gt;nas marolas das gamboas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite cai. Cães vadios&lt;br /&gt;ladram na rua, à distância.&lt;br /&gt;Deslizam sombras esquivas,&lt;br /&gt;nas esquinas da lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os que se mudaram&lt;br /&gt;para o outro lado da vida&lt;br /&gt;e dormem, no cemitério&lt;br /&gt;da cidade adormecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vêm a mim, me  cumprimentam,&lt;br /&gt;me comovo ao recebê-los,&lt;br /&gt;baila uma fina poeira,&lt;br /&gt;em torno dos seus cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Converso com Pum-na-guerra, &lt;br /&gt;Fumo-bom e Baranhaca.&lt;br /&gt;Abraço Maria Mole,&lt;br /&gt;Ciço Cabelo de Vaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo no Canal do Mangue,&lt;br /&gt;vou à Fuzaca, à Favela.&lt;br /&gt;Na rua da frente há moças&lt;br /&gt;debruçadas na janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Adelina me argúi&lt;br /&gt;na taboada e ABC.&lt;br /&gt;Começa tudo de novo,&lt;br /&gt;pela estrada do aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço as valsas da Água Doce,&lt;br /&gt;nas tardes de antigamente.&lt;br /&gt;Entre Bois e Pastoris,&lt;br /&gt;sou menino novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas se embandeiraram,&lt;br /&gt;há lanternas pelas portas.&lt;br /&gt;São João acorda, entre o riso&lt;br /&gt;de pessoas que estão mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés do menino vão&lt;br /&gt;nessas ruas do sem-fim.&lt;br /&gt;O tempo não conta mais,&lt;br /&gt;partiu-se, dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse burgo de embranças,&lt;br /&gt;Guardado pela memória, &lt;br /&gt;Minha vida se inicia,&lt;br /&gt;recomeça minha história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1435321119529751401?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1435321119529751401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1435321119529751401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1435321119529751401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1435321119529751401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2012/02/tributo-ao-poeta-deifilo-gurgel.html' title='TRIBUTO AO POETA DEÍFILO GURGEL'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vtDXwrXtBac/Ty_XekQw53I/AAAAAAAABK0/Fs98QQWkQNs/s72-c/DE%25C3%258DFILO%2BGURGEL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4325033835807824444</id><published>2012-01-31T13:16:00.004-03:00</published><updated>2012-01-31T19:02:40.387-03:00</updated><title type='text'>Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dRBRhEAurvs/TyhfxZpPxSI/AAAAAAAABJg/A5FsyKug2EA/s1600/Ceu_estrelado%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 277px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703914230366848290" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-dRBRhEAurvs/TyhfxZpPxSI/AAAAAAAABJg/A5FsyKug2EA/s400/Ceu_estrelado%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;OLHANDO ESTRELAS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Duas noites são teus lindos olhos, onde estrelas estão a brilhar, olho a noite só vejo estrelas, em seu olhar. Quero a noite dos teus lindos olhos, onde sempre existe luar, que ternura olhar mil estrelas, em seu olhar... (Roberto Carlos, 1969)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todos os anos, por ocasião do feriado da Semana Santa, faço um pequeno turismo com minha família. Geralmente viagens curtas principalmente para os vizinhos estados da Paraíba, Pernambuco ou mesmo o Ceará. Em João Pessoa sempre me refugio no Hotel Tambaú. Apesar dos seus 39 anos de inauguração ainda é, em minha avaliação, de longe o mais aconchegante e bem situado hotel de toda a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estados de Pernambuco e Ceará, também fazem parte do meu pequeno roteiro turístico. Nunca me arrisco a ir muito longe, pois significaria a utilização de outro tipo de transporte mais rápido – no caso, o avião – e minha esposa tem um verdadeiro pavor a esse meio de transporte. As poucas vezes que cogitei fazer um percurso mais longo, para os estados de São Paulo ou Rio de Janeiro, onde morei por alguns anos na década de 70, já foi motivo para que ela passasse noites em claro, o que sempre culminou em minha desistência, para aliviar seu sofrimento. Ainda não me senti encorajado a enfrentar essas estradas por tão longo percurso. Quiçá quando a BR 101 estiver totalmente concluída – aumentarão as possibilidades, pois estamos em ano de eleições –, eu resolva me aventurar em uma viagem mais longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 70 costumava a passar esse feriado com a família na Praia da Pipa. De uns tempos para cá, houve um aumento significativo na procura de casas para alugar, nas ditas “casas dos veranistas”. Antigamente essa procura era suprida pelos nativos que moravam na rua de cima. Diante dessa demanda, alguns veranistas, enxergando um bom negócio, começaram a alugar suas casas, nos “feriadões”. O período do reveillon é o mais solicitado, depois vem o Carnaval, Semana Santa, Carnatal, e alguns feriados que propiciam o brasileiríssimo “imprensado”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zqCfal1Hq_U/TyhkuFhoQvI/AAAAAAAABKQ/ag18Zcq5BAs/s1600/19.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zqCfal1Hq_U/TyhkuFhoQvI/AAAAAAAABKQ/ag18Zcq5BAs/s400/19.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703919670984721138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início resisti um pouco a essa prática, pois não me sentia confortável a entregar minha casa a um bando de rapazes e moças que iriam utilizar aquele pedaço de minha intimidade, mesmo por um curto período, e que não havia sido projetado para essa finalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado momento, tive que aderir a tal prática do aluguel, pela total impossibilidade de usufruir a minha própria casa. Os vizinhos, ao alugarem as suas, provocavam involuntariamente essa situação. Os inquilinos temporários, geralmente pessoas de outros estados, estavam ali somente para se divertir, o que significava muita bebida, algazarra e o pior, o som de grande potência ligado dia e noite na maior altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aconteciam esses aluguéis, o que primeiro chegava a casa era um caminhão trazendo toda uma parafernália de som dos mais modernos e mais estridentes. Parecia haver entre eles uma verdadeira competição de quem tocaria mais alto. No primeiro dia, todos participavam da farra. Do segundo dia em diante, para desespero da vizinhança, eles democraticamente se dividiam em duas turmas. Enquanto uns dormiam, os outros bebiam e se divertiam sem se esquecerem de manter o som ligado, na altura máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá para a meia noite, quando essa turma ia perdendo força e começavam a se espichar em suas redes e colchonetes, era hora dos que dormiam começar a acordar. E assim passavam, para nosso desespero, até o último dia do feriado.&lt;br /&gt;Este ano, eu resolvi inovar. Fui passar o feriado em minha chácara. Juntei todos os meus filhos, os genros, o neto, os cunhados e sobrinhos e fomos para o campo. Foram dias maravilhosos. Longe do agito e das aglomerações. Foi o local perfeito para curtir a família e reciclar um pouco nossas vidas como pessoas e como cristãos.&lt;br /&gt;Fizemos de tudo um pouco, principalmente conversamos sobre nós e nossa família. Bons momentos para reflexão, pois evitamos ao máximo a famigerada presença da televisão, principalmente dos jornais televisivos, com suas costumeiras notícias de tragédias humanas, corrupção dos políticos, crimes de toda espécie, o constante avanço das drogas, a incapacidade do Estado de enfrentar os problemas etc. Vocês já observaram que esse tipo de noticiário ocupa 95% de todos os jornais televisivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “contribuição desses jornais” é tanta, que a cada modalidade de crime que se pratica no Sul do país, ou fora dele, no mesmo dia e hora chegam aos lares de todos os brasileiros, em detalhes e com manual de instrução, para facilitar o aprendizado. A bandidagem interiorana acostumada a pequenos delitos, logo se aproveitam desses verdadeiros cursos à distância. Sem pedir licença, essas “prestações de serviços” entram em nossas casas, desde as maiores metrópoles até os mais longínquos rincões, instruindo e aperfeiçoando as técnicas de nossos bandidos tupiniquins.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nRHLeqjEv7I/TyhhecCds4I/AAAAAAAABJ4/iM0pEkvF46Y/s1600/PB150145.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nRHLeqjEv7I/TyhhecCds4I/AAAAAAAABJ4/iM0pEkvF46Y/s400/PB150145.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703916103615230850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugindo desse tipo de notícia, na sexta-feira à noite, resolvi ir até a beira da lagoa, completamente ausente de qualquer iluminação, um pouco distante da casa. Cheguei andando devagar para que a vista se acostumasse à ausência de luz. Deitei-me no píer e fiquei olhando para a imensidão do firmamento. Comecei a observar as estrelas. De repente, lá estavam o Cruzeiro do Sul, as Três Marias, a estrela Dalva –Vênus – a Via Láctea... Aquela visão me deixou em êxtase. Há quanto tempo não tinha aquele privilégio de olhar o céu apinhado de estrelas. Somente a escuridão da noite no campo nos propicia essa visão maravilhosa. Nesse ambiente, o céu não está ofuscado pelo lume das cidades, o que torna impossível a observação em toda sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pude evitar que me fossem chegando, devagar, as lembranças de minha infância. Divaguei por alguns instantes e as lembranças me remeteram a um tempo que já vai longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha infância e adolescência, costumava passar as férias escolares do mês de julho na fazenda de meu pai, que ficava no município de Serrinha-RN.&lt;br /&gt;Naquela época a fazenda ainda não tinha energia elétrica. A iluminação era à base de lamparinas, candeeiros e lampiões. Após o jantar, costumava ficar no alpendre ou mesmo no pátio em frente à casa grande, conversando com os primos que comigo partilhavam daquelas férias. As estrelas faziam parte das nossas observações noturnas. Gostávamos de observá-las, principalmente as cadentes, e até contá-las, disputando quem as via primeiro e em maior quantidade. Inocentes brincadeiras de criança.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PxYxP_xrivQ/TyhjyWd9pXI/AAAAAAAABKE/c-YKdl__-UQ/s1600/PB140106.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-PxYxP_xrivQ/TyhjyWd9pXI/AAAAAAAABKE/c-YKdl__-UQ/s400/PB140106.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703918644740597106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, nessa bendita noite de sexta-feira santa, à beira da lagoa, redescobri, maravilhado, que muitos prazeres da nossa vida podem estar escondidos no simples ato de, por exemplo, olhar estrelas no campo em meio a uma noite escura de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natal, de abril de 2010.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4325033835807824444?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4325033835807824444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4325033835807824444' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4325033835807824444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4325033835807824444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2012/01/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos_31.html' title='Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dRBRhEAurvs/TyhfxZpPxSI/AAAAAAAABJg/A5FsyKug2EA/s72-c/Ceu_estrelado%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-861002693236340248</id><published>2012-01-18T14:15:00.002-03:00</published><updated>2012-01-18T14:19:36.839-03:00</updated><title type='text'>ACTAS DIURNAS</title><content type='html'>DENDÊ ARCOVERDE – PARTE III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casara com sua prima d. Antônia Josefa do Espírito Santo Ribeiro d' Albuquerque Maranhão, filha de João d' AI&amp;shy;buquerque Maranhão e de d. Antônia Josefa, irmã de sua mãe. Seu sôgro, quase centenário, veio a falecer, na Província da Paraíba, a 20 de agosto de 1859. Dendé perdeu a mulher no dia 7 de outubro de 1835.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a envenenou, passando, á pretexto de fazê-la perfumada, unguento misterioso pela linda cabeleira da esposa. A senhora morreu, dias depois do agrado, com furiosas dôres de cabeça. A tradição oral registra que o único filho- legítimo do Brigadeiro Arcoverde, o pequenino André, fôra igualmente assassinado pelo Pai, com processo idêntico ao que sofrera sua Mãe. O menino sucumbiu a 25 de novembro de 1836. Uma versão, mais humana e lógica, informa que d. Antônia Josefa falecera de febre puerperal e o filhinho, de meningite. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dendé ficou com as duas heranças ... Seu irmão mais velho, José Inácio durante as parti&amp;shy;lhas, quando do inventário de sua Mãe, em 1846, teve de&amp;shy;savenças com o Brigadeiro. José Inácio era influente, sol&amp;shy;teiro, rico, várias vezes presidindo a Câmara de Vila Flor. Residiu em "Belém" e "Estivas". Dendé mandou-o matar, com a naturalidade de quem encomenda a um caçador uma peça de caça. Escapando várias veres às emboscadas, José Inácio deliberou fugir para Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendeu parte dos bens e, com Joaquim Cardoso, seu capataz de confiança, veio ao engenho "Bosque", em Goianinha, e enterrou uma mala cheia de moedas de ouro. Passou procurações para uns parentes seus administrarem as propriedades. Numa dessas jornadas uma descarga apanhou-o num braço, ferindo-o levemente. José Inácio, esperando a época da viagem, veio refugiar-se em "Estivas", em casa do Capitão-Mór André d'Albuquerque Maranhão, coronel das Ordenanças de Vila Flor e Arês. Este mandou vigiar os arredores. Os días passaram, calmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma manhã, conversavam, André de "Estivas" e José Iná&amp;shy;cio, no alpendre da casa-grande. José Inácío, deitado numa. espreguiçadeira, segurava um lenço de cambraía de encontro ao ouvido. Ao lado ficava uma olaria onde alguns homens do Capitão-Mór trabalhavam. Bruscamente, um trabalhador gri&amp;shy;tou: - guarda a tiro! Da olaria dispararam dois bacamar&amp;shy;tes, de pontaria dormida. Uma bala atravessou a mão, o lenço e a cabeça de José Inácío . O fidalgo caiu de bruços fulmina&amp;shy;do. O Capítão-Mór correu em cima dos emboscados que deapareceram.&lt;br /&gt;Horas depois, chegava à "Estivas", o Brigadeiro Dendé Arcoverde, todo de preto, grave, compungido, com um sequito de guardas, armados e montados. Esteve muito tempo olhan&amp;shy;do o cadáver do irmão. Ajoelhou-se perto, persignou-se, e declarou que viera buscar o corpo para ser sepultado, com hon&amp;shy;ras, na capela de Cunhaú. Organizou o prestito e carregou o defunto numa liteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enterrou-o com pompa. No sétimo &amp;shy;dia veio a orquestra de São José de Mipibu, dirigida por Joa&amp;shy;quim Barbosa Monteiro, para tocar durante a missa fúnebre. José Inácio ficou na capelinha de Cunhaú. Dendé herdou tudo ...&lt;br /&gt;Joaquim Barbosa Monteiro, que faleceu aos 85 anos em S. José de Mípíbu a 7 de outubro de 1907, contara ao cel. Felipa Ferreira da Silva de "Mangabeira", que, terminada a cerimônia, apresentara as despedidas ao Brigadeiro que pas&amp;shy;seava, todo de branco, na calçada. Dendé Arcoverde falou, com a voz grossa e alta que assombrava até aos Anjos do Céu ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não lhe pago agora porque não tenho dinheiro que chegue. Vá para casa que receberá logo que me venha o que estou esperando ...&lt;br /&gt;Julgando agradar, Monteiro explicou que o toque era gratuito. O Brigadeiro franziu o couro da testa como um tigre: - Atrevido! Querer fazer um favor ao Brigadeiro Arcoverde para sair dizendo que ele não tinha que pagar! .&lt;br /&gt;Ousadia desse diabo! Suma-se de minha presença, depressa!&lt;br /&gt;Joaquim Monteiro saltou num cavalo e galopou até São José de Mipibu, resando a "Salve-Rainha" quando se encon&amp;shy;trou fora dos caminhos de Cunhaú.&lt;br /&gt;Mas, dias depois, Simplício Cobra Verde foi a S. José entregar a Joaquim Monteiro o pagamento, verdadeiramente fidalgo, da tocata e do susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o seu tempo, o fausto do Brigadeiro teve as honras da lenda. O Sr. dr. Eloy de Souza relembrou a fama em sua conferência "Costumes Locais" (Natal. .. 1909 p . 7); - "A tra&amp;shy;dição ainda recorda as riquezas dos Arcoverdes, em proprie&amp;shy;dades que mediam léguas, em escravos tão numerosos que a muitos ignoravam os nomes e extranhavam a própria fisio&amp;shy;nomia e em moedas de prata e ouro, semestralmente postas a arejar largos couros extendidos no terreiro da casa grande. Célebres foram as suas baixelas de prata e ouro; e célebres as viagens que faziam ao Recife, em liteiras puxadas por ca&amp;shy;valos cobertos com pesados mantos de tafetá recamados d'ou&amp;shy;ro; o enorme sequito de agregados de todos os matizes; a cha&amp;shy;ranga, as barracas. de seda e toda a régia munificência com que iam afrontando o humilde sossêgo das praias por onde passava tão fidalgo e ruidoso cortejo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal – RN, 10.05.1941&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Transcrição Ipsis litteris do “Livro das Velhas Figuras”) &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-861002693236340248?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/861002693236340248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=861002693236340248' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/861002693236340248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/861002693236340248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2012/01/actas-diurnas.html' title='ACTAS DIURNAS'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7462295260872118294</id><published>2012-01-01T10:27:00.000-03:00</published><updated>2012-01-01T10:28:34.685-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS -</title><content type='html'>Beleza de publicação. Realmente você escreve de forma que a caneta desliza com facilidade no papel e consegue transmitir aos seus leitores um clima de praia que dá até para sentir o frescor da brisa e o cheiro característico do mar. Ter estórias como essas gravadas na mente nos enriquece e nos torna mais leves, pois temos a certeza de uma infância feliz e muita coisa prá contar, principalmente aos netos. Parabéns e sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Cabral de Freitas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7462295260872118294?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7462295260872118294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7462295260872118294' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7462295260872118294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7462295260872118294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2012/01/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos_01.html' title='DO LIVRO &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS -'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-2422820007655201676</id><published>2012-01-01T10:25:00.001-03:00</published><updated>2012-01-01T10:27:45.523-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS -</title><content type='html'>MEU CARO ORMUZ SIMONETI.EM PRIMEIRO LUGAR QUERO PARABENIZA-LO PELO EXCELENTE BLOG "GENEOLOGIA E HISÓRIA", PELA APRSENTAÇÃO GRÁFICA E, SOBRETUDO, PELA QUALIDADE DOS CONTEÚDOS HISTÓRICO-GENEALÓGICOS-LITERÁRIOS. FELICITAÇÕES PELO SEU MÉRITO. ALIÁS, SEU BLOG JÁ CONSTA NA LISTA DOS BLOGUES RECOMENDADOS PELO MEU PRINCIPAL BLOG, ABAIXO MENCIONADO.EM SEGUNDO LUGAR, QUERO DIZER-LHE QUE FOI UM PRIVILÉGIO CONHECE-LO E UMA HONRA RECEBER O SEU CONVITE PARA ME CANDIDATAR A MEMBRO DO INRG, QUE EM BOA HORA FUNDOU E A QUE PRESIDE COM JUSTO MERECIMENTO E COMPETENCIA. ESPERO PODER MERECER A VOTAÇÃO QUE APROVE A MINHA CONSAGRAÇÃO COMO MEMBRO DO INRG E, SE TAL SE CONFIRMAR, REPRESENTAREI O INRG COM TODA A DIGNIDADE, COMO FAÇO EM RELAÇÃO A TANTAS OUTRAS PRESTIGIADAS INSTITUIÇÕES CULTURAIS DE QUE SOU MEMBRO, EM VÁRIOS PAÍSES, COM DESTAQUE EM PORTUGAL E BRASIL-RN.EM TERCEIRO LUGAR, APROVEITO PARA LHE LEMBRAR QUE, AO NOS TER DADO A HONRA DE ACEITAR SER MEMBRO DO “CONSELHO EDITORIAL” DO NOSSO PRINCIPAL BLOG-REVISTA “CULTURAS E AFETOS LUSÓFONOS”, FICAMOS NA EXPECTATIVA DE – QUANDO FOR DE SUA VONTADE E DISPONIBILIDADE – NOS ENVIAR PARA PUBLICARMOS SEUS PREZADOS ESCRITOS.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.culturaseafectoslusofonos.blogspot.com.br/"&gt;www.culturaseafectoslusofonos.blogspot.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;www.lusotur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.pro-civitas.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-2422820007655201676?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/2422820007655201676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=2422820007655201676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2422820007655201676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2422820007655201676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2012/01/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos.html' title='DO LIVRO &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS -'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-3716782752314386250</id><published>2011-12-30T21:43:00.002-03:00</published><updated>2011-12-30T21:47:06.567-03:00</updated><title type='text'>DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS -</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Saudosas lembranças II&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comecei a veranear na Pipa ainda na barriga da minha mãe, assim como todos os meus irmãos. Meus filhos trilharam o mesmo caminho, e também meu neto. É uma relação muito íntima que temos com aquele pedaço de chão. A família Barbalho/Simonetti iniciou os veraneios na Pipa no ano de 1926, três anos depois do nascimento da minha mãe, hoje com 86 anos de idade.&lt;br /&gt;Como o veraneio acontecia somente no mês de janeiro, passávamos o ano inteiro esperando este acontecimento. Contávamos os dias, as semanas, os meses... E quando chegavam as férias do final do ano, a ansiedade era tanta que, por muitas vezes, perdia o sono e só adormecia quando era vencido pelo cansaço. Eu não via a hora de subir no caminhão para fazer aquela tão desejada viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 60, já era possível contar com a modernidade e o conforto dos caminhões. Nossos pais viajavam na boleia enquanto os filhos e empregados acomodavam-se em cima da bagagem. Dentre toda a tralha que era levada, não faltavam cadeiras e colchões feitos com palha ou junco, para acomodar a todos.&lt;br /&gt;As famílias que moravam em Natal saíam muito cedo e enfrentavam pelo menos 60 quilômetros de estrada de chão, pouco conservada, até a cidade de Goianinha. Eram horas sacudindo na carroceria do velho Dodge até avistar a Usina Estivas. De cima da ladeira, podia-se ver ao longe a bela cidade e compreender a exclamação encantada e justa do Dr. Alfredo de Araújo Cunha (1861-1929), que olhando o casario branco da cidadezinha clara disse: “Goianinha, Pátria de Anjos!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de descer a ladeira com dificuldade, alcançávamos o vale e, a partir dali mais três quilômetros depois, entrávamos triunfantes na cidade. Estava vencida a primeira etapa da estafante viagem.Uma parada “estratégica” na casa de meu avô Odilon Barbalho, e o almoço estava garantido. Daí por diante começava o trecho mais complicado e sofrido da viagem. Era comum os velhos caminhões, após certa jornada, pararem por aquecimento no motor, mas nada que não fosse resolvido com uma boa lata d’água no radiador e logo já estavam de volta à estrada. Continuava a viagem como se nada tivesse acontecido. Não havia possibilidade de fazer toda aquela viagem sem dar um “prego”. Se não acontecia no trecho vencido entre Natal e Goianinha, podia contar que, até a&lt;br /&gt;Pipa, não havia reza forte que fizesse chegar ao destino sem o famoso “prego”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se esperava nem o sol esfriar, pois esse trecho era mais deserto e, se por acaso houvesse algum imprevisto no caminho, tinha-se tempo para realizar o conserto e chegar ao destino antes do anoitecer. Até o distrito de Piau, a viagem seguia sem maiores problemas. Depois que entrávamos nos “tabuleiros”, a estrada se tornava ainda mais precária. Geralmente essa estrada era utilizada somente por animais de carga e pessoas que faziam a pé o caminho entre Piau e Pipa. Por ser rara a passagem de carros, não havia nenhuma manutenção. Em determinados trechos a vegetação lateral era praticamente aberta pelo para-choque do caminhão, e acima de nossas cabeças as árvores se fechavam totalmente, formando um túnel de galhos e folhas. De tão próximos, era possível apanhar de cima da carroceria do caminhão, cajus, mangabas e outras frutinhas muçambê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia dois pontos que eram temidos pelos motoristas, por causa de sua difícil transposição: a ladeira do Rio Galhardo e a ladeira do Sanharão. Na primeira, além da dificuldade de vencer a subida de areias frouxas, ainda tinha o problema do rio que, embora raso, impedia que o caminhão tomasse alguma velocidade. Nesses dois pontos descíamos todos, e a ladeira era vencida a pé. Ficavam somente o motorista e o “calunga” – alcunha do ajudante, que, de cepo na mão e em constante sintonia com o motorista, fazia, metro a metro, o veículo vencer, ladeira acima, as terríveis areias daquele trecho. O cepo era uma peça de madeira com uns 50cm de comprimento por uns 20cm de altura, que se colocava atrás das rodas traseiras do caminhão, impedindo que ele descesse após alguns metros de subida. Nunca esqueci os gritos ofegantes do motorista: “Bota o cepo”, e, pouco depois... “Tira o cepo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que o caminhão vencia um pouco a areia, era colocado o tal cepo para que ele não retornasse. Depois de algum descanso, lá se ia mais uma tentativa. Vencidos alguns metros de areia, novamente o cepo era colocado, era assim até que se chegássemos ao topo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ladeira do Sanharão, acontecia a mesma coisa, porém com mais dificuldade, pois além do percurso ser maior, havia uma curva na metade da ladeira, que dificultava a subida. E, depois de praticamente um dia inteiro de viagem, chegávamos ao nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o final da década de 70 não existia energia elétrica na Pipa. A iluminação das casas era feita com as lâmpadas a querosene. As marcas Coleman e Aladim eram as mais conhecidas. O querosene utilizado era o nosso velho Esso Jacaré. Essas lâmpadas eram o que havia de mais moderno. Durante as refeições noturnas ficavam nas salas de jantar e posteriormente eram transferidas para os alpendres, onde as famílias se reuniam para conversar amenidades ou mesmo jogar um carteado à base de sete e meio, buraco, pif-paf ou relancim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os candeeiros, lamparinas e lampiões eram usados na iluminação dos quartos, cozinhas e banheiros. Os mais afortunados possuíam geladeira também a querosene e tempos depois apareceram as mais modernas que funcionavam com botijão de gás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ano inteiro sem uso, as lâmpadas geralmente apresentavam algum problema de funcionamento e, nessa ocasião, entrava em cena tio Venício, irmão da minha mãe, especialista no conserto dessas lâmpadas. De óculos na ponta do nariz e sempre mastigando a língua no lado da boca – não havia defeito que ele não arrumasse. Depois de alguns minutos de trabalho e da colocação de uma camisa nova, era só dar algumas bombadas de ar e lá estavam à disposição 500 velas de boa iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas lâmpadas também eram utilizadas para iluminar os banhos noturnos. Quando isso acontecia, era preparada uma quantidade de “caipirinha” feita com a boa cachaça trazida dos engenhos de Goianinha, limão, açúcar e gelo. Este último era conseguido a duras penas nas velhas geladeiras; sempre ficava a desejar. Era tudo levado para a beira da praia, juntamente com os tira-gostos – “paredes”, previamente preparados pelas mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lâmpadas eram colocadas suspensas em um “garajal” – tripé feito de madeira, que os nativos subiam para martelar as estacas dos currais de peixe – e a diante, quando a “marvada” começava a fazer efeito, os adultos ficavam mais relaxados. Era a ocasião pela qual nós adolescentes esperávamos. Aproveitando algum descuido dos nossos pais, também tomávamos um pouco daquela bebida maravilhosa que nos deixava alegres e risonhos.&lt;br /&gt;Pela manhã, nós jovens nos reuníamos em algum daqueles alpendres para jogar conversa fora. Nós todos éramos parentes, e alguns, por morar em outros estados, só se encontravam durante o mês de janeiro, no veraneio da Pipa. Essa ocasião era esperada por todos com muita ansiedade. Como não ter saudade dessas coisas simples? De um tempo feliz de nossas vidas, que sabemos, nunca mais voltará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal, outubro de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-3716782752314386250?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/3716782752314386250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=3716782752314386250' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3716782752314386250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3716782752314386250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos_30.html' title='DO LIVRO &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS -'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5739581992574857097</id><published>2011-12-30T12:04:00.006-03:00</published><updated>2011-12-30T14:43:09.432-03:00</updated><title type='text'>ACTA DIURNA - DENDÉ ARCOVERDE - PARTE II</title><content type='html'>De estatura acima da mediana, robusto e bem conformado, Dendé Arcoverde tinha os ombros amplos e o torax saliente. Dispunha de fôrça incrível, cavaleiro emérito e ati&amp;shy;rador maravilhoso. Pulava agilmente uma janela, de costas. A barba negra curta, rente a face vermelho-clara, fazia res&amp;shy;saltar a dentadura perfeita, branca como côco ralado. A voz é alta, estertórica, audível a distâncias que as lendas multi&amp;shy;plicam. Os olhos rasgados, enormes, negros e luminosos, faiscavam de irritação contínua. A esclerótíca, raiada de san&amp;shy;gue, é um distintivo que transmitiu aos seus bastardos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morou sempre em Cunhaú onde tinha uma "parte" .herdada de sua Mãe, cujo inventário é de 1846. Só arrendou as "partes" de seu tio, o Capitão-Mór André "de Estivas" e de seu primo, o Comendador André d'Albuquerque Maranhão, ·"de Itapecerica", em 1851. Cunhaú estava no centro das suas terras. Englobavam-se nelas a "usina Maranhão", "Bom Pas&amp;shy;sar", "Torre", "Antônio Freire", "Areré", "Mangueira", "Cruzeiro", "Estrela". Tudo era Cunhaú, até a extensão verdejante do "sítio Estrela" se incluía na denominação do engenho tra&amp;shy;dicional. Derredor dessa região rodava o Mêdo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criminoso que tocasse, ao menos tocasse, uma estaca de Cunhaú, estava valido. Não havia "força do Governo" que se atrevesse a perseguí-lo. A casa-grande ficava circundada de choupanas onde se acoitavam os "fora da lei", fanáticos pelo brigadeiro, sombras do seu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do jantar, até ás trindades, o Brigadeiro, todo &amp;shy;vestido de branco, passeava ao escurecer na calçada imensa da residência. Quem tinha negócio e não era pessôa de merecimento, alinhava-se, junto aos outros pretendentes, espe&amp;shy;rando que um olhar casual do Brigadeiro pousasse nele. Nin&amp;shy;guém ousava dirigir-lhe a palavra e sim responder. Mas, fosse como fosse, não deixavam de ter negócio e "trato" com ele. Não perdoava dívidas nem ficava devendo.&lt;br /&gt;Foi o vingador de André d'Albuquerque, seu tio, assassinado em abril de 1817. Voltando d'Europa e sabendo mínuciosamente a morte do parente, inqueriu da vida do matador. Disseram que uma tentativa a tiro havia falhado. Dendé reprovou a técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual tiro! Tiro faz barulho e assombra a caca. Vamos á faca. É silencioso e seguro.&lt;br /&gt;Procurou informar-se. Apontararm vários nomes como responsáveis João Álvares do Quental esporeára o cadáver. Francisco Felipe da Fonseca Pinto, o alfaiate Costa Bandeira. Falaram no tenente-coronel Antônio José Leite do Pinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não quero saber dos outros acusados. Ferissem ou não, certamente ficaram com medo da vingança. O que eu desejo saber é quem pregou uma medalha no peito e cercou as ,mangas de galões por ter assassinado um Cunhauzeiro. Quem aproveitou do crime é que é o principal criminoso.&lt;br /&gt;Mandou um negro e um caboclo matarem á faca o coronel Leite do Pinho. Entregou-lhes facas de prata, dizem que envenenadas. Prometeu que nunca mais teriam necessidade de cousa alguma se trouxessem as orêlhas do coronel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois mandatários espreitaram Leite do Pinho durante horas.&lt;br /&gt;Numa tarde de procissão terminada a cerimônia, o coronel deitou-se num tapete diante da casa, na atual Praça 7 de Setembro, em Natal, tomando fresco, e brincando com um neto. Os dois enviados de Cunhaú caíram sobre ele numa luta feroz e rápida. Não lhe poderam cortar a orêlha mas deixaram as facas enterradas no ferido, e fugiram. Leite do Pinho faleceu na madrugada de 15 de março de 1834.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dendé recompensou seriamente aos dois asseclas Mandou sepultar o negro, vivo, perto da Casa-Grande de Cunhaú, e plantou um coqueiro em cima do túmulo. O caboclo foi em&amp;shy;palado na Mata das Varas e o corpo mumificado, até poucos anos espavoria os lenhadores. Cumprira a promessa. Caboclo e negro nunca mais tiveram necessidade de cousa alguma . . .&lt;br /&gt;É façanha mais antiga de Dendé, sua "entrada" solene no memorial truculento em que é recordado ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignoro a origem do seu tratamento de "Brigadeiro" De&amp;shy;balde, a meu pedido, o saudoso general Luíz Sombra rebuscou arquivos militares no Rio de Janeiro. Não há o menor vestí&amp;shy;gio de razão nesse título altissonante correspondente ao nos&amp;shy;so "General de Brigada". Mas "Brigadeiro" é como Dendé Ar&amp;shy;coverde é citado em toda região de seu prestigioso renome. Substitui quase o nome. Dizem, comumente "o Brigadeiro", e já se sabe que a evocação se refere ao impetuoso senhor de Cunhaú. De onde, e porque lhe veio o tratamento militar, quaís os serviços para merecê-la, em que época recebeu a mercê honorária, não sei. Não foi possível, apesar das pesquisas, saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TS939DPzIV8/Tv3vC-50idI/AAAAAAAABI8/Xx0IjDH1K40/s1600/20100413_04%255B1%255D.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691968338590468562" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-TS939DPzIV8/Tv3vC-50idI/AAAAAAAABI8/Xx0IjDH1K40/s400/20100413_04%255B1%255D.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Arma encontra-se no Instituto Hostórico e Geogrpafico do RN.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;(&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Esta arma pretenceu ao negro Simplício, apelidado de "Cobra Verde", homem de confiança do "Brigadeiro"Dendé Arcoverde, impetuoso senhor de Cunhaú(1830). Era um atirador perfeito. Não errando um tiro. Sua espingarda foi batizada por "meio berro" porque matara uma novilha antes do animal acabar o berro iniciado) &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O homem de confiança do Brigadeiro Dendé Arcoverde era o negro Simplício, conhecido por "Cobra Verde", alto, magro, sério como um ídolo, e agil como o vento. Era o melhor atirador dos arredores e nunca errou um tiro. Sua ar&amp;shy;ma especial era uma carabina Minié batizada por "Meio berro", porque matara uma novilha antes do. animal acabar o berro iniciado. Um bastardo de Dendé, Afonso Arcoverde, presenteou a arma ao Cel. Felipe Ferreíra, de "Mangabeira" e este ofereceu-m'a. Dei-a ao Instituto Histórico do Rio Gran&amp;shy;de do Norte, onde se encontra.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PWh3pKARdK4/Tv3xm-ivfsI/AAAAAAAABJI/Pkwt79A8hm8/s1600/20100413_13%255B1%255D.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691971155992215234" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-PWh3pKARdK4/Tv3xm-ivfsI/AAAAAAAABJI/Pkwt79A8hm8/s400/20100413_13%255B1%255D.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Ormuz Simonetti segura a carabina "meio berro" no IHGRN)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O negro Simplício depois da morte do Brigadeiro, dei&amp;shy;xou a Província e se instalou numa casa que erguera no meio do mato, como um bicho saudoso da solidão e do mistério. Não admitia visitas e andava sempre armado. Jamais falava no nome do amo, a quem adorava. Morreu no dia do Natal de 1896, quando completava cem anos, data predita por ele como sendo de sua morte. Está sepultado em Mataraca, na Paraíba.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LnVhL7GOTB0/Tv32Cvgj1zI/AAAAAAAABJU/NDExHUyI864/s1600/Capela%2Bdo.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691976031039379250" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-LnVhL7GOTB0/Tv32Cvgj1zI/AAAAAAAABJU/NDExHUyI864/s400/Capela%2Bdo.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; (&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Capela onde foi enterrado André de Albuquerque Maranhão Arcoverde)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(08.05.1941)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Continua . . .&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5739581992574857097?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5739581992574857097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5739581992574857097' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5739581992574857097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5739581992574857097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/acta-diurna-dende-arcoverde-parte-ii.html' title='ACTA DIURNA - DENDÉ ARCOVERDE - PARTE II'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-TS939DPzIV8/Tv3vC-50idI/AAAAAAAABI8/Xx0IjDH1K40/s72-c/20100413_04%255B1%255D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-6646841111305596195</id><published>2011-12-24T07:32:00.008-03:00</published><updated>2011-12-24T08:27:06.324-03:00</updated><title type='text'>Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;strong&gt;SAUDOSOS VERANISTAS &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Maurínio Sena&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia 07 de fevereiro de 1981 foi feito o primeiro teste de energia elétrica na praia da Pipa. Logo em seguida, todos os veranistas se apressaram para instalar em cacimbas já existentes ou em poços artesianos previamente cavados, bombas elétricas para abastecer as caixas d’água. Esse abastecimento, até então era feito com muito sacrifício à custa de horas a fio, “exercitando-se” nas antigas e pesadas bombas manuais “Morumbi”, que na época eram o que de melhor existia no mercado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SRJ2Al-jX1Y/TvWs0Of9ByI/AAAAAAAABIM/XchTpZXcypc/s1600/s_MLB_v_S_f_154376151_2081.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 123px; FLOAT: left; HEIGHT: 127px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689643717497784098" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-SRJ2Al-jX1Y/TvWs0Of9ByI/AAAAAAAABIM/XchTpZXcypc/s400/s_MLB_v_S_f_154376151_2081.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Bomba Morumbi&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para se conseguir pouco mais de 1.000 litros d’água, era preciso muito suor e alguns calos nas mãos. Essa tarefa era delegada aos homens da casa, já que as mulheres se encarregavam apenas de gastar o precioso líquido em suas atividades domésticas. E como quem recebe “de graça” não se preocupa em gastar, nossas mãos viviam cheias de calos. Foi nessa época que eu, juntamente com os saudosos Múcio Barbalho e Evilásio de Souza Lima, especializamo-nos na instalação desses equipamentos. Esse serviço, embora gratuito, era executado com todo profissionalismo da equipe, que sempre dava um jeito de receber pelo “serviço prestado” de uma forma, digamos, mais sutil. Os serviços eram agendados sempre para os fins de semana. Começávamos lá pelas 10 horas da manhã, para que, calculadamente, pudéssemos chegar e atravessar com folga a hora do almoço. A única responsabilidade do dono da casa era de nos abastecer à vontade, durante a realização do serviço, com cerveja gelada, cachaça e tira-gostos, também chamados na época de parede. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 543px; DISPLAY: block; HEIGHT: 460px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689641625880107458" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-2SrFRIzcCxo/TvWq6encGcI/AAAAAAAABH0/D-oc7JgiVRE/s400/42.JPG" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt; Casa de Maurínio Sena&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas ocasiões, a instalação da bomba foi na casa de Maurínio Sena. Como ele ainda não havia feito o poço, que na praia era conhecido como “poço tubular”, por ser feito com tubos de PVC, o equipamento seria instalado numa cacimba. Começamos o serviço na hora marcada e com pouco mais de hora e meia de trabalho o equipamento já estava pronto para funcionamento. Foi nesse instante que começou toda a malandragem, que nos era comum: alguém deu um jeito de afrouxar uma das conexões que ficavam longe das vistas dos curiosos e isso provocou a entrada de ar no sistema, impedindo seu funcionamento. Foi então feita uma pausa para o descanso que veio, como de costume, acompanhada das bebidas e dos petiscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de várias horas de descanso, sempre alguém se oferecia para resolver o “problema”, mas nunca encontrava o tal defeito. Nesse dia especificamente, o problema só teve solução quando já escurecia e os técnicos, juntamente com outros participantes da farra, já bem “melados”, tinham devorado todo o tira-gosto disponível e já estavam tomando, como caldo, até mesmo a sopa que dona Lindalva, esposa de Maurínio, havia preparado para o jantar. E tudo isso com a devida cumplicidade do esposo, que era quem mais gostava dessas brincadeiras. Essa intimidade era comum entre nós.&lt;br /&gt;Numa dessas farras na minha casa, Maurínio passava pela cozinha, retornando do banheiro, quando viu a mamadeira de leite que minha esposa tinha preparado para nossa primeira filha, hoje com 30 anos de idade. Não teve dúvidas, atacou a mamadeira e sem mesmo tirar o bico, tomou o mingau até o último gole, depois de mandar para dentro uma boa lapada de cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Começou a frequentar a Pipa nos anos cinquenta e se hospedava na casa de Arthur de Flora. Os veraneios começaram em 1978, logo após ter comprado a casa que pertencera a Francisquinho. A partir daquele ano, sempre passava os meses de janeiro e fevereiro veraneando com a família e só retornava a Natal, como a maioria dos veranistas, após o carnaval. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 567px; DISPLAY: block; HEIGHT: 416px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689644827979843730" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-_JMwJ0cSFDg/TvWt03XgiJI/AAAAAAAABIY/bhnj0bVcewo/s400/F-%2B26%2BMaurinio%2Bassinando%2Bata.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt; Maurínio Sena assina a ata da criação da Associação dos Veranistas da Praia da Pipa.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(Veneide, Ormuz, MAurínio, Evilásio, Dina e George)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Com seu jeito simples e amigável, conquistou logo a comunidade e também os veranistas. Como sua casa ficava em frente ao porto dos barcos, sempre aos finais de tarde lá estava ele em seu alpendre, rodeado de pescadores, que iam trocar dois dedos de prosa, enquanto aguardavam os botes que regressavam da pesca. Era esse relacionamento fraterno que mantinha com a comunidade, e que no fatídico dia 7 de fevereiro de 1994, dia de sua morte, presenciamos, emocionados – como a maior prova de amizade e gratidão dos nativos para com aquele que esteve sempre à disposição daquela comunidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 510px; DISPLAY: block; HEIGHT: 475px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689649780350266418" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-TP--U7PdGnA/TvWyVIYoLDI/AAAAAAAABIk/wuK6vM7MuEg/s400/FOTOS%2BSETEMBRO%2B2011-PIPA%2BE%2BPRAIAS%2B259.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Praia do Meio - Pipa RN&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Inexplicavelmente, resolveu comemorar seu aniversário uma semana antes. Fez uma grande festa em sua casa e foi muito prestigiado com a presença de parentes e amigos. No outro dia, acordou mais cedo que de costume e não esperou pelo seu amigo e companheiro de caminhada, Edison Costa de Mello. Naquela manhã, resolveu caminhar sozinho. Seguiu no sentido da Pedra do Moleque e chegou até a praia das Minas, onde seu corpo foi encontrado por um grupo de turistas, que também fazia caminhada naquelas praias desertas, próximas à Praia de Sibaúma.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 557px; DISPLAY: block; HEIGHT: 521px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689651557107826194" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-852z_bTUXlM/TvWz8jUo_hI/AAAAAAAABIw/Nd3FICQYsmM/s400/FOTOS%2BSETEMBRO%2B2011-PIPA%2BE%2BPRAIAS%2B270.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Praia das Minas - Pipa RN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Logo chegou a notícia na Pipa, e muitas pessoas da comunidade correram para o local. Eram homens, mulheres e até crianças que seguiam os pais, todos fizeram questão de ir ao local onde o corpo ainda se encontrava.&lt;br /&gt;Depois que uma de suas filhas autorizou a remoção, os homens o puseram em uma rede e o conduziram, barreira acima, em terreno íngreme e de difícil caminhada, até a Pipa. O cortejo seguiu no mais completo silêncio, em respeito à dor dos familiares e amigos daquele que por tantos anos conviveu naquela comunidade, como se lá tivesse nascido. Tinha tantas mãos e ombros querendo ajudar naquela caminhada de volta para casa, que muitas vezes o pau da vela de um barco, que utilizaram para armar a rede onde conduziram o corpo, fora disputado por aqueles que seguiam o triste cortejo. Foi deveras emocionante essa demonstração de respeito e amizade. Várias pessoas na Pipa se ofereceram para trazê-lo de onde ele foi encontrado, em seu carro, percorrendo uma precária estrada que chegava próxima à Praia das Minas, o que foi prontamente recusado. Os amigos fizeram questão que o seu último retorno para casa fosse feito em seus ombros e braços. Queriam com essa atitude prestar a última homenagem ao amigo e companheiro que muito embora nascido em terras Pernambucanas, adotou aquele pedaço de chão como sendo a sua terra natal. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-6646841111305596195?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/6646841111305596195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=6646841111305596195' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6646841111305596195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6646841111305596195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos_24.html' title='Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SRJ2Al-jX1Y/TvWs0Of9ByI/AAAAAAAABIM/XchTpZXcypc/s72-c/s_MLB_v_S_f_154376151_2081.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-8123929405515413936</id><published>2011-12-20T22:53:00.001-03:00</published><updated>2011-12-20T22:56:08.022-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>ACTA DIURNA - DENDÊ ARCOVERDE PARTE I</title><content type='html'>Tenho a cópia desta PARTE I e mais a II e a III. Reli esta e vou aguardar a leitura das demais. Dendê Arcoverde foi o mandante do assasinato de meu bisavô Vicente Ferreira de Paiva que era pai de seu "desafete" Antônio Pereira de Brito Paiva (meu tio avô paterno). Na altura, 1842, meus ascendentes moravam no Engenho Tamatanduba, vizinho ao Cunhaú.&lt;br /&gt;Fiz algumas postagens, sobre a SAGA de minha Família, em meu blog, "Da Cadeirinha de Arruar". Inclusive com fotos da Capela do Engenho Tamatanduba (em ruinas) e a Capela do Cunhaú onde os "SENHORES DO CUNHAÚ" foram enterrados, inclusive Dendê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Quem me enviou as cópias das Atas Diurnas, referentes a Dendê Arcoverde foi a neta de Câmara Cascudo, Daliana Cascudo. Cascudo correspondeu-se com meu pai, falando de Dendê Arcoverde e sua luta ferrenha com Brito Paiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, Ormuz, pela partilha de tão importante &lt;br /&gt;Um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lúcia  Bezerra de Paiva&lt;br /&gt;Fortaleza - CE&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-8123929405515413936?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/8123929405515413936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=8123929405515413936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8123929405515413936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8123929405515413936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/acta-diurna-dende-arcoverde-parte-i_20.html' title='ACTA DIURNA - DENDÊ ARCOVERDE PARTE I'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4885407138722393887</id><published>2011-12-20T08:56:00.002-03:00</published><updated>2011-12-20T09:04:41.457-03:00</updated><title type='text'>POSSE NO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;RECEBIMENTO DO TÍTULO DE SÓCIO EFETIVO DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE, A MAIS ANTIGA CASA DE CULTURA DO ESTADO, PELO SEU PRESIDENTE JURANDYR NAVARRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Oz6onSMri-M/TvB4kQsb_hI/AAAAAAAABHc/R5-P7yVqSiQ/s1600/digitalizar0009.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 281px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Oz6onSMri-M/TvB4kQsb_hI/AAAAAAAABHc/R5-P7yVqSiQ/s400/digitalizar0009.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5688178893720911378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4885407138722393887?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4885407138722393887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4885407138722393887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4885407138722393887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4885407138722393887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/posse-no-ihg-rn.html' title='POSSE NO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Oz6onSMri-M/TvB4kQsb_hI/AAAAAAAABHc/R5-P7yVqSiQ/s72-c/digitalizar0009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-3501253251799485777</id><published>2011-12-18T15:55:00.000-03:00</published><updated>2011-12-18T15:56:21.197-03:00</updated><title type='text'>ACTA DIURNA - DENDÊ ARCOVERDE PARTE I</title><content type='html'>André d'Albuquerque Maranhão Arcoverde nasceu no engenho Cunhaú, freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Vila Flor, termo de Goianinha, no ano de 1797. Era o segundo filho do tenente-coronel José Inácio d'Albuquerque Maranhão e de d. Luzia Antônia, irmã de André d'Albuquerque, o des¬graçado Chefe da revolução de 1817 no Rio Grande do Norte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve a meninice tradicional dos meninos ricos, filhos de fidalgos, donos de engenhos. Correu a cavalo, saltou por¬teiras, armou arapucas, pulou os córregos, tomou banho no rio Piquiri, sesteou debaixo das sombras das velhas árvores, formou batalhão com os moleques da redondesa, esmurrou os primos, indigestou de bolo-preto e doce-seco, trepou aos coqueiros, assustou as matronas, dormiu cansado ... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pai, homem áustero e poucas falas, de manso trato e ameno viver, era governado pela mulher, dona Luzia Antô¬nia, enérgica e voluntariosa, chamada o' Homem da Família, de quem o filho herdaria a melhor parte de seu gênio impul¬sivo. Ao entrar na mocidade, José Inácio mandou Dendé, como todos os conheciam, para a Europa, aos estudos. Es¬tudar o que? Leis? Cânones? Medicina? Não se sabe. Portu¬gal era o viveiro onde se implumavam os borla-e-capêlo da época. Ignora-se o país onde Dendé Arco Verde fôra estu¬dar. D. Izabel Gondim afirma ter sido Paris. Alberto Mara¬nhão informa que a Alemanha. Creio em Portugal. Portugal era a Europa, para quase todos os aristocratas antigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1817, estava na Europa quando a revolução estourou. Quando regressara ao Brasil? Não se sabe ainda. Suas notícias iniciais são de 1830. Voltando ao Cunhaú não trouxe diploma nem curso feito mas vinha com uma men¬talidade formada e concluída. Não há alteração dai em dian¬te nos seus modos e procedimentos. Há nele, a imutabilidade dos temperamentos decisivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a mais estranha e sugestiva das figuras da Casa de Cumhaú. Em toda zona agreste do Rio Grande do Norte não há quem lhe desconheça o nome e não saiba uma sua faça¬nha. Quase oitenta anos depois de sua morte, ainda o Povo lhe cita o nome com respeito supersticioso. Indicam todos os recantos de sua morada, os caminhos percorridos, os crimes, a coragem, o arrojo irreprimível. Hoje, como há mais de meio século após seu passamento, todos os traba¬lhadores de dois municípios, só aludiam à sua pessoa, com um vagar amedrontado, dando, invariavelmente, o tratamen¬to oficial, "o Brigadeiro." E a voz cava estava traindo uma longa capitalização de obediência expontânea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dendé Arcoverde é um puro homem da Renascença, sem medo, sem pudor, sem respeito, sem supertição, despido de preconceitos, sem temer a Lei, nem ao Imperador, nem a Polícia, nem o Gabinete Ministerial, nem inimigos, vingan¬ças, ódios. Insensível, superior, desdenhoso, atrevido, inca¬paz de compreender os limites de sua vontade, ciente, inte¬gral que seu direito ia até as fronteiras de sua fôrça ele não tem remorsos nem piedades inferiores. Deliberando, exe¬cuta, com a precisão, a nitidez, a naturalidade de uma função normal. Tudo nele é natural, próprio, congênito. Diz o que quer, manda avisar a morte, intima que alguém deixe a casa e se mude, chibateia, surra, tortura, mata a punhal, a tiro, a veneno, comanda um exército de escravos ou pratica, sozinho, o ato, sem um arrepio na face, imóvel .e magnífica, como um autêntico barão feudal, um verdadeiro Herren-meister, pulso de ferro, coração de bronze, ao sol tropical do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem, igualmente, conservadas, ciosamente, as virtudes de sua Raça. É faustoso, amante do cerimonial, generoso hos¬pedador, respeitando, como a um rito religioso, o próprio inimigo que se acolhesse à sua residência, dando, apenas, o número de dias bastantes para que se puzesse a salvamento da alcatéa que sacudiria em perseguição inexorável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o podemos enquadrar dentro das regras da Moral e da Lei. Dendé Arcoverde é uma exceção, o Homem Forte instintivo, arrebatado, feroz, cavalheresco, impressionável, mag¬nífico de valentia, de atrevimento, de loucura pessoal. Não sofre um insulto. Não tolera um recalque. Não renuncia ao menor desejo. Veio, como Cezar Borgía, trazendo o "tuurumis¬mo", o Homem natural e vivendo pelas leis-das-homens. Como Cezar Borgia, desapareceu numa tragédia pequenina, inferior aos seus méritos reais de impulsão e de vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(06.05.1940) &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-3501253251799485777?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/3501253251799485777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=3501253251799485777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3501253251799485777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3501253251799485777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/acta-diurna-dende-arcoverde-parte-i.html' title='ACTA DIURNA - DENDÊ ARCOVERDE PARTE I'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-8098357759820769332</id><published>2011-12-13T23:24:00.008-03:00</published><updated>2011-12-14T07:38:56.126-03:00</updated><title type='text'>MONÓLOGO DO NATAL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;PARA REFLEXÃO&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monólogo do Natal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto de você, Papai Noel! &lt;br /&gt;Também não gosto desse seu papel de vender ilusões à burguesia. &lt;br /&gt;Se os garotos humildes da cidade soubessem do seu ódio à humildade, jogavam pedra nessa fantasia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KkWtRZCwc8U/TugMHBW8ujI/AAAAAAAABGs/-DYr0JcaR8A/s1600/9931.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 291px; height: 270px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KkWtRZCwc8U/TugMHBW8ujI/AAAAAAAABGs/-DYr0JcaR8A/s400/9931.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685807844318558770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você talvez nem se recorde mais. &lt;br /&gt;Cresci depressa, me tornei rapaz, sem esquecer, no entanto, o que passou. &lt;br /&gt;Fiz-lhe um bilhete, pedindo um presente e a noite inteira eu esperei, contente. &lt;br /&gt;Chegou o sol e você não chegou. &lt;br /&gt;Dias depois, meu pobre pai, cansado, trouxe um trenzinho feio, empoeirado, que me entregou com certa excitação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zyR44NnfF0k/TugM_eOf4zI/AAAAAAAABHE/oRP1rIHOK-0/s1600/TREM.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zyR44NnfF0k/TugM_eOf4zI/AAAAAAAABHE/oRP1rIHOK-0/s400/TREM.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685808814140416818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos e balbuciou: “É pra você, Papai Noel mandou”. &lt;br /&gt;E se esquivou, contendo a emoção. &lt;br /&gt;Alegre e inocente nesse caso, eu pensei que meu bilhete com atraso, chegara às suas mãos, no fim do mês. &lt;br /&gt;Limpei o trem, dei corda, ele partiu dando muitas voltas. &lt;br /&gt;Meu pai me sorriu e me abraçou pela última vez. &lt;br /&gt;O resto eu só pude compreender quando cresci e comecei a ver todas as coisas com realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai chegou um dia e disse, a seco: “Onde é que está aquele seu brinquedo? &lt;br /&gt;Eu vou trocar por outro, na cidade”. &lt;br /&gt;Dei-lhe o trenzinho, quase a soluçar e, como quem não quer abandonar um mimo que nos deu, quem nos quer bem, disse medroso: “O senhor vai trocar ele? &lt;br /&gt;Eu não quero outro brinquedo, eu quero aquele. &lt;br /&gt;E por favor, não vá levar meu trem”. &lt;br /&gt;Meu pai calou-se e pelo rosto veio descendo um pranto que, eu ainda creio, &lt;br /&gt;tanto e tão santo, só Jesus chorou! &lt;br /&gt;Bateu a porta com muito ruído, mamãe gritou; ele não deu ouvidos. Saiu correndo e nunca mais voltou. &lt;br /&gt;Você, Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou. Sem pai e sem brinquedos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, dos seus presentes, não há um que sobre para a riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com o Natal. &lt;br /&gt;Meu pobre pai doente, mal vestido, para não me ver assim desiludido, comprou por qualquer preço uma ilusão e, num gesto nobre, humano e decisivo, foi longe pra trazer-me um lenitivo, roubando o trem do filho do patrão. &lt;br /&gt;Pensei que viajara, no entanto, depois de grande, minha mãe, em prantos, contou-me que fora preso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dFO8CywM3RA/TugMWoBuiHI/AAAAAAAABG4/xqtTYnXtWlk/s1600/cela_presidio_preso_cadeia.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-dFO8CywM3RA/TugMWoBuiHI/AAAAAAAABG4/xqtTYnXtWlk/s400/cela_presidio_preso_cadeia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685808112396568690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como réu, ninguém a absolvê-lo se atrevia. &lt;br /&gt;Foi definhando, até que Deus, um dia, entrou na cela e o libertou pro céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do alagoano Aldemar Paiva, poeta, cordelista, radialista e compositor).&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-8098357759820769332?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/8098357759820769332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=8098357759820769332' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8098357759820769332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8098357759820769332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/monologo-do-natal.html' title='MONÓLOGO DO NATAL'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KkWtRZCwc8U/TugMHBW8ujI/AAAAAAAABGs/-DYr0JcaR8A/s72-c/9931.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5258107491734496700</id><published>2011-12-13T18:09:00.002-03:00</published><updated>2011-12-13T18:17:05.365-03:00</updated><title type='text'>SESSÃO SOLENE NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RN</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DoCZUgsoLI8/TufArNjx43I/AAAAAAAABGg/vrexdv-SwGY/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 132px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-DoCZUgsoLI8/TufArNjx43I/AAAAAAAABGg/vrexdv-SwGY/s400/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685724903185179506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Sessão Solene, presidida pelo Deputado Ricardo Motta, foi realizada ontem a homenagem ao transcurso dos 75 anos da Academia Norte-Riograndense de Letras - ANRL. A proposição partiu do Deputado Antônio Jácome e o "Plenário Deputado Clóvis Motta" viveu um dia de glória, com a presença de imortais, devidamente uniformizados com o pelerine e o colar acadêmicos e o pretígio de inúmeras entidades como a OAB/RN e ALEJURN, através do advogado Odúliko Botelho; a União Brasileira de Escritores do RN e a Academia Macaibense de Letras, através do escritor carlos Gomes; o Instituto Norte-Riograndense de Genealogia, na pessoa do seu Presidente Ormuz Simonetti, além dos Governos do Estado e Município de Natal, UFRN, TRE, TCE e outras entidades potiguares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os oradores apresentaram brilhantes discursos, a começar pelo propositor da homenagem, Deputado Antônio Jácome, seguido da Acadêmica Anna Maria Cascudo Barreto, também represedntando o Ludovicus - Instituto Câmara cascudo, que fez uma expressiva declamação em homenagem à ANRL; Acadêmico Juradyr Navarro, também representando o Instituto Histórico e Geográfico do RN, que traçou o perfil da Academia, desde a sua criação, até os dias presentes.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sessão, iniciada com a execução do Hino Nacional Brasileiro, foi encerrada com a execução do Hino Oficial do Estado do Rio Grande do Norte.&lt;br /&gt;A TV Assembléia registrou todo o evento, para a perpétua memória do acontecimento.&lt;br /&gt;Tarde inesquecível. Parabéns à Academia e aos seus ilustres Acadêmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(TRANSCRITO DO BLOG DE CARLOS GOMES)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5258107491734496700?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5258107491734496700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5258107491734496700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5258107491734496700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5258107491734496700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/sessao-solene-na-assembleia-legislativa.html' title='SESSÃO SOLENE NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RN'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DoCZUgsoLI8/TufArNjx43I/AAAAAAAABGg/vrexdv-SwGY/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-2978673984924094466</id><published>2011-12-06T14:52:00.003-03:00</published><updated>2011-12-06T19:38:44.534-03:00</updated><title type='text'>DE VOLTA PARA O FUTURO</title><content type='html'>&lt;strong&gt; -IHGRN - PRESIDENTE EM EXERCÍCIO VAI EMPOSSAR NOVOS SÓCIOS E DIZ QUE PODE REALIZAR ELEIÇÕES PARA COMPOR NOVA DIRETORIA SE O TITULAR NÃO REASSUMIR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO do Rio Grande (IHGRN) vai empossar oficialmente 24novos sócios na próxima sexta-feira. Trata-se da primeira medida tomada pelo presidente em exercício Jurandyr Navarro, que assumiu o cargo com o afastamento do titular, Enélio Lima Petrovich, que se recupera de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enélio Petrovich é o presidente do instituto desde 1963, quando foi eleito para o cargo. Navarro explica o motivo da longevidade desta gestão: "Na época da sua posse foi realizada uma reunião entre a diretoria e ficou decidido que seu cargo seria perpétuo", disse. “Assumi pela ordem natural dos fatores e principalmente para não deixar o Instituto acéfalo, mas esperamos que ele volte. Não cogito no momento assumir o cargo definitivamente em respeito à sua condição de saúde", complementa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que o IHGRN fica na mão de um presidente vitalício. Nestor dos Santos Lima, tio de Enélio Petrovich, também dirigiu a instituição até a data do seu falecimento, em 1959. Ficou no cargo por 32 anos, tendo assumido a função em 1927. Após seu mandato, Aldo Fernandes assumiu o cargo até o ano de 1963, quando Enélio Petrovich foi eleito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos novos sócios do IHGRN esperam pela solenidade de posse há mais de 20 anos. Questionado sobre os motivos da desta demora, Navarro desconversa: "Sinceramente não sei, esta é uma questão para se conversar com Enélio". Em seguida, porém, fez questão de ressaltar que, durante todo este tempo, o presidente do instituto procurou empossar os demais sócios, no entanto, seu estado de saúde e algumas complicações no espaço físico do prédio não viabilizaram a ação. &lt;br /&gt;"Ele já havia, inclusive, marcado uma reunião para empossar os sócios mas o teto do Instituto estava prestes a desabar então nós tivemos que resolver este problema e isso tomou quase dois anos", justificou. "Vários objetos do (prédio) anexo tiveram que ser transferidos para o salão do Instituto e isso tomou ainda mais tempo da diretoria", reforçou. Apesar disso, em abril do ano passado o IHGRN empossou como sócia Daliana Cascudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do Instituto de Norte-Rio-Grandense de Geologia, Ormuz Barbalho Simonetti, que se tomou sócio do IHGRN em setembro de 2008, é um dos que espera ansiosamente pelo momento de ser empossado. Sobre o atraso na entrega do titulo, ele nada tem nada a criticar. "Pela situação do momento, com o estado de saúde delicado no qual se encontra o presidente, serão empossadas 24 pessoas de uma vez só, mas isso não é comum.O normal é empossar uma pessoa de cada vez", explica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela quantidade de novos sócios a cerimônia que será realizada no próprio Instituto também não reprisará um momento tradicional no qual o empossado apresenta um trabalho temático. "Mas alguns, se quiserem, podem exigir depois uma solenidade individual com os demais integrantes do Instituto e então apresentar o seu trabalho", explica Ormuz, comentando também que ele provavelmente fará a sua. “Ainda não tenho certeza se vou apresentar, mas pretendo sim. Estou com o meu trabalho pronto, inclusive, com o tema Genealogia a Serviço da Humanidade", disse, acrescen-tando que a gestão temporária abriu espaço para que isso possa acontecer em 2012. &lt;br /&gt;Sobre o cargo vitalício do presidente ele prefere não comenta, falando apenas que esta é uma "página virada". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitou, contudo, para sugerir mudanças na estrutu¬ra do Instituto, principalmente com relação ao horário de funcionamento. “Acho que de¬veria começar o quanto antes a funcional nos dois expedientes, porque hoje só abre pela manhã e muitos estudantes, que não podem pesquisar durante esse período, ficam se acesso ao acervo”, concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Matéria publicada no NOVO JORNAL, edição de 03/12/2011 pelo jornalista Henrique Arruda)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-2978673984924094466?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/2978673984924094466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=2978673984924094466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2978673984924094466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2978673984924094466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/de-volta-para-o-futuro.html' title='DE VOLTA PARA O FUTURO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7142930338813561283</id><published>2011-12-05T11:57:00.001-03:00</published><updated>2011-12-05T11:59:39.581-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS"</title><content type='html'>Prezado Ormuz,&lt;br /&gt;Embora à distância, tenho acompanhado a sua trajetória de sucesso nas letras. &lt;br /&gt;Eu sou um potiguara longe da taba há mais de quatro décadas.  Mas me deleito com as suas reminiscências da Praia de Pipa, apesar da minha praia de infância ter sido na direção oposta, ao Norte,  a praia da Redinha. A travessia do Potengi, o mais belo rio do mundo,  do Canto do Mangue com seus peixes e  barcos a vela, da festa do cajú e das pinturas do N. Navarro nas paredes do Ridinha clube.&lt;br /&gt;Travei contato com o seu blog depois do fato lamentável da morte, melhor, do encantamento do nosso amigo comum Bartolomeu Melo. &lt;br /&gt;Mando-lhe minhas  saudações pelo mais recente êxito no Instituto histórico e desejo-lhe mais sucessos. Aproveito e mando lembranças aos amigos  e conhecidos comuns quais Pedro Vicente e Homero Costa.&lt;br /&gt;Segue um convite, em anexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Natanael Sarmento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7142930338813561283?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7142930338813561283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7142930338813561283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7142930338813561283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7142930338813561283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos_05.html' title='DO LIVRO &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS&quot;'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-2376528583792372904</id><published>2011-12-04T20:52:00.009-03:00</published><updated>2011-12-04T21:16:44.769-03:00</updated><title type='text'>DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;SAUDOSOS VERANISTAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cleto Gadelha do Espírito Santo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, durante todo o verão, passo a maioria dos meus fins de semana na Praia da Pipa. A minha casa fica em uma posição bastante privilegiada, bem de frente para o mar. Acostumei-me a dormir e acordar embalado pelo gostoso e melódico barulho das ondas. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-U0MA0xpubVE/TtwJAY3Z74I/AAAAAAAABFM/xz2kLvc-ACE/s1600/30.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-U0MA0xpubVE/TtwJAY3Z74I/AAAAAAAABFM/xz2kLvc-ACE/s400/30.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682426732114210690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a maré está cheia, as vagas rebentam em um quebra-mar que fica na frente da casa, mas não impede as água de se projetarem terraço adentro. Já me acostumei com a impressionante proximidade de minha casa com o mar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uG6lvAcotbM/TtwJN1r8FmI/AAAAAAAABFY/kaWthscErvY/s1600/31.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-uG6lvAcotbM/TtwJN1r8FmI/AAAAAAAABFY/kaWthscErvY/s400/31.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682426963189044834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, foi numa dessas manhãs que acordei com uma saudade danada daqueles finados veranistas com quem tivemos a sorte de conviver por tanto tempo. Saudade daquelas brincadeiras que promovíamos, das pescarias, dos passeios a Sibaúma, do banho no Rio do Galhardo, enfim, de tudo que já não fazemos mais.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-__X4enThxro/TtwKhwy0uhI/AAAAAAAABF8/MBkaJg_Zesk/s1600/53.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-__X4enThxro/TtwKhwy0uhI/AAAAAAAABF8/MBkaJg_Zesk/s400/53.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682428404984756754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EVILÁSIO E O POETA ANTÔNIO PEQUENO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia anterior, tinha assistido à missa de sétimo dia do meu amigo Evilásio de Souza Lima. Ela aconteceu na igreja do distrito de Piau. Lá, encontrei toda sua família, mas, infelizmente, quase nenhum amigo mais próximo. Fiquei analisando com que rapidez nos esquecemos dos nossos amigos e parentes que vão para o andar de cima. Muita gente no enterro, pouca gente na missa de sétimo dia, na missa de trinta dias praticamente só a esposa, os filhos e, quando muito, os netos. Na missa de um ano, quando a família resolve fazer, imaginem!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ASwp4gYtu7s/TtwJgsOWV_I/AAAAAAAABFk/C7G3TB6gvFM/s1600/64.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ASwp4gYtu7s/TtwJgsOWV_I/AAAAAAAABFk/C7G3TB6gvFM/s400/64.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682427287066531826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse saudoso dia seguinte à missa, comecei a me lembrar dos que já haviam nos deixado. Fiquei surpreso quando comecei a contar e percebi a quantidade de amigos nossos que até “ontem” estavam com a gente nos veraneios de janeiro.&lt;br /&gt;Lembrei-me de Cleto Gadelha do Espírito Santo, meu primo e grande amigo. Frequentador assíduo da Pipa, principalmente nos veraneios de janeiro, que nunca perdeu nenhum. Gostava de reunir os primos e sobrinhos no alpendre de sua casa, depois de uma pescaria, para tomar uma cachaça de cabeça com peixe frito. O seu passatempo preferido era a pescaria, pois ele amava o mar e tinha nesse esporte a sua plena realização. Dizia ser uma ótima terapia e que não havia melhor maneira de esquecer uma estafante semana de trabalho na Secretaria de Tributação, de onde era funcionário. A pescaria, além de terapêutica, também tinha a finalidade de conseguir o tira-gosto do fim de semana. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--9asLZCNfZ8/TtwKFtAgMNI/AAAAAAAABFw/VvqYywqRsLo/s1600/Pipa%2BAntiga11.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 322px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--9asLZCNfZ8/TtwKFtAgMNI/AAAAAAAABFw/VvqYywqRsLo/s400/Pipa%2BAntiga11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682427922932052178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saía sempre muito cedo, acompanhado dos filhos e alguns sobrinhos. Lá para o meio-dia chegavam orgulhosos com o produto dos belos arremessos que ele fazia com sua longa vara de bambu. Nessa arte era um especialista. Ninguém naquelas bandas conseguia arremessar mais longe que ele. Para chegar a essas distâncias, tinha uma técnica toda especial: deixava a chumbada descansando sobre a areia e com mãos firmes e o corpo um pouco dobrado para trás, lançava a linha em direção ao mar, feito uma catapulta, 150 gramas de chumbada que, atrelada a anzóis espetados em apetitosos camarões, desaparecia de nossas vistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes já traziam os peixes tratados, para não perder tempo nem aumentar o serviço de dona Evaneide, sua paciente esposa, que em casa já preparava outros quitutes para quando a turma chegasse. Sempre podíamos contar com um caldinho de feijão verde regado com muito coentro e cebola, e uma paçoca bem batida no pilão, puxada na cebola roxa e na carne de charque, como só ela ainda sabe fazer.&lt;br /&gt;Quando ele aparecia ao longe, caminhando sem pressa, com o seu inseparável molinete, atrelado a uma enorme vara de bambu, bem apoiada no ombro, era o sinal para os que estavam no banho de mar, e que logo mais começaria a “reunião”. Sempre trazia o samburá cheio de barbudos, carapebas, pescadas e mais todos os peixes que, por curiosidade ou fome, fisgassem seu anzol.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QFo8GIm-tF4/TtwLZ41Gk3I/AAAAAAAABGI/Oq1PrQy_OSY/s1600/Cleto%252C%2BCaf%25C3%25A9%2Be%2BQuinc%25C3%25B3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 221px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-QFo8GIm-tF4/TtwLZ41Gk3I/AAAAAAAABGI/Oq1PrQy_OSY/s400/Cleto%252C%2BCaf%25C3%25A9%2Be%2BQuinc%25C3%25B3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682429369214473074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS AMIGOS CLETO, CAFÉ E QUINCÓ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem feliz, nunca o vi mal humorado... Gostava da vida ao ar livre. Nasceu em Goianinha, no início dos anos trinta, e passou toda a infância e adolescência pelas ruas de barro batido da velha cidade. Gostava de caçar passarinhos, tomar banho de rio, andar a cavalo, enfim, de todas as travessuras próprias dos meninos daquela geração. &lt;br /&gt;Morreu Cleto no dia 17 de janeiro de 1988. Era um domingo e a comunidade fazia os últimos preparativos para a famosa festa de São Sebastião. Estava ele cercado de parentes e amigos, sentado no alpendre da casa de seu companheiro de infância, Paulo Barbalho. A casa de Paulo ficava bem ao lado da sua. Era uma manhã ensolarada, própria do mês de janeiro, e a turma já tinha iniciado os “serviços” na casa em frente, que na época pertencia a Evandro Carvalho. Em seguida, fomos para a casa de tio Paulo. Era muito comum, naquela época, as pessoas começarem a beber na casa de um parente e, quando findava o dia, já tinham passado por diversas casas, numa peregrinação que se repetia por todo o fim de semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado momento, Cleto encostou a cabeça no ombro de seu compadre e amigo Rubens Lisboa, que estava ao seu lado, e adormeceu para sempre... Morreu sem sofrer, no lugar de que mais gostava, vestido da maneira que se sentia bem. Na praia se livrava das roupas de trabalho e ficava a maior parte do tempo de calção, como ele gostava. Acredito que para a sua família deve ter sido, pelo menos, confortante saber que seu ente querido deu seu último suspiro nos braços acolhedores de seus amigos.  Naquele ano, pela primeira vez, no dia 19 de janeiro, não foi realizada a parte profana da festa do padroeiro. Houve apenas a missa e a procissão, onde o comparecimento foi grandioso. A comunidade da Pipa juntamente com os veranistas lhe prestou a última homenagem, na igrejinha em que tantas vezes compareceu nas festas de São Sebastião. Quanta saudade, “camarada”!... Que Deus o tenha bem junto d’Ele e com todos aqueles saudosos veranistas que, certamente, estão com você.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pipa, agosto de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-2376528583792372904?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/2376528583792372904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=2376528583792372904' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2376528583792372904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2376528583792372904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos.html' title='DO LIVRO &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS&quot;'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-U0MA0xpubVE/TtwJAY3Z74I/AAAAAAAABFM/xz2kLvc-ACE/s72-c/30.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-568544470673641061</id><published>2011-12-01T15:24:00.006-03:00</published><updated>2011-12-01T15:34:50.493-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicado'/><title type='text'>CONVITE -</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hE_auWwoLJs/TtfISm5TICI/AAAAAAAABFA/e4o8wTCTMnk/s1600/instituto.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hE_auWwoLJs/TtfISm5TICI/AAAAAAAABFA/e4o8wTCTMnk/s400/instituto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681229676955246626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Presidência em exercício do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, convida Vossa Excelência e Família, para Sessão solene, em que tomarão posse na categoria de Sócio Efetivo, desta Instituição, os integrantes da lista inclusa, devidamente aprovados pela Diretoria.&lt;br /&gt;Saudará os novos sócios, representando este Instituto, o historiador e escritor, Marcus César Cavalcanti de Morais. E, em nome dos empossados, falará o historiador João Felipe da Trindade.&lt;br /&gt;Em seguida, fará o juramento em nome dos Sócios, ora empossados, o historiador e folclorista Severino Vicente, e tecerá outras considerações.&lt;br /&gt;Após, em breve alocução, farão apreciação sobre seus novos livros, os sócios Cláudio Galvão e João Felipe da Trindade, respectivamente.&lt;br /&gt;A sua presença abrilhantará o evento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal (RN), Dezembro de 2011&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                          &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RELAÇÃO DOS NOVOS SÓCIOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. AUGUSTO MARANHÃO&lt;br /&gt;2. AURICÉIA ANTUNES DE LIMA&lt;br /&gt;3. CARLOS ADEL TEIXEIRA DE SOUZA&lt;br /&gt;4. CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES&lt;br /&gt;5. GEORGE ANTÔNIO DE OLIVEIRA VERAS&lt;br /&gt;6. GILENO GUANABARA&lt;br /&gt;7. HOMERO DE OLIVEIRA COSTA&lt;br /&gt;8. IVAN LIRA DE CARVALHO&lt;br /&gt;9. JAIR FIGUEIREDO&lt;br /&gt;10. JOÃO FELIPE DA TRINDADE&lt;br /&gt;11. JOSÉ ADALBERTO TARGINO DE ARAÚJO&lt;br /&gt;12. LÍVIO ALVES DE ARAÚJO DE OLIVEIRA&lt;br /&gt;13. LÚCIA HELENA PEREIRA&lt;br /&gt;14. LUIZ EDUARDO BRANDÃO SUASSUNA&lt;br /&gt;15. MARCELO NAVARRO RIBEIRO DANTAS&lt;br /&gt;16. MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO WANDERLEY DE CASTRO&lt;br /&gt;17. MARIA JANDIR CANDÉAS&lt;br /&gt;18. ODÚLIO BOTELHO&lt;br /&gt;19. &lt;strong&gt;ORMUZ BARBALHO SIMONETTI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;20. PEDRO VICENTE COSTA SOBRINHO&lt;br /&gt;21. RACINE SANTOS&lt;br /&gt;22. SEVERINO VICENTE&lt;br /&gt;23. UBIRATAN QUEIROZ DE OLIVEIRA&lt;br /&gt;24. UILAME  UMBELINO GOMES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                    &lt;strong&gt;Dia 09.12.2011 - 6° feira&lt;br /&gt;Horas: 20:00                            &lt;br /&gt;Local: Salão Nobre do IHGRN&lt;br /&gt;Rua da Conceição, 622 &lt;/strong&gt;                                              &lt;br /&gt;                                                                                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jurandyr Navarro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Presidente em Exercício&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-568544470673641061?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/568544470673641061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=568544470673641061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/568544470673641061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/568544470673641061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/12/convite.html' title='CONVITE -'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hE_auWwoLJs/TtfISm5TICI/AAAAAAAABFA/e4o8wTCTMnk/s72-c/instituto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1891031374599634292</id><published>2011-11-27T09:05:00.003-03:00</published><updated>2011-11-28T12:52:38.301-03:00</updated><title type='text'>A RESSUSCITADA DO CUNHAÚ - ÚLTIMA PARTE</title><content type='html'>A explicação da presença fabulosa da Ressuscitada de, Cunhaú apareceu depois, correndo toda a região, alacremente comentada pela familia Albuquerque Maranhão, pelos amigos solidários e fiéis. &lt;br /&gt;Anacleto José de Matos, Delegado de Polícia, perseguira teimosamente a uns ladrões de gado, os irmãos Francisco, Antonio e Manuel Cavalcante, que, ajudados por outros manos, bastardos, excediam a profissão, mansa e contínua, do abigeato. Como eram valentes, havia temor em deter-lhes a mania criminosa. Anacleto acabou o domínio dos Cavalcantes que, desmoralizados e furiosos, juraram vingar-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vingança consistira naquela farsa extraordinária. Encontraram uma pobre mulher, moradora no Bujarí, muito parecida com a finada Dona Maria Umbelina. Forjaram toda a lenda, industriando a comedia. Quando passou o perigo para os Albuquerque Maranhão apareceu o pai e a mãe da falsa Ressuscitada, dizendo ambos como se havia dado a história. A pseuda dona Maria ainda, recusou reconhecer o casal que se afirmava seus pais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 1935 conversei com d. Filomena de Medeiros Melo, irmã do sr. José Lúcio de Medeiros, de "Sacramento", em Santana do Matos. D. Filomena sabe toda a tradição, conservando as versões da família do Cunhaú, pelas ligações de amizade com seus antepassados; É neta do tte-cel, Manuel Salustino de Medeiros, que foi a Paraíba depor contra a Ressuscitada. E esse Manuel Salustino foi o segundo sôgro de Anacleto José de Matos, que se casara, depois dos sucessos, com d. Sensata de Medeiros, chamada "Dondom", não havendo filhos. O pai de d. Filomena, minha amável informante, era filho de Joaquim de Araújo Melo e de d. Apolonia Maria de Medeiros (esta irmão de Manuel Salustino de Medeiros). Joaquim de Araújo Melo era íntimo da Casa de Cunhaú e fôra uma das testemunhas mais decisivas para a ínocentação de Anacleto e do Comendador, quando das acusações do assassinato de d. Maria Umbelina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim de Araújo Mélo ajudara a colocar d. Maria Umbelina no caixão mortuário e o levara a enterrar na Capela de Cunhaú. Manuel Salustino recordou, no curso do processo, que a fidalga fora sepultada com uma marrafa de tartaruga, ouro e pedrarias, posta na cabeleira, do lado esquerdo. Fizeram uma vistoria, exumando os ossos de dona Maria Umbelína. A cabeleira estava intacta e nela, faiscando, a marrafa de tartaruga, ouro e pedrarias. &lt;br /&gt;A roupa anteriormente descrita por Joaquim de Araújo Mélo como tendo amortalhado o corpo, coincidira inteiramente. Não restava a menor dúvida de que a Ressuscitada de Cu¬nhaú era uma mulherzinha de Bujarí, imaginosa e cheia de atrevimento mentiroso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a tradição se mantem. Raros acreditam na simulação. Como haveria de existir uma mulher, naquele tempo, com a fria audácia de enfrentar a mais rica e poderosa família da região, acusando-a de um crime? E como seria possível o conhecimento exato de peculiaridades e minúcias genealógicas, sinais físicos, a mancha rôxa de dona Joana, a cicatriz de Anacleto? E porque este se recusou mostrar, o peito, desmentindo o indício? Como esses irmãos Cavalcantes, ladrões de gado, analfabetos, conseguiriam imaginar essa façanha inaudita, inteiramente nova nos anais das duas Províncias? E essa mulher, humilde, apanhada num bordel, como possuiria desenvoltura, presença de espírito para arrostar os interrogatórios, respondendo a tudo e a todos com serena, impressionante simplicidade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros obstáculos surgem. Conheço o testamento do Comendador. No "testamento", de março de 1802, o Comendador indica, entre suas filhas, dona Maria Umbelína Como d. Maria Umbelina, morta em 1858, estaria viva quatro anos depois? Se o fato ocorreu, há de ter sido posterior a 1862 e antes de setembro de 1865, quando o Comendador faleceu. De março de 1862 a setembro de 1865 é o espaço obrigatório para que tudo haja sucedido. Casamento, namoro, conselho, propinação do veneno, morte, enterro, rapto, ida para o Ceará, falecimento do português duas mancebias, ida para a Paraíba, vida de prostíbulo, conversa com o médico, denúncia, processo, formação de culpa (naturalmente no inquérito policial), viagens, precatórias, vistorias, aparecimento do dr. Amaro Bezerra, volta de todos á calma, viagem da mulher de Bujarí, tudo se teria dado nesse espaço de tempo, sob pena de arredar de cenário a figura indispensável do Comendador. Se d. Maria Umbelina estava viva em 1862, como está provado, Frei Serafim de Catania não a podia encomendar, mesmo se moresse, porque Frei Serafim não estava na região nessa data. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está uma história confusa, difícil, atraente como uma novela policial. &lt;br /&gt;Quando surge uma tradição como essa é porque existe o material determinador. Jamais lhe fala real no manque, en-sinava Arnald Van Gennep, Porque os Cavalcantes escolheram esse tema da "Ressuscitada"? Já não existiria uma lenda popular, espontânea, negando a morte de d. Maria Umbelina? &lt;br /&gt;É uma lenda. A lenda da Ressuscitada de Cunhaú que haverá de verdade? Ninguém mais poderá responder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(09.02.1941)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1891031374599634292?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1891031374599634292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1891031374599634292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1891031374599634292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1891031374599634292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/ressuscitada-do-cunhau-ultima-parte.html' title='A RESSUSCITADA DO CUNHAÚ - ÚLTIMA PARTE'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4862296114532376407</id><published>2011-11-22T11:46:00.012-03:00</published><updated>2011-11-22T14:58:50.601-03:00</updated><title type='text'>A RESSUSCITADA DO CUNHAÚ- PARTE III</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-B5k5MCCW1_U/Tsu8ssOzvDI/AAAAAAAABEc/gzc6u8hQ_Xg/s1600/LCIA%25252%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 296px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-B5k5MCCW1_U/Tsu8ssOzvDI/AAAAAAAABEc/gzc6u8hQ_Xg/s400/LCIA%25252%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677839231204178994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a narrativa, a "Ressuscitada de Cuntuiú" descrevia, com precisão, o ambiente em que se criara, indicando a vasta parentela fidalga, as ligações genealógicas, aprumada, certeira, impecável. O dr. Rigueira Costa ficou impressionado. Levou o fato ao conhecimento do Presidente da Província da Paraíba, dr. Francisco de Araújo Lima. A história passou ao domínio público, despertando um interesse geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "Ressuscitada" ficou literalmente coberta de presentes, de mimos, de agrados. Exigia-se uma punição severa para a família Albuquerque Maranhão. O Chefe de Polícia informou aos interessados, creio que em caráter particular, Anacleto José de Matos, sopitando a ira, acompanhado pelo Comendador, seu ex-sogro, compareceu à Chefatura de Polícia paraibana. Foram acareados com a mulher. Ambos afirmaram ser a primeira vez que a viam. O Comendador negou firmemente a história maravilhosa. A filha falecera e ainda era chorada por todos. Dona Joana não reconheceu a que se dizia sua filha. Nem mesmo achara uma parecida com a outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "Ressuscitada de Cunhaú" se defendia tenazmente. Enumerava detalhes da casa de sua família, particularidades domésticas, anedotas privadas, desnorteando o auditório. Indicou um sinal roxo, bem visível, que sua mãe teria no alto da perna direita. Anacleto José de Matos tinha uma cicatriz em meia-lua, em cima do mamilo esquerdo. Era vestígio de uma dentada que ela lhe dera em certa ocasião. Rigueira Costa pretendeu, para anular as suspeitas, mandar proceder a um exame em Dona Joana d' Albuquerque Maranhão e em Anacleto José de Matos. Ambos repeliram a idéia com violência exagerada. Autoridades e povo ficavam convencidos de que a "Ressusoitada" era, positivamente, a filha martirizada pela família aristocrática, impiedosa e terrível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os amigos, mais íntimos e mais poderosos da Casa Cunhaú, correram em auxílio do Comendador, exposto ao exa¬me coletivo e atormentado pela crítica social e unânime da Paraíba. Dois amigos o tenente-coronel Manuel Salustiano de Medeiros e o dr. Felíx Antônio Ferreira d'Albuquerque, grandes proprietários e agricultores, o segundo ex-deputado provincial no Rio Grande do Norte, foram depor, endossando as negativas feitas e influindo para que a vistoria não fos¬se realizada. O Comendador, furioso pela curiosidade pública e fremente de indignação pelo atrevimento do dr. Rigueira Costa sonhar examinar a respeitavel coxa de dona Joana d'Albuquerque Maranhão, dizia que só depois de passar por cima do seu cadaver. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-auZb12GZbp4/Tsvf19qVX9I/AAAAAAAABEo/-ow7v97Kmd8/s1600/a%2Bb%2Bc%2Bc.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 294px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-auZb12GZbp4/Tsvf19qVX9I/AAAAAAAABEo/-ow7v97Kmd8/s400/a%2Bb%2Bc%2Bc.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677877873408827346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AMARO BEZERRA CARNEIRO CAVALCANTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O processo contra Anacleto José de Matos, acusado de tentativa de uxoricídio, foi iniciado. Toda a família Albuquerque Maranhão, alarmada, movimentou o prestígio, para obstar aquele escândalo sem precedentes. &lt;br /&gt;Surgiu então o dr. Amaro Carneiro Bezerra Cavalcanti, deputado-geral pelo Rio Grande do Norte, casado com dona Maria Cândida, prima do Comendador e irmã de Dona Joana, mãe da "sei disant" "Ressuscitada"_ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dr. Amaro, deputado-geral pela terceira vez era então conservador puro, casado na maloca saquarema legítima e cioso de sua bandeira, Amícissimo do Comendador, que fôra seu "suplente" na Décima Legislatura, vôou em socorro dos seus grandes eleitores. &lt;br /&gt;A situação política era propícia. Estavam dominando os conservadores, com o gabinete presidido pelo Marquês de Olínda Senador Pedro de Araújo Lima. O dr. Amare Bezerra deteve a marcha do processo e fê-lo desaparecer. O dr. José Nicolau Rigueira Costa, o Chefe de Polícia que tanto cuida¬do estava tendo pelas averiguações, foi, imediatamente transferido para o sul. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5ol70luXAeI/TsvgefpvBdI/AAAAAAAABE0/S-7T-Z1HU-k/s1600/Pedro%2Bde%2BAra%25C3%25BAjo%2BLima.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5ol70luXAeI/TsvgefpvBdI/AAAAAAAABE0/S-7T-Z1HU-k/s400/Pedro%2Bde%2BAra%25C3%25BAjo%2BLima.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677878569727886802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PEDRO DE ARAUJO LIMA - MARQUES DE OLINDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Ressucitada de Cunhaú desapareceu. Dizem que o dr. Amaro a levou para o Rio de Janeiro. Dizem que a mataram. Dizem que viajou para o norte, com dinheiro dado pelos Albuquerque Maranhão. Nunca mais ouviram falar em sua existencia, centralizadora das palestras durante tanto tempo. &lt;br /&gt;Anacleto José de Matos, que se casou novamente, o Comendador, Dona Joana, os parentes, regressaram, tranquilos, as residências. Dissipara-se o fantasma da "Ressuscitada". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(07.12.1941)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua na próxima semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4862296114532376407?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4862296114532376407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4862296114532376407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4862296114532376407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4862296114532376407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/ressuscitada-do-cunhau-parte-iii.html' title='A RESSUSCITADA DO CUNHAÚ- PARTE III'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-B5k5MCCW1_U/Tsu8ssOzvDI/AAAAAAAABEc/gzc6u8hQ_Xg/s72-c/LCIA%25252%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5620063439700858774</id><published>2011-11-14T12:09:00.018-03:00</published><updated>2011-11-15T10:34:04.439-03:00</updated><title type='text'>A RESSUSCITADA DU CUNHAÚ – PARTE II</title><content type='html'>&lt;strong&gt;(AS IMAGENS ABAIXO EXIBIDAS SÃO DA BARRA DO CUNHAÚ E VILA FLOR. FORAM COLETADAS DO GOOGLE E FUNCIONAM COM MERA ILUSTRAÇÃO)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao médico, e depois ao dr. José Nicolau Rigueira Costa, Chefe de Polícia da Paraiba, a "Ressuscitada" contou sua história espantosa. &lt;br /&gt;Casara sem amor, imposto Anacleto José de Matos pelos pais. O namorado fiel era um português, moço forte, bonito. Anacleto era grosseiro, impulsivo, grotesco. Depois de casada, encontrava-se com o português frequentemente. Um dia o marido surpreendeu-os em palestra intima. Não a matou imediatamente por temer a vingança fulminante dos Albuquerque Maranháo. Procurou o Comendador e narrou a traição de sua filha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i5H-I-TJHF4/TsE4IBo5Y-I/AAAAAAAABCM/aKdK7iaEw2o/s1600/100_4666.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-i5H-I-TJHF4/TsE4IBo5Y-I/AAAAAAAABCM/aKdK7iaEw2o/s400/100_4666.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674878715993613282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio d' Albuquerque Maranhão Cavalcanti reunira o "conselho de Família", expondo o enrêdo, denuncia de Anacleto e pedindo sugestões para o bom nome da raça ílustríssima. Discutiram quase uma noite inteira. Dona Maria já estava presa, num quarto, incomunicável, guardada por um escravo, de bacamarte ponteiro. &lt;br /&gt;Uma escravinha de confiança, esgueirando-se pelos corredores achatando-se de encontro as paredes, furou o cerco dos negros fiéis e vôou até o português, dizendo a tragédia. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WOjbbCKX_ds/TsE4SjEhTOI/AAAAAAAABCY/8BT81JSMl8w/s1600/B.%2BCunha%25C3%25BA%2B1.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 362px; height: 241px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-WOjbbCKX_ds/TsE4SjEhTOI/AAAAAAAABCY/8BT81JSMl8w/s400/B.%2BCunha%25C3%25BA%2B1.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674878896766536930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela madrugada um escravo montou a cavalo e galopou para Vila Flor, para a residência de um parente, levan¬do uma carta. O "conselho de Familia" deliberara suprimir Dona Maria do número dos vivos. Resolvera-se optar pelo veneno porque o corpo seria vestido e visitado, quando ex¬posto no caixão. Convinha, apesar' da onipotência, anular os vestigios de um crime. Deram a Dona Maria Umbelina ordem para que "se encomendasse a Deus, pedindo perdão pelos pecados cometidos." Os Juizes, membros natos desse "con¬selho", eram sem macula de pecado. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bZA4oNIctnE/TsFskIMT4XI/AAAAAAAABDg/6uXuEl752Rc/s1600/28751279.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bZA4oNIctnE/TsFskIMT4XI/AAAAAAAABDg/6uXuEl752Rc/s400/28751279.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674936373393744242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CASA DE CÃMARA E CADEIA EM VILA FLOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando de Vila Flor, onde recebera uma dose de ve¬neno, o escravo foi detido pelo português. E convenceu-se depressa que devia substituir o veneno por um outro pó, igual em côr, que o português lhe entregava ao mesmo tempo que moedas de ouro, sedutoras como uma tentação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XsukIzIJN9s/TsFiTjN-VBI/AAAAAAAABCk/DL2maYDMLEs/s1600/Barra%2Bdo%2Bcunha%25C3%25BA.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 356px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-XsukIzIJN9s/TsFiTjN-VBI/AAAAAAAABCk/DL2maYDMLEs/s400/Barra%2Bdo%2Bcunha%25C3%25BA.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674925093474423826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Maria passou o dia orando mas a escrava vinha pode dizer-lhe o que estava preparado. Tomasse o "veneno" sem susto. O "veneno" foi ingerido ao escurecer. A's trindades, hora em que o sino da Capela soava as três badaladas da "Ave Maria". expirava, suavemente, em seu leito de jacaran¬dá trabalhado, a filha mais moça do Comendador Albuquer¬que Maranhão Cavalcanti. &lt;br /&gt;Tão violento era o veneno que o corpo da morta se enríjou dentro de poucas horas. Vestiram-na, mandando par¬ticipar aos parentes distantes, com os convites para o enter¬ro que seria na manhã seguinte. Estavam com mêdo de uma putrefação rápida. Ainda corre uma reminiscência de que o •cadáver estava podre ao ser sepultado. Era um elemento que a familia fazia circular, apressando a ida para o sepulcro. &lt;br /&gt;Sepultada, Dona Maria voltou a si, alta madrugada, nos braços do português, num galope doído de cavalo robusto se¬guido por dois negros possantes, armados e resolutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-U2NGp6X33rY/TsFjr6KvatI/AAAAAAAABCw/wMZVP8tC664/s1600/362089033_674790d8be.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-U2NGp6X33rY/TsFjr6KvatI/AAAAAAAABCw/wMZVP8tC664/s400/362089033_674790d8be.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674926611463367378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavalos levaram a "Ressuscitada" até Barra de Cunhaú onde uma canôa esperava. Remaram para a Baía da Traição, terra paraibana. Aí passaram para uma barcaça porque o português não queria ir para a Paraíba, região cheia de Albuquerque Maranhões, influentes e ousados. O rumo era ao norte. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4QQI4ckN7Ps/TsFkseFvjHI/AAAAAAAABC8/v7YHheqbbWc/s1600/blog_costao_cavalgada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4QQI4ckN7Ps/TsFkseFvjHI/AAAAAAAABC8/v7YHheqbbWc/s400/blog_costao_cavalgada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674927720617708658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZEB1M2Yv5uk/TsFq6XSWNcI/AAAAAAAABDU/Q0paHGoC0_c/s1600/Passeios%252520em%252520Pipa%252520-%252520Litoral%252520sul%252520em%252520Buggy%2525202.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZEB1M2Yv5uk/TsFq6XSWNcI/AAAAAAAABDU/Q0paHGoC0_c/s400/Passeios%252520em%252520Pipa%252520-%252520Litoral%252520sul%252520em%252520Buggy%2525202.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674934556379461058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pela manhã, a barcaça, lentamente, cortou águas, roteiro do Ceará, ajudada pelos ventos que rodavam do sul. &lt;br /&gt;No Ceará, morrera o português, de morte natural. Um soldado airoso, substituíra-o. Ficara morando em Míssão Velha. Indo assistir uma "Festa de Novena" em São José de Piranhas, na Paraíba, apaixonara-se por outro soldado, abandonando o primeiro. Com esse soldado paraibano vivera até que, sendo ele transferido para um destacamento longinquo, não o quizera acompanhar. Decidiu descer para à Cidade da Paraíba. &lt;br /&gt;Era essa a história da "Ressuscitada de Cunhaú". . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(03.02.1941) &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RbJHfpXQgds/TsJpWiugMJI/AAAAAAAABDs/PVORMaA1PdU/s1600/012.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-RbJHfpXQgds/TsJpWiugMJI/AAAAAAAABDs/PVORMaA1PdU/s400/012.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675214316440137874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MISSÃO VELHA-CE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-continua na próxima semana-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Transcrição ipsis litteris do “Livro das Velhas Figuras”)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5620063439700858774?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5620063439700858774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5620063439700858774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5620063439700858774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5620063439700858774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/ressucitada-du-cunhau-parte-ii.html' title='A RESSUSCITADA DU CUNHAÚ – PARTE II'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-i5H-I-TJHF4/TsE4IBo5Y-I/AAAAAAAABCM/aKdK7iaEw2o/s72-c/100_4666.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1735770252234948860</id><published>2011-11-11T14:48:00.014-03:00</published><updated>2011-11-11T15:28:37.834-03:00</updated><title type='text'>DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;OS MACEIÓS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Yvo4foWuIaI/Tr1hPiLO72I/AAAAAAAAA_U/avUDk-t_e7Q/s1600/A-2%2BForma%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2Bmacei%25C3%25B3%2B2.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Yvo4foWuIaI/Tr1hPiLO72I/AAAAAAAAA_U/avUDk-t_e7Q/s400/A-2%2BForma%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2Bmacei%25C3%25B3%2B2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673798025056546658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praia da Pipa desde os seus primórdios convive com um fenômeno natural geográfico que os nativos denominaram de “maceió”. Esse fenômeno é o resultado de correntes marinhas que ao passarem próximas as nossas costas, provocam a migração de grandes bancos de areia localizados ao largo. Esse fato pode ser observado em grande parte do nosso litoral. No caso específico da praia da Pipa, o movimento de areia ocorre com maior intensidade desde a praia do Moleque até a praia do Madeiro. Porém os “maceiós” só ocorrem na praia do Centro. Em determinadas épocas do ano, o movimento dessas correntes retira e repõe grandes quantidades de areias, principalmente nas praias dos Afogados, do Centro e praia do Porto, onde causam maior impacto visual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DzNU9xa1oqs/Tr1iF-Z-WhI/AAAAAAAAA_g/2tmubmp3w2c/s1600/Pedra%2Bdo%2BSanto%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-DzNU9xa1oqs/Tr1iF-Z-WhI/AAAAAAAAA_g/2tmubmp3w2c/s400/Pedra%2Bdo%2BSanto%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673798960347503122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A PEDRA DO SANTO EM ÉPOCAS DE ATERRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra do Santo, por exemplo, em determinadas épocas do ano, pode se encontrar totalmente aterrada, e a imagem de S. Sebastião, fixada em cima de um pedestal com quase 3 metros de altura, fica ao alcance das mãos de quem passa pelo local. Quando acontecem as marés de cavação, a mesma imagem do Santo pode se encontrar a vários metros da água, modificando extraordinariamente a paisagem. É tanto que algumas pessoas que tiveram a oportunidade de conhecerem o local em determinada época do ano, terem dificuldade para identificar o mesmo local, quando lá retornam em situação inversa. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4DMSEKHWJ2c/Tr1jI4x5wUI/AAAAAAAAA_s/WGeVUDtdNzI/s1600/Pedra%2Bdo%2BSanto%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4DMSEKHWJ2c/Tr1jI4x5wUI/AAAAAAAAA_s/WGeVUDtdNzI/s400/Pedra%2Bdo%2BSanto%2B1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673800109888487746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A PEDRA DO SANTO EM ÉPOCAS DE CAVAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa grande movimentação de terras já provocou destruição de casas situadas na praia do Centro, por não terem sido devidamente protegidas, como também nas antigas árvores frutíferas, que adornavam toda a orla marítima, principalmente na praia do Centro. &lt;br /&gt;Árvores muito antigas como fruta pão, mangueiras bacuri e espada, e principalmente os centenários coqueiros, foram os que mais sofreram com esses fenômenos. Geralmente nos meses de junho a setembro ocorre a retirada das areias, que os nativos chamam de “marés de cavação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do mês de outubro/novembro essas areias, aos poucos e de acordo com o movimento das marés, começam a retornar às praias, aterrando o que havia escavado. Justamente nessas ocasiões é que, de vez em quando, são formados os “maceiós”. Essas formações geológicas ocorrem quando o retorno das areias acontece com maior velocidade, não dando tempo de haver a dissipação uniforme por toda a praia. O acúmulo se faz a partir da ponta do morro principal (morro de Castelo ou Morro da Pipa) onde se inicia a enseada da praia do Centro, visto que as correntes ocorrem no sentido Sul/Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro registro fotográfico que tenho de um “maceió” na praia da Pipa é da década de 60. Nessa época, esses fenômenos eram bem mais escassos. Tive oportunidade de presenciar no início dos anos 60, um “maceió” que causou espanto aos nativos e veranistas, pois permaneceu de um ano para o outro. Isso ficou gravado em minha mente porque naquela época os veraneios aconteciam, impreterivelmente, nos meses de janeiro e o retorno à praia, só ocorria no ano seguinte. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YllmMHYlSBc/Tr1jpohRJFI/AAAAAAAAA_4/QMk_NF8Z4fs/s1600/A-0%2Bmacei%25C3%25B3%2Bna%2Bd%25C3%25A9cada%2Bde%2B60.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 291px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YllmMHYlSBc/Tr1jpohRJFI/AAAAAAAAA_4/QMk_NF8Z4fs/s400/A-0%2Bmacei%25C3%25B3%2Bna%2Bd%25C3%25A9cada%2Bde%2B60.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673800672459433042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MACEIÓ NA DÉCADA DE 60&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente os “maceiós” têm ocorrido com mais freqüência. Isso deve-se, possivelmente, as modificações que a natureza vem sofrendo pela ações predatórias e irresponsável dos homens. &lt;br /&gt;Como as casas que ficam a beira-mar, são constantemente assoladas pelas vagas, principalmente nos meses de janeiro e fevereiro, tradicionalmente de marés mais fortes, seus proprietários, na tentativa de proteger suas moradas contra a força das ondas, retiraram do mar grandes quantidades de pedras e as puseram em frente às casas, construindo assim uma espécie de quebra-mar. &lt;br /&gt;Ocorreu que a retirada desse material, apesar de ter beneficiado os banhistas no que se refere a “limpeza” do local de banho, facilitou a chegada das ondas à praia, que sem empecilho, aumentou sobremaneira, a velocidade com que as areias eram depositadas. Quando isso acontece cria-se uma faixa de areia mais alta próxima a linha d’água, que durante a preamar é transposta pelas ondas. As águas sem possibilidade de retornares ficam aprisionadas do outro lado e aos poucos vão formando um grande lagoa que os nativos denominaram de “maceió”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas formações, a princípio, constituem um cenário de rara beleza, onde o mar fica separado dessa lagoa por uma estreita faixa de terra. Enquanto as marés altas estão transpondo essa faixa de terra e irrigando com água nova o “maceió”, as águas permanecem limpas e oxigenadas.Porém, quando ocorrem as “marés mortas”, e as ondas não conseguem vencer a faixa de areia, as águas que se encontram aprisionadas, por falta de oxigenação tornam-se escuras e fétidas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-B3Nb5B4uBhk/Tr1kbcJKaAI/AAAAAAAABAE/kiFflMlT-Po/s1600/VIsta%2B3Pipa%2Bna%2Batualidade.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-B3Nb5B4uBhk/Tr1kbcJKaAI/AAAAAAAABAE/kiFflMlT-Po/s400/VIsta%2B3Pipa%2Bna%2Batualidade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673801528130562050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação tende a piorar se nesse período ocorrerem chuvas, pois a mistura com a água doce que desce das ruas mais altas arrastando grande quantidade de detritos acelera o processo de insalubridade. Isso torna a lagoa um ambiente propício para o desenvolvimento de determinadas algas que para continuarem crescendo, retiram desse ambiente grandes quantidades de oxigênio, o que consequentemente acelera sua putrefação.          &lt;br /&gt;Quando isso ocorre, necessário se faz a utilização de máquinas para a abertura de canais unindo o “maceió” ao mar, para que nas marés baixas seja realizado o escoamento das águas estagnadas e nas marés alta sua renovação. Às vezes, essas máquinas são utilizadas também para o aterro dos “maceíos”, pois quando secam deixam uma lâmina de lodo que se não coberto de imediato, exalam forte odor, além de propiciar o aparecimento de moscas e pernilongos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-58feamCd3v0/Tr1kwfbL-qI/AAAAAAAABAQ/xngUm-UI20s/s1600/A-6%2BMacei%25C3%25B3%2Bsendo%2Baterrado%2B2.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-58feamCd3v0/Tr1kwfbL-qI/AAAAAAAABAQ/xngUm-UI20s/s400/A-6%2BMacei%25C3%25B3%2Bsendo%2Baterrado%2B2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673801889788721826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se essas providências não forem tomadas, messes depois, a natureza, como sempre, se encarrega de repor tudo nos seus devidos lugares e a praia da Pipa volta a ser o que é de sua natureza: encher os olhos com estonteante beleza aos que tem o privilégio de visitá-la, com a benção de seu padroeiro São Sebastião.  &lt;br /&gt;Pipa, setembro de 2011.   &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2-Mmt5h2xDI/Tr1ljOfZGWI/AAAAAAAABAw/US5mBcZPfYA/s1600/FOTOS%2BSETEMBRO%2B2011-PIPA%2BE%2BPRAIAS%2B160.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 104px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2-Mmt5h2xDI/Tr1ljOfZGWI/AAAAAAAABAw/US5mBcZPfYA/s400/FOTOS%2BSETEMBRO%2B2011-PIPA%2BE%2BPRAIAS%2B160.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5673802761416284514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1735770252234948860?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1735770252234948860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1735770252234948860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1735770252234948860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1735770252234948860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos.html' title='DO LIVRO &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS&quot;'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Yvo4foWuIaI/Tr1hPiLO72I/AAAAAAAAA_U/avUDk-t_e7Q/s72-c/A-2%2BForma%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2Bmacei%25C3%25B3%2B2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-406243399560943106</id><published>2011-11-06T19:03:00.001-03:00</published><updated>2011-11-06T19:03:30.794-03:00</updated><title type='text'>ACTA DIURNA</title><content type='html'>Muito bem, Ormuz! Parabéns. Você mais um tento em prol da divulgação da nossa cultura! Continuo defendendo que a produção intelectual de funcionário público estadual em órgão público do Estado do RN (A República, jornal extinto) não cabe direitos autorais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luiz Gonzaga Cortez.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-406243399560943106?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/406243399560943106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=406243399560943106' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/406243399560943106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/406243399560943106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/acta-diurna_4350.html' title='ACTA DIURNA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5308257765394152424</id><published>2011-11-06T19:01:00.001-03:00</published><updated>2011-11-06T19:01:43.008-03:00</updated><title type='text'>ACTA DIURNA</title><content type='html'>Parabéns, Parabéns e Parabéns! Ormuz, V. acertou em cheio! "Não é possível crer-se" em tamanha leveza de estilo, nesta e nessas Actas Diurnas, do Câmara Cascudo. Elas são, verdadeiramente, patrimônio inusitado desta Cidade do Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo "cartas", aguardo Actas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha um bom domingo! (Junto dos seus, aqueles que lhe são muito queridos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ENYLDO EGITO&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5308257765394152424?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5308257765394152424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5308257765394152424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5308257765394152424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5308257765394152424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/acta-diurna_4012.html' title='ACTA DIURNA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7408276624617350379</id><published>2011-11-06T18:57:00.000-03:00</published><updated>2011-11-06T18:58:02.773-03:00</updated><title type='text'>ACTA DIURNA</title><content type='html'>Caro Ormuz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só você pra resgatar esssas memórias adormecidas pelo tempo.&lt;br /&gt;Esse galo faz parte das minhas lembranças de infancia&lt;br /&gt;e eu sempre olhava pra ele, imaginando mil histórias&lt;br /&gt;que poderiam cercar a sua própria história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço do amigo&lt;br /&gt;Zezé&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7408276624617350379?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7408276624617350379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7408276624617350379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7408276624617350379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7408276624617350379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/acta-diurna_3295.html' title='ACTA DIURNA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-3211996014789130162</id><published>2011-11-06T18:49:00.001-03:00</published><updated>2011-11-06T18:49:50.011-03:00</updated><title type='text'>ACTA DIURNA</title><content type='html'>Nobre Ormuz,&lt;br /&gt;Tenho recebido os seus e-mail's a propósito do que você escreve pelo que agradeço penhoradamente a gentileza.&lt;br /&gt;Quanto ao seu livro sobre Pipa, eu diria que se trata de um sucesso anunciado.&lt;br /&gt;Mando-lhe, nesta oportunidade, o último conto por mim produzido, desta feita, montado exclusivamente no Estado do RN.&lt;br /&gt;Um abraço de seu amigo e admirador.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Djaci Ferreira de Souza&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-3211996014789130162?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/3211996014789130162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=3211996014789130162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3211996014789130162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3211996014789130162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/acta-diurna_2900.html' title='ACTA DIURNA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-3106285638033304340</id><published>2011-11-06T18:47:00.000-03:00</published><updated>2011-11-06T18:48:23.134-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>ACTA DIURNA</title><content type='html'>Ormuz vc.está fazendo um serviço de utilidade pública de alta envergadura&lt;br /&gt;intelectual e cultural. Revivendo a história e LCC.  Que o galo do presépio do&lt;br /&gt;Menino Deus cante em seu louvor Ormuz - anunciando forças para vc. continuar&lt;br /&gt;com a vocação para a pesquisa. &lt;br /&gt;Parabéns&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Velho Maux  &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-3106285638033304340?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/3106285638033304340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=3106285638033304340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3106285638033304340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3106285638033304340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/acta-diurna_06.html' title='ACTA DIURNA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-6849536337576998202</id><published>2011-11-06T11:23:00.005-03:00</published><updated>2011-11-06T11:42:58.815-03:00</updated><title type='text'>ACTA DIURNA -  A RESSUSCITADA DO CUNHAÚ</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GnEhsgbKNH0/TracBt3AbTI/AAAAAAAAA-U/gUbRUwqd2zo/s1600/180px-Ortiz.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GnEhsgbKNH0/TracBt3AbTI/AAAAAAAAA-U/gUbRUwqd2zo/s400/180px-Ortiz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671892334023830834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOTO GOOGLE - IMÁGEM PARA ILUSTRAÇÃO &lt;/strong&gt;      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio de Albuquerque Maranhão Cavalcanti, senhor de "Tamatanduba" e da "Ilha Maranhão", no Município de Canguaretama no Rio Grande do Norte filho de André d'Al-buquerque Maranhão, Capitão-Mór de Ordenanças de Vila Flor e Arês, e de d. Antônia Josefa, irmã de André d'Albuquerque Maranhão senhor de Cunhaú e Chefe da revolução republicana de 1817, casou com sua prima, d. Joana, filha do tenente-coronel José Inácio d'Albuquerque Maranhão e de d. Luzia Antônia, irmã de sua mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Comendador da Ordem de Cristo, e tenente-coronel da Guarda Nacional, no tempo em que os oficiais andavam fardados, de grande gala,nas missas serenas e dominicais. O famoso Brigadeiro Dendé Arcoverde era seu cunhado. O Comendador hospedou dom João da Purificação Marques Perdigão, Bispo de Olinda. Homem rico, imponente, faustoso, mantinha a herança senho¬rial de bem receber e melhor tratar. No biênio de 1858-59 fora deputado provincial no Rio Grande do Norte e suplente de Deputado Geral na décima legislatura, 1857/60. O Deputado Geral era o dr. Amara Carneiro Bezerra Cavalcanti, casado com uma irmã de sua mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve quatro filhos. Três mulheres e um homem. Foram: - Antônio, bacharel em 1854, deputado norte-rio-grandense na Assembléia Provincial de 1856-57, falecido, creio, antes do Pai; Luzia Antonia, casada com João Nepomuceno d'Albuquerque Maranhão; Emília, casada com Afonso Leopoldo d' Albuquerque Maranhão e Maria Umbelina, que se casou com o capitão Anacleto José de Matos. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IvVoaMVYztQ/TraceFl0wEI/AAAAAAAAA-g/tmYnEmj53ck/s1600/_VAG8477.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-IvVoaMVYztQ/TraceFl0wEI/AAAAAAAAA-g/tmYnEmj53ck/s400/_VAG8477.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671892821430550594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOTO GOOGLE - BARRA DO CUNHAÚ &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Comendador fez seu testamento a 5 de março de 1862. Morreu a 5 de setembro de 1865, na freguesia de Goia¬ninha. Foi sepultado de casaca, com solenidade, indo a "mú¬sica" de São José de Mipibu para as cerimônias religiosas da Missa de Sétimo Dia. &lt;br /&gt;Esse Comendador, altivo e nobre, cioso do sangue secular, passaria à História oral da região, na lenda da "RESSUSCITADA DE CUNHAÚ". &lt;br /&gt;Sua filha, dona Maria Umbelina casou com Anacleto José de Matos, abastado, dispondo de eleitores, autoridade policial, amigo da "gens" Maranhão. O casamento foi festivo. Anacleto temido pela sua energia, ficava, desta forma, vinculado a uma das famílias mais ilustres do norte brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois do casamento, 1858, dona Maria Um¬belina morria. Complicações de parto, embora o filho sobre¬vivesse, sadio, O falecimento enlutou toda a redondeza. Veio gente dos municípios vizinhos. Voltou a "música" de S. José de Mipibu para executar trechos fúnebres e comovedores. Frei Serafim de Catania, pregando então em Vila Flor, dirigiu o serviço religioso, acompanhado de imenso povo, contrito. &lt;br /&gt;Sepultaram Dona Maria Umbelina na Capela de Cunhaú junto à porta que dá para a sacristia. A família ficou inconsolável. A defunta pouco saíra da mocidade mais prometedora de encantos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Missas, do Sétimo e Trigésimo Dias, foram concorridíssimas. Pregou Frei Serafim de Catania, o Capuchinho prestigioso pela dedicação sem par. Os anos rolaram sem rasto naquela doce solidão tran¬quila ... &lt;br /&gt;Em 1862, na capital da Província da Paraíba numa "pensão" suspeita, adoeceu de febre palúdica uma mulher, dessas de vida alegre, que é a mais triste das vidas. Chamara um médico. O homem compareceu mergulhou na escura camarinha onde a mulher tiritava de frio incontido, examinou-a, voltando à sala para receitar. Perto, interessada pela saúde da companheira, a "dona" esperava os conselhos médicos. &lt;br /&gt;Finalmente, o doutor assinou o receituário, enxugou-o, e disse numa entonação grave: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se eu não tivesse assistido, em Cunhaú, no Rio Gran¬de do Norte, ao enterro da filha do Comendador Antônio de Albuquerque Maranhão Cavalcanti, diria que se tratava da mesma pessôa ... &lt;br /&gt;Do quarto, a voz entrecortada pelo acesso da febre, a doente informou, numa serena convicção inabalável: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não se enganaria, Doutor. Eu sou Dona Maria Umbelina, casada com o capitão Anacleto José de Matos, e filha do Comendador Antônio d' Albuquerque Maranhão Cavalcanti... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(02.02.1941)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua na próxima semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-6849536337576998202?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/6849536337576998202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=6849536337576998202' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6849536337576998202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6849536337576998202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/acta-diurna-ressuscitada-do-cunhau.html' title='ACTA DIURNA -  A RESSUSCITADA DO CUNHAÚ'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GnEhsgbKNH0/TracBt3AbTI/AAAAAAAAA-U/gUbRUwqd2zo/s72-c/180px-Ortiz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4548688776469076056</id><published>2011-11-05T10:05:00.003-03:00</published><updated>2011-11-05T10:12:37.924-03:00</updated><title type='text'>ACTA DIURNA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aoK04Nlr1Rw/TrU1npnEwQI/AAAAAAAAA-I/4QBN04f_MUc/s1600/news_74422_20110801114211faf3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 259px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-aoK04Nlr1Rw/TrU1npnEwQI/AAAAAAAAA-I/4QBN04f_MUc/s400/news_74422_20110801114211faf3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671498261043921154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;QUE QUER DIZER “ÁCTA DIURNA” &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís da Câmara Cascudo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntaram a mim porque dei semelhante título a esta secção. Que quer dizer ACTA DIURNA? &lt;br /&gt;ACTA DIURNA era uma espécie de jornal diário, uma folha onde os acontecimentos do dia eram fixados pelas autoridades de Roma, para conhecimento do povo. Pregavam-na a uma parede num dos edifícios do FORUM. &lt;br /&gt;No ano 131, antes de Cristo, já existia a ACTA DIURNA, informando ao cidadão romano as "novidades" ou diretivas governamentais. &lt;br /&gt;Júlio Cesar, cinquenta e nove anos antes do nascimen¬to de Cristo, tornou a ACTA DIURNA oficial, de aposição obrigatória num determinado logradouro público. &lt;br /&gt;Conservo o título em latim. Por isso aparece o ACTA com a segunda consoante do alfabeto. &lt;br /&gt;ACTA significa, no latim, ações, obras, feitos, façanhas. DIURNA é o que se pratica sob o sol, no espaço de um dia, ou diariamente. &lt;br /&gt;Suetonio, que bem conheceu a ACTA DIURNA, dizia-a efemérides diárias, o registro dos sucessos mundanos, políticos e administrativos, sociais ou literários. &lt;br /&gt;A minha é uma ACTA DIURNA que recorda o pensamento que presidiu meu dia. Fixo a minha impressão diária sobre um livro, uma figura ou um episódio, atual ou antigo. &lt;br /&gt;Dei-lhe batismo latino porque a intenção cultural é honrar o passado, nas suas lutas, alegrias, tragédias e curiosidades. E, se matéria nova aparece, comentada, é ainda o desejo de conserva-la no Tempo para os olhos amigos de alguns leitores fieis, nas páginas tradicionais d’“A REPÚBLICA”, o mais velho dos jornais conterrâneos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal, 03 de agosto de 1943 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(transcrição ipsilitere do Livro das Velhas Figuras) &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4548688776469076056?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4548688776469076056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4548688776469076056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4548688776469076056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4548688776469076056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/11/acta-diurna.html' title='ACTA DIURNA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aoK04Nlr1Rw/TrU1npnEwQI/AAAAAAAAA-I/4QBN04f_MUc/s72-c/news_74422_20110801114211faf3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-2021603894941793340</id><published>2011-10-31T11:08:00.004-03:00</published><updated>2011-10-31T11:16:37.185-03:00</updated><title type='text'>ACTA DIURNA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EMln8XJ2Ltw/Tq6tXskxxyI/AAAAAAAAA9k/Z_4cjsk3-V8/s1600/1660250.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-EMln8XJ2Ltw/Tq6tXskxxyI/AAAAAAAAA9k/Z_4cjsk3-V8/s400/1660250.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669659603520046882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O GALO DA TORRE DE SANTO ANTONIO E SEU DOADOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Luís da Câmara Cascudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No alto da torre, em volta do poleiro de azulejos, roda e vento doce do galo de bronze secular. Pertence a fisionomia do bairro e possui sua história, relembrada pelos velhos moradores da rua Santo Antonio, ainda em recordação nas palestras sereneiras, noite de lua cheia.&lt;br /&gt;Lourival Açucena dedicou-lhe versos. Creio que não são únicos. Datam de mais de sessenta anos. Vamos ressussitar os versos, que dedicavam os nossos natalenses de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caetano da Silva Sanches,&lt;br /&gt;Governador português,&lt;br /&gt;Foi quem aqui colocou-me,&lt;br /&gt;Há mais de um século talvez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cocorocó! Vou cantando&lt;br /&gt;A minha bela toada,&lt;br /&gt;Louvando com outros galos&lt;br /&gt;A serena madrugada!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos os quatro ventos&lt;br /&gt;Me vereis sempre emproado. . .&lt;br /&gt;Não tenho “Gogo” e meu canto&lt;br /&gt;Solto bem atenoado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá do alto lobrigado,&lt;br /&gt;Traquinadas do demônio&lt;br /&gt;Vos mandarei telegrama&lt;br /&gt;Da torre de Santo Antonio!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse versinho devem ser posteriores a 4 de agosto de 1878, dia em que se inaugurou em Natal o “telégrafo-elétrico”.&lt;br /&gt;É esse Caetano da Silva Sanches? O “governador português” era natural de Cascais, em Portugal, filho do capitão Francisco da Silva Sanches e de D. Maria Joaquina Sanches. Fez vida militar e era sargento-mór, reformado do Regimento do Recife, ao ser nomeado Governador da Capitania do Rio Grande do Norte, em 12 de agosto de 1791. Efetivado no posto a 27 de março de 1797, ratificada a posse a 7 de fevereiro de 1798, tornou-se muito estimado em Natal.&lt;br /&gt;Casara em Recife com D. Maria Francisca do Rosário Lages, filha do sargento-mór Francisco Gonçalves Lages. Teve dois filhos: Pedro morto ainda criança e Micaéla Joaquina Sanches que se casou com o capitão-mós Manoel Teixeira de Moura.&lt;br /&gt;Quando Caetano da Silva Sanches chegou a Natal já a igreja de Santo Antonio existia. Em julho de 1763 menciona-se, em documentos, em documentos, a rua da Igreja de Santo Antonio. Na fachada principal, por cima da porta, há, muito apagada, a data de agosto de 1766.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-D0rNlH28R58/Tq6tdxszwYI/AAAAAAAAA9w/DKjP3HifijM/s1600/2792028.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-D0rNlH28R58/Tq6tdxszwYI/AAAAAAAAA9w/DKjP3HifijM/s400/2792028.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669659707975123330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Capitão-mór era devoto de Santo Antonio, santo nacional português. Ajudou por todas as formas, a construção da Torre. Esta ficou terminada em janeiro de 1798.&lt;br /&gt;Em 23 de agosto de 1799, Caetano da Silva Costa Sanches fez testamento. Era um homem robusto e ainda moço. Dele partira a idéia de mandar buscar um galo de bronze e presentear a Igreja, colocando n o cimo da torre, nova e bonita. É um costume europeu e rara é a igreja portuguesa, especialmente do interior, que não tenha o Galo, símbolo de vigilância e de fé, arauto da claridade, Gallo canente spesredit. . .&lt;br /&gt;Havia uma lenda de que o capitão-mór falecera no dia da primeira missa na Igreja de Santo Antonio. Não é possível crer-se. A igreja estava entregue ao culto sagrado, vinte e oito anos antes de Caetano da Silva Sanches chegar a Natal.&lt;br /&gt;No dia 14 de março de 1800 o Capitão-mór falecera de ataque apoplético, estrupor, como se dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GiuqsK02UDs/Tq6tpLYmHdI/AAAAAAAAA98/Cp6SsRWdXcg/s1600/3906929.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-GiuqsK02UDs/Tq6tpLYmHdI/AAAAAAAAA98/Cp6SsRWdXcg/s400/3906929.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669659903848226258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sepultou-se na Matriz, vestindo o hábito de Santo que era o orago da Igreja onde doara o galo de bronze.&lt;br /&gt;Em 1864, nasceram uns arbustos na cúpula da Torre. O Galo ficou cercado de vegetação. Parecia viver e abrir o bico, para o apelo metálico aos seus distantes companheiros de capoeira.&lt;br /&gt;O tempo foi rolando sem maiores sucessos. Na noite de 6 de março de 1897, às oito e trinta e cinco minutos, uma faísca, com trovão atordoador, caiu sobre a Torre de Santo Antonio. O galo ferido pelo choque, ficou dependurado, até a madrugada de 21 de junho, quando despencou e bateu na calçada do templo.&lt;br /&gt;Depois, desapareceu, esquecido, nos desvãos escusos e escuros da igreja. Em janeiro de 1917, um “constante leitor” da A REPÚBLICA lembrou-lhe o exílio e sugeriu descobrimento. Monsenhor Alfredo Pegado, então Governador Geral do Bispado, explicou ter encontrado o Galo, danificado e feio, e o mandou consertar.&lt;br /&gt;E, aos quatro ventos do Setentrião do Brasil, voltou o Galo de bronze, cinco anos depois, desta vez, imóvel e grave, assistindo, do alto da Torre, a ronda melancólica dos anos. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;República, 15 de outubro de 1939.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A reprodução desta crônica é feita com toda a fidelidade, inclusive&lt;br /&gt;quanto a grafia da época.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-2021603894941793340?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/2021603894941793340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=2021603894941793340' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2021603894941793340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2021603894941793340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/10/acta-diurna.html' title='ACTA DIURNA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EMln8XJ2Ltw/Tq6tXskxxyI/AAAAAAAAA9k/Z_4cjsk3-V8/s72-c/1660250.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4780243367481188370</id><published>2011-10-14T17:00:00.008-03:00</published><updated>2011-10-14T22:37:34.345-03:00</updated><title type='text'>DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Saudosas lembranças I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudade dos veraneios das décadas de 70 e 80. Vez por outra, pego-me em saudoso devaneio, lembrando-me daquela época. Isso ocorre principalmente quando vejo a praia sendo tão maltratada por aqueles que teriam a responsabilidade dela cuidar. As falésias, invadidas pelas pousadas, estão pontilhadas de cano de esgoto, propiciando aos que por ali passam uma triste visão e a sensação de que estamos perdendo a guerra contra esse tipo de pessoa. Em alguns pontos os canos são bem visíveis. Indicam que ali não se tem nenhum respeito pela natureza nem pelo próprio lugar onde se vive com a família.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OE2xp4xuhSo/TpiV9XxrIrI/AAAAAAAAA8o/Ox9bhgByyPM/s1600/a%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-OE2xp4xuhSo/TpiV9XxrIrI/AAAAAAAAA8o/Ox9bhgByyPM/s400/a%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663441413005320882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vejo aquele pequeno pedaço de praia, que com certeza é a menor do Brasil, sem espaço para os banhistas, apinhada de sombrinhas e de vendedores, causa-me um extremo desconforto. É um verdadeiro mercado persa, onde se vende todo tipo de mercadoria, desde alimentos, de duvidosa higiene, a roupas, artesanatos e, ultimamente, mais uma modalidade de exploração comercial: o aluguel de cadeiras e sombrinhas. A desorganização é total. Não existem regras para nada, ou pelo menos não as percebemos. As sombrinhas de praia tomam conta de toda a pequena orla. Os comerciantes do local, no afã de ganhar mais dinheiro, invadem o pequeno espaço que os banhistas têm para se locomover, chegando a ponto de colocar as sombrinhas até dentro d’água, acompanhando a vazante da maré.  E tudo isso sob os olhos complacentes do poder público, que nada faz para modificar essa situação. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bYsIqOSH4C8/TpiWRKcEU2I/AAAAAAAAA80/ChoGZ6Zo_F0/s1600/aa%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 274px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-bYsIqOSH4C8/TpiWRKcEU2I/AAAAAAAAA80/ChoGZ6Zo_F0/s400/aa%2B2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663441753022419810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudade, sim, daqueles veraneios de outrora, quando podíamos andar pela praia sem termos que nos deparar com esse tipo de situação. Não quero, com isso, dizer que sou contra o progresso, principalmente aquele que traz benefícios à população. Todavia, sou terminantemente contra o progresso a qualquer custo – aquele que é feito sem o mínimo planejamento, desorganizado, poluidor e destruidor, que passa por cima de tudo e de todos, contanto que atinja seus objetivos mercantilistas. &lt;br /&gt;De uns tempos para cá, o lema na Pipa constitui-se em: dinheiro e lucro a qualquer custo! &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Sx_aJhTpNo0/TpiWlqsZKhI/AAAAAAAAA9A/Sy8AKTsfrpA/s1600/89.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Sx_aJhTpNo0/TpiWlqsZKhI/AAAAAAAAA9A/Sy8AKTsfrpA/s400/89.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663442105278212626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho saudade de quando andava pela praia pisando na areia branca que, de tão alva e macia, dava vontade de se deitar. Ainda posso ouvir o rangido fino que ela produzia quando pisávamos com mais força ou então quando corríamos sobre ela. Quantas vezes, depois de uma noite de “serenatas”, ficávamos a conversar até alta madrugada naquela areia... Por vezes, dormíamos ali mesmo. Não tínhamos medo, pois não havia motivo para tal. Até o final da década de 80 não me lembro ter acontecido na Pipa qualquer fato que envolvesse violência. Era comum pessoas dormirem em suas casas com as janelas abertas, sem nenhum receio. E como era bonito acordar bem cedinho e olhar os botes ancorados no porto! Naquele seu indolente balançar. Quando os primeiros raios do sol surgiam por cima do morro do Cruzeiro, revelavam toda a exuberância de um pedacinho da Mata Atlântica, naquele tempo, totalmente preservada. Infelizmente não posso dizer o mesmo nos dias de hoje. Basta dar uma olhada à noite para ver o foco das luzes dentro da mata que cobre o morro, para que se percebam as construções que lá existem. Irregulares? ... Não sei! &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-v77FmxL6_mg/TpiXRZn1iHI/AAAAAAAAA9M/2Utan2Ug33k/s1600/Fotos%2BArvore%2BPesquisa%2B028.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-v77FmxL6_mg/TpiXRZn1iHI/AAAAAAAAA9M/2Utan2Ug33k/s400/Fotos%2BArvore%2BPesquisa%2B028.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663442856609941618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes eu vi a amanhecença naquela areia, contemplando a imensidão do oceano iluminado pelos primeiros raios do sol... Logo era invadido por uma profunda paz de espírito, como se sentisse a presença divina. A contemplação da natureza em todas as suas formas nos propicia esse estado de paz e bonança com o Criador.&lt;br /&gt;Sim, tenho muita saudade das noites dormidas nos alpendres, das brincadeiras de dar “nó de jabá” no punho das redes dos mais descuidados ou dos incautos “visitantes”. Os namorados das nossas primas eram os nossos principais alvos. Alguns dos rapazes mais afoitos, além de darem o famigerado nó, colocavam a rede de volta nos armadores e, com o peso de seu corpo, arrochavam o máximo que podiam. Depois, ainda urinavam em cima para que o infeliz não pudesse usar os dentes para desatá-lo. Que maldade! O coitado tinha que se arrumar lá pela areia da praia e, certamente, amanhecia o dia sem pregar olhos.&lt;br /&gt;Essa era a Pipa dos anos dourados. Ocorreu-me agora a lembrança dos versos de uma música do poeta Dorival Caymmi, eterno apaixonado por sua terra. Diz muito da Pipa daquela época, do tempo da beleza, talvez do tempo da delicadeza.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-S41MD73psmM/TpiXgiYEwOI/AAAAAAAAA9Y/0ehsnEczgm8/s1600/17.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-S41MD73psmM/TpiXgiYEwOI/AAAAAAAAA9Y/0ehsnEczgm8/s400/17.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5663443116657787106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] &lt;em&gt;É quando o sol vai quebrando, lá pra o fim do mundo pra a noite chegar&lt;br /&gt;É quando se ouve mais forte o ronco das ondas na beira do mar&lt;br /&gt;É quando a cansaço da vida, da lida obriga João se sentar&lt;br /&gt;É quando a morena se enrosca, se chega pro lado querendo agradar&lt;br /&gt;Se a noite é de lua, a vontade é contar mentiras, é se espreguiçar&lt;br /&gt;Deitar na areia da praia que acaba onde a vista não pode alcançar&lt;br /&gt;E assim adormece esse homem que nunca precisa dormir pra sonhar&lt;br /&gt;Porque não há sonho mais lindo do que sua terra, não há&lt;br /&gt;(Dorival Caymmi)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pipa, junho de 2009.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4780243367481188370?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4780243367481188370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4780243367481188370' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4780243367481188370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4780243367481188370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/10/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos.html' title='DO LIVRO &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS&quot;'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-OE2xp4xuhSo/TpiV9XxrIrI/AAAAAAAAA8o/Ox9bhgByyPM/s72-c/a%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-6367999141547506442</id><published>2011-09-17T08:22:00.009-03:00</published><updated>2011-09-17T08:56:23.454-03:00</updated><title type='text'>O distrito da Pipa, as praias e seus nomes primitivos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-quBsRCpg6aI/TnSEiRPCGvI/AAAAAAAAA7w/0elUnhVl2B4/s1600/iPhone%2B040.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-quBsRCpg6aI/TnSEiRPCGvI/AAAAAAAAA7w/0elUnhVl2B4/s400/iPhone%2B040.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653289156533689074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DUNAS DA DIVISA TIBAU/PIPA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se desloca da cidade de Tibau do Sul para a praia da Pipa utilizando a antiga estrada carroçável por cima das falésias, logo vai passar por duas grandes dunas de areia postadas uma ao lado da outra. Tradicionalmente são essas dunas, que estabelecem o limite entre a praia de Tibau do Sul e Pipa. O local é de fácil identificação, pois é lugar de parada obrigatória, aos que querem apreciar uma das mais belas vistas daquele litoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa área a falésia é desprovida de qualquer vegetação e sua constituição mistura-se entre a argila vermelha, que predomina toda a região, e a argila de cor branca, mais presente especificamente nesse local.&lt;br /&gt;Ao descer a falésia encontramos a primeira das 11 praias que compõe o complexo de praias do distrito da Pipa. O nome Cacimbinhas vem de antigas cacimbas de água doce que se localizavam próximas as falésias. Bastava cavar um pouco e logo a água doce e cristalina aflorava com facilidade.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida vem a praia do Madeirinho. O nome esta diretamente ligado a próxima praia, denominada Madeiro, por ter as mesmas características geográficas, porém em tamanho reduzido.   &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--MO3PJ8WSg4/TnSGLz14TbI/AAAAAAAAA74/fIw72P4fsRg/s1600/92.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--MO3PJ8WSg4/TnSGLz14TbI/AAAAAAAAA74/fIw72P4fsRg/s400/92.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653290969709694386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRAIA DO MADEIRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a praia do Madeiro recebeu esse nome em virtude da existência de uma baía de águas calmas no lado norte da falésia. Era lá onde os franceses ancoravam suas naus e abasteciam com o nosso pau-brasil. A madeira conseguida através de escambo se destinava ao continente europeu onde era vendida a peso de ouro para ser utilizada como corante nas indústrias de tecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dCHmiVHRtJ4/TnSG9viQ_8I/AAAAAAAAA8A/gqo9YEEEM6E/s1600/111.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dCHmiVHRtJ4/TnSG9viQ_8I/AAAAAAAAA8A/gqo9YEEEM6E/s400/111.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653291827547144130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRAIA DO CURRAL DO CANTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, na outra ponta da enseada, localiza-se a praia do Curral do Canto, ou praia do Canto ou ainda como é conhecida atualmente, Baía dos Golfinhos.&lt;br /&gt;Circulando a falésia que se projeta em direção ao mar, chega-se a praia da Baixinha. Essa praia é muito freqüentada por veranistas e turistas quando acontecem marés baixas, ocasião em que diversas piscinas ficam à mostra em meio aos recifes de coral. Além do banho maravilhoso, não é difícil o freqüentador ser contemplado com a visão de alguns animais marinhos, além de pequenos peixes multicor, que habitam aquelas piscinas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8ZRo1wglL9U/TnSHP8U-w1I/AAAAAAAAA8I/zdG1X2dxZbo/s1600/111a.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8ZRo1wglL9U/TnSHP8U-w1I/AAAAAAAAA8I/zdG1X2dxZbo/s400/111a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653292140218729298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRAIA DA BAIXINHA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosseguindo, chega-se a praia do Porto de Baixo contígua à praia do Porto, onde são ancoradas as embarcações. Por ocasião das marés de vazante, os recifes de coral ficam à mostra impedindo a entrada dos barcos no porto. Então as embarcações que precisam chegar ao ancoradouro utilizam a rota do porto de baixo, onde parte dos recifes ficam submersos, permitindo a navegação com segurança.&lt;br /&gt;Chega-se então a praia do Centro onde se localizam a maioria das casas de veraneio e o comercio a beira mar. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-x_QCEZRS6IQ/TnSHuCdF0rI/AAAAAAAAA8Q/JmnVexrDVUM/s1600/131.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-x_QCEZRS6IQ/TnSHuCdF0rI/AAAAAAAAA8Q/JmnVexrDVUM/s400/131.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653292657259434674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRAIA DO PORTO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a praia do Centro que se estende até o morro do Castelo (nome do antigo proprietário) chega-se a praia denominada Poço das Mulheres. Esse local recebeu essa denominação, pois em épocas passadas, era onde as mulheres da comunidade utilizavam para toma banho. Como não conheciam roupas apropriadas, tomavam banho completamente despidas. O local era bastante deserto e raramente alguém se aventurava por lá. &lt;br /&gt;A próxima praia é Afogados. Nesse local o mar é aberto e não existem as formações de recifes de coral. A praia é muito freqüentada principalmente por turistas. A constância das fortes ondas impulsionadas pelos ventos advindos de sua localização atrai praticantes de esportes náuticos, principalmente o surf.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kHL8J4XOsWc/TnSJdNyWoMI/AAAAAAAAA8Y/iXcXOZxj05w/s1600/P1290245.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-kHL8J4XOsWc/TnSJdNyWoMI/AAAAAAAAA8Y/iXcXOZxj05w/s400/P1290245.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653294567266885826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRAIA DO CENTRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá podemos avistar a praia do Moleque marcada pela sua famosa pedra, que contornada pelas falésias que compõe o Chapadão, nos propicia uma visão espetacular daquela pequena baía, ornada por coqueiros e pequenas dunas que se formam na beira mar. Em seguida vêm as praias mais desertas e consequentemente menos freqüentadas. Cancelas, que recebeu esse nome por sua formação geográfica, praia das Minas, por apresentar algumas inscrições rupestre e por último a praia de Pedra d’água que se limita com o distrito de Sibaúma. O nome vem de antigas poças de água de chuva que se formavam nas pedras existentes no local.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-k0b2wL2ueu8/TnSKhVhQfPI/AAAAAAAAA8g/EKVUU4ekcPk/s1600/Vista%2Bdo%2BChapad%25C3%25A3o%2Bda%2Bpraia%2Bdos%2BAfogados..jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-k0b2wL2ueu8/TnSKhVhQfPI/AAAAAAAAA8g/EKVUU4ekcPk/s400/Vista%2Bdo%2BChapad%25C3%25A3o%2Bda%2Bpraia%2Bdos%2BAfogados..jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653295737573768434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRAIA AFOGADOS E ENSEADA DA PRAIA DO MOLEQUE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse artigo tem por finalidade resgatar, para que não sejam esquecidos, os nomes primitivos dessas praias. Como podemos observar, todas elas foram denominadas pelos ancestrais da comunidade, que utilizaram para isso razões lógicas, como foram descritas. Portanto, comete-se grande injustiça com a própria história do lugar, quando por simples vaidade ou o afã de agradar alguém ou alguns, se comete semelhante desatino. Tem se tornado comum em nosso Estado a constante mudança dos nomes de praças, logradouros e até mesmo de cidades, num constante desrespeito aos seus habitantes, maculando e empobrecendo cada vez mais a nossa história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-6367999141547506442?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/6367999141547506442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=6367999141547506442' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6367999141547506442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6367999141547506442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/09/o-distrito-da-pipa-as-praias-e-seus.html' title='O distrito da Pipa, as praias e seus nomes primitivos'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-quBsRCpg6aI/TnSEiRPCGvI/AAAAAAAAA7w/0elUnhVl2B4/s72-c/iPhone%2B040.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5566985529563353787</id><published>2011-09-05T15:49:00.004-03:00</published><updated>2011-09-05T16:26:57.657-03:00</updated><title type='text'>DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Morre o mestre Francisquinho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1939, chegou a Praia da Pipa, vindo do norte, mais precisamente da Praia de Galinhos-RN, Francisco Caetano do Nascimento, mais conhecido por Francisquinho. Aos 16 anos de idade, o jovem pescador veio acompanhando seu tio, mestre de um barco, para uma temporada de pesca da albacora. A Pipa vinha se tornando famosa pela grande quantidade de peixes que se capturavam em suas águas, atraindo pescadores de várias praias do nosso estado e até mesmo de outros vizinhos, como Paraíba e Ceará.&lt;br /&gt;Ao retornar para Galinhos, após o final da safra de albacora, Francisquinho informou a sua mãe que tinha gostado muito do lugar e que voltaria para morar. Então, no mesmo ano, o adolescente chegou a Pipa e, dessa vez, para ficar.&lt;br /&gt;No início, começou a pescar em barcos de outras pessoas e, como já entendia um pouco da carpintaria naval, aventurou-se no conserto de botes. Em Galinhos, onde morava, costumava realizar pequenos consertos em embarcações que chegavam avariadas. Posteriormente, veio a se tornar o maior carpinteiro naval das praias do Litoral Sul, como são conhecidas as praias que se situam à direita da cidade de Natal. &lt;br /&gt;Anos depois, Francisquinho conheceu a viúva Maria da Conceição Borges e com ela se casou. Dessa união tiveram cinco filhos, sendo dois homens, três mulheres e um sexto filho que foi adotado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-epBV_bI4_zc/TmUhW80KT6I/AAAAAAAAA7g/7pIvGRRyYjA/s1600/6.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 283px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-epBV_bI4_zc/TmUhW80KT6I/AAAAAAAAA7g/7pIvGRRyYjA/s400/6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648957985771900834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros botes que construiu foram: “Taubaté” e “Baluarte”. A partir daí, até o último bote construído, “Malembá II”, foram mais de quinhentas embarcações, entre botes a pano, a motor e jangadas de compensado naval. Eu, juntamente com meu irmão, Dante, tivemos a oportunidade de, em 2004, ter uma dessas jangadas construída por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Malembá II, a última e maior embarcação que construiu, tinha 16,5m x 6,5m e destinava-se ao transporte de turistas em passeios pelas praias do norte. Foi projetado para levar 150 passageiros, em dois andares.&lt;br /&gt;O proprietário desta embarcação dizia que, se por acaso, não desse o resultado esperado com os passeios turísticos, o barco seria destinado ao transporte de cargas para a ilha de Fernando de Noronha. Fui informado que se encontra no Norte, na praia de Galinhos... Fazendo o quê? Não sei.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-L9GVq_DbrBQ/TmUiJF5pNSI/AAAAAAAAA7o/81vf2pKqcF4/s1600/Bote%2BMalembar.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-L9GVq_DbrBQ/TmUiJF5pNSI/AAAAAAAAA7o/81vf2pKqcF4/s400/Bote%2BMalembar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648958847204275490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MALEMBA II &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muitos anos, o estaleiro de Francisquinho funcionou na Praia da Pipa, próximo à casa onde morava, na rua de cima. Com o tempo e a fama de bom construtor, aqui chegavam, de várias regiões, pessoas interessadas em contratar a construção de barcos no estaleiro do mestre. Essa fama perdurou enquanto esteve à frente da administração do seu estaleiro. &lt;br /&gt;No início, a construção de um bote levava muitos dias, pois faltavam ferramentas e havia a dificuldade em conseguir a principal matéria prima: a madeira. As árvores eram retiradas das matas que ficavam a uma boa distância da praia. Dependendo da sua utilização, elas podiam ser cortadas de maneira bastante rudimentar.&lt;br /&gt;Este material era transportado em lombo de animais ou na cabeça dos homens. O machado era utilizado para derrubar a árvore escolhida e depois dois homens operavam um grande serrote para abrir a madeira em pranchas que mediam três polegadas de espessura. Levavam-se dias para transformar em pranchas uma árvore de bom porte. Abertas em forma de pranchas ou moldadas em “cavernas”, as peças em forma de “U”, que juntamente com a quilha formam o esqueleto do bote, muitas vezes eram lavradas na própria mata. Quando transportadas para o estaleiro, já estavam no ponto de acabamento. O processo era concluído com a ajuda de plainas e enxós. O trabalho era penoso. Conseguiam moldar peças enormes de madeira bruta em robustas “cavernas”, dando-lhes as formas necessárias, utilizando apenas o machado e a enxó.&lt;br /&gt;Para armar o bote era preciso primeiro situar a quilha. Depois a roda de proa, a espinha e em seguida a colocação do cavername. Após a colocação das “cavernas”, seguia o terço de proa e o terço de popa. O próximo passo era “envedubar” o barco, ou seja, dar a forma que vai ficar depois de pronto. Em seguida, vinha o “enlatamento” – operação que consiste em pregar barrotes, ligando as duas extremidades das “cavernas”, em preparação para o tabuamento do convés. Essa operação era realizada logo que aprontavam as escotilhas de porão. Somente na fixação das tábuas do convés é que utilizavam pregos. Nas outras operações, como também no tabuamento dos costados, eram utilizadas cavilhas. Em seguida, eram feitos as bordas e os corrimãos de bordas. A última operação antes da pintura era o calafetamento, que é a vedação do barco. Para isso eram utilizadas estopas feitas com a casca da sapucaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei aqui, da melhor forma que me foi possível, descrever o que foi, para o mestre Francisquinho, a paixão de toda sua vida: construir barcos. Para exercer tão nobre profissão teve que passar por muitos desafios que lhe foram impostos durante o tempo em que pôde manobrar com maestria as ferramentas que lhe permitiam, usando somente a intuição e a vontade de vencer desafios. Ao longo de sua vida, o mestre produziu verdadeiras obras de arte da nossa construção naval, de pequeno porte.&lt;br /&gt;No último dia 22 de maio, descansou para sempre o mestre Francisquinho. Acometido de vários derrames, viveu recluso os últimos anos em seu sítio, nos arredores da Pipa. Tinha perdido a condição de falar e andava com muita dificuldade. Mas, quando encontrava os amigos, seus olhos miúdos brilhavam de satisfação e felicidade, diziam o que sua voz, levada pela doença, já não lhe permitia dizer. Morreu o homem, o profissional, o mestre, o amigo, o religioso e o pai de família que soube criar os seus filhos com dignidade. Teve ainda, junto com sua esposa, espaço em seu coração para o sublime ato de amor ao próximo, a adoção. Descanse em paz, amigo.&lt;br /&gt;                                                        &lt;br /&gt;Natal, junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5566985529563353787?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5566985529563353787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5566985529563353787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5566985529563353787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5566985529563353787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/09/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos.html' title='DO LIVRO &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS&quot;'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-epBV_bI4_zc/TmUhW80KT6I/AAAAAAAAA7g/7pIvGRRyYjA/s72-c/6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-563729727445199671</id><published>2011-08-25T16:27:00.004-03:00</published><updated>2011-08-31T17:52:52.148-03:00</updated><title type='text'>POSSE NA ACADEMIA CEARAMIRINENSE DELETRAS E ARTES-ACLA</title><content type='html'>LINK PARA ACESSAR A FESTA DE POSSE NA ACLA-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://cearamirimtv.blogspot.com/2011/08/posse-dos-academicos-da-acla-em-ceara.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bfMn4ZZ4scI/TlaivBwvlnI/AAAAAAAAA7I/PU9Qz5k9BNU/s1600/digitalizar0031.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 282px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-bfMn4ZZ4scI/TlaivBwvlnI/AAAAAAAAA7I/PU9Qz5k9BNU/s400/digitalizar0031.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644878111765927538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ORMUZ SIMONETTI RECEBE O DIPLOMA DO ACADÊMICO LUCIANO ALVES DE NÓBREGA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8_vpGOLmCm8/TlakIqaACKI/AAAAAAAAA7Q/QvyOKmLwHO4/s1600/digitalizar0041.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 276px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-8_vpGOLmCm8/TlakIqaACKI/AAAAAAAAA7Q/QvyOKmLwHO4/s400/digitalizar0041.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644879651684747426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JURANDYR NAVARRO, ORMUZ SIMONETTI, CARLOS GOMES E ODÚLIO BOTELHO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nf6P54_6Rwo/Tlak68VRNsI/AAAAAAAAA7Y/Enm4_gGRcg0/s1600/digitalizar0033.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 284px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nf6P54_6Rwo/Tlak68VRNsI/AAAAAAAAA7Y/Enm4_gGRcg0/s400/digitalizar0033.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644880515490199234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ORMUZ SIMONETTI E SUA ESPOSA GEIZA GALVÃO BARBALHO SIMONETTI&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-563729727445199671?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/563729727445199671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=563729727445199671' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/563729727445199671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/563729727445199671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/08/posse-na-academia-cearamirinense.html' title='POSSE NA ACADEMIA CEARAMIRINENSE DELETRAS E ARTES-ACLA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bfMn4ZZ4scI/TlaivBwvlnI/AAAAAAAAA7I/PU9Qz5k9BNU/s72-c/digitalizar0031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-6345359201435627986</id><published>2011-08-20T09:36:00.016-03:00</published><updated>2011-08-20T10:50:54.603-03:00</updated><title type='text'>Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-YC6I_vs8l0w/Tk-sPR7rGwI/AAAAAAAAA5o/CioTueOBIyc/s1600/digitalizar0014.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 288px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-YC6I_vs8l0w/Tk-sPR7rGwI/AAAAAAAAA5o/CioTueOBIyc/s400/digitalizar0014.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642918236630227714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RENDEIRAS DE BILROS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A renda de bilros é, sem dúvida, uma das mais antigas e mais ricas manifestações da arte do nosso povo. Surgiu no século XV na Itália, posteriormente chegou à França e depois a Portugal. É uma arte praticada exclusivamente por mulheres. Chegou ao Brasil com a colonização, trazida pelas esposas e filhas dos portugueses. Estremadura, Minho, Algarve e Alentejo são as regiões que mais tradição têm na renda de bilro que era feita geralmente no âmbito doméstico. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-agjrq4esHSo/Tk-3fxQ6ciI/AAAAAAAAA54/w6g7v6f2DG8/s1600/4471595202_86484ef49e.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 302px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-agjrq4esHSo/Tk-3fxQ6ciI/AAAAAAAAA54/w6g7v6f2DG8/s400/4471595202_86484ef49e.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642930614546625058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil a atividade desenvolveu-se nas comunidades interioranas, particularmente nas faixas litorâneas. Na Pipa, como na maioria das comunidades praianas, as rendeiras gostavam de se reunir para “bater bilros” na sombra dos coqueirais que se estendiam por toda a beira da praia. Lá, debruçadas sobre suas almofadas, teciam belas rendas animadas por intermináveis conversas de comadres. Também cantavam antigas canções e hinos religiosos. Tudo ao som do inconfundível gemido melódico que vinha das palhas dos coqueiros fustigadas pelos ventos. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r1JYqvIN_ns/Tk-3tMP71NI/AAAAAAAAA6A/1N9PVgLiFmo/s1600/imagesCAGDRAL8.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-r1JYqvIN_ns/Tk-3tMP71NI/AAAAAAAAA6A/1N9PVgLiFmo/s400/imagesCAGDRAL8.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642930845128578258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, iluminadas pelas chamas de lamparinas e candeeiros, lá estavam elas na incansável labuta na arte que suas mães e avós lhe ensinaram. Às vezes, dependendo das encomendas, trabalhavam madrugada adentro até o amanhecer do dia. As peças eram vendidas nas cidades mais próximas como Goianinha, Vila Flor, Canguaretama e Ares. Por vezes, apenas uma delas seguia para a cidade levando o trabalho das outras, que era oferecido de porta em porta. Eram comuns as encomendas para enxoval de noiva. Das pessoas mais afortunadas recebiam encomendas de toalhas de banquetes, caminhos de mesa, colchas para cama e toalhas para altar que eram doadas às igrejas. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-p-MVvr-L6Wk/Tk-39ayIu6I/AAAAAAAAA6I/1E8rMK-anIE/s1600/Rendeiras%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-p-MVvr-L6Wk/Tk-39ayIu6I/AAAAAAAAA6I/1E8rMK-anIE/s400/Rendeiras%2B1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642931123908033442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Cabeceiras, havia um sujeito de nome Chico Bem-te-vi, uma espécie de corretor das rendeiras, que em troca de uma comissão, levava os trabalhos das rendeiras da Pipa para vendê-los em Natal. Com o dinheiro conseguido, elas compravam, além das linhas utilizadas na confecção das rendas, produtos que consumiam no dia-a-dia com a família. Os pescadores sempre contavam com esse dinheiro extra do trabalho de suas mulheres e filhas, principalmente nas entressafras ou quando as safras de peixes não lhes eram favoráveis.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RhMMRIQh0k0/Tk-4VLsiqHI/AAAAAAAAA6Q/reBa5Rggf5w/s1600/_nin4025b.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-RhMMRIQh0k0/Tk-4VLsiqHI/AAAAAAAAA6Q/reBa5Rggf5w/s400/_nin4025b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642931532174895218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praia da Pipa, a renda de bilros era praticada pela maioria das mulheres. Algumas delas se tornaram famosas pela delicadeza com que faziam suas peças. Zulmira, Maria Alves, Zilda, Maria Segunda, Zelda, Geralda, Isaura e Francisca Martins eram as mais conhecidas. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XzEWuPZNcLE/Tk-5beD56wI/AAAAAAAAA6o/NICw3Tz4ZRE/s1600/bicos.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-XzEWuPZNcLE/Tk-5beD56wI/AAAAAAAAA6o/NICw3Tz4ZRE/s400/bicos.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642932739695569666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprendizado era passado de mãe para filha, ainda muito cedo. Começava pela observação, em casa, no trabalho diário das mães rendeiras. Lá pelos oito ou nove anos de idade iniciavam em pequenas almofadas e com “pontos” mais simples, que além de facilitar o aprendizado, utilizam, no máximo, quatro pares de bilros. Com o tempo, e dependendo da habilidade das meninas, as mães iam introduzindo o aprendizado das rendas mais complexas, o que naturalmente aumentava o número de pares de bilros. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nuPCfZlbVpQ/Tk-5xLfm9aI/AAAAAAAAA6w/bQbZNVDI9CA/s1600/rendeiras_f_006.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nuPCfZlbVpQ/Tk-5xLfm9aI/AAAAAAAAA6w/bQbZNVDI9CA/s400/rendeiras_f_006.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642933112668616098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rendas são tecidas em cima de almofada, que consiste de um cilindro com tamanho médio de 60 a 80 cm. São cheias com capim ou palha de bananeira. De tempos em tempos esse enchimento tem que ser trocado para dar maior consistência à almofada e melhorar a segurança dos alfinetes.  Estas peças de metal podem ser substituídas, principalmente em beiras de praia, por espinhos de cardeiro e laranjeira. Os bilros são peças de madeira feitas de ubaia, pau branco ou mamãozinho, madeiras abundantes na região; de fácil manuseio e muito resistente. Uma das extremidades tem forma de pera. O outro lado permanece fino como um lápis e na ponta é enrolado o fio que irá formar a renda. E, finalmente, o cartão perfurado, que é a matriz do trabalho a ser feito. Este último é preso na almofada e os bilros são presos na outra extremidade. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Hy_lXkrHE8c/Tk-6-ZG1uwI/AAAAAAAAA7A/CmZ144vFa64/s1600/blocks_image_1_1.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 325px; height: 175px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Hy_lXkrHE8c/Tk-6-ZG1uwI/AAAAAAAAA7A/CmZ144vFa64/s400/blocks_image_1_1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642934439172750082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fios são trançados e enrolados uns sobre os outros e vão formando o desenho estabelecido no cartão. Dependendo do tipo de renda chega-se a utilizar até 30 pares de bilros.  São vários os tipos de renda. Geralmente tem a ver com a região onde habitam. As rendas mais comuns na Pipa eram: olho de pombo, orelha de pano, bico macho, bico fêmea, renda premi, gomo de cana, formozeira e ceará. As iniciantes começam com bicos que são mais fáceis de serem feitos, pois utilizam apenas 4 bilros. Com o tempo, e dependendo da habilidade de cada uma, aumenta-se a complexidade da renda e naturalmente o número de bilros.  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nAiLVJyeI30/Tk-5BNKEI1I/AAAAAAAAA6g/_Gxi-eZ2xlE/s1600/_nin4030b.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-nAiLVJyeI30/Tk-5BNKEI1I/AAAAAAAAA6g/_Gxi-eZ2xlE/s400/_nin4030b.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642932288481403730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro “Minhas Oitenta Primaveras”, Maria Segunda Marinho conta que aprendeu a fazer rendas, com um coco verde que imitava uma almofada. Enfiava umas varetas nos coquinhos para parecer com os bilros, e os alfinetes faziam com os ponteiros da palha seca. As linhas eram os fios retirados dos sacos de estopa. E assim ela fazia pequenos bicos para enfeitar as roupas das bonecas de pano. Maria Segunda tornou-se uma das mais respeitadas rendeiras da praia da Pipa.&lt;br /&gt;Dona Zilda Marinho – hoje com 74 anos de idade, é uma das poucas rendeiras que ainda trabalha, diariamente, em sua almofada. Ela me relatou um fato bastante curioso. Em 1951, morava e estudava em Natal, na casa de uma madrinha. Através de uma amiga que trabalhava no Palácio do Governo, conseguiu vender algumas de suas rendas aos funcionários do Gabinete do Governador Sílvio Piza Pedrosa. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-z5Yt-Zg4TZE/Tk-6UEdkjUI/AAAAAAAAA64/cpNpAsmpvQg/s1600/BILROS.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 238px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-z5Yt-Zg4TZE/Tk-6UEdkjUI/AAAAAAAAA64/cpNpAsmpvQg/s400/BILROS.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642933712076442946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico admirado com a vitalidade dessa senhora, que conheço desde quando eu era criança. Criou, junto com seu marido pescador, João Peixinho, doze filhos. Foi a tenacidade dessa senhora, aliada ao amor pela sua arte, muitas vezes trabalhando madrugada adentro, somente com a luz da lua, que ajudou financeiramente a criar tão numerosa família. Também começou, como a maioria das filhas de pescadores, observando a mãe trabalhando em sua almofada. Tinha apenas sete anos de idade e já se preocupava em aprender a profissão de sua mãe para poder ajudá-la. A exemplo de Maria Segunda, também começou a fazer rendas, traçando pequenos bicos, em um coco que imitava uma almofada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pipa, maio de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-6345359201435627986?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/6345359201435627986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=6345359201435627986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6345359201435627986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6345359201435627986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/08/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos_20.html' title='Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-YC6I_vs8l0w/Tk-sPR7rGwI/AAAAAAAAA5o/CioTueOBIyc/s72-c/digitalizar0014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1831023098470074474</id><published>2011-08-17T16:14:00.010-03:00</published><updated>2011-08-17T21:29:15.044-03:00</updated><title type='text'>DO LIVRO “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;OS CURRAIS-DE-PEIXES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TErLMcd3crI/TkwZEswPh1I/AAAAAAAAA44/gkh5NP6NZiA/&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-D6d3BfOU2c4/TkwYmO4umdI/AAAAAAAAA4o/7tX7pFH9GHI/s1600/Pipa%2BAntiga31.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 322px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-D6d3BfOU2c4/TkwYmO4umdI/AAAAAAAAA4o/7tX7pFH9GHI/s400/Pipa%2BAntiga31.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641911478298515922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Curral do Canto, ou curral da praia dos Golfinhos, demolido em 1998&lt;/strong&gt;	&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro curral-de-peixe da Praia da Pipa foi construído no local denominado Praia do Canto e pertencia a Miguel Moreira. Mais na frente, havia outro curral que era de três donos: Manoel de Hemétério, Antônio Marcelino e Miguel. No Madeiro, pelo lado do Hotel Natureza, onde o mar é calmo, havia dois currais: o de João Pegado e o de Antônio Pegado. Em frente à “Pedra do Santo”, também existiu um curral que pertencia a Chico Marcelino, e no “Porto de Baixo”, outro de Manoel Castelo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qKBRqmgZRkc/TkwYIrqjubI/AAAAAAAAA4Y/qUZa63wz6sg/s1600/digitalizar0007.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 289px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qKBRqmgZRkc/TkwYIrqjubI/AAAAAAAAA4Y/qUZa63wz6sg/s400/digitalizar0007.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641910970627635634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Curral em frente a casa de Dante - Foto de 1960&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente à casa de meu irmão, Dante Simonetti, tinha o curral de José Bidium. Em 1982 esse curral foi comprado por Dante e depois demolido. Pouco mais adiante, havia o curral de Manoel Estevão, onde ainda hoje é possível ver o local onde foram construídas as salas desse curral. Os dois últimos currais ficavam na Ponta do Moleque, um de Manoel Estevão e o outro de Antônio Pegado.  &lt;br /&gt;A técnica na construção dessas armadilhas para a captura de peixes é lusitana. Os nossos parentes de além mar, que tinham na pesca uma de suas principais atividades, já se utilizavam dessas armadilhas há varias gerações. Sua provável origem é no arquipélago dos Açores e a técnica foi aperfeiçoada pelos nossos irmãos lusitanos. São construídos, de preferência, em baías e enseadas onde as águas são rasas e tranquilas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CBhrt4Xmtm8/TkwYY6FEo2I/AAAAAAAAA4g/LJA7586wmU4/s1600/curral%2Bde%2Bpeixes.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-CBhrt4Xmtm8/TkwYY6FEo2I/AAAAAAAAA4g/LJA7586wmU4/s400/curral%2Bde%2Bpeixes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641911249374847842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entrada do curral também chamada de "sangra"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem registros que no ano 1869 os imigrantes portugueses que se estabeleceram nas cidades cearenses de Acaraú e Camocim, percebendo o mar tranqüilo e a plataforma continental larga e baixa, introduziram naquela região a pesca de curral. A construção dessas estruturas é feita de maneira que, por ocasião da baixa mar, não exista dificuldades em chegar até suas salas e chiqueiros, onde os peixes são aprisionados &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DeELqVtLJfs/TkwX72K0-WI/AAAAAAAAA4Q/MrMBc99TiM4/s1600/Pipa%2BAntiga15.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 322px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-DeELqVtLJfs/TkwX72K0-WI/AAAAAAAAA4Q/MrMBc99TiM4/s400/Pipa%2BAntiga15.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641910750109038946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Curral do Canto, ou de Antonio Pequeno sendo recuperado&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil existem vários tipos de currais-de-peixes. Os construídos na praia da Pipa eram formados por uma espia, duas salas e dois chiqueiros. No final da espia localizam-se as salas, em seguida o chiqueiro grande e por último o chiqueirinho. As salas e chiqueiros são dependências circulares ou ovaladas onde os peixes são aprisionados. O seu funcionamento é muito simples. Os peixes são obrigados a nadar para dentro de suas salas quando o seu percurso é interrompido pela espia. Ao penetrar no primeiro compartimento e contorná-lo procurando saída, é conduzido para o chiqueiro grande e em seguida para o chiqueirinho. Quando chegam nesse último compartimento, cessam todas as possibilidades de saída. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-o1WPJQvPIbI/TkwY2yN-OkI/AAAAAAAAA4w/s04Ahrawayo/s1600/Pipa%2BAntiga20.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-o1WPJQvPIbI/TkwY2yN-OkI/AAAAAAAAA4w/s04Ahrawayo/s400/Pipa%2BAntiga20.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641911762660768322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Homens na montagem da "esteira" do curral composta de varas amarradas com cipós&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para a construção de um curral-de-peixe, inicialmente são afixados na praia, partindo da parte mais rasa da maré, mourões de madeira que são martelados até obter uma boa fixação. Após estarem bem firmes no solo, e obedecendo a uma distância de um a dois metros entre as peças, são colocadas as esteiras de varas. Na construção de um curral de porte médio, eram utilizados de 400 a 600 mourões e, de uma extremidade a outra, chegava a medir até 100 metros. As esteiras eram previamente armadas na praia e as varas, conseguidas na própria região, que tinham altura que variava entre 2,0 e 2,50 metros. Essas varas eram ligadas umas nas outras com cintas de cipó vegetal, onde os mais utilizados eram o cipó-brocha e o cururú.  &lt;br /&gt;Antigamente os cipós eram retirados das matas que existiam acima das falésias. Com a escassez desse material, ocorrida na década de 80, o mesmo passou a ser trazido das matas do Engenho Cametá, que fica no município de Ares, e pertencia a Felipe Ferreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As esteiras eram então amarradas com o mesmo cipó aos mourões, desde a primeira peça, até circular todas as salas e chiqueiros. Em cada entrada de salas, as varas eram dispostas de maneira a dificultar a saída do peixe, logo após sua entrada. É por ocasião das enchentes que geralmente ocorre à entrada dos peixes no curral. Para a despesca, o indivíduo utiliza pequenas redes e puçás. Quando ocorre a entrada de algum peixe de maior tamanho, utilizam porretes de madeira para imobilizá-los e facilitar a sua retirada. Há casos em que o peixe capturado, por ser muito grande, é preciso desmontar parte da entrada dos chiqueiros para a sua retirada. A despesca ocorre duas vezes durante o dia, por ocasião da baixa-mar. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-e_GNUFzTvhY/TkwcH-nqqoI/AAAAAAAAA5A/lny1w0b4OQQ/s1600/xareu_9_2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 189px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-e_GNUFzTvhY/TkwcH-nqqoI/AAAAAAAAA5A/lny1w0b4OQQ/s400/xareu_9_2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641915356582423170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Xaréu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0-I_kylT_fI/TkwcXsdt4EI/AAAAAAAAA5I/xvYUdAYoujw/s1600/espada02.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 196px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-0-I_kylT_fI/TkwcXsdt4EI/AAAAAAAAA5I/xvYUdAYoujw/s400/espada02.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641915626586759234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Espada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TttH1kdUukY/TkwckQncYHI/AAAAAAAAA5Q/MGFI6LsKRkc/s1600/mero_Epinephelus_guaza.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-TttH1kdUukY/TkwckQncYHI/AAAAAAAAA5Q/MGFI6LsKRkc/s400/mero_Epinephelus_guaza.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641915842449662066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mero&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nossa costa, os peixes mais comuns pescados em currais são: carapeba, camurim (robalo), espada, tainha, pirambú e xaréu. Na Pipa, os maiores peixes capturados em currais foram: um mero, com mais de 100kg e dois camurupins, pesando 80kg cada. Contou João Peixinho, nativo da praia e pescador desde criança, que na década de 40, assistiu juntamente com seu pai e seu tio, a captura de um cardume com mais de 2000 xaréus, no curral da Praia do Canto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à falta de comércio na Pipa para essa quantidade de peixes, o pescador conta que todo o cardume capturado foi enviado a Natal, em dois botes, abarrotados de peixes, onde havia maior possibilidade de comercialização. &lt;br /&gt;s1600/0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-TErLMcd3crI/TkwZEswPh1I/AAAAAAAAA44/gkh5NP6NZiA/s400/0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641912001712064338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não existe mais nenhum curral-de-peixes na praia da Pipa. O último foi o de Antônio Pequeno lá na Praia do Canto, contudo o mesmo foi demolido em 1998. O avanço do mar sobre a falésia, aliado a infiltração das águas de chuvas, facilitada pelo desmatamento da vegetação nativa para a construção de um hotel, vem provocando o constante desmoronamento dessas falésias. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jQHVSc4wTSY/TkxcuQ8W73I/AAAAAAAAA5g/v_oGm4JBUXc/s1600/22.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-jQHVSc4wTSY/TkxcuQ8W73I/AAAAAAAAA5g/v_oGm4JBUXc/s400/22.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641986383080255346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso facilitou a ação dos ventos sobre o curral, encarecendo sua manutenção. Cada ano que passa, o mar arranca mais um pedaço da falésia, deixando à mostra partes da mesma, prestes a cair. Expondo ao perigo todos os que por ali passam quando se dirigem a Praia dos Golfinhos. É visível e preocupante o avanço do mar em toda a costa potiguar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natal, 24/05/2009&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1831023098470074474?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1831023098470074474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1831023098470074474' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1831023098470074474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1831023098470074474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/08/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos_17.html' title='DO LIVRO “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-D6d3BfOU2c4/TkwYmO4umdI/AAAAAAAAA4o/7tX7pFH9GHI/s72-c/Pipa%2BAntiga31.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4999554140874296490</id><published>2011-08-15T19:52:00.010-03:00</published><updated>2011-08-15T20:30:21.575-03:00</updated><title type='text'>Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--3JNyw4j-Gs/TkmmIomqEEI/AAAAAAAAA3Q/4_aEjM8S6Dk/s1600/well014.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--3JNyw4j-Gs/TkmmIomqEEI/AAAAAAAAA3Q/4_aEjM8S6Dk/s400/well014.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641222675526979650" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As primeiras fontes d’água: cacimbas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Pipa daquela época, tanto a água para beber quanto para os gastos domésticos era retirada das chamadas “cacimbas”. Essas fontes nada mais eram que olhos d’água, localizados próximos ao mar; afloravam da terra. As pessoas cavavam em círculos e ampliavam a área de captação da água. Como ficava exposta, e era comum ser utilizada por animais, a água destinada para beber tinha que ser retirada com cuidados especiais. 	&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-nDu6sMOYbT4/Tkmmn4BWlDI/AAAAAAAAA3Y/pyxwl3yoN-U/s1600/173437948_bc0bf62a95_s.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 75px; height: 75px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nDu6sMOYbT4/Tkmmn4BWlDI/AAAAAAAAA3Y/pyxwl3yoN-U/s400/173437948_bc0bf62a95_s.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641223212241425458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, as cacimbas foram cavadas em locais previamente determinados, geralmente nos quintais das casas. Esse outro tipo de cacimba, mais moderna, constituía-se de um buraco escavado no chão, com largura variando entre 70 cm e 1 metro. Era então revestida com tijolos até a borda, que geralmente ficava acima do solo, e era coberta com uma tampa de madeira. Como o lençol freático naquela área era muito superficial, como ainda hoje o é, ao perfurar de dois a três metros o solo, já se podia encontrar água abundante e de boa qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água retirada das cacimbas era transportada para as casas em cabaças, potes ou galões. A primeira, lagenaria siceraria, tinha diversas utilidades ligadas ao uso da água. As cabaças tinham tamanhos e formas diversificadas, dependendo da variedade e do momento da colheita. Servia para transportar água, roupas após a lavagem; como vasilha nas refeições, pratos, copos e cuias para retirar alimentos; como moringa, acondicionando água para os trabalhadores que iam para os roçados, pescadores, quando se aventuravam no mar a dentro, e principalmente por viajantes, nos seus deslocamentos geralmente feitos a pé para as cidades de Vila Flor, Goianinha, Ares, Barra de Cunhaú etc. Além disso, essas cabaças serviam também como instrumentos musicais. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ma2FhzPc2ps/TkmoK4mijzI/AAAAAAAAA34/UpnfZAOXr4c/s1600/tupiniquim%252520cuia%252520050819.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ma2FhzPc2ps/TkmoK4mijzI/AAAAAAAAA34/UpnfZAOXr4c/s400/tupiniquim%252520cuia%252520050819.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641224913204449074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wujLrh_89UM/TkmnDbTcQeI/AAAAAAAAA3o/7XrXTQmRIRc/s1600/obra_70.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-wujLrh_89UM/TkmnDbTcQeI/AAAAAAAAA3o/7XrXTQmRIRc/s400/obra_70.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641223685569004002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os potes e galões, por serem menores e bem mais maneiros, eram conduzidos na cabeça das mulheres apoiados em uma rodilha, nome dado a um pano que depois de bem torcido é enrolado em círculo. A rodilha tem a função de evitar o incômodo contato direto do fundo do pote com a cabeça de quem a transporta, além de melhorar o equilíbrio da mesma. Tornou-se comum em nossa região o ditado: “Quem não pode com o pote, não pega na rodilha”. Isso significa dizer que o indivíduo que não pode assumir determinado compromisso, ou realizar alguma tarefa, não se comprometa com os mesmos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Q6Es-6ITkoU/TkmqUB8UitI/AAAAAAAAA4A/DYLZmibjwx0/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Q6Es-6ITkoU/TkmqUB8UitI/AAAAAAAAA4A/DYLZmibjwx0/s400/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641227269353802450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O galão, ainda hoje muito utilizado para transportar água nas cidades do interior do Nordeste, era feito com duas latas de 20 litros cada. Essas latas chegavam à praia trazidas pelos comerciantes que vendiam o querosene. Ainda hoje, lembro-me da única logomarca, Esso Jacaré. Este produto era utilizado para a iluminação das casas, abastecendo lamparinas, candeeiros e lampiões. Tempos depois, utilizou-se o óleo diesel, popularmente chamado de gás óleo. As latas eram presas por cordas de agave (sisal) a um barrote de madeira. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-C24RUTTkd2A/Tkmq7rL_WdI/AAAAAAAAA4I/_DTyQEy8lQU/s1600/s_MLB_v_Z_f_155347605_9000.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-C24RUTTkd2A/Tkmq7rL_WdI/AAAAAAAAA4I/_DTyQEy8lQU/s400/s_MLB_v_Z_f_155347605_9000.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641227950440274386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O transportador o carregava depois de bem dividir em seu ombro os quarenta litros de água que comportava o galão. Essa água era colocada em jarras de barro que ficavam localizadas nas cozinhas, para o preparo dos alimentos, lavagem de pratos etc.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-t4_pM8-4f3c/Tkmn_AQumHI/AAAAAAAAA3w/g89XpmxtOeQ/s1600/cabaca1A_JPG.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 149px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-t4_pM8-4f3c/Tkmn_AQumHI/AAAAAAAAA3w/g89XpmxtOeQ/s400/cabaca1A_JPG.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641224709102016626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ka5mtje0gjI/Tkmm3ZeJ8HI/AAAAAAAAA3g/4iluS-diEeA/s1600/jarros%2B1%2B%25281%2529JPG_thumb%255B4%255D.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ka5mtje0gjI/Tkmm3ZeJ8HI/AAAAAAAAA3g/4iluS-diEeA/s400/jarros%2B1%2B%25281%2529JPG_thumb%255B4%255D.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641223478918639730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água destinada ao consumo dos moradores era colocada em potes e quartinhas, estas por serem menores eram geralmente colocadas nas janelas para que, em contato com o vento, esfriasse a água armazenada nelas.&lt;br /&gt;Os utensílios de barro como jarras, potes, quartinhas, pratos e panelas eram todos adquiridos nas feiras de Vila Flor, Canguaretama e Goianinha. Essas peças eram feitas de um tipo de barro especial, denominado barro de louça, que não existia nas regiões próximas ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de a água ser colocada nas jarras, amarrava-se na “boca” da mesma um pano muito fino, geralmente feito de morim. Esse pano ou coador, como também era conhecido, servia para evitar a entrada de pequenas raízes de árvores próximas das cacimbas, assim como também algumas impurezas que o tal pano conseguisse reter. Colocavam-se, dentro delas, algumas pedras de enxofre para evitar o aparecimento de “martelos”, como regionalmente conhecemos as larvas de mosquitos. &lt;br /&gt;Foram essas jarras nossas primeiras geladeiras. No “pé” da jarra, eram depositadas: frutas, verduras e raízes que eram consumidas durante a semana. Devido à umidade existente nesses locais, os alimentos se conservavam saudáveis por mais tempo, não obstante à companhia de algum teimoso sapo cururu. Esses indesejáveis inquilinos, sem nenhuma cerimônia, instalavam-se ali, junto aos alimentos, para aproveitar aquele friozinho durante o dia. À noite, se aventuravam em volta de lampiões, candeeiros e lamparinas, à cata de algumas desprevenidas mariposas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mais famosas cacimbas da praia da Pipa eram a Cacimba do Comum, localizada ao lado da atual igreja onde hoje é a casa que pertenceu a Maria Gadelha, e a Cacimba de Zé de Tereza, onde hoje é o restaurante Peixada da Pipa e a Cacimba de Vicência Torres, onde fica a casa de Honório Grilo. Outra cacimba famosa era a Cacimba do Beco da Peixeira, considerada “assombrada”. Esse beco era uma passagem que existia próximo à casa que hoje pertence a Luiz Carvalho. Estórias passadas de pai para filho diziam que as pessoas evitavam passar à noite nesse beco, pois ouviam saindo da tal cacimba o som de músicas ou de pessoas cantando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada da água encanada, em abril de 1983, as cacimbas foram aos pouco sendo desativadas. Algumas, depois de anos e anos fornecendo de suas entranhas, água doce e saudável, tiveram destino menos nobre, mas de extrema importância. Transformadas em fossas sépticas, continuaram servindo à saúde da comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natal, julho de 2009&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4999554140874296490?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4999554140874296490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4999554140874296490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4999554140874296490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4999554140874296490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/08/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos.html' title='Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--3JNyw4j-Gs/TkmmIomqEEI/AAAAAAAAA3Q/4_aEjM8S6Dk/s72-c/well014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1838125935387031970</id><published>2011-08-14T17:48:00.004-03:00</published><updated>2011-08-14T18:05:49.039-03:00</updated><title type='text'>FUNDAÇÃO  - ACLA - ACADEMIA CEARAMIRIENSE DE LETRAS E ARTES</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lZij8qn8Dgs/Tkg4CvDLSSI/AAAAAAAAA3A/DqFala4kndw/s1600/digitalizar0007.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 302px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lZij8qn8Dgs/Tkg4CvDLSSI/AAAAAAAAA3A/DqFala4kndw/s400/digitalizar0007.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640820152922229026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-x6_7gdDvdtI/Tkg4YW4gQVI/AAAAAAAAA3I/cez905itOtc/s1600/ACLA_D%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-x6_7gdDvdtI/Tkg4YW4gQVI/AAAAAAAAA3I/cez905itOtc/s400/ACLA_D%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640820524392137042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA ABERTURADA SESSÃO SOLENE, O PATRONO DE HONRA - DIÓGENES DA CUNHA LIMA - NA QUALIDADE DE PRESIDENTE DA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS, DEDICA BREVES E BELAS PALAVRAS AO MOMENTO, À CULTURA EM GERAL, À LITERATURA, EM SAUDAÇÃO EMOCIONAL!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QrqOgXKdvPw/Tkg08DHIOLI/AAAAAAAAA24/6wCTkFrH5go/s1600/ACLA_N%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QrqOgXKdvPw/Tkg08DHIOLI/AAAAAAAAA24/6wCTkFrH5go/s400/ACLA_N%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640816739513546930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do BLOG de Lúcia Helena Pereira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1838125935387031970?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1838125935387031970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1838125935387031970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1838125935387031970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1838125935387031970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/08/blog-post.html' title='FUNDAÇÃO  - ACLA - ACADEMIA CEARAMIRIENSE DE LETRAS E ARTES'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lZij8qn8Dgs/Tkg4CvDLSSI/AAAAAAAAA3A/DqFala4kndw/s72-c/digitalizar0007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1302555495416341499</id><published>2011-08-11T22:05:00.005-03:00</published><updated>2011-08-11T22:08:52.491-03:00</updated><title type='text'>INSTALAÇÃO DA ACLA - ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-27NECvjx39E/TkR8g69VFEI/AAAAAAAAA2w/rJQGq2BYAxc/s1600/ACLA.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-27NECvjx39E/TkR8g69VFEI/AAAAAAAAA2w/rJQGq2BYAxc/s400/ACLA.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639769538398852162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DO BLOG DE CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma noite histórica, com a presença de intelectuais, autoridades e do povo de Ceará-Mirim, tudo conduzido magistralmente pelo Presidente Pedro Simões Neto, que proferiu, de improviso, um discurso que marcará definitivamente o evento, rememorando a terra dos canaviais e sua gente.&lt;br /&gt;A sessão foi aberta pelo escritor Diógenes da Cunha Lima, Presidente da ANRL, que transferiu o seu comando ao Presidentge Pedros Simões Neto.&lt;br /&gt;Muitos homenageados e, ao final, a execução do hino do Município, cantado com entusiasmo contagiante. PARABÉNS.&lt;br /&gt;Aproveito para apresentar os meus agradecimentos pela outorga do título de Sócio Benemérito, o que muito me engrandece e orgulha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultuo a idéia de que uma homenagem como esta não deve ter a simploriedade de apenas um muito obrigado. Seu significado é bem maior, pois engrandecido pelo chão sagrado da terra dos canaviais, berço de história e de cultura, que enobrece, não apenas os seus conterrâneos, mas todos aqueles que apreciam a beleza, a literatura e a arte, na placidez deste vale. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca nossa memória os meninos do Ceará-Mirim, que se entrelaçaram na contemporaneidade e na cultura – EDGAR BARBOSA e NILO PEREIRA, quando dizia o primeiro: “Ninguém permanece vivendo mais o Ceará-Mirim do que Nilo – o menino que o descreveu entre sonhando e sorrindo já se descobre desde as primeiras linhas – no seu livro “Imagens” de Ceará-Mirim”. Nilo, por sua vez, não faz por menos, confirma o amigo com a bela alegoria: “Menino é aquele que cresce no adulto, a vida o levou por longas terras, a cumprir o seu destino. Mas ele volta sempre: e voltar é ver de novo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos contaram e cantaram a mesma terra-berço. Vê-se, assim, que Edgar está em Nilo e Nilo em Edgar, caminhos que se cruzaram num tempo, corpos que se separaram em outro e se reencontraram na grandeza da eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo diria dos outros Patronos desta Academia de Cultura, desde ADELLE DE OLIVEIRA, a professora daqueles meninos, até o último que RECENTEMENTE se encantou – BARTOLOMEU CORREIA DE MELO, cujos perfis serão traçados doravante pelos intelectuais que honram suas cadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1302555495416341499?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1302555495416341499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1302555495416341499' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1302555495416341499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1302555495416341499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/08/instalacao-da-acla-academia.html' title='INSTALAÇÃO DA ACLA - ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-27NECvjx39E/TkR8g69VFEI/AAAAAAAAA2w/rJQGq2BYAxc/s72-c/ACLA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-3940089399886743740</id><published>2011-08-10T15:03:00.010-03:00</published><updated>2011-08-10T15:40:31.336-03:00</updated><title type='text'>ACLA - ACADEMIA CEARAMIRIENSE DE LETRAS E ARTES</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RS3IGal6aeM/TkLNezCEknI/AAAAAAAAA2g/YrGUhWX_tnQ/s1600/CEARMIRIM03DEZ05igrejaa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-RS3IGal6aeM/TkLNezCEknI/AAAAAAAAA2g/YrGUhWX_tnQ/s400/CEARMIRIM03DEZ05igrejaa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639295612399948402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IGREJA DE NOSSA SENHORA DA CONSEIÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos chá, mais ação. A Academia de Letras e Artes de Ceará-Mirim, criada em outubro do ano passado, deseja reverter a imagem algo morosa e pedante que se faz deste tipo de instituição acadêmica, promovendo uma série de ações que elevem cultural, social e economicamente a região. O pontapé será dado nesta quarta-feira, às 19h, ocasião em que a academia fará instalação e posse de diretoria e sócio-fundadores, na Estação Cultural Roberto Varela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6sFISF_bRmg/TkLQJ_hCtLI/AAAAAAAAA2o/ebiNErvK2Eg/s1600/ZZZ_ESTACAO.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 302px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-6sFISF_bRmg/TkLQJ_hCtLI/AAAAAAAAA2o/ebiNErvK2Eg/s400/ZZZ_ESTACAO.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639298553508705458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CENTRO DE CULTURA "ROBERTO PEREIRA VARELA"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A academia surge e se mobiliza num momento em que Ceará-Mirim passa por uma grande crise econômica e social. "Passamos mais de 200 anos como uma monocultura dedicada à cana-de-açúcar, e nada mais. Essa acomodação veio cobrar seu preço. Ceará-Mirim virou uma cidade dormitório", explicam Pedro Simões, fundador da academia, e Ciro José Tavares, articulador de projetos. A saída, segundo os acadêmicos, está na exploração de um elemento que sempre esteve enraizado na história da cidade, mas pouco explorado: a produção cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mgxrMCVGM6Y/TkLKbuFPTKI/AAAAAAAAA2Y/-T5lfuU7OrY/s1600/imagesCAX81TBW.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 183px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mgxrMCVGM6Y/TkLKbuFPTKI/AAAAAAAAA2Y/-T5lfuU7OrY/s400/imagesCAX81TBW.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639292260996566178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CENTRO CULTURAL ROBERTO PEREIRA VARELA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ceará-Mirim é um dos maiores pólos culturais do estado. A própria autoestima da população está diretamente ligada a isso. Mas não havia um trabalho  para tornar esse fato a nosso favor", explica Pedro Simões. Os acadêmicos viram que o momento de oficialização da instituição poderia servir como forma de suporte para combater a crise. "A gente não poderia desperdiçar a criação da academia com chás, conversas e vaidades. Resolvemos inovar e aproveitar a força intelectual da cidade para promover melhorias práticas", afirma Ciro Tavares. Antes mesmo da instalação da academia, algumas medidas já tinham sido elaboradas pelo grupo, adianta Pedro Simões.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Uvr8-XorXdU/TkLKVNnL7cI/AAAAAAAAA2Q/BzFTHSPvjWs/s1600/imagesCA1CLR40.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Uvr8-XorXdU/TkLKVNnL7cI/AAAAAAAAA2Q/BzFTHSPvjWs/s400/imagesCA1CLR40.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639292149201366466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CENTRO CULTURAL ROBERTO PEREIRA VARELA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto principal diz respeito ao incremento do turismo cultural. "Ceará-Mirim tem engenhos, casarões imperiais, belezas naturais. Temos o maior entalhador em madeira do estado, o Mestre Santana. É o tipo de coisa que deve ser admirada o ano todo, não apenas no São João", afirma. Os acadêmicos foram convidados para coordenar a parte cultural da festa da padroeira, Nossa Senhora da Conceição, dez dias de festa que terão um formato inovador. Em setembro, a academia levará para Natal uma mostra coletiva com o que há de melhor nas artes plásticas cearamirinenses. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-3940089399886743740?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/3940089399886743740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=3940089399886743740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3940089399886743740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3940089399886743740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/08/acla-academia-cearamiriense-de-letras-e.html' title='ACLA - ACADEMIA CEARAMIRIENSE DE LETRAS E ARTES'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RS3IGal6aeM/TkLNezCEknI/AAAAAAAAA2g/YrGUhWX_tnQ/s72-c/CEARMIRIM03DEZ05igrejaa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7893745406986760207</id><published>2011-08-07T10:55:00.007-03:00</published><updated>2011-08-08T16:46:24.622-03:00</updated><title type='text'>ACLA - ACADEMIA CEARAMIRIENSE DE LETRAS E ARTES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--UrWlIDRr_M/Tj6fc8PbIBI/AAAAAAAAA2A/o313-Mdu-iY/s1600/BRAS%25C3%2583O%252BDA%252BACLA%252B-%252BESTE%252BMAIOR%255B1%255D.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 298px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--UrWlIDRr_M/Tj6fc8PbIBI/AAAAAAAAA2A/o313-Mdu-iY/s400/BRAS%25C3%2583O%252BDA%252BACLA%252B-%252BESTE%252BMAIOR%255B1%255D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638119103070412818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONVITE PARA A SOLENIDADE DE POSSE DOS SÓCIOS FUNDADORES DA ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES - ACLA. - EM 10-08-2011, 19 horas na Estação Cultural Roberto Pereira Varela - Ceará-Mirim.. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PATRONOS/ACADÊMICOS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadeira n.  1 – Nilo Pereira; Caio César Cruz Azevedo  &lt;br /&gt;Cadeira n.  2 – Edgar Barbosa; Cléa Bezerra de Melo Centeno &lt;br /&gt;Cadeira n.  3 – Juvenal Antunes; Paulo de Tarso Correia de Melo &lt;br /&gt;Cadeira n.  4 – Maria Madalena Antunes Pereira; Lúcia Helena Pereira &lt;br /&gt;Cadeira n.  5 – Adelle de Oliveira; Ciro Tavares &lt;br /&gt;Cadeira n.  6 – Augusto Meira; Emmanuel Cavalcanti &lt;br /&gt;Cadeira n.  7 – Rodolfo Garcia; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n.  8 – Júlio Magalhães de Sena; Gibson Machado &lt;br /&gt;Cadeira n.  9 – Inácio Meira Pires; Anchieta Cavalcanti &lt;br /&gt;Cadeira n. 10 – Jayme Adour da Câmara; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva; José de Anchieta Cavalcante &lt;br /&gt;Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 14 – José Emidio Rodrigues Galhardo; Janilson Dias de Oliveira &lt;br /&gt;Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos; Sayonara Montenegro Rodrigues &lt;br /&gt;Cadeira n. 18 – Antonio Glicério; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá; Pedro Simões &lt;br /&gt;Cadeira n. 21 – Anete Varela; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral; Franklin Marinho de Queiroz ]&lt;br /&gt;Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas; Leonor Soares &lt;br /&gt;Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo). VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 25 – José Bartolomeu Correia de Melo; Ormuz Barbalho Simonetti&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7893745406986760207?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7893745406986760207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7893745406986760207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7893745406986760207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7893745406986760207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/08/convite-para-solenidade-de-posse-dos.html' title='ACLA - ACADEMIA CEARAMIRIENSE DE LETRAS E ARTES'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/--UrWlIDRr_M/Tj6fc8PbIBI/AAAAAAAAA2A/o313-Mdu-iY/s72-c/BRAS%25C3%2583O%252BDA%252BACLA%252B-%252BESTE%252BMAIOR%255B1%255D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1847058795066696580</id><published>2011-08-01T21:32:00.004-03:00</published><updated>2011-08-01T21:38:56.903-03:00</updated><title type='text'>LUIZ DA CÂMARA CASCUDO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kNCh1FrF2F0/TjdGuku0ULI/AAAAAAAAA14/5ncSzc68BaU/s1600/news_74422_20110801114211faf3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 259px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-kNCh1FrF2F0/TjdGuku0ULI/AAAAAAAAA14/5ncSzc68BaU/s400/news_74422_20110801114211faf3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636051224625434802" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Aos 20 anos, em 1918, fez sua estréia nas páginas de A Imprensa, o jornal do seu pai. Foi o repórter que acompanhou Joca do Pará numa reportagem sobre as rondas da polícia montada vigiando a noite da cidade. Aos 21,fez sua estréia como escritor ao lançar seu primeiro livro - Alma Patrícia, há noventa anos. E há 25 anos fechou seus olhos para sempre, aos oitenta e seis anos e mais de uma centena de livros. Genial e humilde. Pobre e feliz. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho único de Francisco Justino de Oliveira Cascudo e Ana Maria da Câmara Cascudo, ele comerciante e coronel da Guarda Nacional, ela dos afazeres do-mésticos, nasceu Luís da Câmara Cascudo em Natal, a 30 de dezembro de 1898, onde viveu 88 anos até seu coração parar na tarde do dia 30 de julho de 1986. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na água do primeiro banho, a mãe despejou um cálice de vinho do Porto para ter saúde e o pai temperou com um patacão do Império, para ganhar fortuna. O padre João Maria, o santo da cidade, batizou-lhe na Igreja do Bom Jesus Dores, na Ribeira, ali onde nasceu, anunciando seu nome em latim: Ludovi-cus! E a poetisa Auta de Souza, amiga de sua mãe, embalou nos braços tépidos, o choro forte do menino-homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o sobrevivente de quatro irmãos, teve a infância guardada entre cuidados com ama de companhia, professora particular e proibido do encanto das ruas. No verão, vivia os dias de calor na beira do mar, entre barcos e pescadores, e o inverno passava no sertão, ouvindo o aboio dos vaqueiros e o desafio de cantado¬. E assim sedimentou, entre espumas e espinhos, a sua cultura descobridora do homem brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejou ser um nobre médico de província e chegou a cursar os primeiros anos Faculdade de Medicina da Bahia e no Rio de Janeiro. Mas terminou cumprindo destino de ser bacharel em Direito, na velha Faculdade de Direito do Recife ¬onde ainda ouviu o eco dos discursos de Joaquim Nabuco e Tobias Monteiro versos de Castro Alves horrorizados com a escravidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhou ser jornalista, e foi. Seu pai, nessa época ainda um homem rico, instalou ¬o jornal A Imprensa para o filho. Nas suas páginas, o estudante que lia até a madrugada, passou a exercitar o gosto de escrever, mantendo a coluna Bric-à¬-Brac, na qual treinou seu olhar perscrutador observando costumes, hábitos e tradições de seu povo. Um repórter a registrar os quadrantes da vida comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro livro, Alma Patrícia, um olhar pioneiro sobre os poetas e prosado-res de sua cidade, sai dos prelos em 1921. Na véspera da Semana de Arte Moderna de 1922 que aconteceria, meses depois, em São Paulo. O movimento estético encontrou no jovem escritor natalense um dos precursores no Nordeste. O professor ¬de História que se revelara com as biografias do Marquês de Olinda e do Conde d'Eu, publicadas na Coleção Brasiliana, foi além dos feitos históricos. Voltou ¬seu olhar para o Brasil para ser um dos grandes fundadores do homem brasileiro¬, ao lado de Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitor dos clássicos e das vanguardas dos anos vinte, não demorou a entrar sintonia com os modernistas. Colaborou nas suas revistas, recebeu Mário de Andrade em Natal, e começou a sua construção da cultura popular do seu povo. Ergueu as bases da etnologia, psicologia, antropologia e sociologia do homem brasileiro, vendo e ouvindo, anotando e estudando. Crenças e costumes, hábitos e tra¬dições, cantos e danças, jogos e técnicas, no lazer e no trabalho, na vida e na morte - tudo para conhecê-lo na sua riqueza, singularidade, mutações e permanências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final dos anos trinta, lança Vaqueiros e Cantadores e fixa seu nome como legenda nos estudos folclóricos que chamaria de Ciência do Povo. Funda a So¬ciedade Brasileira de Folclore; propõe uma teoria em tomo do conceito de Cultu¬ra Popular; ergue com erudição o corpus conceitual da Literatura Oral no Brasil e sistematiza sua classificação; e faz a sua longa viagem de estudos ao continen¬te africano, como um grande viajante do Século XX, para beber nas fontes ances¬trais o vinho arcaico do passado e escrever Made in África, restauração da arqueo¬logia cultural brasileira, cartografia indispensável à compreensão das nossas raízes que pareciam perdidas há cinco séculos.  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor de verdadeiros clássicos da cultura brasileira, como o Dicionário do Fol¬clore, Cultura e Civilização, História da Alimentação e História dos Nossos Ges¬tos; ensaísta insuperável da Jangada e da Rede de Dormir; etnólogo dos costumes e superstições; tradutor de Montaigne e Henry Koster; estudioso das lendas, da novelística popular, dos contos infantis, e observador dos medos e assombrações, a obra de Câmara Cascudo é um vasto continente a contracenar com um arquipé¬lago de ilhas temáticas nascidas de todos os seus olhares e saberes específicos ar¬ticulados entre si. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais de uma centena de títulos. entre livros, traduções, opúsculos, e al¬guns milhares de artigos publicados no Brasil e em vários países, traduzido na Fran¬ça, Itália, Espanha e Japão, viveu como um descobrir, vendo e ouvindo, lendo e perguntando, anotando e escrevendo, sem nunca pensar em deixar a sua terra Natal, entre o rio, o mar e os morros, traços de sua própria fisionomia. Ainda nos anos trinta, o seu pai ficou pobre e o menino virou arrimo de família com a rica fortuna de um destino que faria de sua obra uma marca vitoriosa na história inte¬lectual do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, em 1960, foi convidado para reitor da Universidade Nacional de Brasília pelo próprio presidente Juscelino Kubitschek que veio a Natal visitá-lo. Não aceitou. Convidado para ensinar em várias universidades da América Latina, Europa e Estados Unidos, nunca aceitou. Quando se negou a lançar a sua candidatura à Academia Brasileira e Letras, Afrânio Peixoto, seu amigo, in¬conformado em não vê-lo imortal, biografou numa frase perfeita o traço mais determinante de sua personalidade de espírito e de gênio: Câmara Cascudo é um provinciano incurável. &lt;br /&gt;Luis da Câmara Cascudo viveu e morreu na sua aldeia Genial e humilde. Pobre e feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vicente Serejo 31/07/2011 &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1847058795066696580?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1847058795066696580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1847058795066696580' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1847058795066696580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1847058795066696580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/08/luiz-da-camara-cascudo.html' title='LUIZ DA CÂMARA CASCUDO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kNCh1FrF2F0/TjdGuku0ULI/AAAAAAAAA14/5ncSzc68BaU/s72-c/news_74422_20110801114211faf3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1030884857393482298</id><published>2011-07-31T13:00:00.001-03:00</published><updated>2011-07-31T13:00:52.797-03:00</updated><title type='text'>DO BLOG DE LUCIA HELENA PEREITA</title><content type='html'>ORMUZ BARBALHO SIMONETTI - UM SAUDOSISTA INCURÁVEL - QUE ME FEZ PASSAR ALGUMAS HORAS NO COMPUTADOR, CATANDO O MILHO DE SUAS LEMBRANÇAS DOURADAS, BANHADAS NOS RIOS DA SUA INFÂNCIA BUCÓLICA, DOS VERANEIOS EM TIBAU DO SUL, ONDE UMA PRAIA QUASE ESQUECIDA, NOS IDOS DO PASSADO, TORNOU-SE, NOS TEMPOS ATUAIS, UMA ESPÉCIE DE RIVIERA FRANCESA DO RIO GRANDE DO NORTE. A PRAIA DE PIPA HOJE, CHEIA DE POUSADAS SOFISTICADAS, DE BARES, CAFÉS, RESTAURANTES, DIVERSIDADES DE FRUTOS DO MAR, DE FIGURAS DE FORA QUE SABEM COMO PRODUZIR BOA GRANA, SOBRETUDO OS EUROPEUS QUE LÁ SE INSTALARAM E SOUBERAM FAZER BOM COMÉRCIO! TODAVIA, A PRAIA LINDA, DE PAISAGEM PARADISÍACA, DE ALTAS ONDAS ONDE OS SURFISTAS SE REALIZAM. PRAIA DE PIPA, RECORDAÇÃO PERENE DESSE NOTÁVEL ESCRITOR - ORMUZ SIMONETTI - CUJA FAMÍLIA AINDA ANDA POR LÁ, EM BELAS POUSADAS ERGUIDAS HÁ MAIS DE DUAS DÉCADAS.&lt;br /&gt;TODAVIA, A BELA PRAIA JAMAIS PERDERÁ SUA FEIÇÃO ANTIGA: O AZUL CRISTALINO DO MAR, O POR-DO-SOL ROMÂNTICO, AS LUAS, O CÉU ESTELAR, AS FALÉSIAS MONUMENTAIS - ARQUITETURAS DA NATUREZA - OS SÍTIOS COM SUAS MANGABEIRAS, OS CAJUEIROS FLORIDOS, OS VENDEDORES AMBULANTES...A PAISAGEM, ENFIM,&lt;br /&gt;IMORTALIZADA NA MEMÓRIA DESSE GENEALOGISTA, IMORTAL DA ACLA E CRONISTA LITERÁRIO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A VIAGEM PARA O VERANEIO" É O CENÁRIO DA CRÔNICA DE ORMUZ PARA O NOSSO DELEITE E PAISAGISMO SENTIMENTAL.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1030884857393482298?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1030884857393482298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1030884857393482298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1030884857393482298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1030884857393482298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/07/do-blog-de-lucia-helena-pereita.html' title='DO BLOG DE LUCIA HELENA PEREITA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-3243822792043020796</id><published>2011-07-29T15:54:00.009-03:00</published><updated>2011-07-29T17:47:37.805-03:00</updated><title type='text'>Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A VIAGEM PARA O VERANEIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kukCneMQl08/TjMJVn-v4QI/AAAAAAAAA0w/d7sAuOU5lvs/s1600/Digitalizar00701.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kukCneMQl08/TjMJVn-v4QI/AAAAAAAAA0w/d7sAuOU5lvs/s400/Digitalizar00701.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634857825884692738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GOIANINHA NA ÉPOCA DOS PRIMEIROS VERANEIOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Era grande a expectativa que causava, nos dias que antecediam a viagem para a Praia da Pipa. Dias antes, o meu avô Odilon Barbalho mandava um portador a Pipa, com recado ao seu compadre Antônio Pequeno (o Velho), que era delegado distrital e exercia grande influência em toda a comunidade. Pedia que iniciasse, com alguns homens, uma “picada” com destino a Piau. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-a-9euinf8fc/TjMKHobFFzI/AAAAAAAAA1Q/2nVXd29GXVc/s1600/imagesCAL2Q2OX.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-a-9euinf8fc/TjMKHobFFzI/AAAAAAAAA1Q/2nVXd29GXVc/s400/imagesCAL2Q2OX.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634858684996982578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DISTRITO DE PIAU-MUNICÍPIO DE TIBAU DO SUL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, por sua vez, também iniciava, com seus empregados, outra picada partindo de Piau com destino a Pipa. Era um percurso de doze quilômetros que atravessava tabuleiros cobertos de fruteiras silvestres, como mangabeiras, cajueiros e mais perto da praia, multiplicavam-se os pés de camboim, maçaranduba, guabiraba, murta, murici, cajarana, camaci, maria-preta, ubaia doce e azeda etc. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DVOHc3NkhdU/TjMKSN95dTI/AAAAAAAAA1Y/DqfZeB3COSQ/s1600/caju-46.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 334px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-DVOHc3NkhdU/TjMKSN95dTI/AAAAAAAAA1Y/DqfZeB3COSQ/s400/caju-46.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634858866873824562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-13fN7C2-BkQ/TjMJ-ZhHqwI/AAAAAAAAA1I/biE289hjDBE/s1600/4365286895_5b9c33da7f.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-13fN7C2-BkQ/TjMJ-ZhHqwI/AAAAAAAAA1I/biE289hjDBE/s400/4365286895_5b9c33da7f.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634858526376962818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MANGABEIRAS COBRINDO A ESTRADA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os trabalhadores se encontravam, estava concluída a estrada que iria conduzir a caravana de veranistas ávidos em passar todo o mês de janeiro desfrutando das águas mornas do mar da Pipa. Foram os carros de boi do meu avô Odilon Barbalho, os primeiros veículos movidos à tração animal, a chegar a Praia da Pipa, em janeiro de 1926.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qRzPAqpdpmc/TjMK7-xVzDI/AAAAAAAAA1g/r5Z9co8kHDA/s1600/dsc01999.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-qRzPAqpdpmc/TjMK7-xVzDI/AAAAAAAAA1g/r5Z9co8kHDA/s400/dsc01999.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634859584349129778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;HOMENS ABRINDO PICADA NO TABOLEIRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A viagem era sempre feita à noite para poupar homens e animais do escaldante sol do mês de janeiro. As famílias, com suas tropas de burros de carga, carros de boi, charretes e cabriolés, reuniam-se no oitão da igreja matriz. Por volta das sete horas da noite iniciavam a viagem. As moças e os rapazes montavam cavalos. As moças e senhoras, naquela época, utilizavam uma sela chamada silhão. Era um tipo de sela maior que as normais, com estribo apenas em um dos lados, onde a pessoa ficava com um dos pés no estribo e curvava a outra perna sobre um arção semicircular. Era apropriada para moças e senhoras quando cavalgavam de saias.  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kqrDYLg8-lI/TjMJtNiJ4mI/AAAAAAAAA1A/AacvoX-0mtA/s1600/blog_costao_cavalgada.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kqrDYLg8-lI/TjMJtNiJ4mI/AAAAAAAAA1A/AacvoX-0mtA/s400/blog_costao_cavalgada.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634858231102300770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A VIAGEM ERA FEITA AO CAIR DA TARDE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os carros de boi além de carregar pessoas, levavam alguns móveis, como camas e pequenos armários. Levavam, ainda, vários utensílios domésticos e todas as tralhas que compõem uma cozinha. &lt;br /&gt;Rapazes e moças seguiam na frente, com suas velozes montarias. Disputavam corridas e faziam diversas brincadeiras ao longo da viagem. Era comum que algumas pessoas, com habilidade para tocar instrumentos musicais, levassem violões, concertinas, triângulos, pandeiros e zabumbas, para animar a longa viagem. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-XMwf4lPAg2c/TjMb3-A-GPI/AAAAAAAAA1w/Yr7sIRTWIao/s1600/banpif.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 201px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-XMwf4lPAg2c/TjMb3-A-GPI/AAAAAAAAA1w/Yr7sIRTWIao/s400/banpif.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634878207124445426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parada era no distrito de Piau, que significava a metade do caminho a percorrer. Daí pra frente, a estrada se transformava em picada, e a viagem se tornava mais lenta e penosa, principalmente para os animais de carga e tração. O solo ficava mais arenoso, o que facilitava o atolamento dos carros de boi que tinham rodas de madeira muito finas para aquele tipo de terreno e carregavam a maior parte do peso.       &lt;br /&gt;Durante essa parada, por volta da meia noite, as mulheres aproveitavam para cuidar das crianças e comer algum lanche trazido para a ocasião. Aproveitavam, também, para utilizar os sanitários (latrinas) da casa dos compadres. Os homens geralmente iam para as bodegas e vendas para tomar uns tragos de boa cachaça de cabeça produzida nos engenhos da região.  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VbWn8NiRdOE/TjMJexH7E7I/AAAAAAAAA04/6P43STwDyVk/s1600/carro%2Bde%2Bboii%2B001.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 248px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-VbWn8NiRdOE/TjMJexH7E7I/AAAAAAAAA04/6P43STwDyVk/s400/carro%2Bde%2Bboii%2B001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634857982957917106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, retomavam o caminho seguindo pela picada previamente aberta. Nesse tipo de solo a caravana seguia com mais dificuldade. Depois de três a quatro horas de viagem chegava ao Rio Galhardo, onde era feita a última parada. Lá a demora era pequena, somente o tempo de dar água aos animais enquanto algumas pessoas tomavam banho para desenfadar. Com mais hora e meia de viagem chegavam na Praia da Pipa. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zivMooR-1hY/TjMQQSQcsmI/AAAAAAAAA1o/1xGuzL0bzNQ/s1600/digitalizar0010.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 391px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zivMooR-1hY/TjMQQSQcsmI/AAAAAAAAA1o/1xGuzL0bzNQ/s400/digitalizar0010.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634865430735401570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LOCAL ONDE PRIMEIRO SE AVISTA A PRAIA DA PIPA- FOTO DE 1970&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ansiedade era tanta, que os rapazes e moças disparavam nos seus cavalos, e logo chegavam à praia. Horas depois chegavam os pesados e vagarosos carros de boi e os animais de carga. Eram recebidos com festa de boas-vindas pelos compadres e moradores do lugar. Era hora de arrumar tudo e começar o tão esperado veraneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natal, março de 2009.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-3243822792043020796?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/3243822792043020796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=3243822792043020796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3243822792043020796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3243822792043020796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/07/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos_29.html' title='Do livro “A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS”'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kukCneMQl08/TjMJVn-v4QI/AAAAAAAAA0w/d7sAuOU5lvs/s72-c/Digitalizar00701.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-2217818173515208212</id><published>2011-07-24T20:10:00.003-03:00</published><updated>2011-07-24T20:17:43.231-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Denuncia'/><title type='text'>SERÁ QUE ESTAMOS NOS ACOSTUMANDO A SER ENGANADOS?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eh, ôô, vida de gado,&lt;br /&gt;povo marcado, ê, povo feliz!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece sim, vivemos atualmente numa cidade onde as coisas erradas continuam acontecendo sem que a população se mostre pelo menos indignada. A famosa “Lei de Gerson” nunca esteve tão presente em nossos dias. Para citar alguns desses “golpes”, tomemos por base determinados restaurantes, principalmente os que adotam o sistema self service, quando o restaurante oferece, além do serviço a “la carte”, (expressão francesa utilizada quando você fazer o pedido usando o cardápio do restaurante). Na modalidade self service, alguns proprietários desses estabelecimento cobram uma taxa de 10% (dez por cento) sobre a totalidade da conta, como taxa de “serviço”, o que juridicamente é ilegal, pois nessa modalidade nenhum serviço é prestado, já que é o próprio cliente quem se serve. &lt;br /&gt;Vejam o que o diz o Dr. Abdala Abi Farah, Juiz de Direito aposentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Tornou-se prática comum de muitos hotéis, bares e restaurantes cobrarem a famigerada taxa de serviço de 10% sobre o valor da conta.&lt;br /&gt;Todavia, à luz do Código do Consumidor e da Constituição, referida cobrança é abusiva e ilícita. Fere a lógica e o bom senso. Tal fato beira o ilícito penal, ou seja, numa análise rigorosa está se cometendo um crime contra o patrimônio.&lt;br /&gt;Os estabelecimentos referidos jamais poderiam penalizar os seus clientes com uma taxa absurda transferindo a eles uma obrigação – remunerar seus funcionários – que é sua. Menos mal que tal barbaridade não se estendeu a outros setores comerciais, pois ficaria estranho o cidadão pagar essa mesma taxa ao feirante, ao açougueiro, ao farmacêutico, ao mecânico, ao barbeiro, ao alfaiate e ao taxista. Isso só para citar alguns profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gorjeta só pode ser dada por liberalidade do consumidor. Jamais a gorjeta poderia ter se transformado em taxa de serviço e muito menos obrigatória. Jamais o estabelecimento comercial poderá exigi-la ou lançá-la na conta a ser apresentada ao cliente, sob o risco de estar submetendo-o a um constrangimento moral. &lt;br /&gt;Muitas vezes, o cidadão para não passar vergonha, na presença de familiares ou convidados e os demais freqüentadores do lugar, acaba pagando, mesmo sabendo que a taxa de serviço é injusta e ilegal. O Código do Consumidor dispõe que o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à devolução em dobro do que pagou, acrescido de correção monetária e juros legais. Diz ainda que é proibido utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Constituição Federal dispõe em seu artigo 5º, inciso II, que "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei". &lt;br /&gt;Nenhuma lei autoriza, nem pode, um comerciante a cobrar uma taxa de serviço sobre um serviço por ele prestado, serviço este que tem um preço por ele fixado e onde com certeza estão embutidos todos os seus custos e lucros.&lt;br /&gt;Para piorar, existem bares e restaurantes que além da taxa de serviço de 10% cobram o chamado “couvert artístico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais um abuso. Reverter essa ilegalidade depende dos consumidores reagirem, negarem o pagamento, acionarem civil e criminalmente os responsáveis por tais ilicitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode o Poder Público municipal até cassar os alvarás de funcionamento de estabelecimentos que insistirem em tais práticas, estribado no artigo 50 do Código de Consumidor. O Consumidor que for constrangido na cobrança de referida taxa pode eventualmente mover uma ação de indenização por dano material e moral contra o estabelecimento infrator.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, domingo passado fui almoçar num dos grandes restaurantes no 5° piso do Shoppinh Midway Mall, no sistema self service. Após o pagamento da fatura e recebimento do cupom fiscal, que convenientemente não é apresentada ao cliente antes do pagamento, e sim anunciada verbalmente pelos caixas, verifiquei que estava escrito abaixo da relação dos itens consumidos, a palavra “SERVIÇO”, e logo à frente o valor correspondente a 10% do total do que foi consumido. Como já tinha me ausentado do restaurante, retornei e questionei ao caixa o valor cobrado, já que não houve a participação do garçom quando me servi de alguns itens dispostos em um balcão, daí o nome self service. O funcionário informou que o “sistema” adotado pelo restaurante estava programado para cobrar a tal taxa, independente do tipo de serviço que eu utilizasse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, certamente orientado pelo patrão, naquela de “se colar colou”, imediatamente apressou-se em devolver o valor cobrado indevidamente. Uma senhora que estava em minha companhia, ciente de minha atitude, dirigiu-se ao caixa e procedendo da mesma maneira teve seu dinheiro, cobrado e pago indevidamente, imediatamente devolvido.&lt;br /&gt;Esse tipo de esperteza deve lesar pelo menos 99% dos incautos freqüentadores desses restaurantes, principalmente pela falta de conhecimento de seus direitos como consumidor, ou ainda pior, por se omitirem a questionar esses direitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, dentro desse contexto, existem aqueles que optam por “fazer a coisa certa”. Tomemos como exemplo o restaurante “Tabua de Carne”, um dos mais bem freqüentados de nossa cidade. Lá quando o cliente recebe a fatura, o garçom informa que os 10% (dez por cento) não estão inclusos na nota. Fica a critério do cliente o pagamento da gorjeta ou não. Para tanto, o profissional esmera-se em prestar o melhor serviço a seu alcance. Na maioria das vezes, a gorjeta é dada ao profissional, mas sem que o cliente se sinta coagido.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem a pergunta que não quer calar: onde estão os órgãos de defesa do consumidor? E o Ministério Público? Será que os adeptos e praticantes da “Lei de Gerson” que se multiplica em todos os setores de nossa sociedade, sempre vão sair vitoriosos? Vamos ficar olhando, passivos e apáticos a vitórias dos falazes? Cada vez que eles vencerem ficam mais fortes e mais ousados e a honestidade mais vassala. Esses espertalhões engravatados e bem falantes geralmente são os mesmos que quando estão em rodas de amigos falam dos políticos corruptos, dos golpistas, dos altos impostos cobrados pelos governos etc, etc. E nós, povo marcado, acostumado com toda sorte de exploração, vamos nos acostumando a não reagir, mesmo quando temos nossa inteligência afrontada. É preocupante a apatia que tomou conta da população, frente a todo tipo de explorações que sofremos no nosso dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matéria publicada no "JORNAL DE HOJE", edição de sexta-feira 22.07.2011&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-2217818173515208212?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/2217818173515208212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=2217818173515208212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2217818173515208212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2217818173515208212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/07/sera-que-estamos-nos-acostumando-ser.html' title='SERÁ QUE ESTAMOS NOS ACOSTUMANDO A SER ENGANADOS?'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7468394537056856227</id><published>2011-07-17T10:39:00.011-03:00</published><updated>2011-07-17T12:06:02.426-03:00</updated><title type='text'>DO LIVRO "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;OS PRIMEIROS VERANISTAS&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yaKi6XY6dls/TiLtf2y2qZI/AAAAAAAAAzU/YVRUe8lhU-E/s1600/imagesCABKQNG4.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 98px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-yaKi6XY6dls/TiLtf2y2qZI/AAAAAAAAAzU/YVRUe8lhU-E/s400/imagesCABKQNG4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630323615707081106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRAIA DE TIBAU DO SUL - RN&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aristocracia canavieira de Goianinha escolhia todos os anos, o mês de janeiro, para veranear na praia de Tibáu do Sul. Lá veraneavam os proprietários dos Engenhos: Bem Fica, Odilon Barbalho; do engenho Sumaré, Ezaúl Marinho; do engenho Bom Jardim Antônio Bento de Araújo Lima; o do engenho Ilha Grande Manoel Duarte da Silva; de engenho Cametá, Felipe Ferreira da Silva; do engenho Bosque Basílio Basiliano Barbalho; do engenho São Miguel, Benjamin Constant Simonetti e outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YUQtx8Fs9wA/TiLufshGocI/AAAAAAAAAzc/jMvgfF2Defc/s1600/Natal%2B-%2BPipa%2B-%2BTibau%2Bdo%2BSul%2Bfevereiro%2B2011%2B117%2B-%2Bbalsa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YUQtx8Fs9wA/TiLufshGocI/AAAAAAAAAzc/jMvgfF2Defc/s400/Natal%2B-%2BPipa%2B-%2BTibau%2Bdo%2BSul%2Bfevereiro%2B2011%2B117%2B-%2Bbalsa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630324712459903426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LAGOA DE GUARAÍRAS LIGADA AO OCEANO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o inverno de 1924, ocorreu o rompimento da barra que separava a lagoa de Guaraíras das águas do oceano. Como a cidade se desenvolvera próxima ao mar, foi praticamente toda destruída, juntamente com as casas dos veranistas. A partir dessa data, as águas da lagoa de Guaraíras ficaram definitivamente emendadas com o mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-updqAkdJ7gI/TiLoWrE44PI/AAAAAAAAAzM/TAn3CIv7lWo/s1600/Digitalizar0004.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 294px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-updqAkdJ7gI/TiLoWrE44PI/AAAAAAAAAzM/TAn3CIv7lWo/s400/Digitalizar0004.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630317960384536818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRAIA DA PIPA DE ANTIGAMENTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossibilitados de continuarem a veranear em Tibáu, em virtude do acontecido, escolheram então a praia da Pipa que ficava no mesmo município e a poucos quilômetros em direção ao sul. &lt;br /&gt;O primeiro veraneio ocorreu em 1926. As casas a serem ocupadas eram conseguidas com os pescadores que, na maioria das vezes, saíam de suas moradas para alugar ou mesmo emprestar aos que chegavam. Iam morar temporariamente com os parentes. Eram casas muito pobres, construídas com madeira conseguida na região e cobertas com palhas de coqueiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CjFWQHcaw8k/TiLy2nyhcxI/AAAAAAAAAzk/n4qdZuK0pc8/s1600/casa.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CjFWQHcaw8k/TiLy2nyhcxI/AAAAAAAAAzk/n4qdZuK0pc8/s400/casa.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630329504374289170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paredes eram revestidas de taipa e, em alguns pontos, havia somente palhas de coqueiro. O banheiro junto com a latrina ficava separado da casa, lá no fundo do quintal. Escolhia-se uma área com cerca de dois metros quadrados onde se fincava quatro barrotes no chão e as paredes era feitas com palhas de coqueiro. A latrina, como eram chamados os sanitários de antigamente, nada mais era que um buraco escavado no chão onde se atravessava uma tábua para facilitar o uso. Conforme a utilização e à medida do necessário iam sendo aterradas, com a própria areia retirada inicialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AiQUdAKZFbQ/TiLnWbldaOI/AAAAAAAAAy0/9Edy3Gi3DYM/s1600/Carro_de_boi%2B2.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-AiQUdAKZFbQ/TiLnWbldaOI/AAAAAAAAAy0/9Edy3Gi3DYM/s400/Carro_de_boi%2B2.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630316856714553570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viajem de Goianinha até a praia da Pipa era muito penosa e demorada. As pessoas viajavam em carros puxados por juntas de bois, em lombos de animais ou mesmo acomodados dentro de caçuás que eram transportados por burros. O caçuá é um cesto grande e comprido, feito de cipó, sem tampa e com alças para prender às cangalhas dos animais de carga. Neles eram transportados, além de gêneros alimentícios, roupas e utensílios domésticos que seriam utilizados durante o período do veraneio. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JWxIiiP2aoE/TiLnh0QP5SI/AAAAAAAAAy8/QBTKh1WxYwE/s1600/burro%2Bcm%2Bca%25C3%25A7u%25C3%25A1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 314px; height: 235px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JWxIiiP2aoE/TiLnh0QP5SI/AAAAAAAAAy8/QBTKh1WxYwE/s400/burro%2Bcm%2Bca%25C3%25A7u%25C3%25A1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630317052315034914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe conta que, quando pequena, fez diversas viagens para a Pipa, dentro desses cestos. Ela era acomodada de um lado e, do outro, ia meu tio Antônio Barbalho, tio Tonho, que era mais ou menos de sua idade, havendo assim uma melhor distribuição de peso. Quando a finalidade era o transporte de pessoas, estes cestos eram forrados com roupas, lençóis e toalhas para melhor conforto dos ocupantes. Com a continuidade dos veraneios as picadas se transformaram em estradas rudimentares, mas que permitiam que os senhores de engenho, viajassem em seus “cabriolés”. Esse tipo de transporte era uma espécie de carruagem coberta, com quatro rodas de madeira, parecida com as diligências do velho oeste americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia espaço para quatro pessoas na parte coberta e na parte externa, onde viajava o cocheiro, cabia mais uma pessoa. Eram puxadas por dois cavalos. Nos cabriolés, viajavam geralmente o senhor de engenho com sua esposa e, às vezes, alguma criança de colo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vxk1VDCqCf0/TiL1mi1upDI/AAAAAAAAAzs/OFEn9mSbzY0/s1600/Charrete_0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vxk1VDCqCf0/TiL1mi1upDI/AAAAAAAAAzs/OFEn9mSbzY0/s400/Charrete_0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630332526702535730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Goianinha os engenhos Bem Fica, Ilha Grande, Cametá, Bom Jardim e Mourisco, possuíam esse tipo de transporte. Outros tinham charretes, que eram veículos menores e mais leves, também de tração animal. Não tinham cobertura e o assento comportava no máximo três pessoas, incluindo aí o condutor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xd2dAUCpJWA/TiL1-Sw6wKI/AAAAAAAAAz0/11EO1cOTPd8/s1600/charrete40.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-xd2dAUCpJWA/TiL1-Sw6wKI/AAAAAAAAAz0/11EO1cOTPd8/s400/charrete40.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630332934704251042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era criança, tive oportunidade de viajar no cabriolé do engenho Bem Fica. Foi uma viagem curta, mas inesquecível. Viajei do engenho até Goianinha. Ainda hoje posso sentir a emoção dessa viagem. O cabriolé puxado pela parelha de cavalos russos Mele e Medalha, seguia estrada afora, estimulados pelos gritos e estalidos de chicote do cocheiro João de Gerson. Quanta saudade!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Natal, março de 2009&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7468394537056856227?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7468394537056856227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7468394537056856227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7468394537056856227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7468394537056856227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/07/do-livro-praia-da-pipa-dos-meus-avos.html' title='DO LIVRO &quot;A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS&quot;'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yaKi6XY6dls/TiLtf2y2qZI/AAAAAAAAAzU/YVRUe8lhU-E/s72-c/imagesCABKQNG4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5314011182257282441</id><published>2011-07-14T18:58:00.005-03:00</published><updated>2011-07-14T21:11:59.341-03:00</updated><title type='text'>ACLA - ACADEMIA CEARAMIRIENSE DE LETRAS E ARTES</title><content type='html'>&lt;strong&gt;CONVITE PARA A SOLENIDADE DE POSSE DOS SÓCIOS FUNDADORES DA ACADEMIA CEARAMIRINENSE DE LETRAS E ARTES - ACLA. - EM 10-08-2011. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mkY-8uKxajA/Th9m6Y6uuXI/AAAAAAAAAyk/41-SsmcYTmM/s1600/digitalizar0004.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-mkY-8uKxajA/Th9m6Y6uuXI/AAAAAAAAAyk/41-SsmcYTmM/s400/digitalizar0004.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629331212543637874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PATRONOS/ACADÊMICOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadeira n.1 – Nilo Pereira; &lt;br /&gt;Cadeira n.2 – Edgar Barbosa;  Cléa Bezerra&lt;br /&gt;Cadeira n. 3 – Juvenal Antunes; Paulo de Tarso&lt;br /&gt;Cadeira n. 4 – Maria Madalena Antunes Pereira; Lúcia Helena&lt;br /&gt;Cadeira n. 5 – Adelle de Oliveira; Ciro Tavares&lt;br /&gt;Cadeira n. 6 – Augusto Meira; Emmanuel Cavalcanti&lt;br /&gt;Cadeira n. 7 – Rodolfo Garcia; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 8 – Júlio Magalhães de Sena; Gibson Machado&lt;br /&gt;Cadeira n. 9 – Inácio Meira Pires; Anchieta Cavalcanti&lt;br /&gt;Cadeira n. 10 –Jayme Adour da Câmara; VAGO &lt;br /&gt;Cadeira n. 11 – Padre Jorge O´Grady de Paiva; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 12 – Elviro Carrilho da Fonseca; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 13 – Herculano Bandeira de Melo; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 14 – José Emidio Rodrigues Galhardo; Janilson Dias de Oliveira&lt;br /&gt;Cadeira n. 15 – José Alcino Carneiro dos Anjos; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 16 – Francisco Pereira Sobral; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 17 – Etelvina Antunes Lemos; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 18 – Antonio Glicério; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 19 – Dolores Cavalcanti; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 20 – Francisco de Salles Meira e Sá; Pedro Simões&lt;br /&gt;Cadeira n. 21 – Anete Varela; VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 22 – Rafael Fernandes Sobral;  Franklin Marinho de Queiroz&lt;br /&gt;Cadeira n. 23 – José Pacheco Dantas; Leonor Soares&lt;br /&gt;Cadeira n. 24 – Manuel Fabrício de Souza (Amarildo). VAGO&lt;br /&gt;Cadeira n. 25 – Bartolomeu Correia de Melo; Ormuz Barbalho Simonetti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5314011182257282441?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5314011182257282441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5314011182257282441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5314011182257282441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5314011182257282441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/07/acla-academia-cearamiriense-de-letras-e.html' title='ACLA - ACADEMIA CEARAMIRIENSE DE LETRAS E ARTES'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mkY-8uKxajA/Th9m6Y6uuXI/AAAAAAAAAyk/41-SsmcYTmM/s72-c/digitalizar0004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-8328601811154305920</id><published>2011-07-11T17:10:00.005-03:00</published><updated>2011-07-11T17:15:06.067-03:00</updated><title type='text'>INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kowqicsGwbI/ThtY_9gPQhI/AAAAAAAAAyU/mKCLL_pX274/s1600/digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 310px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-kowqicsGwbI/ThtY_9gPQhI/AAAAAAAAAyU/mKCLL_pX274/s400/digitalizar0001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628190015194350098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;strong&gt; VISITE O BLOG DO I.N.R.G. &lt;/strong&gt;                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      http://www.genealogiadorn.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA&lt;/strong&gt;-INRG, fundado na Assembléia Geral do dia 17 de setembro de 2009 tem registro no Segundo Ofício de Notas da Comarca de Natal sob o n° de ordem 7515, Livro A-n° 106, fls. 06/19, em data de 08 de julho de 2010. CNPJ n° 12.382.295/0001-97, é reconhecido como de utilidade pública pelo Estado do Rio Grande do Norte (LEI NR. 9.411 DE 25 DE NOVEMBRO de 2010) e Município de Natal. DIRETORIA ATUAL Presidente: ORMUZ BARBALHO SIMONETTI; Vice-Presidente: JOÃO FELIPE DA TRINDADE; Secretário: ARYSSON SOARES DA SILVA; Tesoureiro: ANTONIO LUÍS DE MEDEIROS. CONSELHO FISCAL Titulares: JOSÉ HÉLIO DE MEDEIROS; CLOTILDE SANTA CRUZ TAVARES; e JOAQUIM JOSÉ DE MEDEIROS NETO; Suplente: ÁLVARO ANÍDIO BATISTA. A sua sede provisória é na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras-ANRL, rua Mipibú, 443 - Petrópolis, nesta Capital.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-8328601811154305920?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/8328601811154305920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=8328601811154305920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8328601811154305920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8328601811154305920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/07/instituto-norte-riograndense-de.html' title='INSTITUTO NORTE-RIOGRANDENSE DE GENEALOGIA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kowqicsGwbI/ThtY_9gPQhI/AAAAAAAAAyU/mKCLL_pX274/s72-c/digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7591628993141095369</id><published>2011-07-08T09:14:00.016-03:00</published><updated>2011-07-08T17:23:57.335-03:00</updated><title type='text'>DE VOLTA AO PASSADO VI –</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_7C4vqmksXE/Thb6ZkKKemI/AAAAAAAAAxs/MI7nHpc8kZA/s1600/ocruzeiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 152px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-_7C4vqmksXE/Thb6ZkKKemI/AAAAAAAAAxs/MI7nHpc8kZA/s400/ocruzeiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626960101555993186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;O CAJUEIRO DE PIRANGI&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folheando uns exemplares da revista O CRUZEIRO, versão ‘on-line’ encontrei uma relíquia, traduzida em reportagem, que tratava justamente de um dos nossos mais belo monumentos naturais. Refiro-me ao cajueiro de Pirangi. Este símbolo de rara beleza cênica de interesse científico, paisagístico e cultural, é sem dúvidas, um dos mais bem preservados e visitados monumentos de nosso Estado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-93IOoBBY3Ao/Thb2uhGoMII/AAAAAAAAAw8/noXRZN58MNg/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 175px; height: 149px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-93IOoBBY3Ao/Thb2uhGoMII/AAAAAAAAAw8/noXRZN58MNg/s400/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626956063466598530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOTO DA ÉPOCA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações dão conta que nosso cajueiro foi plantado em 1888, por um pescador de nome Luiz Inácio de Oliveira, morador da região, que segundo a literatura oral morreu numa manhã ensolarada, aos 94 anos de idade, à sombra de sua frondosa e acolhedora copa.&lt;br /&gt;Transcrevo abaixo, ipsis litteris, a matéria publicada na revista O CRUZEIRO com o título “Um cajueiro criou uma floresta”&lt;br /&gt;O texto é de ÍTALO VIOLA e as fotos são de RUBENS AMÉRICO&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-amru3oKeTak/Thb2kRcE7SI/AAAAAAAAAw0/se8IhCTgJm0/s1600/caju01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 167px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-amru3oKeTak/Thb2kRcE7SI/AAAAAAAAAw0/se8IhCTgJm0/s400/caju01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626955887462903074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOTO DA ÉPOCA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a história da vassoura no aprendiz de feiticeiro, um cajueiro desdobra-se formando uma verdadeira floresta - Dois mil metros quadrados de área, quarenta e cinco mil frutos em cada safra - Uma grande atração turística para o Nordeste...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AsYdD274i8A/Thb3GT1mucI/AAAAAAAAAxE/8FsEKR5t7WY/s1600/cajueiro-top.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AsYdD274i8A/Thb3GT1mucI/AAAAAAAAAxE/8FsEKR5t7WY/s400/cajueiro-top.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626956472222398914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cajueiro de Pirangi já se consagrou como ponto obrigatório de visita dos que chegam à cidade de Natal. Pirangi é o nome de uma praia, na divisa dos municípios de Natal e Nísia Floresta, na qual o cidadão Sylvio Pedrosa possui um sítio, onde se encontra o cajueiro a que nos referimos e que os moradores do local denominam de “O Polvo”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JKNb1RmdUTU/Thb-S3MkOdI/AAAAAAAAAx8/ukUB4zOjfJY/s1600/imagesCA0VNXBN.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 96px; height: 120px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-JKNb1RmdUTU/Thb-S3MkOdI/AAAAAAAAAx8/ukUB4zOjfJY/s400/imagesCA0VNXBN.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626964384453769682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Êste cajueiro, segundo os mais velhos habitantes da região, tem aproximadamente uns quarenta anos de existência. Do seu tronco original (um tanto difícil de distinguir para quem o vê pela primeira vez) saíram dezenas de galhos que, por sua vez, transformaram-se em outros verdadeiros troncos, lançando centenas de galhos em tôdas as direções, numa progressão geométrica, numa sinfonia inacabada. Se emendássemos todos êstes galhos e troncos, cobriríamos, com a maior facilidade, a distância de um quilômetro. A área dêste cajueiro, verificada pelo seu proprietário, é de 2.000 m2. Quando chega a época de cajus, “O Polvo” mostra a sua pujança e prodigalidade, oferecendo uma média de 500 cajus diários em uma safra de três meses, portanto 45.000frutos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mkMxktLCMsM/Thb-FYWqbvI/AAAAAAAAAx0/BdnKVeVlxFo/s1600/imagesCAQ4Z19N.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 128px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-mkMxktLCMsM/Thb-FYWqbvI/AAAAAAAAAx0/BdnKVeVlxFo/s400/imagesCAQ4Z19N.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626964152836321010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assis Chateaubriand, os Governadores Lucas Garcez, Juscelino Kubitschek, Amaral Peixoto, o escritor e sociólogo Gilberto Freyre, o ex-Embaixador da Espanha e inúmeras outras personalidades celebrizaram o cajueiro de Pirangi com suas visitas.&lt;br /&gt;Num país que soubesse aproveitar as suas atrações naturais para fins turísticos, êste cajueiro estaria mundialmente conhecido, convergindo para êle uma legião de curiosos, tal a sua excentricidade, tal a sua beleza, tal o seu caráter de exemplar único em todo o mundo.”&lt;br /&gt;Essa matéria foi publicada no dia 8 de janeiro de 1955, desde então, o cajueiro continua seu crescimento desordenado. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-K884lw_eJZs/Thb3TQsOdNI/AAAAAAAAAxM/uAaRuTXvGAY/s1600/imagesCAQMAMGD.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-K884lw_eJZs/Thb3TQsOdNI/AAAAAAAAAxM/uAaRuTXvGAY/s400/imagesCAQMAMGD.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626956694716052690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua copa hoje ocupa uma área de aproximadamente 8.500 m2, com um perímetro com cerca de 500 metros e produz em torno de 80.000 frutos/ano. Há alguns anos seu crescimento precisou ser controlado com podas sistemáticas, pois sua copa não pode mais se expandir devido ao fato de estar cercada por ruas, pistas de rolamento e residências particulares.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tronco principal divide-se em cinco galhos. Quatro desses galhos sofreram anomalias e são responsáveis pelo crescimento desenfreado da árvore. O quinto galho teve seu crescimento normal e ao tocar o solo, parou de crescer. Como nosso povo não perde oportunidade de gozar com a própria desgraça, foi apelidado de “salário mínimo”, em alusão a condição de penúria salarial que sempre viveu o trabalhador brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1994, entrou para o Guiness Book, o livro dos recordes, como o maior cajueiro do mundo. É visitado durante todo o ano, por milhares de pessoas, principalmente nos meses de outubro a março. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VCoHeECdnRM/Thdm4yNu2fI/AAAAAAAAAyE/xV3zoLJJn5E/s1600/Cajueiro%2Bmirante.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-VCoHeECdnRM/Thdm4yNu2fI/AAAAAAAAAyE/xV3zoLJJn5E/s400/Cajueiro%2Bmirante.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5627079385160800754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para melhor apreciar sua copa, foi construído no local um mirante com 10 metros de altura, de onde principalmente na época da florada, se tem uma visão arrebatadora de toda aquela área, inclusive ao fundo compondo o cenário paradisíaco, o mar azul turquesa da praia de Pirangi.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lTyhTTZZ00Y/Thb4xFGr2jI/AAAAAAAAAxk/RoYWou2QZU4/s1600/Pirangi.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 277px; height: 182px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lTyhTTZZ00Y/Thb4xFGr2jI/AAAAAAAAAxk/RoYWou2QZU4/s400/Pirangi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626958306513508914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7591628993141095369?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7591628993141095369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7591628993141095369' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7591628993141095369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7591628993141095369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/07/de-volta-ao-passado-vi.html' title='DE VOLTA AO PASSADO VI –'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_7C4vqmksXE/Thb6ZkKKemI/AAAAAAAAAxs/MI7nHpc8kZA/s72-c/ocruzeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-290383169515313405</id><published>2011-07-04T19:49:00.002-03:00</published><updated>2011-07-04T19:55:11.314-03:00</updated><title type='text'>A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oIITaVHRFlE/ThJEE5D34FI/AAAAAAAAAws/Gz8JaQfvHhM/s1600/Imagem%2B567.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-oIITaVHRFlE/ThJEE5D34FI/AAAAAAAAAws/Gz8JaQfvHhM/s400/Imagem%2B567.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625633735366402130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma tela do artista plástico Levi Bulhões, que faz parte da ilustração do livro "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS", que será lançado em outubro/2011. O artista utiliza a técnica mista da pintura acrílica com o bico de pena. A ilustração refere-se à crônica "OS CURRAIS DE PEIXE", que dentre outras coisas relata a vida dos pescadores, os primeiros currais de peixe e seus proprietários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-290383169515313405?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/290383169515313405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=290383169515313405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/290383169515313405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/290383169515313405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/07/praia-da-pipa-dos-meus-avos-ilustracao.html' title='A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-oIITaVHRFlE/ThJEE5D34FI/AAAAAAAAAws/Gz8JaQfvHhM/s72-c/Imagem%2B567.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5547106559985021570</id><published>2011-07-01T18:42:00.013-03:00</published><updated>2011-07-02T11:34:41.328-03:00</updated><title type='text'>DE VOLTA AO PASSADO V</title><content type='html'>–&lt;strong&gt; “OS RAPAZES ALEGRES” &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos desprotegidos, desamparados, e vendedores ambulantes, também fazem parte das minhas reminiscências os conhecidos “rapazes alegres” daquele tempo. Eram figuras diferentes que habitavam e conviviam em nossa aldeia, como qualquer outro cidadão, pois eram respeitados como tal. Identificados apenas por seus apelidos extravagantes, pois seus nomes verdadeiros permaneceram, no anonimato. Ainda me lembro de alguns: Rosa Negra, secretário doméstico, passava religiosamente todas as manhãs pela Avenida Deodoro, próximo à hora do almoço, e caminhava em direção a Rua Apodi, lá pros lados do Colégio Marista, para apanhar marmita dos patrões, na casa de uma senhora que residia na descida do Baldo. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JEZKk9i54aQ/Tg8cpCMNytI/AAAAAAAAAwU/4L_2e6r8uNw/s1600/College_Station.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JEZKk9i54aQ/Tg8cpCMNytI/AAAAAAAAAwU/4L_2e6r8uNw/s400/College_Station.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624745950897359570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, também, um austero professor de piano e profundo conhecedor de música. Esse tinha um apelido pra lá de excêntrico. Tudo nele reluzia como ouro, dizia. Chamava a atenção quando passava, em razão dos modos fidalgos: era alto, longilíneo, um tanto calvo e óculos de grau que descansava na ponta do nariz. Andava com elegância e passos cadenciados. Cumprimentava as pessoas educadamente com um gesto de cabeça. Tinha como hábito sempre carregar consigo um guarda-chuva. No outro braço, um maço de surradas partituras musicais.  Excelente profissional. Chamava a atenção sua habilidade no manuseio das teclas do instrumento. Era um espetáculo à parte quando tocava o famoso choro de Zequinha de Abreu, “Tico Tico no Fubá”. Seu remexido no banquinho do piano arrancava risos dos que o assistiam.  A sua performance era algo de espetacular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fazia parte desse grupo, um servidor da Base Aérea, que era conhecido por “Ai da Base!”, termo também foi usado em Fortaleza-CE nos anos 60, em virtude de um relacionamento homossexual entre dois militares. Depois disso, bastava alguém desconfiar dos trejeitos de outro para disparar: Ai da Base! ... Outro personagem também famoso era um taifeiro da aeronáutica, que ao contrário do esperado, tinha na vaquejada, o mais viril e vibrante esporte do homem do campo, seu divertimento preferido. Habilidoso na derrubada do boi arrancava aplausos quando de suas participações nas vaquejadas no interior do nosso Estado. Também era um jogador de futebol vibrante, proporcionando aos apostadores o jogo sobre com quanto tempo seria expulso, por violência em campo. Se houvesse confusão, também era destemido no uso da força física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JOVfdjD0JFc/Tg8dQsl3k6I/AAAAAAAAAwc/mU_7IdtvsUw/s1600/flash.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 363px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JOVfdjD0JFc/Tg8dQsl3k6I/AAAAAAAAAwc/mU_7IdtvsUw/s400/flash.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624746632294142882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, ninguém fazia tanto sucesso como nosso velho e conhecido “Velocidade”. Era sem dúvidas o mais antológico e engraçado de todos. Ainda hoje é lembrado como uma das figuras mais emblemáticas e alegres que circulavam nas ruas de nossa cidade, nos anos 60. Quando cruzávamos com esses personagens nas ruas de antigamente, era motivo de diversão, pois eles faziam questão de participar das brincadeiras. Não havia a famigerada homofobia e essas pessoas conviviam socialmente sem sofrer nenhuma agressão moral ou física. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca soube seu verdadeiro nome. Baixinho, cabelos curtos e grisalhos, só andava numa desabalada carreira que a todos impressionava, daí seu apelido. Quando era chamado, “dava um freio de cantar pneus”, virava-se para o interlocutor e depois de um sorriso maroto seguido de uma insinuante rabissaca, prosseguia seu caminho na mesma rapidez e felicidade, pois fazia questão em ser notado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-iRYux5drtug/Tg8YMHRtNUI/AAAAAAAAAv8/fmAbOVsxn8k/s1600/Arcos%2Bda%2BLapa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 202px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-iRYux5drtug/Tg8YMHRtNUI/AAAAAAAAAv8/fmAbOVsxn8k/s400/Arcos%2Bda%2BLapa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624741055999849794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ANTIGO BAIRRO DA LAPA - RIO DE JANEIRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narro esses fatos para registrar que pessoas “diferentes” não passaram apenas pela vida, mas ficaram na história, alguns com um destaque desmedido a nível nacional, como o do pernambucano João Francisco dos Santos, nascido em Glória do Goitá em 25 de fevereiro de 1900, que ficou conhecido pela alcunha de “Madame Satã”.  Viveu e criou fama no bairro da Lapa no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX. Seu apelido teve origem numa fantasia de Madame Satã, que desfilou no bloco de rua “Caçadores de Veados”, no carnaval de 1942. A fantasia foi inspirada no filme do mesmo nome do famoso cineasta americano Cecil B. DeMille. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nJdkNS-WeeU/Tg8Y6WGprxI/AAAAAAAAAwE/B-gA4XmZGRQ/s1600/madame_sata_01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 297px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nJdkNS-WeeU/Tg8Y6WGprxI/AAAAAAAAAwE/B-gA4XmZGRQ/s400/madame_sata_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624741850253995794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MADAME SATÃ NAS RUAS DA LAPA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi criado em uma família extremamente pobre e bastante numerosa. Na infância chegou &lt;br /&gt;a ser trocado por uma égua. Ainda jovem mudou-se para Recife e depois para o Rio onde trabalhou como carregador de marmitas. Mulato de porte atlético e muito corajoso era destemido lutador além de exímio mestre de capoeira, arte que aprendeu com os malandros do bairro, após sua chegada ao Rio de Janeiro.  Acostumou-se a conviver com a escória que freqüentava a Lapa boêmia dos anos 30 , logo conseguiu trabalho fazendo segurança de casas noturnas onde protegia as prostitutas contra estupros e agressões. Eram comuns seus embates com a polícia, onde geralmente terminava preso, porém sem antes tirar de combate, alguns de seus adversários.  Muitos desses arranca-rabos eram motivados principalmente quando se dispunha a defender os desvalidos: negros, mendigos, prostitutas e homossexuais, alvo constante de agressões de embarcadiços, estivadores, malandros e cafetões, que freqüentavam as ruas e cabarés da valha Lapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-28onns7pYAU/Tg8ZSqyinCI/AAAAAAAAAwM/I_xsMdrWnrs/s1600/Capoeristas.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 113px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-28onns7pYAU/Tg8ZSqyinCI/AAAAAAAAAwM/I_xsMdrWnrs/s400/Capoeristas.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624742268123651106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GRUPO DE CAPOEIRA NO SÉCULO PASSADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta de suas constantes brigas passou vários anos de sua vida, encarcerado. Faleceu em abril de 1976 após sua última estadia no presídio. Tinha 76 anos de idade e viveu muitas histórias do submundo da Lapa, considerado referência na cultura marginal urbana do século XX.&lt;br /&gt;Em 2002, o ator Lázaro Ramos o interpretou no filme “Madame Satã”, que contava a história de sua vida. O filme obteve grande sucesso tendo ganho vários prêmios nacionais e internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AuxaXQ0xwqg/Tg8sO7UF4cI/AAAAAAAAAwk/1tFWldrqUMo/s1600/PONTE%2BDUARTE%2BCOELHO.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-AuxaXQ0xwqg/Tg8sO7UF4cI/AAAAAAAAAwk/1tFWldrqUMo/s400/PONTE%2BDUARTE%2BCOELHO.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5624763094560793026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PONTE DUARTE COELHO - RECIFE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro pernambucano que fez história foi “Lolita”, freqüentador das rodas de estudantes defronte ao cinema São Luiz e na Ponte Duarte Coelho, no Recife.&lt;br /&gt; Hoje, a grande maioria dessas pessoas, vive com medo, pois a todo instante são vítimas de atitudes homofóbicas de alguns indivíduos, que não conseguem conviver com as diferenças. O ódio, explícito e às vezes velado a alguns denominados homossexuais, chega a atitudes extremas, não obstante serem esses agressores, pessoas instruídas e de elevada classe social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo alemão carregará para sempre a vergonha pela intolerância introduzida na sua sociedade, no início do século XX, que resultou no extermínio de milhões dos chamados “diferentes”: judeus, homossexuais, negros, deficientes físicos e mentais, enfim, todos que não compusessem o padrão da raça ariana, idealização de um louco, fase em que a tirania se somou ao mau uso da ciência e o sadismo humano em busca de uma sociedade, que imaginara ser perfeita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5547106559985021570?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5547106559985021570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5547106559985021570' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5547106559985021570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5547106559985021570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/07/de-volta-ao-passado-v.html' title='DE VOLTA AO PASSADO V'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JEZKk9i54aQ/Tg8cpCMNytI/AAAAAAAAAwU/4L_2e6r8uNw/s72-c/College_Station.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1129320951227222656</id><published>2011-06-27T18:44:00.001-03:00</published><updated>2011-06-27T18:53:54.048-03:00</updated><title type='text'>A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yTZXmg7m4UI/Tgj6cg1H64I/AAAAAAAAAv0/0yhiAOd88G4/s1600/Imagem%2B567.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-yTZXmg7m4UI/Tgj6cg1H64I/AAAAAAAAAv0/0yhiAOd88G4/s400/Imagem%2B567.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623019502528097154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma tela do artista plástico Levi Bulhões, que faz parte da ilustração do livro "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS", que será lançado em outubro/2011. O artista utiliza a técnica mista da pintura acrílica com o bico de pena. A ilustração refere-se à crônica &lt;strong&gt;"A AGRICULTURA E O FRIVILHADO"&lt;/strong&gt;, que dentre outras coisas relata a vida dos pescadores que também eram agricultores, e a criação do famoso frivilhado, espécie de beiju de sabor agradável que teve sua origem na Praia da Pipa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1129320951227222656?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1129320951227222656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1129320951227222656' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1129320951227222656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1129320951227222656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/praia-da-pipa-dos-meus-avos-ilustracao_27.html' title='A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-yTZXmg7m4UI/Tgj6cg1H64I/AAAAAAAAAv0/0yhiAOd88G4/s72-c/Imagem%2B567.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-8339562656083819686</id><published>2011-06-24T08:37:00.003-03:00</published><updated>2011-06-24T08:40:53.026-03:00</updated><title type='text'>TRIBUTO AO AMIGO BARTOLOMEU CORREIA DE MELO</title><content type='html'>Nos últimos dias tenho lido e ouvido muitas histórias sobre o escritor, o pai de família, o poeta, o contista, o professor, o lutador obstinado, enfim o meu amigo Bartolomeu Carreia de Melo, o meu amigo Bartola. Por minha vez, quero deixar registrado apenas a história de nossa amizade, que teve seu começo num dia de carnaval. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corria o ano de 1962 e ao entardecer do dia 7 de março, a Av. Deodoro se enchia de alegria. Apinhada de foliões, vestidos de rei, piratas ou de jardineira. Desfilavam, também, os tradicionais pierrôs, colombinas e arlequins, além dos conhecidos  papangus,  cobertos com trapos coloridos. Esses personagens perambulavam pelas ruas de então, num frenético vai e vem, alegrando e divertindo os espectadores que tomavam as calçadas ao longo de toda a avenida. Grandes máscaras com motivo carnavalesco pendiam presas aos postes de ferro que iluminavam a cidade daquela época, enfeitando o corredor da folia. Os pés de ficus benjamim, iluminados com lâmpadas coloridas e cobertos por serpentinas de todas as cores, davam uma visão lúdica aquele ambiente que se preparava para mais uma noite de folia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse ocasião que voltei minha atenção para um dos foliões que por ali passava. Aquela figura me chamou a atenção “pelo conjunto da obra”. Alto, magro, óculos fundo de garrafa, calças faroeste e camisa bem colorida, típica da ocasião. Com passos miúdos e arrastados, acompanhava no andar, a cadência que vinha das troças e bandinhas de frevo que passavam na ocasião. Usava um chapéu de abas curtas e no canto da boca pendia um cachimbo à moda Sherlock Holmes, de onde retirava, a todo instante, grandes baforadas de fumaça que enchiam o ar com o cheiro característico do fumo Bulldog, coisa muito chique para os padrões da época. Aquela figura era o amigo Bartola, que misturado a multidão acompanhava as inúmeras “troças” que enchiam a avenida. Não sei por que, mas nunca me esqueci daquela cena. Aquele dia ficou gravado para sempre em minha memória. Certa vez tive oportunidade de lhe falar sobre esse dia e demos boas risadas. Ele, naturalmente, não se lembrou da ocasião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí por diante, passei a encontrá-lo com mais freqüência. Naquela época, nossa aldeia ainda muito pequena, as pessoas tinham mais facilidade de se conhecerem. Mesmo que não se cumprimentassem, sabiam de quem se tratava. Não obstante ser ele um conhecido professor, profissão que amou durante toda sua existência, logo fizemos os primeiros contatos.  Por ser cinco anos mais velho que eu, via-o com certa reserva, pois quando se é jovem, esses anos significam uma considerável distância, principalmente no trato intelectual. Com o passar dos anos, essa diferença tende e se extinguir. Daí por diante passamos a nos encontrar pelas ruas da cidade, bares, sorveterias, cinemas e outros pontos, para onde convergiam os jovens daquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sua formatura na UFRN, mudou-se para São Paulo onde fez mestrado em química, disciplina que elegeu para sua carreira profissional, só retornando a Natal, alguns anos depois. Como um abnegado e apaixonado pelo que fazia, passou anos a fio repassando seus conhecimentos a várias gerações de estudantes em nossa cidade. É difícil encontrar um colegial daquela época que não tenha tido o privilégio de um dia ter sido aluno do professor Bartola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 80, voltamos a nos encontrar. Dessa vez, em virtude da amizade do casal Bartola eVerônica, com minha cunhada Glicia Galvão Damasceno, que também fazia parte do departamento de Química da UFRN. Desde esse dia, cresceu e se afirmou entre nós, o mais puro sentimento de amizade fraternal. Tive oportunidade de passar momentos em agradáveis conversas, onde a tônica era o humor. Nunca conseguimos conversas por mais de meia hora sem que surgisse uma piada ou uma história pitoresca que tivesse acontecido com alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praia da Pipa, onde nos visitou por muitas vezes, passávamos horas escutando suas piadas. Quando se tratava dessa arte, era imbatível. Tinha na ponta da língua, uma anedota para cada situação que alguém abordasse. Se não as tinha, criava na hora, pois sendo inteligente e espirituoso, nunca perdia a oportunidade de dar boas risadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, me deslocava pela Rua João Pessoa e ao passar na calçada do Centro Cearense, vi que Bartola caminhava bem à minha frente. Com passos largos e braços em franco movimento como se quisesse voar, andava com a cadência de um dobrado militar. Na sua frente, nessa mesma passada, também caminhava uma jovem senhora de quadris avantajado que balançava feito um pudim, ao sabor de suas firmes e elegantes passadas. Vendo aquela cena, não resisti. Apressei o passo e perguntei: “Bartola, prá onde você está indo??” E ele com aquele sorriso maroto respondeu de chofre: “eu vou aqui no vácuo dessa jamanta, até onde, não sei!”. Dito isso foi uma risada só, tanto dele como a minha e dos passantes que ouviram o diálogo entre nós. Assim era ele, espirituoso ao extremo e sempre pronto a provocar risos com suas tiradas maravilhosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outra feita, quando ele estava internado na UTI do Hospital do Coração, onde  convalescia de mais uma de suas constantes crises respiratória, tivemos o seguinte diálogo. Ao me aproximar do seu leito, ele olhou pra mim e com visível dificuldade na voz perguntou:  Ormuz, você pensa quando vai respirar? Eu ainda surpreso pela pergunta respondi: Não! Ninguém pensa! Então ele me disse: pois eu penso. A todo instante eu penso se vou conseguir respirar mais uma vez. Foi aí que me dei conta de sua pergunta e entendi o sofrimento pelo qual ele estava passando. &lt;br /&gt;Vendo meu constrangimento, deu mais uma prova de sua grandeza e de humor apurado, virtudes que manteve até o fim de seus dias, e relatou um acontecimento hilário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou-me que no dia anterior, a enfermeira cumprindo sua rotina de trabalho, chegou para medir sua pressão. E manteve o seguinte diálogo.  - Bom dia seu Bartolomeu!.  - Bom dia, essa menina. - O senhor dormiu bem? - Assim, assim! Após os movimentos característicos do tensiômetro, a moçinha, olha pra mim com ar de preocupação, e disse: seu Bartolomeu sua pressão esta muito alta!! E ele pra não perder a oportunidade, saiu-se com essa: também essa menina! Você fica o tempo todo alisando meu braço, e ainda não quer ela suba? Talvez esse diálogo na realidade nunca tenha acontecido, mas foi a maneira gentil que encontrou de me deixar mais à vontade e tornar mais alegre aquele ambiente de sofrimento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente quando fundamos a ACLA – Academia Cearamirinense de Letras e Artes, fui convidá-lo para participar da Instituição, pois dela faziam parte grandes amigos de sua época de adolescente em Ceará-Mirim, todos ligados a arte e a literatura. Esses amigos se propunham a iniciar um grande movimento em prol da cultura daquela cidade. Novamente ele fez uso de seu humor, dizendo:  “Ormuz, eu estou muito mais para patrono”- risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era imbatível, mesmo nas piores situações que enfrentou durante todos os anos que lutou contra a doença devastadora que aos poucos lhe tirava as forças, mas não conseguia lhe tirar o humor, nem a vontade de viver. Sempre esteve pronto a transformar a dor e o sofrimento em esperança e alegria. Nesses últimos anos que lutou bravamente contra sua enfermidade, nunca vi em seus olhos o menor sinal de medo ou desespero. Pelo contrário, sempre o encontrei com um semblante sereno e pronto pra dar uma gostosa risada ao menor sinal de uma boa piada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por natureza, sempre foi um vencedor. Amigo de todas as horas nunca se furtou a ajudar aos que lhe procuravam. Quando me iniciei na literatura, já cinqüentão, como foi o seu caso, encontrei nele a força necessária de um grande colaborador sempre disposto a me ajudar, orientando-me para melhorar, cada vez mais, aquilo que me propunha escrever.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase que diariamente nos falávamos por telefone e com freqüência eu lhe visitava em sua casa. Durante esse período, jamais deixou transparecer qualquer sentimento de revolta em virtude de sua precária saúde ou o mais tênue sinal de medo do que estava por vir, pois sendo católico fervoroso sabia que o amanhã pertence ao Criador.&lt;br /&gt;Perdi um grande amigo, e o país perdeu um excelente contista que fez história, pois conseguiu recuperar para sempre, grafada em suas obras, como: Lugar de Estórias, e Estórias Quase Cruas, com linguagem característica do caboclo do nordeste do Brasil, principalmente da regido canavieira do século passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem que sua ausência será muito sentida. Entretanto, ficam presentes as boas lembranças guardadas no lado esquerdo do peito, como diz a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pipa, madrugada de 23 de junho de 2011&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-8339562656083819686?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/8339562656083819686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=8339562656083819686' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8339562656083819686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8339562656083819686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/tributo-ao-amigo-bartolomeu-correia-de.html' title='TRIBUTO AO AMIGO BARTOLOMEU CORREIA DE MELO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-8943322299721105139</id><published>2011-06-19T09:55:00.008-03:00</published><updated>2011-06-19T17:57:15.144-03:00</updated><title type='text'>BARTOLOMEU CORREIA DE MELO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gV46yJpYCWw/Tf5iT0LN5qI/AAAAAAAAAvs/gYLaNr8cdws/s1600/ube-ormuz.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-gV46yJpYCWw/Tf5iT0LN5qI/AAAAAAAAAvs/gYLaNr8cdws/s400/ube-ormuz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620037477567686306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REUNIÃO DA UBE-RN NO MEMORIAL VICENTE DE LEMOS EM NATAL RN&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-iFZl5CqxA48/Tf5hJAoBthI/AAAAAAAAAvk/enQcV2uU5Cg/s1600/bartolomeu%252520correia%252520de%252520melo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 253px; height: 313px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-iFZl5CqxA48/Tf5hJAoBthI/AAAAAAAAAvk/enQcV2uU5Cg/s400/bartolomeu%252520correia%252520de%252520melo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5620036192419558930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O ESCRITOR CEARAMIRINENSE "BARTOLOMEU CORREIA DE MELO" MORREU NA TARDE DESTE SÁBADO, 18 DE JUNHO DE 2011, EM NATAL/RN-BRASIL &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velório será no Centro de Velórios da Rua São José-Natal e o enterro será NESTE DOMINGO no Cemitério de Ceará-Mirim, às 10 horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do nosso costume afirmar que certas pessoas que se vão para outra dimensão do espaço são insubstituíveis. Com “Bartola” esse dizer é verdadeiro, pois foi nosso maior prosador do tempo presente, a par de ser uma pessoa objetiva, corajosa, agradável em todos os sentidos. Realmente vai ser difícil superar esse talentoso escritor e esse amigo de uma fidelidade marcante. DEUS, certamente, o acolherá no lugar dos justos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RESUMO BIOGRÁFICO DE &lt;br /&gt;BARTOLOMEU CORREIA DE MELO&lt;br /&gt;(O BARTOLA):&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Natal/RN (1945), criado no Ceará-Mirim (RN), terra de engenhos, cenário temático dos seus escritos. Educado por padres salesianos e irmãos maristas, dedicou-se ao magistério. Graduado em Farmácia (UFRN) e pós-graduado em Físico-Química (UFPE e USP). Adotou agropecuária (Fazenda Aliança) como segunda atividade e literatura como primeiro lazer. Aposentado (UFRPe e UFRN) como professor de Química. Obteve com “Lugar de Estórias”, seu primeiro livro, o prêmio nacional “Joaquim Cardozo”(1997), da União Brasileira de Escritores (UBE). Seu segundo livro, “Estórias Quase Cruas” (2002) foi igualmente bem recebido. Publicou também a estória infantil “O Fantasma Bufão” (2004). Recentemente (2010), teve lançados “Tempo de Estórias”,seu terceiro livro de contos e “A Roupa da Carimbamba”, segundo livro infantil, todos pelas “Edições Bagaço” (Recife).&lt;br /&gt;Fonte: site da UBERN e NOTÍCIAS DA LUSOFONIA, DE CEICINHA CÂMARA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;H O M E N A G E N S&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BARTOLOMEU CORREIA DE MELO Maior revelação do conto potiguar, nas últimas três décadas. Bartolomeu Correia de Melo surgiu cinquentão, quando já bastante conhecido como pesquisador e professor de Química.&lt;br /&gt;Seu livro de estréia - "Lugar de estórias" foi laureado com o prêmio Joaquim Cardozo/1977, da União Brasileira de Escritores, e teve duas edições, quase simultâneas - EDUFRN, Editora da UFRN, Natal, 1988 e Xeroz do Brasil, Recife, 1998.&lt;br /&gt;Desde 1966,BCM vinha escrevendo, nas horas vagas, histórias várias, que engavetavasem pensar em publicá-las. Até que, como ele prórpio disse, com muito senso de humor, "se viu na vez de mal-aposentado (ETFRN, UFPE e UFRN). Aí, por tristeza e descostume de vadiagem quase-quase amofinou-se. Ser biscateiro ou vereador, desapetecia. Cuidar da fazendola "Águas de Março", enchia o tempo sem encher a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, palpitou desencavar a retraçar alguns contos cometidos no correr da vida, afagando as saudades do Ceará-Mirim. Daí que apareceu "Lugar de Estórias" (...)&lt;br /&gt;Ceará-Mirim é o seu país sentimental, fonte inesgotável de inspiração. Nas terra dos canaviais, de tantas tradições, o autor encontraráos cenários e os personagens de sua infância, com os quais contrói suas estórias simples, que o autor sabe explorar como poucos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bartolomeu Correia de Melo nasceu em Natal, no dia 7 de março de 1945. "Foi uma criança terrível e adolescente abominável". Confessa e acrescenta: "Desasnado por padres salesianos e formatado por irmãos maristas, logo cedo, coitado, converteu-se ao Magistério". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É graduado em Farmácia (UFRN), com pós-graduação em Físico-química (UFPE e USP). Escreveu trabalhos científicos e pedagógicos, publicados em revistas especializadas, nacionais e estrangeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lançou seu livro de estréia, jurou ser "primeiro e derradeiro". Felizmente, quebrou a jura. Em 2002, publicou nova coletânea - "Estórias Quase Curtas" Edições bagaço, Recife), de grande unidade temática e formal, como a anterior, e dentro do mesmo universo ficcional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bartololeu Correia de Melo é casado com Verônica Marques, com quem teve três filhos, Bruno, Ana Cláudia e Ruth.&lt;br /&gt;(Manoel Onofre Jr. in Contistas Potiguares, Sebo Vermelho edições, 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BARTOLOMEU CORREIA DE MELO&lt;br /&gt;Por Franklin Jorge&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu defeito mais evidente resulta antes da ingratidão do destino do que de uma deficiência própria; do destino, seja dito, que o fez nascer em Natal, terra de muro baixo que não consagra nem desconsagra ninguém, embora o gentio cultive o hábito de gastar duzentos para impedir que alguém embolse vinte.&lt;br /&gt;Refiro-me, está claro, ao escritor Bartolomeu Correia de Melo, artífice e mestre na arte do ficcionismo que, no presente caso, tem fundas raízes plantadas no chão do Ceará-Mirim, onde viveu os anos inaugurais de sua vida à sombra benfazeja de uma avó sertaneja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor sofisticado, sua química literária inscreve-o numa espécie particular de barroquismo traduzido em coloquialismo que contém toda uma cultura baseada em ancestralidade que remonta à Idade dos Nomes.&lt;br /&gt;Estórias quase cruas, que leio oito anos depois do seu lançamento (2002) é, em sua genuína virtuosidade estilistica e pujança lingüística uma dessas obras significativas de toda uma cultura eivada de vida e vigor. Sem dúvida um escritor do mesmo naipe de Carmo Bernardes e João Guimarães Rosa, porém marcado pela fatalidade de ser potiguar.&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DAS FALASTRIAS: ESCRITOR BARTOLOMEU CORREIA DE MELO DISCURSA NA UBE/PE(1)&lt;br /&gt;Prêmio Literário Nacional Joaquim Cardozo&lt;br /&gt;(Discurso na União Brasileira de Escritores )&lt;br /&gt;Bartolomeu Correia de Melo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No entanto, quem me descobre,&lt;br /&gt;eu que sou triste e sou pobre,&lt;br /&gt;vai me achar bem desigual.”&lt;br /&gt;Joaquim Cardozo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAQUELES quandos de quando somente os dizeres aliviam o ardume dos pensares – ano sim, oito não – batia vontade de escrever. Então, quietinho num canto, feito menino surrado, escrevia; escrevia como cochichando desabafos. “Umas linhas de tinta amorosa, de tinta sincera e banal.” (1) Porém, os aboios da vida tangiam pra outros que-fazeres, obrigando a engavetar tais rascunhadas fantasias. E assim, escrevivendo, aforei trintena de anos. Acomodado a vasqueiras alegrias, benvindas mas passageiras, que nem chuvas-de-caju.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou daqueles acanhados, que se satisfazem por escrevinhar pra seus próprios olhos, contando coisas do seu próprio umbigo. Nunca palpitei que alguém, não sabedor dos meus jeitos, chegasse a apreciar e preferir minhas estórias. Muito-que-muito honrado fico, por tal dote de valia; bem maior do que me atreveria a merecer. Assim, regavo e alardeio todo louvor de minha sempre obrigada gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora destas, aqui assim perante, me ponho meio encabulado, quase medroso em dividir quantos sentires. Embora agradecido e carinhoso, desconjuro dos amigos que nisto me atiçaram. Mas tudo de bom tem seu pior: Agora, todo-mundo aqui esperançando de escutar minhas sabenças. Não fosse um enorme respeito por esta casa, disto me escafederia, jurando deslavado algum malentendido.&lt;br /&gt;Nada mais sou que um contador de estórias; não muito desigual de tantos, que nunca tiveram vez de assentar em papel suas doces mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conversas compridas são parecidas!…” Diz Chico Piaba, cristão nascido e aprendido nalgum lugar de estórias. Pois, justo cuidando neste dito – assim destraquejado pra oratórias – nem-sei-que-diga. E cá então me eis: “Entre o gesto e a palavra, território onde as idéias se escondem e os pensamentos se perdem.” (1)&lt;br /&gt;Não que não tivesse algum porém a referir. Só que seriam assim coisas bem minhas, eu mais prosista do que prosador. Pois, sendo doutras lavras e leituras, meus saberes comuns aqui não bastam. Mas tenho ciência duma verdade enxuta: “Escrever de Joaquim Cardozo só pode quem conhece…” (2) E além de minhas securas – tão esquisitas que me desagüento – somente malinformo quanto a métricas de átomos e ritmos de moléculas. Belezas outras que, neste agora, talvez ficassem meio descabidas. Afinal, não tenho mestrias de calcular poemas em concreto nem consigo luzes pra bem-comparar treliças de ponte com rosas de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, embora diversos, em prosas ou versos, gentis ou perversos; todos gostam, todos mostram seus escritos. E se cada escrever tem sua receita, da minha não faço segredo: Talvez, por obra do velho ofício de boticário, me resulte prazeroso misturar tinta e papel com sonho e saudade; das minhas mais gratas “sustanças.” Tais porções de espírito, mesmo assim tão desafins, findam ligadas nas muitas fervuras vividas. E desta desusada combinação, aqui-acolá, decanto estórias; meio cruas mas quase puras. Afianço que santo remédio pra quantos crônicos pesares. Pois que, agindo no fundo do peito, depuram humores anêmicos e desentrevam emoções reumáticas. Pondo crença em simpatias, bastam quinze pingos, em água de quartinha serenada – gosto limpo de infância – benzida por cantos-de-galo dalgum já longe amanhecer.&lt;br /&gt;Que tipo de escritor seria? Resposto sem pedância: Não me decifro quando penso, nem me destrincho quando escrevo. Só sei que letrado nas letras não sou. Nem modernista nem regionalista; sou abecedista. Na minha província natal, de cada esquina um poeta, de cada rua um jornal, diz-que cientista está mais pra louco que pra intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, não me arvoro; quem nasce artesão não morre artista. Meus toscos escritos não escondem mensagens, apenas contam. Não mostram beletrices, apenas contam. Não revoejam metafísicas nem ruminam filosofias, apenasmente contam. Tudinho estórias do meu lugar, nos falares da minha gente; quase nada restando de minha real pertença. Apenas recolho palavras de engenho, brotadas no aceiro das conversas, como flores sem dono beirando caminhos. Estórias com começo, meio e fim; dando pra rir ou chorar, que nem as coisas bestas deste mundo. Estórias ditas compridas pra curtos gostos de agora. Talvez espichadas assim no justo tamanho das puídas esperanças dos seus moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem lendo sentir boniteza, inveja não sentirá.&lt;br /&gt;Conto casos, como conta o povo; no velho estilo de antigos contares, que os modismos nunca encantaram. Pois que conta com jeito formoso, nos repentes sestrosos dos como-dizeres; singelos mas precisos, como versos de Joaquim Cardozo: “Em vez de dizer: falar, prefiro dizer: cantar. Um canto triste e fecundo.”&lt;br /&gt;Povo conta como entoa seus cantares, na riqueza lírica das suas rimas pobres. Contares lavrados na franca linguagem do meu recanto – chão de poetas – lugar bonito onde o verde é sentimento. Entalhe caprichoso de palavras que se bastam, sem nada carecer comprar dos gringos. Linguajar livre e sadio que, por desilustrado, sobrevive assim teimoso; ignorando o vai-e-vem dos quantos “ismos”. Aliás, parecendo malagouro, não conhece nem padece da finura sonsa de tais fins-de-palavra. E sendo assim, por natureza, como graça descuidosa de criança malfalando, nossa língua nordestina periga na desgraça do desprezo. Finar-se desfigurada, à míngua de ternuras, pela peste finória do neoliberalismo. Pois, cantando a aldeia-global, qualquer macunaíma vira universal, desaprendido de escrever em brasileiro português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, por sorte trazido em mãos amigas, assim diante de tão lordes presenças, muito me regalo e envaideço. Se bem que, feito cambiteiro em salão de casa-grande, no descostume de recitar mesuras, por vezes quase-quase me abestalho. E pra não fazer feiúra, até que me valeria da manhosa singeleza do pouco falar. Talvez, pra parecer mais sabido ou, por tão insosso, sem malbondades. Pois, quase calando, nem diriam que qualidade de falastrão papa-jerimum andou por estas bandas com pantins de escritor. Mas, agora é tarde; findei demasiando o palavrório. Já desconfiam que igualmente me queixo de useiros cacoetes e vezeiros maldefeitos. Rogo assim que relevem meus tronchos badalares. “E que de tanto dizer fique o silêncio, que é cinza das palavras e que vence o surto de inverdades tentadoras.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;br /&gt;Recife / 1998&lt;br /&gt;Fonte: site da UBERN &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Do BLOG de Carlos Roberto de Miranda Gomes)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-8943322299721105139?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/8943322299721105139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=8943322299721105139' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8943322299721105139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/8943322299721105139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/bartolomeu-correia-de-melo.html' title='BARTOLOMEU CORREIA DE MELO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gV46yJpYCWw/Tf5iT0LN5qI/AAAAAAAAAvs/gYLaNr8cdws/s72-c/ube-ormuz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-2986236469501813729</id><published>2011-06-18T10:31:00.000-03:00</published><updated>2011-06-18T10:32:07.990-03:00</updated><title type='text'>COISAS DE NOSSA TERRA</title><content type='html'>Muito bom. Você está fazendo um resgate importante para a memória natalense. Parabéns.&lt;br /&gt;Um abraço &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Gomes&lt;br /&gt;Natal/RN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-2986236469501813729?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/2986236469501813729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=2986236469501813729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2986236469501813729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2986236469501813729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/coisas-de-nossa-terra_18.html' title='COISAS DE NOSSA TERRA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-9005316754581029649</id><published>2011-06-17T13:14:00.024-03:00</published><updated>2011-06-17T16:21:25.776-03:00</updated><title type='text'>COISAS DE NOSSA TERRA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;DE VOLTA AO PASSADO IV – OS DESVALIDOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TfH3ZzPZof0/TfuI-OvmW6I/AAAAAAAAAvE/TgBDWY9o6Hg/s1600/foto_sinha2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 396px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-TfH3ZzPZof0/TfuI-OvmW6I/AAAAAAAAAvE/TgBDWY9o6Hg/s400/foto_sinha2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619235562765835170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Mula Manca era uma mendiga que percorria as ruas de Natal apoiada em um grande cajado. Em virtude de uma anomalia em sua perna, mancava ao andar. Além disso, sofria de uma deficiência na espinha que a obrigava a caminhar curvada para frente e a cada passo tinha que se apoiar no cajado, não obstante seu deslocamento ser feito com certa agilidade. Tinha na ponta da língua, para pronta entrega, um repertório dos mais diversos e ferinos palavrões. Era só ouvir o seu apelido – Mula Manca – e num arroubo de raiva, imediatamente começava o recital, não importando quem estivesse presente ou mesmo por quem fosse ouvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZVusQSjW0SM/TfuC-f5JX-I/AAAAAAAAAuM/N395za0ZjjY/s1600/DEP_DJALMAmarinho.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 281px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZVusQSjW0SM/TfuC-f5JX-I/AAAAAAAAAuM/N395za0ZjjY/s400/DEP_DJALMAmarinho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619228970299514850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DJALMA ARNAHA MARINHO - 1960&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5-NgXEj5xQ0/TfufS06iQDI/AAAAAAAAAvc/sVVvi1uyJe4/s1600/aluisio%2Balves.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 301px; height: 398px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-5-NgXEj5xQ0/TfufS06iQDI/AAAAAAAAAvc/sVVvi1uyJe4/s400/aluisio%2Balves.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619260105865445426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALUISIO ALVES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinartista doente - expressão usada para os admiradores e seguidores do ex-governador Dinarte de Medeiros Mariz - arrumou muitas brigas com os simpatizantes do também ex-governador Aluisio Alves, na campanha de 1960, ocasião que disputavam o governo do Estado, Djalma Aranha Marinho, então candidato do então Governador Dinarte Mariz e pela oposição, Aluizio Alves. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qLxvV2bv8ng/TfuE_rq-g6I/AAAAAAAAAu8/W4RZkBw2fZE/s1600/ALUIZIO-ALVES.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-qLxvV2bv8ng/TfuE_rq-g6I/AAAAAAAAAu8/W4RZkBw2fZE/s400/ALUIZIO-ALVES.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619231189664433058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAMPANHA PARA GOVERNADOR DO RN EM 1960&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a vitória de Aluísio, ficou a exaltada eleitora sem condições de sair às ruas para continuar com sua mendicância, único meio de sobrevivência. Tinha tanta certeza da vitória de seu candidato que havia prometido por onde andava, que se ele não fosse eleito, iria embora e nunca mais retornaria a Natal. O então governador Dinarte Mariz, vendo ter se multiplicado o infortúnio de sua fiel aliada, apiedou-se daquela criatura, já tão maltratada pela vida, e enviou-a para morar em Brasília. Terminou seus dias numa terra onde viveu com dignidade onde era simplesmente Maria, uma mulher que merecia viver como outra qualquer, no lugar onde ninguém a conhecia, e assim seu apelido foi esquecido para sempre.   &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aTyQ4yYyyxA/Tfubn6aWPbI/AAAAAAAAAvM/7AIb7_XgrqQ/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 308px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-aTyQ4yYyyxA/Tfubn6aWPbI/AAAAAAAAAvM/7AIb7_XgrqQ/s400/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619256070071795122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POSSE DO GOVERNADOR DINARTE DE MEDEIROS MARIZ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro mendigo famoso era Alicate. O apelido originou-se do formato arqueado de suas pernas. Conheci-o já velho. Andava com um saco nas costas onde colocava as doações. Vez por outra, parava em baixo dos pés de ficus Benjamin, que arborizava a Avenida Deodoro, onde se sentava pra fazer uma “boquinha”. Nessa hora, se tivesse de bom humor, era possível se aproximar dele e puxar conversa. Contava que veio do interior pra “Capitá” fugindo da seca braba e foi ficando, ficando e nunca mais voltou. Mesmo com o retorno das chuvas em sua terra, recusava-se a retornar alegando que ali, pelo menos, nunca mais tinha passado fome. Sempre havia uma alma caridosa para lhe dar um pouquinho de sobra de comida e outras esmolas que levava para o rancho onde morava lá para as bandas do Paço da Pátria, bem na beira do rio Potengi. Contava que quando partiu deixou mulher e filhos e desde então nunca mais teve notícias da família. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fWWrDPWCqRU/TfuDlAe8llI/AAAAAAAAAuk/F3FVIdN1vsk/s1600/250px-Mendigos06.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 379px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-fWWrDPWCqRU/TfuDlAe8llI/AAAAAAAAAuk/F3FVIdN1vsk/s400/250px-Mendigos06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619229631883023954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora dessas conversas, quando caminhava pelas ruas esmolando de porta em porta, ficava igualmente furioso se alguém o chamasse pelo apelido. Corria atrás dos meninos e atirava pedras em sua direção. Como era conhecido no bairro e também conhecia a maioria dos garotos, algumas vezes ia reclamar diretamente na casa de seus pais. Quando isso acontecia o castigo era certo, normalmente éram privados por alguns dias de brincar nos pés de ficus e até mesmo de sair de casa. Mas, quando terminava o castigo, não resistiam à passagem do infeliz e disparavam a toda altura: ALICATE!!!!!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HHKAXWrkYbI/TfuEFfhaTEI/AAAAAAAAAus/WqVbs_e9MZc/s1600/sertao.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 380px; height: 258px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HHKAXWrkYbI/TfuEFfhaTEI/AAAAAAAAAus/WqVbs_e9MZc/s400/sertao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619230189970672706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época as esmolas eram sempre doadas em alimentos. Banana, algumas frutas sazonais, pão e farinha eram os mais comuns. A farinha por ser a esmola mais recebida, os mendigos a colocava num saco menor para não misturá-la com os outros alimentos. Se passasse após o almoço, era comum se doar um prato de comida. Primeiro ouvia-se as palmas. . . e, em seguida, a chamada característica. . . “Ô de casa!” Depois com voz comovente disparava: “Dona, hoje tem uma sobrinha de comida?” Às vezes vinha lá de dentro o que mais temiam ouvir: “Perdoe por hoje, passe amanhã!” Lembro-me de uma vizinha de nacionalidade polonesa que sempre repetia essa mesma frase: “Perdoe por hoje, passe amanhã!” Vivi muitos anos como seu vizinho e nunca a vi dar uma esmola a um pedinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro mendigo da época era Tubiba. Por ser muito valente, só era seguro chamá-lo pelo apelido guardando certa distância. Apesar de idoso, já havia conseguido pegar alguns garotos mais lerdos e amedrontá-los. Muitos anos depois descobri a origem de seu apelido. Tubiba é um tipo de abelha sem ferrão (Melipona tubiba). Na década de 80quando trabalhava como fiscal de operações rurais do Banco do Brasil, visitei um pequeno e isolado povoado, no município de Touros-RN, com o nome de Tubibau. É bem possível que nosso personagem tenha tido sua origem nessa localidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m73VmDCT8BI/TfuEXaagwRI/AAAAAAAAAu0/UmoKC_E63O4/s1600/Image.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 390px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-m73VmDCT8BI/TfuEXaagwRI/AAAAAAAAAu0/UmoKC_E63O4/s400/Image.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5619230497837203730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro pedinte tinha o pitoresco apelido de Garapa. A meninada para aperreá-lo gritava: “Água!” Em seguida outro gritava: “Açúcar!” Ele fingia que não era com ele a provocação e prosseguia seu caminho. Lá na frente às mesmas palavras: “Água! Açúcar!” Quando ele não suportava mais o deboche dizia colérico: “Misture filho da p...!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim eram nossos mendigos. Cada um com sua história de vida, seus infortúnios e suas lembranças. Viviam perambulando pelas ruas da cidade em sua constante mendicância. Os que não tinham para onde retornar dormiam onde melhor lhe abrigasse. Geralmente escolhiam as marquises das lojas do centro da cidade. Não temiam ser maltratados, espancados, queimados vivos ou simplesmente assassinados como atualmente acontece por esse Brasil a fora, e a freqüência desses atos bestiais tendem perigosamente a banalizar o sentimento de indignação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vários governos civis que sucederam a ditadura militar, não dispensaram a devida atenção para as políticas publicas e como conseqüência, tivemos boa parte das classes menos favorecidas empurrada para a condição de pobreza extrema, resultando numa horda de miseráveis que invadem nossas ruas, sinais de trânsito, vãos de viadutos etc. À noite, em busca de repouso, esses homens, mulheres e até mesmo crianças, enchem as  marquises das casas comerciais onde conseguem se abrigar do frio e da chuva ou buscam outros locais insalubres, onde se escondem de sua própria miséria. Mesmo assim, ainda são alvo dos que eles chamam de pleyboys. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses jovens, embora oriundos de “boas famílias” e de condição financeira privilegiada, são verdadeiros delinqüentes, pois durante a madrugada quando retornam das baladas em seus belos e confortáveis automóveis, adotam como diversão, atirar pedras e cometer outros tipos de agressão gratuita a esses pobres e infelizes desvalidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-9005316754581029649?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/9005316754581029649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=9005316754581029649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/9005316754581029649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/9005316754581029649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/coisas-de-nossa-terra_17.html' title='COISAS DE NOSSA TERRA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TfH3ZzPZof0/TfuI-OvmW6I/AAAAAAAAAvE/TgBDWY9o6Hg/s72-c/foto_sinha2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-2061745570461712865</id><published>2011-06-14T21:26:00.000-03:00</published><updated>2011-06-14T21:27:06.285-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO</title><content type='html'>Mais uma BELÍSSIMA tela, desse excelente artista. Uma grande homenagem, a um mestre carpinteiro...O seu livro,Ormuz, já "atrai" pelo título, com as ilustrações, mais dá vontade que venha logo à luz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia Bezerra de Paiva&lt;br /&gt;Fortaleza/CE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-2061745570461712865?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/2061745570461712865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=2061745570461712865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2061745570461712865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2061745570461712865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/praia-da-pipa-dos-meus-avos-ilustracao_14.html' title='A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7126593021379290354</id><published>2011-06-13T20:59:00.002-03:00</published><updated>2011-06-13T21:08:51.084-03:00</updated><title type='text'>A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Q8Y-LwAlcG8/TfalAyE0q9I/AAAAAAAAAt0/kIA1QWQyeWA/s1600/Imagem%2B568.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Q8Y-LwAlcG8/TfalAyE0q9I/AAAAAAAAAt0/kIA1QWQyeWA/s400/Imagem%2B568.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617859018051857362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma tela do artista plástico Levi Bulhões, que faz parte da ilustração do livro "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS", que será lançado em outubro/2011. O artista utiliza a técnica mista da pintura acrílica com o bico de pena. A ilustração refere-se à crônica &lt;strong&gt;"MORRE O MESTRE FRANCISQUNHO"&lt;/strong&gt;,que dentre outras coisas relata a vida do carpinteiro naval Francisquinho, que foi o maior construtor de barcos da região.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7126593021379290354?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7126593021379290354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7126593021379290354' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7126593021379290354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7126593021379290354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/praia-da-pipa-dos-meus-avos-ilustracao.html' title='A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Q8Y-LwAlcG8/TfalAyE0q9I/AAAAAAAAAt0/kIA1QWQyeWA/s72-c/Imagem%2B568.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1404182751213113019</id><published>2011-06-13T12:28:00.000-03:00</published><updated>2011-06-13T12:29:52.484-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>COISAS DE NOSSA TERRA</title><content type='html'>Ormuz,&lt;br /&gt;As "COISAS DE NOSSA TERRA", tem muito de semelhantes,nas cidades nordestinas..muitas vezes só muda de nome. O cavaco-chinês, por exemplo, em Fortaleza chama-se "chegadinha", a descrição é a mesma que você faz. Fiz um poemeto, dedicado à terra amada, Fortaleza, que publiquei em meu blog, Da Cadeirinha de Arruar, no dia 13de abril último, no qual pergunto por algumas "coisas da nossa terra"...-"Cadê, a chegadinha musical, regada simplesmente a triângulo ?"...mais adiante respondo : "Só restou a chegadinha, rareando na calçada"...&lt;br /&gt;Neste poema, falo de alguma coisas, que o "tempo levou"...como "o puxa-puxa da Tereza", "o cruzeata na hora"...nossos vendedores ambulantes...no passado...&lt;br /&gt;Excelente, a sua postagem. Gosto disso...&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lúcia Bezerra de Paiva&lt;br /&gt;Fortaleza/CE&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1404182751213113019?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1404182751213113019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1404182751213113019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1404182751213113019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1404182751213113019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/coisas-de-nossa-terra_2768.html' title='COISAS DE NOSSA TERRA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7090727310696219377</id><published>2011-06-13T12:27:00.000-03:00</published><updated>2011-06-13T12:28:31.321-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>COISAS DE NOSSA TERRA</title><content type='html'>ORMUZ,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EM CADA ESCRITO SEU, VEM A POESIA DAQUELA HORA. NÃO POSSO DEIXAR DE FAZER UMA VÊNIA AO GRANDE MEMORIALISTA, O ESCRITOR PRIMOROSO, GUARDADOR DAS MELHORES LEMBRANÇAS DE TEMPOS RECUADOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARABÉS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUCIA HELENA PEREIRA&lt;br /&gt;NATAL/RN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7090727310696219377?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7090727310696219377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7090727310696219377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7090727310696219377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7090727310696219377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/coisas-de-nossa-terra_13.html' title='COISAS DE NOSSA TERRA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-890735075999815470</id><published>2011-06-13T12:22:00.002-03:00</published><updated>2011-06-13T21:10:24.717-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>COISAS DE NOSSA TERRA</title><content type='html'>Caro amigo Ormuz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei pelo Jornal de Hoje a trilogia “De Volta ao Passado III – Vendedores Ambulantes”. Parabéns pela análise lúcida e pelo resgate humano e social dos fatos e personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VALÉRIO MESQUITA&lt;br /&gt;Natal/RN&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-890735075999815470?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/890735075999815470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=890735075999815470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/890735075999815470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/890735075999815470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/coisas-de-nossa-terra.html' title='COISAS DE NOSSA TERRA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-141436923971071704</id><published>2011-06-11T08:55:00.013-03:00</published><updated>2011-06-12T18:00:24.855-03:00</updated><title type='text'>COISAS DE NOSSA TERRA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;DE VOLTA AO PASSADO III- VENDEDORES AMBULANTES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaco-chinês é uma massa feita com farinha de trigo e açúcar, de sabor agradável e que se dissolve com facilidade na boca. Muito fino e quebradiço, o biscoito de formato arredondado, tem o tamanho de um prato, mais ou menos 20 centímetros. São transportados dentro de uma espécie de baú cilíndrico, feito de flandre ou alumínio, que o vendedor traz preso às costas atado por uma arreata de couro.  Muito embora tendo o nome de chinês, a guloseima teve sua origem na Índia. É praxe dos vendedores de cavaco chinês percorrer vários quilômetros no desempenho do seu ofício. Partiam de fabriquetas que ficavam em bairros mais afastados, e caminhavam até os bairros da Cidade Alta, Tirol e Petrópolis, onde residia a maioria dos seus fregueses. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WuiX9NNILdE/TfNuF8sU_nI/AAAAAAAAAts/AFRWFchc6Mo/s1600/Imagem.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-WuiX9NNILdE/TfNuF8sU_nI/AAAAAAAAAts/AFRWFchc6Mo/s400/Imagem.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616954208731594354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O percurso era marcado pelo compasso do toque estridente do triangulo de ferro, característica desses profissionais. Tilingue, tilingue tingue, tilingue, tilingue tingue. Bastava ouvir esse toque que todos já sabiam quem vinha passando. A meninada que dispusesse de alguns trocados, não exitavam e logo aparecia nas portas ou janelas a gritar: cavaco! cavaco! &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HZJM1pToy2g/TfNZIgvJQTI/AAAAAAAAAss/H6qnX7KoBII/s1600/Imagem%2B739.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HZJM1pToy2g/TfNZIgvJQTI/AAAAAAAAAss/H6qnX7KoBII/s400/Imagem%2B739.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616931163022639410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RAFAEL-VENDEDOR DE CAVACO CHINÊS - FOTO EM FRENTE A PGE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente os vendedores de cavaco chinês ainda podem ser encontrados nas ruas de Natal. O triangulo de ferro, o toque, o baú, tudo continua igual. Apenas a embalagem modificou. Agora são servidos acondicionados em um saco plástico, como infelizmente quase tudo que compramos hoje em dia, com 10 unidades, ao módico preço de R$ 1,00 (Um real).    &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-I0aY7wrpS8M/TfNavrAOthI/AAAAAAAAAs0/WFIm3BvFT7M/s1600/pao_doce.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 298px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-I0aY7wrpS8M/TfNavrAOthI/AAAAAAAAAs0/WFIm3BvFT7M/s400/pao_doce.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616932935305180690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também o vendedor de geléia de coco, um doce feito a base de açúcar mascavo, mocotó e pedaços de coco. A iguaria era muito apreciada por jovens e adultos, porém igualmente temido para os que se utilizavam de dentaduras postiças. Todo cuidado era pouco na hora de apreciar a guloseima, em virtude de sua consistência. Bastava um descuido na hora de mastigar e a “perereca” ficava agarrada do doce deixando o incauto cidadão em situação vexatória.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ia07gIY-uuQ/TfNdpb9AAMI/AAAAAAAAAs8/B1aXj-azw3Y/s1600/cineriogrande.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ia07gIY-uuQ/TfNdpb9AAMI/AAAAAAAAAs8/B1aXj-azw3Y/s400/cineriogrande.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616936126720770242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro personagem que deixou sua marca indelével na memória dos freqüentadores do Cine Rio Grande foi Mané Anão, um vendedor de confeito, como era chamado na época. Em seu tabuleiro havia uma diversidade de balas, drops Dulcora, torrão, buzi, chicletes Adams, pirulito, pastilha Garoto, chiclete de bola ping-pong, e outras bugigangas. Bem antes de iniciar as seções, lá vinha ele com o tabuleiro na cabeça, e andar gingado, peculiar dos que sofrem de nanismo. A mercadoria que ele trazia em consignação da Confeitaria Cirne, do Sr. Múcio Miranda, que ficava no Grande Ponto, onde ao final do dia retornava para guardar seu tabuleiro. Mané Anão era natural de Lajes-RN. Quando o conheci já era um homem de seus 40 anos. Todavia, sempre que não estava trabalhando gostava de tomar umas e outras e embriagava-se com facilidade. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ivTLUTm7x38/TfNeyVJhLTI/AAAAAAAAAtE/Ess8_HHc0ds/s1600/carros%2Bde%2Baluguel.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 260px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ivTLUTm7x38/TfNeyVJhLTI/AAAAAAAAAtE/Ess8_HHc0ds/s400/carros%2Bde%2Baluguel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616937379024678194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, junto com os motoristas da praça de carros de aluguel que ficava no canteiro central em frente à Praça Pio X, hoje a nova Catedral, tomou uma carraspana tão grande que desfaleceu. Seus amigos motoristas, que gostava de fazer gozação com o indefeso anão, lá pela madrugada, colocou Mané completamente despido dentro de um dos cestos de arame que ficava preso ao poste de ferro, onde se colocava o lixo varridos das ruas do centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o dia amanheceu e os primeiros trabalhadores passavam pela Deodoro com destino aos seus locais de trabalhos, paravam para ver o “resultado” de uma noite de bebedeira. A cena era hilariante. O pobre anão dormia o sono dos inocentes, completamente despido dentro de um cesto de arame. A ressaca do inditoso vendedor durou quase um mês. Vencida a vergonha, retornou ao “gramado” e depois das pazes feita com os motoristas, tudo começou novamente como se nada tivesse acontecido.  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--tdDtFXeq_Y/TfNfJnk_msI/AAAAAAAAAtM/1kr4iOpx_Mk/s1600/garrafeiros_1895.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 323px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--tdDtFXeq_Y/TfNfJnk_msI/AAAAAAAAAtM/1kr4iOpx_Mk/s400/garrafeiros_1895.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616937779108747970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez por outra também freqüentava naquelas ruas, o comprador de garrafas. Para transportar sua carga, adotava a mesma técnica dos verdureiros sendo que utilizava apenas um grande balaio em cada lado da peça de madeira – calão-, e ao invés de varas, os balaios eram presos por quatro pedaços de cordas ou arames. Nesses balaios eram distribuídos os produtos que comprava, sempre procurando o equilíbrio do peso em cada um deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seus passos ritmados que acompanhava o movimento dos balaios e facilitava sua caminhada, anunciava com fala quase musical: “garrafeeeeeiro, compro litro, meio-litro, garrafa, jornal, revista, lata de óleo, quem tiver eu compro!”. E assim passava o dia inteiro carregando sua cruz, para no final da tarde depois de percorrer léguas tirana, revender tudo que tinha conseguido comprar. A carga, geralmente bastante pesada, obrigava-o a conduzi-la em seus cansados e maltratados ombros, até os bairros da Ribeira ou Rocas onde ficavam os depósitos dos compradores desse tipo de mercadorias. Havia também aqueles que utilizavam apenas um grande balaio que transportava na cabeça. Todo esse esforço lhe rendia apenas alguns míseros trocados que dia a dia amealhava para o sustento de sua família.  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zVvHmYc4Vck/TfNff2wCP4I/AAAAAAAAAtU/vflzqYp_nCA/s1600/index.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zVvHmYc4Vck/TfNff2wCP4I/AAAAAAAAAtU/vflzqYp_nCA/s400/index.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616938161138712450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro famoso personagem que habita minha memória foi o gazeteiro Cambraia. Apelido que adquiriu por ter os cabelos pixains e muito brancos. &lt;br /&gt;Era um homem negro, de estatura elevada, e tinha um vozeirão que chamava a atenção quando anunciava: ô lêlê, ô lêlê, jorná de Natá, ô lêlê, ô lêlê, jorná de Natá. O jornal que anunciava era o Diário de Natal.  Tinha um jeitão desconjuntado, e uma voz enrolada que dificultava entender o que dizia.  Somente os que o conhecia sabiam o produto que estava vendendo. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-MeexuyKYSqs/TfNfz4PMe3I/AAAAAAAAAtc/4piD1ExZJfQ/s1600/h0300gp0158.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 363px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-MeexuyKYSqs/TfNfz4PMe3I/AAAAAAAAAtc/4piD1ExZJfQ/s400/h0300gp0158.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616938505135225714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para estimular os fregueses anunciava manchetes que não existiam, causando risos e facilitando a venda. Lembro de certa vez ele passou anunciando aos gritos: Ô lêlê Jorná de Natá, a muié de Batazar engoliu um canhão. E assim, com essa cantiga desengonçada, caminhava pelas ruas sempre se dirigindo para o Grande Ponto, confluência das Ruas João Pessoa com a Princesa Izabel e a Av. Rio Branco, local onde se reunia a intelectualidade da época, seja na calçada do Natal Clube, ou da Farmácia Santa Lygia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ao lembrar aqueles heróicos vendedores ambulantes, minha alma se enche de melancólico. Formavam, sem dúvidas, uma verdadeira instituição de valentes brasileiros que apesar de terem tido poucas oportunidades em suas vidas, mas cada um deles desempenhava seu papel na sociedade com seus trejeitos, suas habilidades, estratégias de venda e principalmente nos dava lição de luta honesta pela sobrevivência. Como admirava esses homens e essas mulheres! Por muito tempo habitaram a minha imaginação. Dentre outros grandes brasileiros, tornaram-se meus verdadeiros heróis, a quem presto meu reconhecimento e minha homenagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-141436923971071704?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/141436923971071704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=141436923971071704' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/141436923971071704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/141436923971071704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/de-volta-ao-passado-iii-vendedores.html' title='COISAS DE NOSSA TERRA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WuiX9NNILdE/TfNuF8sU_nI/AAAAAAAAAts/AFRWFchc6Mo/s72-c/Imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-550530507887052765</id><published>2011-06-07T13:25:00.005-03:00</published><updated>2011-06-07T13:52:14.511-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;ELAS CONTINUAM A ME VISITAR.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nE--CNwrRi0/Te5S6jK9R0I/AAAAAAAAAsk/VcsvsofZwQM/s1600/foto-beija-flor-01.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nE--CNwrRi0/Te5S6jK9R0I/AAAAAAAAAsk/VcsvsofZwQM/s400/foto-beija-flor-01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615516951204677442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HABILIDOSAS, SEMPRE DARÃO UM JEITO DE VENCER OBSTÁCULOS E ALEGRAR SEUS OLHOS. MUITAS ESPERAM POR ESSA OPORTUNIDADE. SÓ PEDEM EM TROCA UM POUCO DE ÁGUA COM AÇUCAR. EXPERIMENTE! A NATUREZA AGRADECE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-cTsTNuXxNF8/Te5SZ6Ws56I/AAAAAAAAAsU/fHlz7QDLeCs/s1600/Imagem%2B734.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cTsTNuXxNF8/Te5SZ6Ws56I/AAAAAAAAAsU/fHlz7QDLeCs/s400/Imagem%2B734.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615516390492268450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;AS TELAS DE PROTEÇÃO COM O TEMPO PASSAM A SER SEU POLEIRO FAVORITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Nmw_oWvVqVk/Te5Rl1tW4AI/AAAAAAAAAsM/C6ECTyGDjTA/s1600/Imagem%2B577.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nmw_oWvVqVk/Te5Rl1tW4AI/AAAAAAAAAsM/C6ECTyGDjTA/s400/Imagem%2B577.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615515495891918850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-550530507887052765?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/550530507887052765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=550530507887052765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/550530507887052765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/550530507887052765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/blog-post.html' title=''/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nE--CNwrRi0/Te5S6jK9R0I/AAAAAAAAAsk/VcsvsofZwQM/s72-c/foto-beija-flor-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-3582590098828067224</id><published>2011-06-03T08:29:00.012-03:00</published><updated>2011-06-11T09:36:44.835-03:00</updated><title type='text'>COISAS DE NOSSA TERRA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;DE VOLTA AO PASSADO II -VENDEDORES AMBULANTES &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas recordações da Av. Deodoro, lembro também dos vendedores ambulantes, muito comuns naquela época. Subindo a rua com seu andar vagaroso, lá vinha o verdureiro. Após se abastecer de frutas e verduras no velho mercado municipal que ficava na Av. Rio Branco onde hoje se localiza o Banco do Brasil, passava bem cedinho em frente às nossas casas. Sempre usando um chapéu de palha para se proteger do sol, andar ritimado como quem dança um xote, anunciava em voz dolente: verdureeeeiroo! Frutas e verduras fresquiiiinhas! Os produtos eram dispostos em três balaios que presos uns aos outros por varas, formavam uma espécie de prateleira. Os dois conjuntos de três cestos eram atrelados a uma madeira roliça, conhecida como calão, que o vendedor conduzia nos ombros. No primeiro cesto e consequentemente o maior de todos, eram arrumadas as mercadorias de maior porte como: Jerimum, mandioca, batata doce, inhame, banana, melancia, mamão e outras frutas, dependendo da sazonalidade.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UgbsKJ1aY24/TejGl-ribrI/AAAAAAAAArU/Wcvq7e-NFR8/s1600/verdureiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 398px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-UgbsKJ1aY24/TejGl-ribrI/AAAAAAAAArU/Wcvq7e-NFR8/s400/verdureiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613955291300392626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima dele, num cesto de menor tamanho vinham os tomates, pimentões, molhos de feijão verde (ainda não se usava vender o feijão já debulhado e acondicionado em sacos plásticos), cebolas, batata inglesa etc. Por último, ficava o menor de todos, que se destinava ao chamado “tempero verde”. Nele eram colocadas as folhagens: couve, alface, cebolinha, coentro, etc. Também expunham penduradas as varas que uniam os cestos, belas tranças de alho, que era mercadoria de maior valor. Trazia ainda, se por encomenda, diversas raízes, ervas aromáticas e medicinais tais como: manjericão, erva doce, louro, hortelã pimenta, colorau, cravo da Índia, canela, pimenta do reino, cominho, gengibre etc.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6bGOpB0nh4c/TejG5DW-lnI/AAAAAAAAArc/FrW4SLD25bY/s1600/imagesCAAK9A67.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 208px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-6bGOpB0nh4c/TejG5DW-lnI/AAAAAAAAArc/FrW4SLD25bY/s400/imagesCAAK9A67.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613955618973849202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As varas que prendiam os cestos partiam 10 centímetros abaixo do balaio maior, para impedir que o mesmo, quando retirado do ombro do verdureiro para servir a clientela, não tocasse no solo, preservando assim a qualidade dos alimentos, principalmente nas épocas chuvosas. O peso desse conjunto era distribuído proporcionalmente, de maneira a facilitar ao condutor o transporte da carga. Essa antiga maneira de carregar mercadorias que tem sua origem na China deve ter chegado ao Brasil trazido pelos colonizadores portugueses que mantinham diversas colônias no continente asiático. &lt;br /&gt;Outros vendedores também desfilavam por aquelas ruas anunciando seus produtos. Gritavam a todos os pulmões, não obstante o grande esforço que fazia para dar um tom melódico a sua voz, prática comum aos vendedores ambulantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DvtRmABMt7I/TejLToUvJVI/AAAAAAAAAsE/C4XXfuo0Lsg/s1600/28CUSC%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DvtRmABMt7I/TejLToUvJVI/AAAAAAAAAsE/C4XXfuo0Lsg/s400/28CUSC%257E1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613960473619670354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cedo do dia, estrategicamente antes do café da manhã, e no fim da tarde, ouvíamos o vendedor de cuscuz que gritava: “cuscuz da mata bem fresquiiiiinho!” vamos Dona, compre um cuscuizinho pra comer com um café quentinho!!! Como se não bastasse todo esse anuncio, no intuito de despertar ainda mais a atenção das donas de casa, também batia com a espátula que usava para retirar o cuscuz, na perna do tabuleiro, provocando um barulho característico, aumentando ainda mais o poder de chamar a atenção dos possíveis compradores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ali também passava uma senhora que, com voz trêmula e cansada, anunciava: “Carimãããããã novinha, vai passando a carimã!!”. Produto extraído a partir da raiz da mandioca que, após processo de fermentação, é utilizada para fazer bolos e biscoitos. Também é conhecida como puba ou mandioca mole.&lt;br /&gt;Lembro bem da vendedora, uma senhora baixinha e carrancuda, que parecia ter uns 65 anos de idade. Tinha cabelos brancos prateados que após enrolados eram presos para trás e terminava num bem elaborado coque, que juntamente com a rodilha, dava apoio para o caixote onde trazia bem acondicionado, o seu produto. O caixote, coberto com um pano muito alvo, era equilibrado com muita habilidade em sua cabeça. Sua voz arrastada e seu semblante marcado com rugas do tempo denotavam cansaço. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oazEOjDrctY/TejHXNpN7VI/AAAAAAAAArs/jCtFyHNo15o/s1600/lavageOr.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 140px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-oazEOjDrctY/TejHXNpN7VI/AAAAAAAAArs/jCtFyHNo15o/s400/lavageOr.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613956137130782034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa vendedora sempre andava com um porrete de madeira à mão. Pela idade avançada, o bastão lhe servia de bengala em suas caminhadas. Tinha também a função de se defender dos cães vadios que perambulavam pelas ruas a procura de alimentos nas latas de lixo. Porém, sua principal utilidade era “ameaçar” os garotos, que traquinos, sempre mexiam com a pobre senhora. Escondidos atrás dos pés de ficus esperavam sua passagem. Quando ela anunciava aos berros: “carimããããããñnnn, vai passando a carimãaaaannn!!” logo ouvia-se alguém gritar: A CARIMÃ ESTÁ PODRE!! Aí o tempo fechava. Disparava uma série de palavrões sempre dando maior ênfase, aqueles que atingiam a genitora do dono da voz, que oculto se divertia com o desfile das mais obscenas palavras, que ela guardava justamente para essas ocasiões. Se conseguisse ver o garoto, ameaçava alcançá-lo para lhe aplicar um corretivo. Mas a ameaça ficava apenas nos palavrões, pois sabia nunca conseguiria alcançá-lo, e resignada, seguia seu caminho, anunciando sua mercadoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esquina da Av. Deodoro com a Rua Ulisses Caldas, onde ainda hoje existe o Colégio da Imaculada Conceição, era “ponto comercial” de um vendedor de “poli”, uma espécie de picolé dos anos 60, muito apreciado naquela época. Há quem defenda que o nome “poli” teve sua origem nesse tal picolé que era vendido em frente ao cine Polytheama, que ficava na rua Chile, no Bairro da Ribeira, e foi o primeiro cinema de Natal. Daí a origem do nome, que por sinal só era conhecido em nossa cidade. O cinema foi inaugurado no dia 8 de dezembro de 1912, e seu proprietário era Petronilo Gomes de Paiva. O “poli” popularizou-se através de algumas pessoas que possuíam geladeira, não raro, também, o produziam tanto para consumo como também para venda. Eram conhecidos como “poli de caçamba” ou “poli de geladeira”. Ainda recordo as placas de madeira tosca que eram exibidas na frente de algumas casas com a inscrição: ”VENDE-SE POLI”&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eovz04ae_us/TejHEN1kI9I/AAAAAAAAArk/McFyUDgDJWQ/s1600/19.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 229px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-eovz04ae_us/TejHEN1kI9I/AAAAAAAAArk/McFyUDgDJWQ/s400/19.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613955810765054930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal vendedor era conhecido pelo carinhoso apelido de Prego. Nunca soubemos o seu verdadeiro nome. Tratava-se de um homem moreno, alto e magro, de meia idade. Tinha como atrativo para vender seu produto, uma enorme língua que apertava entre as gengivas, já que era desprovido de todos os dentes, ao tempo que fazia uma assustadora careta causando risos incontroláveis aos passantes.&lt;br /&gt;Nessa mesma esquina, sem que houvesse concorrência ou disputa, também podiam ser encontrados vendedores de pitombas, roletes de cana-caiana, alfenim, e às vezes até o vendedor de cavaco chinês, acostumado a percorrer grandes distâncias no bom desempenho de seu ofício, ali se demorava um pouco por ocasião do término das aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças de hoje não puderam vivenciar todas essas passagens, exceto ao não menos famoso cavaco chinês que ainda hoje ouvimos o tilintar do seu triangulo e que permanece fazendo a alegria, tanto para as crianças, quanto para os pais que, revigorados, fazem uma viagem de volta ao passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-3582590098828067224?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/3582590098828067224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=3582590098828067224' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3582590098828067224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3582590098828067224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/de-volta-ao-passado-ii.html' title='COISAS DE NOSSA TERRA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UgbsKJ1aY24/TejGl-ribrI/AAAAAAAAArU/Wcvq7e-NFR8/s72-c/verdureiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4727887732866420932</id><published>2011-06-01T18:31:00.002-03:00</published><updated>2011-06-02T08:55:49.251-03:00</updated><title type='text'>OS PÁSSAROS VOLTARAM</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lITR7sCAdJY/Ted6Mq7RjXI/AAAAAAAAArI/0-uyLUDJH5E/s1600/20070126_ceu_azul_pombos_em_voo_1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-lITR7sCAdJY/Ted6Mq7RjXI/AAAAAAAAArI/0-uyLUDJH5E/s400/20070126_ceu_azul_pombos_em_voo_1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613589818640534898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do poeta Ciro Tavares inspirado na crônica Os Pássaros Voltaram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt; OS PÁSSAROS &lt;/strong&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre boas lembranças dos nossos dias,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;recordações permanentes que só a morte abandona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regresso à antiga praça no meio das tardes estivais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meninos de calças curtas, suas bicicleta e patins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos muitos sem dar conta do avanço das horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, desses que não fogem, houve a magia do momento,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ficou na melancolia das retinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Súbito silêncio nos rondou, depois a ventania o pó das ruas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente a algazarra dos pássaros assombrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revoada acinzentou o espaço onde o balé acontecia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por minutos incontáveis nosso alumbramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram-se  com medo do poente que chegava,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nunca mais voltaram aos saudosos olhos que voaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4727887732866420932?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4727887732866420932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4727887732866420932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4727887732866420932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4727887732866420932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/06/os-passaros-voltaram.html' title='OS PÁSSAROS VOLTARAM'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lITR7sCAdJY/Ted6Mq7RjXI/AAAAAAAAArI/0-uyLUDJH5E/s72-c/20070126_ceu_azul_pombos_em_voo_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5528384060771981283</id><published>2011-05-31T15:32:00.000-03:00</published><updated>2011-05-31T15:34:08.737-03:00</updated><title type='text'>A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS</title><content type='html'>Ormuz Barbalho Simonetti, de amoroso e saudoso olhar para o passado e todas as coisas que o encantaram como menino, traz, na ilustração do notável artista Levi Bulhões, para o texto "A Praia de Pipa dos Meus Avós", a sua alma debruçada sobre as janelas do tempo, diante das rendeiras de almofadas de bilro, tecendo sonhos de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço licença ao artista Levi e ao escritor Ormuz Simonetti, para pegar uma carona na beleza dessa poesia feita em grafite, nessa paisagem que me fez chorar e lamentar a infância que passou há tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse cenário, tão benfazejo, que me inspira as saudades, chego a sentir o cheiro da maresia e o bafo do mormaço do meio dia, quando caminhava com papai e minha babá, pelas brancas dunas de Jacumã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lúcia Helena Pereira&lt;br /&gt;Natal/RN&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5528384060771981283?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5528384060771981283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5528384060771981283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5528384060771981283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5528384060771981283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/praia-da-pipa-dos-meus-avos.html' title='A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1679260020498937732</id><published>2011-05-31T07:29:00.002-03:00</published><updated>2011-05-31T07:41:51.239-03:00</updated><title type='text'>A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Yqjf7Xsdzpw/TeTDi6qLIuI/AAAAAAAAArA/K1wEFw8DP3Y/s1600/Imagem%2B566.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Yqjf7Xsdzpw/TeTDi6qLIuI/AAAAAAAAArA/K1wEFw8DP3Y/s400/Imagem%2B566.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612826040239596258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma tela do artista plástico Levi Bulhões, que faz parte da ilustração do livro &lt;strong&gt;"A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS", &lt;/strong&gt;que será lançado em outubro/2011. O artista utiliza a técnica mista da pintura acrílica com o bico de pena. A ilustração refere-se à crônica &lt;strong&gt;RENDEIRAS DE BILROS&lt;/strong&gt;, que dentre outras coisas relata o dia a dia dessas profissionais que passavam horas a sombra dos coqueiros ou em frente as suas casas tecendo lindos trabalhos de renda nas intermináveis “conversas de comadres”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1679260020498937732?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1679260020498937732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1679260020498937732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1679260020498937732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1679260020498937732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/praia-da-pipa-dos-meus-avos-ilustracao_31.html' title='A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Yqjf7Xsdzpw/TeTDi6qLIuI/AAAAAAAAArA/K1wEFw8DP3Y/s72-c/Imagem%2B566.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4578839380897813642</id><published>2011-05-27T13:50:00.007-03:00</published><updated>2011-05-27T13:59:37.428-03:00</updated><title type='text'>COISAS DE NOSSA TERRA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;DE VOLTA AO PASSADO 1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hoje eu lembro com saudade o tempo que passou.&lt;br /&gt;O tempo passa tão depressa mais em mim deixou.&lt;br /&gt;Jovens tardes de domingo tantas alegrias.&lt;br /&gt;Velhos tempos, belos dias . . &lt;br /&gt;(Roberto Carlos).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a última sexta-feira, 13 de maio, quando foi publicado o artigo, “OS PÁSSAROS VOLTARAM”, tenho recebido grande quantidade de e-mails e telefonemas que tratam do assunto. São amigos e também pessoas anônimas, dizendo-se gratificadas pela oportunidade que tiveram de, ao lerem a crônica, voltarem no tempo, mais precisamente aos anos 60 e 70, quando nessa época, moravam na cidade de Natal.&lt;br /&gt;Ao colocar naquela crônica minhas reminiscências que se misturavam as emoções, no momento em que desenvolvia o texto, não imaginei que aquelas histórias se assemelhavam as de tantas outras pessoas. Histórias que já não conseguimos lembrar, pois o ritmo dos acontecimentos imposto pelo mundo globalizado, não deixa espaço para esse tipo de saudosismo. Somente aqueles que se aventuram a mergulhar num passado - não tão distante - movido às vezes por acontecimentos ou situações do presente, são premiados com esse tipo de emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ixYRslPGFJk/Td_WzLm6CFI/AAAAAAAAAqY/VB4QP503NlA/s1600/Av.%2BDeodoro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 262px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ixYRslPGFJk/Td_WzLm6CFI/AAAAAAAAAqY/VB4QP503NlA/s400/Av.%2BDeodoro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611439835504576594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os vários e-mails que recebi, fiquei comovido com um recebido de Teresina-PI, enviado por Luiz Fernando Pereira de Melo: “Amigo Ormuz, li o artigo e tive o prazer de retorna a rua Vigário Bartolomeu 625, onde morei na infância. La ia sempre ao velho mercado compra as rodas dos nossos caminhões e também as belas frutas que ali eram vendidas. É muito bom relembrar o passado, principalmente o nosso que tivemos um grande privilegio de ter uma cidade como Natal dos anos 60 e 70. Um grande abraço e obrigado pelo prazer de retornar a minha infância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Recife, assim se manifestou outro amigo, Geraldo Pereira filho do saudoso Nilo Pereira: “Lembrei de meu tempo de menino, quando pegava canário no quintal de casa, alguns de um amarelo que dava gosto de ver. Hoje em dia, em Aldeia, mais ou menos uns 20km daqui, ainda os vejo, mas são raros. Por lá tenho em quantidade saíras as mais diversas, sabiás e bem-te-vis, mas também guriatãs e tenho um vizinho e amigo, a quem hei de mandar sua crônica, que passa o dia observando os pássaros em sua casa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Brasília o poeta Ciro Tavares me envia o seguinte e-mail: “Caro Ormuz: Sou desse tempo. Nasci na Deodoro, numa casa que meu pai alugou ao Palatinik e onde vivi bons momentos. Deixei a Deodoro pela Rua Assu, quando construímos uma casa. Sempre estive ligado à área, aos pés de fícus que o Ângelo, prefeito, resolveu destruir. Brinquei na Praça Pio X e sou testemunha da construção do cinema Rio Grande. Fui assíduo freqüentador dos papos noturnos, na esquina com a Rua João Pessoa, onde, aos domingos a mulherada gostava de fazer footing para nossa admiração. Sou do tempo do bondes que passavam acionando suas campainhas para Petrópolis. Ali também, o médico, já falecido, Costa Neto e eu esperávamos o transporte para nos levar para o americano Batista, no Barro Vermelho, onde conheci Carlos Gomes e Terezinha. Ali também deslumbrei-me com a beleza e o porte helênico de Marilda Freire, filha do médico Antônio Freire. Ali conheci José Evaldo Caldas, meu maior amigo por mais de 60anos. Os pássaros voltaram e nós não podemos fazer o mesmo. Forte abraço.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vrIRQHkr8HA/Td_XHo2dGfI/AAAAAAAAAqg/K45ccqVxPvw/s1600/AV_DEODORO_CINE_RIO_GRAND_2-300x201.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 201px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vrIRQHkr8HA/Td_XHo2dGfI/AAAAAAAAAqg/K45ccqVxPvw/s400/AV_DEODORO_CINE_RIO_GRAND_2-300x201.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611440186951801330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já da vizinha cidade de Fortaleza recebi de uma leitora a seguinte mensagem: “Ormuz, os pássaros, sempre voltam. Você, por exemplo, é prova disso. Aí está, me enviando e-mail e me convidando a cantar Geraldo Azevedo e apreciar um pouco de sua infância, em Natal (cidade que adoro). Lúcia Bezerra de Paiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Natal recebo do amigo Joaquim de Medeiros Neto: “Caro amigo e confrade Ormuz: Nunca na minha vida tinha lido uma crônica como a da "volta dos pássaros"! Concebida e escrita com o espírito e o coração de menino. Meus parabéns estrelado pela bela crônica. Um grande abraço.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas manifestações e outras que recebi e continuo recebendo, me deixaram particularmente comovido e emocionado. Primeiro por ter conseguido através de algumas linhas escritas com a mais pura emoção, propiciar aos leitores um mergulho maravilhoso na sua infância não muito distante. Tenho certeza que nessa viagem ao passado, muitas outras lembranças vieram se juntar àquelas que estavam sendo descrita. Lembranças que se encontravam escondidas no escaninho da memória afetiva, e que às vezes são desencadeadas por um simples cheiro, uma música ou, como nesse caso, por uma narrativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando escrevia essa crônica, meus pensamentos me levaram a passear pela Avenida Deodoro da Fonseca lá pelos anos 60. As lembranças me chegavam aos borbotões numa avalanche que não conseguia conter. Fechei os olhos por um momento e diante de mim, sugiram vários personagens que convivi naquela época. Via desfilar pela calçada os freqüentadores do bar e restaurante “A Palhoça” do saudoso João Damasceno, que ficava bem em frente a minha casa e vizinho ao Cine Rio Grande. Lá era o ponto de encontro de políticos e pessoas influentes da nossa sociedade, e que lá comparecia todo final de tarde para se deliciarem com os tira-gostos que eram servidos, principalmente os feitos a base de frutos do mar, especialidade da casa. &lt;br /&gt;Cotenido, Poti, Luiz e Batuíra sempre estavam por perto ajudando o pai. Cotenido, por ser o gerente do restaurante, era o que mais convivia conosco e por isso de quem mais me recordo. Seu nome, dado pelo pai, foi inspirado nos dizeres grafados em latas de azeite de oliva importado da Espanha (cotenido neto) que, traduzido para o português, significa conteúdo líquido. Seu pai convivia com esses produtos importados no tempo em que trabalhava com Guglielmo Lettieri, proprietário da famosa Cantina Lettieri. O velho Lettieri também era proprietário da única fabrica de gelo de Natal na década de 30.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--PK9XBEMkxo/Td_XjVPI78I/AAAAAAAAAqw/5-9ZBQCmJBs/s1600/Deodoro%2BJ%25C3%25A3o%2BPessoa.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 275px;" src="http://3.bp.blogspot.com/--PK9XBEMkxo/Td_XjVPI78I/AAAAAAAAAqw/5-9ZBQCmJBs/s400/Deodoro%2BJ%25C3%25A3o%2BPessoa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611440662722965442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registre-se, entretanto que, democraticamente, A Palhoça também era freqüentada por estudantes “lisos”, principalmente os dos colégios Marista e Atheneu. Ao final das aulas ou mesmo fazendo alguma “gazeta”, apareciam por lá. Era a época que se iniciavam na arte de degustar uma boa “loira suada”; uma “cuba libre” ou simplesmente, um Rum Merino puro com gelo. Essas bebidas por serem mais baratas estavam ao alcance de todos.  Contudo, vez por outra, era preciso fazer um acordo com Cotenido, e “pendurar” a conta por inconteste falta de recursos financeiros, mesmo apelando para a famosa “vaquinha”. Nesses casos, o pagamento ficava para a próxima semana, ou quem sabe, o próximo mês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Nw-KsPDY7Kk/Td_XtkeQNZI/AAAAAAAAAq4/nrEK1XYVN2Y/s1600/palacete-da-av-deodoro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Nw-KsPDY7Kk/Td_XtkeQNZI/AAAAAAAAAq4/nrEK1XYVN2Y/s400/palacete-da-av-deodoro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5611440838611580306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes também disputávamos o pagamento da conta, ou parte dela, na “porrinha”, jogo em que os parceiros tentam adivinhar a soma dos palitos ocultos na mão dos participantes. No início dos anos 70, um fato acontecido naquele restaurante alojou-se em minha memória de maneira que todas as vezes que passo em frente ao local, me lembro do acontecido. Como na época morava do outro lado da rua, especificamente na casa de número 622, era comum saber tudo de extraordinário que lá acontecia. Certo dia fui surpreendido com uma aglomeração que se formava diante de um dos compartimentos – na entrada do restaurante havia vários camarotes cobertos e divididos por palhas de coqueiro onde se encontrava uma mesa de madeira, retangular, ladeada por dois bancos do mesmo tamanho -, ao me aproximar do local pude ver o que ocorria. Diante da mesa, vários senhores alguns sentados e outros em pé, bebiam e conversavam animadamente, porém, a atenção estava voltada para uma dupla que disputava, qual deles agüentaria beber a maior quantidade de cerveja. Quando os vi, não me surpreendi, pois a Cidade inteira tinha conhecimento de que eram grandes amigos, igualmente boêmios e quando na companhia com outros amigos, a abundância se fazia presente, e a tristeza não tinha lugar à mesa.  Eram eles: Dr. Roberto Freire e o Senador Luiz de Barros. Infelizmente não soube quem venceu aquela animada disputa. Mas, bem tarde da noite quando fui para casa, a dupla ainda bebia e conversava animadamente com se tivesse iniciado a farra naquele instante. Em cima da mesa e no chão, já não tinha onde colocar garrafas vazias. Esses dois senhores fizeram historia e não deixaram seguidores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4578839380897813642?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4578839380897813642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4578839380897813642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4578839380897813642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4578839380897813642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/hoje-eu-lembro-com-saudade-o-tempo-que.html' title='COISAS DE NOSSA TERRA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ixYRslPGFJk/Td_WzLm6CFI/AAAAAAAAAqY/VB4QP503NlA/s72-c/Av.%2BDeodoro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-698350435519271816</id><published>2011-05-24T08:43:00.000-03:00</published><updated>2011-05-24T08:44:40.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Depoimentos'/><title type='text'>A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - O LIVRO</title><content type='html'>Caro Ormuz, seu livro já é sucesso. Já estou desejosa de tê-lo em mãos para me deleitar com suas belíssimas crônicas e ilustrações. Excelente obra! Meus cumprimentos pela qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jania Souza-UBE&lt;br /&gt;Natal/RN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-698350435519271816?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/698350435519271816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=698350435519271816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/698350435519271816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/698350435519271816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/praia-da-pipa-dos-meus-avos-o-livro.html' title='A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - O LIVRO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7448663534042808484</id><published>2011-05-23T11:55:00.002-03:00</published><updated>2011-05-23T12:15:52.488-03:00</updated><title type='text'>A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yIzGGrf2Ypc/Tdp4h8mnxbI/AAAAAAAAAqQ/QolP3FhdIaw/s1600/Imagem%2B563.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yIzGGrf2Ypc/Tdp4h8mnxbI/AAAAAAAAAqQ/QolP3FhdIaw/s400/Imagem%2B563.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609928810442507698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma tela do artista plástico Levi Bulhões, que faz parte da ilustração do livro &lt;strong&gt;"A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS"&lt;/strong&gt;, que será lançado em outubro/2011. O artista utiliza a técnica mista da pintura acrílica com o bico de pena. A ilustração refere-se à crônica &lt;strong&gt;OS PRIMEIROS VERANISTAS&lt;/strong&gt;, que dentre outras coisas relata a saga dos veranistas quando se deslocavam com seus rudimentares meios de transporte, da cidade de Goianinha até a praia da Pipa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7448663534042808484?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7448663534042808484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7448663534042808484' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7448663534042808484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7448663534042808484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/praia-da-pipa-dos-meus-avos-ilustracao_23.html' title='A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yIzGGrf2Ypc/Tdp4h8mnxbI/AAAAAAAAAqQ/QolP3FhdIaw/s72-c/Imagem%2B563.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-6145090432991448638</id><published>2011-05-22T09:37:00.002-03:00</published><updated>2011-05-22T09:48:36.673-03:00</updated><title type='text'>A LINDA LENDA POTIGUAR DO TOURO MÃO-DE-PAU.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bSEY6g4zuPM/TdkGF0OC3VI/AAAAAAAAAqI/UYuX0JVNo_4/s1600/tourobravo2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-bSEY6g4zuPM/TdkGF0OC3VI/AAAAAAAAAqI/UYuX0JVNo_4/s400/tourobravo2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5609521507853327698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos sertões do nosso Rio Grande, até os tempos do meu bisavô Antônio Alves Machado, rico-homem de terras e gados, as enormes fazendas sertanejas de criação não tinham cercas nem pastos; os rebanhos viviam livres, embrenhados na caatinga sem fim. No manejo desse gado, pela seca de cada ano, havia o mutirão da ferra, pra marcação da garrotada nascida no inverno. Havia um grande curral, onde se reunia e dali partia a vaqueirama das redondezas; vestida de couro, mode os espinhos, vaquejando mato adentro, tangiam com belos aboios as vacas mansas e suas crias desmamadas.  As reses mais ariscas eram perseguidas e derrubadas durante a perseguição por forte puxavante do rabo, pois a mata densa não permitia uso de laço.  Depois de dominadas a muque, eram mascaradas ou peadas e trazidas para o curralão. Havia disputas entre os vaqueiros pelo maior número de bichos aprisionados. Daí nasceu o brabo esporte da vaquejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas, tamanha era a caatinga e tanto era o gado, que nem todos os garrotes do ano eram pegos e ferrados. Sempre restava algum mais esperto e arredio que não se deixava vencer, fugia pros pés-de-serra, cheios de lagedos, onde ficava mais fácil pro perseguido e mais difícil pros perseguidores. Assim, crescendo livre e sadio, sem contato humano, ficava cada ano mais selvagem e chegava a touro erado, o dito barbatão. Eram machos fortes e violentos, sem marca de dono, que passavam a atacar os vaqueiros em defesa das fêmeas que arrebanhavam, prejudicando o bom andamento dos trabalhos da pega de gado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Vencer um barbatão era feito glorioso e vantajoso, pois, além do ganho em fama de traquejo e valentia, o vaqueiro preador ganhava o direito de posse do tourão vencido. Por sua ferocidade, sem nunca amansar nem sujeitar-se, era castrado ou abatido, após um festejo de torturas e abusos por parte da vaqueirama, muitas vezes vingando colegas mortos ou feridos nas tentativas de derrotá-lo.&lt;br /&gt;Alguns barbatões, por invencíveis, muito se afamavam, como o cearense Boi Barroso, tourão vermelhusco que, segundo contam, deu sobrenome aos descendentes daquele que o venceu e castrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Na ribeira do Potengi, abas da serra Joana Gomes, criou-se um barbatão castanho, enorme e ladino, que por mais de uma década escapava dos quantos vaqueiros também famosos que vinham de longe querendo caçá-lo. Certa feita, durante uma perseguição, esse touro pisou num buraco de tatu, machucando um mocotó dianteiro. Mesmo assim prejudicado, por alguma manobra de esperteza, conseguiu escapar. A perna sarou, mas o pulso ficou duro, daí obrigando o animal a mancar. E ainda por vários anos falavam nesse bicho macho que, mesmo manco, ninguém vencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Aí surgiu a lenda do Touro Mão de Pau. Essa estória foi contada em cantorias do grande Fabião das Queimadas, escravo rabequeiro nascido e vivido na Lagoa dos Velhos. Depois, coletada por Câmara Cascudo, virou folheto de cordel, sendo enfim adaptada por Ariano Suassuna e cantada pelo talentoso Antônio Nóbrega. É uma comovente mostra da mais pura arte poética e musical nordestina, onde os antigos costumes e os bravos valores de honra são pungentemente louvados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Da casa-grande da Fazenda Aliança, lugar de nossa posse, se avista o por-do-sol detrás da serra Joana Gomes. Diz-que em nenhum outro poente o céu tanto se avermelha; por certo, mode o sangue ali vertido pelo pelo honrado Mão-de-Pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bartolomeu Correia de Melo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se duvida dessas belezas, apois acesse o link:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;http://www.youtube.com/watch?v=uYgPzCPQXiU&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-6145090432991448638?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/6145090432991448638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=6145090432991448638' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6145090432991448638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6145090432991448638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/linda-lenda-potiguar-do-touro-mao-de.html' title='A LINDA LENDA POTIGUAR DO TOURO MÃO-DE-PAU.'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bSEY6g4zuPM/TdkGF0OC3VI/AAAAAAAAAqI/UYuX0JVNo_4/s72-c/tourobravo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-6929458766471330292</id><published>2011-05-19T09:02:00.005-03:00</published><updated>2011-05-19T09:25:37.918-03:00</updated><title type='text'>A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NaxB1ZhzVBI/TdUJCFEgzgI/AAAAAAAAAqA/f79Hu5nYNvY/s1600/Imagem%2B562.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-NaxB1ZhzVBI/TdUJCFEgzgI/AAAAAAAAAqA/f79Hu5nYNvY/s400/Imagem%2B562.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608398842285313538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Essa tela do artista plástico Levi Bulhões, faz parte da ilustração do livro "A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS", que será lançado em outubro/2011. O artista utiliza a técnica mista da pintura acrílica com o bico de pena. A ilustração refere-se à crônica OS PRIMEIROS HABITANTES, que dentre outras coisas relata o roubo do pau-brasil pelos corsários franceses&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-6929458766471330292?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/6929458766471330292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=6929458766471330292' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6929458766471330292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6929458766471330292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/praia-da-pipa-dos-meus-avos-ilustracao.html' title='A PRAIA DA PIPA DOS MEUS AVÓS - ILUSTRAÇÃO'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NaxB1ZhzVBI/TdUJCFEgzgI/AAAAAAAAAqA/f79Hu5nYNvY/s72-c/Imagem%2B562.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4342639841165716350</id><published>2011-05-15T18:01:00.000-03:00</published><updated>2011-05-15T18:02:15.579-03:00</updated><title type='text'>OS PÁSSAROS VOLTARAM</title><content type='html'>Caro amigo e confrade Ormuz:  nunca na minha vida tinha lido uma cronica como a da  "volta dos pássaros"!  Concebida e escrita com o espírito e o coração de menino. Meus parabéns estrelado pela bela crônica. Um grande abraço.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Joaquim Medeiros &lt;br /&gt;Natal/RN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4342639841165716350?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4342639841165716350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4342639841165716350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4342639841165716350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4342639841165716350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/os-passaros-voltaram_4100.html' title='OS PÁSSAROS VOLTARAM'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-6808725871239535570</id><published>2011-05-15T09:49:00.002-03:00</published><updated>2011-05-15T10:48:33.915-03:00</updated><title type='text'>OS PÁSSAROS VOLTARAM</title><content type='html'>Ormuz:&lt;br /&gt;Os pássaros, sempre voltam.&lt;br /&gt;Você, por exemplo, é prova disso.Aí está, me enviando e-mail e me convidando a cantar Geraldo Azevedo e apreciar um pouco de sua infância, em Natal(cidade que adoro).&lt;br /&gt;Estou disposta, a trocar "figurinhas" genealógicas.&lt;br /&gt;Convido-o a visitar me blog de nome "monárquico" rsr: Da Cadeirnha de Arruar, d'onde escrevo memórias, à luz das recordações da família -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcia Bezerra de Paiva&lt;br /&gt;Fortaleza/CE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-6808725871239535570?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/6808725871239535570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=6808725871239535570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6808725871239535570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6808725871239535570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/ormuz-os-passaros-sempre-voltam.html' title='OS PÁSSAROS VOLTARAM'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-6352260745711981772</id><published>2011-05-15T09:46:00.001-03:00</published><updated>2011-05-15T09:46:30.694-03:00</updated><title type='text'>OS PÁSSAROS VOLTARAM</title><content type='html'>Parabéns amigo, pude curtir um pouco da natureza e o cantar dos pássaros através da sua crônica, além de ver Deus em tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Cabral&lt;br /&gt;Natal/RN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-6352260745711981772?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/6352260745711981772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=6352260745711981772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6352260745711981772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6352260745711981772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/os-passaros-voltaram_1098.html' title='OS PÁSSAROS VOLTARAM'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-6586132530548042009</id><published>2011-05-15T09:42:00.000-03:00</published><updated>2011-05-15T09:43:34.697-03:00</updated><title type='text'>OS PÁSSAROS VOLTARAM</title><content type='html'>Amigo Ormuz, li o artigo e tive o prazer de retorna a rua Vigário Bartolomeu 625, onde morei na infância. La ia sempre ao velho mercado compra as rodas dos nossos caminhões e também as belas frutas que ali eram vendidas. É muito bom relembrar o passado, principalmente o nosso que tivemos um grande privilegio de ter uma cidade como Natal dos anos 60 e 70. &lt;br /&gt;um grande abraço e obrigado pelo prazer de retornar a minha infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando de Melo&lt;br /&gt;Terezina/PI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-6586132530548042009?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/6586132530548042009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=6586132530548042009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6586132530548042009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/6586132530548042009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/os-passaros-voltaram_15.html' title='OS PÁSSAROS VOLTARAM'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5035650301217716515</id><published>2011-05-15T09:39:00.002-03:00</published><updated>2011-05-15T09:44:01.701-03:00</updated><title type='text'>OS PÁSSAROS VOLTARAM</title><content type='html'>&lt;strong&gt; Caro Ormuz: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou desse tempo. Nasci na Deodoro, numa casa que meu pai alugou ao Palatinik e onde vivi bons momentos. Deixei a Deodoro pela Rua Assu, quando construímos uma casa. Sempre estive ligado à área, aos pés de fíicus que o Agnelo, prefeito, resolveu destruir. Brinquei na Praça pio X e sou testemunha da construção do cinema Rio Grande. Fui assíduo Frequentador dos papos noturnos, na esquina com a Rua João Pessoa, onde, aos domingos a mulherada gostava de fazer footing para nossa admiração. Sou do tempo do bondes que passavam acionando suas campainhas para Petrópolis. Ali também, o médico, já falecido, Costa Neto e eu esperávamos o transporte para nos levar para o americano Batista, no Barro Vermelho, onde conheci Carlos Gomes e Terezinha. Ali também deslumbrei-me com a beleza e o porte helênico de Marilda Freire, filha do médico Antônio Freire. Ali conheci José Evaldo Caldas, meu maior amigo por mais de 60 anos. Os pássaros voltaram e nós não podemos fazer o mesmo. Forte abraço do&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro José.&lt;br /&gt;Brasília/DF&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5035650301217716515?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5035650301217716515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5035650301217716515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5035650301217716515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5035650301217716515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/caro-ormuz-sou-desse-tempo.html' title='OS PÁSSAROS VOLTARAM'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-7231098631366614300</id><published>2011-05-14T08:54:00.002-03:00</published><updated>2011-05-15T09:22:58.342-03:00</updated><title type='text'>OS PÁSSAROS VOLTARAM</title><content type='html'>Ormuz&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A sua crônica sobre os pássaros está linda, muito bem feita, informativa e romântica, sobretudo com um estilo simples. Lembrei de meu tempo de menino, quando pegava canário no quintal de casa, alguns de um amarelo que dava gosto de ver. Hoje em dia, em Aldeia, mais ou menos uns 20km daqui, ainda os vejo, mas são raros. Por lá tenho em quantidade saíras as mais diversas, sabiás e bem-te-vis, mas também guriatãs e tenho um vizinho e amigo, a quem hei de mandar sua crônica, que passa o dia observando os pássaros em sua casa; observando e fotografando. Vou procurar o site dele com fotos lindas e lhe mandar o link. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Interessante a sua observação de que os pássaros estão voltando. Acho que há certas coisas na vida que se sabe, mas não se sabe dizer - meu pai dizia isso - e me parece que essa é uma dessas. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Atencioso abraço&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Geraldo Pereira&lt;br /&gt;Recife/PE&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-7231098631366614300?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/7231098631366614300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=7231098631366614300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7231098631366614300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/7231098631366614300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/os-passaros-voltaram_14.html' title='OS PÁSSAROS VOLTARAM'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-1186026905304449038</id><published>2011-05-13T17:52:00.005-03:00</published><updated>2011-05-13T18:02:42.205-03:00</updated><title type='text'>OS PÁSSAROS VOLTARAM</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4Z7dOvldqyQ/Tc2cLzrIY4I/AAAAAAAAAp4/-E_R-3MWwG8/s1600/Colibri30%255B1%255D.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-4Z7dOvldqyQ/Tc2cLzrIY4I/AAAAAAAAAp4/-E_R-3MWwG8/s400/Colibri30%255B1%255D.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5606308837809742722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OS PÁSSAROS VOLTARAM &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Canta, canta passarinho, canta, canta miudinho,&lt;br /&gt; na palma da minha mão.&lt;br /&gt; Quero ver você voando, quero ouvir você cantando, &lt;br /&gt; quero paz no coração&lt;br /&gt; Quero ver você voando, quero ouvir você cantando, &lt;br /&gt; na palma da minha mão. . . “&lt;br /&gt;      Geraldo Azevedo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha infância, na cidade de Natal, recordo que gostava de admirar, nas manhãs ensolaradas, uma grande diversidade de pássaros que cantavam nos pés de ficus benjamim que adornavam e arborizavam a Av. Deodoro da Fonseca, onde residia com minha família na casa de número 622. Cantavam e nidificavam naquelas árvores, entretanto, eram bem mais “ariscos” dos que os de hoje. Naquela época, os garotos se divertiam puxando “carrinhos” feitos com latas de leite vazias que eram cheias com areia, ou com carros feitos de madeira que eram confeccionados por nós mesmos. A madeira era obtida no antigo Armazém Natal que ficava na esquina da Av. Rio Branco com a Rua Ulisses Caldas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de trabalho de fazer os próprios brinquedos ajudava a desenvolver a criatividade e a habilidade com as primeiras ferramentas, além do apego e amor aquele brinquedo. Os carros ou caminhões mais sofisticados tinham as rodas cobertas com tiras de borracha e os feixes de molas eram feitos com aspas de ferro, muito utilizadas na época, nas embalagens que chegavam ao comércio. Também brincávamos de bolinhas do gude (bolinha à vera!); com rodas de ferro, que eram empurradas e equilibradas com um arame de ponta envergada etc., porém, o brinquedo mais utilizado eram as temidas baladeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estilingue ou baladeira compunha-se de um gancho de madeira em forma de Y que eram retirados de árvores como o fícus Benjamin e das goiabeiras, considerados os melhores. Nas extremidades superiores amarravam-se duas tiras de borracha com média de 20 cm de comprimento por 1,5 cm de largura, retiradas de velhas câmaras de ar ou compradas no antigo mercado municipal na Av. Rio Branco, onde hoje funciona o Banco do Brasil. Na outra extremidade as tiras eram presas a um pedaço de couro ou sola, que conseguíamos com um antigo sapateiro que tinha sua oficina na Rua Princesa Isabel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A baladeira era um brinquedo possuído e desejado pela maioria dos garotos daquela época. Tinha lugar de destaque nas perigosas guerras que fazíamos contra meninos de outras ruas. Por exemplo: Av. Deodoro versus Rua Felipe Camarão. Av. Deodoro contra a Travessa Camboim, do temido “Canteiro”, famoso personagem que metia medo nos garotos da época, por ser muito brigão, e diziam que sempre andava armado com um canivete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses combates utilizávamos seixos (pedra rolada) que considerávamos “munição real”. Quando a disputa era apenas diversão entre meninos da Av. Deodoro, utilizávamos apenas munição de “festim” que era os frutos ainda verdes da mamona – carrapateira -, muito abundantes nos terrenos baldios e que nunca machucavam, pois só podiam ser atiradas a distâncias consideradas seguras. Mas, aqui confesso envergonhado “mea culpa”, pois, também a utilizei em diversas ocasiões, contra as indefesas aves, pois, o único pecado que elas cometiam era cantar. E ao fazê-lo, eram facilmente localizadas entre as folhagens das árvores e abatidas com as certeiras pedras que atirávamos pelo simples fato de testar a pontaria, nas inconseqüentes brincadeiras de criança.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época as residências costumavam ter em seus quintais, além dos galinheiros onde as “penosas” eram cevadas para os dias de festa ou daquela visita inesperada, muitas árvores frutíferas. Pitombeiras, abacateiros, sapotizeiros, mangueiras, mamoeiros, goiabeiras, só para citar as mais comuns. Devido à grande quantidade dessas árvores, esses quintais eram freqüentados por pássaros que, na amanhecência do dia, nos despertava com seus gorjeios melodiosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 70, por volta dos anos de 1973/74, nossa fauna local sofreria uma grande mudança. Nessas mesmas árvores já podiam ser vistos os famigerados pardais. Inicialmente em casais, e pouco tempo depois em enormes bandos. Fui apresentado a esses pequenos predadores, quando ainda morava no Rio de Janeiro, onde iniciei minha vida profissional, no Banco do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada desses pássaros em nossa cidade, a exemplo do que aconteceu em outras cidades do nosso país, constituiu-se num verdadeiro desastre para nossa fauna alada de pequeno porte. Infelizmente, na época, ainda não havia esse apelo ecológico em defesa da natureza, sua fauna e flora. Porém, tenho minhas dúvidas que se o fato tivesse ocorrido em nossos dias, algo fosse feito para evitar o desastre diante de todas as agressões sofridas pela natureza, que diariamente presenciamos por esse Brasil a fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Predadores destemidos, obstinados, oportunista e territorialistas, os pardais não demoraram a expulsar de nossas árvores, a grande maioria dos pássaros de seu porte, e até mesmo os de porte mais avantajado, como os anuns.&lt;br /&gt;Esse predador da espécime (Passer domesticus) que tem origem européia foi trazido para o  Brasil no início do século XX, e teve como porta de entrada a cidade do Rio de Janeiro. A sua introdução tinha como objetivo de reduzir a proliferação de moscas e mosquitos que infestavam a cidade. Apesar de também serem predadores de insetos, a base de sua alimentação se constitui de grãos, o que resultou na pouca eficiência no controle da população desses invertebrados. Essa decisão precipitada e irresponsável que introduziu em nosso território, uma espécie endêmica do continente europeu, sem as devidas avaliações do impacto que causaria, constituiu-se num verdadeiro desastre para nossa fauna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na luta por territórios, os pardais utilizam várias técnicas para expulsar seus concorrentes. Uma delas se constitui no ataque em bandos, deixando suas vítimas em desvantagem numérica e obrigando-os, conseqüentemente, a fuga. Praticam, também, a invasão de ninhos e destruição dos ovos não eclodidos ou simplesmente a matança dos filhotes recém-nascidos. Como os pardais são aves com hábitos urbanos, e convive bem com a presença do homem, é bem possível que nossos pássaros, que não pereceram diante dos invasores, tenham encontrado refúgio seguro nas matas que cobrem as dunas que circundam parte de nossa cidade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, como a natureza é sábia e quase sempre resolve os problemas causados pela bestialidade dos homens, ao longo dos anos nossos pássaros foram se adaptando a presença do invasor e aprendendo a se defender com maior eficiência, e assim conseguiram conviver com os invasores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo, todas as manhãs, caminho com um grupo de amigos pela Av. Rodrigues Alves. Sinto-me feliz em observar que há alguns anos os pássaros estão voltando para nossas árvores. Ao contrário da década de 70, é bem inferior o número de pardais encontrados. Durante as caminhadas vemos muitas rolinhas andarem em nossa frente à cata de pedrinhas e migalhas, sem temer os transeuntes. Ficaram tão mansinhas que às vezes precisamos desviar o caminho para não pisá-las. Em frente à capela de São Judas Tadeu, no final da Av. Rodrigues Alves, as inúmeras rolinhas empoleiradas nos fios da rede elétrica, lembram as linhas de uma partitura musical com todas as notas de um brasileiríssimo chorinho, quem sabe, o Tico-Tico no Fubá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Bem-ti-vis, sanhaços, anuns, sibites, rouxinóis, colibris e até os bico-de-lacre, que são pássaro endêmico do continente africano, mas que não tem causado nenhum dano a nossa delicada fauna alada, desfilam por entre as árvores de nossa cidade cantando animadamente, para o deleite dos que cedo madrugam. &lt;br /&gt; A mansidão e a excelente proliferação dessas aves devem-se, principalmente, a consciência ecológica despertada “ainda que tardia”, e atualmente muito valorizada. Infelizmente em nome dessa bandeira, alguns fanáticos têm cometidos excessos o que terminam por prejudicar toda a comunidade. Mas essa mesma tranqüilidade, também se deve ao desaparecimento dos tais meninos munidos com suas terríveis baladeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia resolvi trazer um pedacinho dessa natureza livre, pra dentro da minha morada. Comprei um alimentador de beija-flor, enchi-o com uma mistura de água com açúcar, coloquei na sacada do meu apartamento, e pacientemente esperei. Ao fim do quinto dia tive a alegria de receber o primeiro visitante. Era um beija-flor de cor negra, chamado popularmente de tesourão, pois, tem suas penas da calda em forma de tesoura. A partir desse dia, a todo instante, recebo a visita de várias espécimes, de tamanho e plumagens variadas. É uma delícia para os olhos e a mente. Depois de algum tempo de observação, já posso identificar cada um dos visitantes e até mesmo nominá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sempre que entro em casa logo me sento na varanda para observa esses pequenos seres alados que, além de desempenhar importante papel na polinização das plantas, se constitui numa das mais belas criação da natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-1186026905304449038?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/1186026905304449038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=1186026905304449038' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1186026905304449038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/1186026905304449038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/os-passaros-voltaram.html' title='OS PÁSSAROS VOLTARAM'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4Z7dOvldqyQ/Tc2cLzrIY4I/AAAAAAAAAp4/-E_R-3MWwG8/s72-c/Colibri30%255B1%255D.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-4144458331169071789</id><published>2011-05-12T11:49:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:26:02.324-03:00</updated><title type='text'>DO BLOG DE LUCIA HELENA PEREIRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Qxu_vvyvsqU/Tcv2OQNf5nI/AAAAAAAAApw/kksIG5A6NyY/s1600/ROBERTO.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Qxu_vvyvsqU/Tcv2OQNf5nI/AAAAAAAAApw/kksIG5A6NyY/s400/ROBERTO.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605844885922899570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROBERTO PEREIRA, FILHO DE NILO PEREIRA, JÁ SE ENCONTRA EM NATAL PARA A 20ª BNTM. APROVEITO PARA POSTAR SUA CARTA A ORMUZ SIMONETTI, POSTADO EM 05-05. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu caro Ormuz:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Emocionado, apesar da tardança do horário e, à Drummond, cansado das canseiras desta vida, em plena madrugada, acessando o seu site, eis a surpresa do Guaporé, onde se situa, teimosa e resistentemente, o Museu Nilo Pereira, ocorreram-me somente palavras de agradecimento à sua sensibilidade e a sua “eterna vigilância” em clamar/preservar o patrimônio material e imaterial do Ceará Mirim de saudosas lembranças para a família Pereira, porque, cidade mágica e por ser a Pátria espiritual do meu saudoso pai, como assim se referiu o escritor Edgar Barbosa, passou a ser também pátria de todo o seu rebento, “filhos do sol, netos da lua”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema do escritor Diógenes da Cunha Lima, deveria ser editado em poster e distribuído nas escolas, ofertado, também, aos visitantes do nosso Ceará - Mirim. Conversando com a prima e escritora Lúcia Helena - arte e talento na preservação da memória de Nilo Pereira - é o que costumo ouvir da lavra intelectual dela, que, nilopereirianamente, tem sido uma intérprete da obra de papai, da identidade deste com a cidade, onde “verde nasceu no engenho Verde Nasce”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...muito, muitíssimo grato a esse espaço que você disponibiliza ao RN, à região Nordeste, ao Brasil e ao mundo, enfocando Nilo Pereira, o Guaporé, o Ceará Mirim.&lt;br /&gt;Nesta semana, de 11 a 15 de maio, estarei em Natal, assoberbado por um evento internacional, a 20ª BNTM - Brazil National Tourism Mart -promovido pela Fundação CTI Nordeste que, há 12 anos, me tem como secretário executivo. Vou adequar a minha agenda para andar os bons caminhos do Ceará Mirim, como a refazer as inúmeras visitas feitas ao lado de Nilo, que, ao adentrar a cidade, exclamava/declamava: “esta é a ditosa pátria minha amada”, do poeta maior, Camões, no seu poema épico Os Lusíadas. Para, em seguida, ele puxar Os engenhos de minha terra, que, na primeira estrofe, dizia: “Dos engenhos de minha terra, só os nomes fazem sonhar: Esperança! Estrela d'Alva! Flôr do Bosque! Bom-Mirar!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...irei com a minha mulher, Elaine, que vai levando o meu/nosso netário, Mariana, Marcela e Rafaela, que, na parte do lazer, já me entregaram uma programação que contempla as dunas, as falésias, passeios de bugre etc, mas ainda não se reportaram à terra do bisavô, tampouco - são crianças - à civilização do açúcar, tão inerente ao Ceará - Mirim..." etc, Roberto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-4144458331169071789?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/4144458331169071789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=4144458331169071789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4144458331169071789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/4144458331169071789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/do-blog-de-lucia-helena-pereira.html' title='DO BLOG DE LUCIA HELENA PEREIRA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Qxu_vvyvsqU/Tcv2OQNf5nI/AAAAAAAAApw/kksIG5A6NyY/s72-c/ROBERTO.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-5703772726454298475</id><published>2011-05-12T09:39:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:26:01.688-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Filme que todos temos que assistir !!! &lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;VAMOS MELHORAR 2011!&lt;/STRONG&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores empresas de marketing do mundo, resolveu passar uma mensagem para todos, através de um vídeo criado pela TAC (Transport Accident Commission) e que teve um efeito drastico na inglaterra. Depois desta mensagem, 40% da população da inglaterra, deixaram de usar drogas e se alcoolizar, pelo menos nas datas comemorativas. Não temos este tipo de iniciativa aqui no Brasil. Espero que todos assistam, mesmo que não se alcoolizem ou usem algum tipo de drogas, e que reflitam e passem para os seus contatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Link do video:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; http://www.youtube.com/watch?v=Z2mf8DtWWd8&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-5703772726454298475?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/5703772726454298475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=5703772726454298475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5703772726454298475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/5703772726454298475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/o-filme-que-todos-temos-que-assistir.html' title=''/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-284124403988491676</id><published>2011-05-08T09:12:00.005-03:00</published><updated>2011-05-08T09:34:06.355-03:00</updated><title type='text'>MÃE, A MAIS BELA DAS PALAVRAS</title><content type='html'>Perguntaram a uma mãe qual dos filhos que mais amava e ela respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o pequenino até que cresça;&lt;br /&gt;o enfermo até que cure;&lt;br /&gt;o ausente até que volte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Al-Asfahani)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qLv0LVHi9Sw/TcaMl7AXZiI/AAAAAAAAApo/rNillTxP6_I/s1600/FOTOS%2B2006%2B072.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-qLv0LVHi9Sw/TcaMl7AXZiI/AAAAAAAAApo/rNillTxP6_I/s400/FOTOS%2B2006%2B072.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604321369431434786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanta saudade!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POEMA DAS MÃES (Giuseppe Ghiaroni)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe! hoje eu volto a te ver na antiga sala&lt;br /&gt;onde uma noite te deixei sem fala&lt;br /&gt;dizendo adeus como quem vai morrer.&lt;br /&gt;E me viste sumir pela neblina,&lt;br /&gt;porque a sina das mães é esta sina:&lt;br /&gt;amar, cuidar, criar e depois perder.&lt;br /&gt;Perder o filho é como achar a morte.&lt;br /&gt;Perder o filho quando, grande e forte,&lt;br /&gt;já podia ampará-la e compensá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nesse instante uma mulher bonita,&lt;br /&gt;sorrindo, o rouba, e a velha mãe aflita&lt;br /&gt;ainda se volta para abençoá-la.&lt;br /&gt;Assim parti, e nos abençoaste.&lt;br /&gt;Fui esquecer o bem que me ensinaste,&lt;br /&gt;fui para o mundo me deseducar.&lt;br /&gt;E tu ficaste num silêncio frio,&lt;br /&gt;olhando o leito que eu deixei vazio,&lt;br /&gt;cantando uma cantiga de ninar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje volto coberto de poeira&lt;br /&gt;e te encontro quietinha na cadeira,&lt;br /&gt;a cabeça pendida sobre o peito.&lt;br /&gt;Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.&lt;br /&gt;Quero acordar-te, mas não sei se devo,&lt;br /&gt;não sinto que me caiba este direito.&lt;br /&gt;O direito de dar-te este desgosto,&lt;br /&gt;de te mostrar nas rugas do meu rosto&lt;br /&gt;toda a miséria que me aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando vires e expressão horrível&lt;br /&gt;da minha máscara irreconhecível,&lt;br /&gt;minha voz rouca murmurar:”Sou eu!”&lt;br /&gt;Eu bebi na taberna dos cretinos,&lt;br /&gt;eu brandi o punhal dos assassinos,&lt;br /&gt;eu andei pelo braço dos canalhas.&lt;br /&gt;Eu fui jogral em todas as comédias,&lt;br /&gt;eu fui vilão em todas as tragédias,&lt;br /&gt;eu fui covarde em todas as batalhas.&lt;br /&gt;Eu te esqueci: as mães são esquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivi a vida, vivi muitas vidas,&lt;br /&gt;e só agora, quando chego ao fim,&lt;br /&gt;traído pela última esperança,&lt;br /&gt;e só agora quando a dor me alcança&lt;br /&gt;lembro quem nunca se esqueceu de mim.&lt;br /&gt;Não! Eu devo voltar, ser esquecido.&lt;br /&gt;Mas que foi? De repente ouço um ruído;&lt;br /&gt;a cadeira rangeu; é tarde agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe se levanta abrindo os braços&lt;br /&gt;e, me envolvendo num milhão de abraços,&lt;br /&gt;rendendo graças, diz:&lt;br /&gt;“Meu filho!”, e chora.&lt;br /&gt;E chora e treme como fala e ri,&lt;br /&gt;e parece que Deus entrou aqui,&lt;br /&gt;em vez de o último dos condenados.&lt;br /&gt;E o seu pranto rolando em minha face&lt;br /&gt;quase é como se o Céu me perdoasse,&lt;br /&gt;me limpasse de todos os pecados.&lt;br /&gt;Mãe! Nos teus braços eu me transfiguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que fui criança, que fui puro.&lt;br /&gt;Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta&lt;br /&gt;que eu compreendo o que significa:&lt;br /&gt;o filho é pobre, mas a mãe é rica!&lt;br /&gt;O filho é homem, mas a mãe é santa!&lt;br /&gt;Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,&lt;br /&gt;mas que me beija como agradecendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda a dor que por mim lhe foi causada.&lt;br /&gt;Dos mundos onde andei nada te trouxe,&lt;br /&gt;mas tu me olhas num olhar tão doce&lt;br /&gt;que , nada tendo, não te falta nada.&lt;br /&gt;Dia das Mães! É o dia da bondade&lt;br /&gt;maior que todo o mal da humanidade&lt;br /&gt;purificada num amor fecundo.&lt;br /&gt;Por mais que o homem seja um mesquinho,&lt;br /&gt;enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho&lt;br /&gt;cantará a esperança para o mundo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-284124403988491676?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/284124403988491676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=284124403988491676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/284124403988491676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/284124403988491676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/mae-mais-bela-das-palavras.html' title='MÃE, A MAIS BELA DAS PALAVRAS'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qLv0LVHi9Sw/TcaMl7AXZiI/AAAAAAAAApo/rNillTxP6_I/s72-c/FOTOS%2B2006%2B072.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-2548894714892981689</id><published>2011-05-03T14:38:00.008-03:00</published><updated>2011-05-03T14:54:18.565-03:00</updated><title type='text'>AINDA SOBRE O MUSEU NILO PEREIRA 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FsMjZKd332Y/TcBBQxA8LqI/AAAAAAAAApg/L5MgjvW66NI/s1600/Muzeu%2BNilo%2BP..jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-FsMjZKd332Y/TcBBQxA8LqI/AAAAAAAAApg/L5MgjvW66NI/s400/Muzeu%2BNilo%2BP..jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602549692739890850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-P4ryR0M04QU/TcA_uRA5rtI/AAAAAAAAApQ/O_VxkXpk3Dc/s1600/Nilo%2BPereira.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 291px; height: 173px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-P4ryR0M04QU/TcA_uRA5rtI/AAAAAAAAApQ/O_VxkXpk3Dc/s400/Nilo%2BPereira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602548000522612434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NILO PEREIRA   E  O  BARÃO DO GUAPORÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POEMA DO PRESIDENTE DA ACADEMIA NORTE-RIOGRANDENSE DE LETRAS, PROF. DIÓGENES DA CUNHA LIMA SOBRE O CASARÃO DO GUAPORÉ (MUSEU NILO PEREIRA) - CEARÁ-MIRIM RN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;O VELHO SOLAR&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                    Diógenes da Cunha Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Guaporé, velho solar&lt;br /&gt; Abandonado nas sombras,&lt;br /&gt; Afrancesado, ruínas,&lt;br /&gt; Visíveis galgos de louça&lt;br /&gt; Vigiam homens de outrora.&lt;br /&gt; Um repuxo d'água canta&lt;br /&gt; Sua cantiga molhada,&lt;br /&gt; As estátuas lá em cima&lt;br /&gt; Simbolizando o Trabalho,&lt;br /&gt; Agricultura e Comércio,&lt;br /&gt; Lampiões de cada lado.&lt;br /&gt; Da porta quase desfeita&lt;br /&gt; Um jardim, verde sem fim,&lt;br /&gt; Ladeia a sóbria mansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em frente, a casa de banhos&lt;br /&gt; Semelha simples igreja&lt;br /&gt; Paredes encobrem a nudez&lt;br /&gt; Banhista d'água corrente.&lt;br /&gt; A brisa toma a manhã&lt;br /&gt; E cobre o canavial,&lt;br /&gt; Cambiteiro descoberto&lt;br /&gt; Cantando, vem bem-ti-vi.&lt;br /&gt; E o neto da casa, sábio,&lt;br /&gt; Os olhos vazando o tempo&lt;br /&gt; Vê coisas, paisagens, gente,&lt;br /&gt; Presenças de antigas eras.&lt;br /&gt; Na solidão animada,&lt;br /&gt; Nos verdes do vale sonho,&lt;br /&gt; Vicente Ignácio Pereira,&lt;br /&gt; Barba à Pedro II,&lt;br /&gt; Reconstrói sua morada.&lt;br /&gt; Suas botas de Senhor&lt;br /&gt; (Desenhos no couro cru)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pisam o chão encharcado.&lt;br /&gt; Às suas ordens tijolos&lt;br /&gt; E argamassa se casam,&lt;br /&gt; Enquanto a cana açucara&lt;br /&gt; No parol, a almanjarra,&lt;br /&gt; Garapa, mel, rapadura,&lt;br /&gt; Rolete, canavial,&lt;br /&gt; Cachaça de bagaceira.&lt;br /&gt; Vicente Ignácio Pereira&lt;br /&gt; Cuida de muitos doentes,&lt;br /&gt; Escreve de experiência&lt;br /&gt; Sobre a cólera mortal,&lt;br /&gt; Lê contos, faz jornalismo,&lt;br /&gt; E assegura a vitória&lt;br /&gt; Do Partido Liberal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lembra que foi presidente&lt;br /&gt; Da Província Rio Grande&lt;br /&gt; Na seca mor dos Dois Sete,&lt;br /&gt; Victor de Castro Barroca&lt;br /&gt; Vai por seu mando ajudar&lt;br /&gt; Aos retirantes, no vale.&lt;br /&gt; Vicente Ignácio Pereira&lt;br /&gt; Dá ordens para o passado&lt;br /&gt; E o Guaporé logo expulsa&lt;br /&gt; Seu silêncio espectral.&lt;br /&gt; O salão nobre se enche&lt;br /&gt; Da melhor gente da terra&lt;br /&gt; Em faustos, recepções.&lt;br /&gt; Augusto Meira recita&lt;br /&gt; Seu romantismo, amores,&lt;br /&gt; Juvenal louva com graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As virtudes da preguiça.&lt;br /&gt; No salão nobre os Barões&lt;br /&gt; Do Ceará-Mirim assistem&lt;br /&gt; A toda festa, ar sisudo,&lt;br /&gt; Nos retratos da parede&lt;br /&gt; Iluminada do espanto&lt;br /&gt; Das arandelas azuis.&lt;br /&gt; Dobé, Izabel Augusta,&lt;br /&gt; Tão caridosa, tão santa,&lt;br /&gt; Interroga: onde é que está&lt;br /&gt; Meu neto Nilo? O engenho&lt;br /&gt; Desmorona com a vida?&lt;br /&gt; Vou morar na Rua Grande?&lt;br /&gt; Na sala azul e conversa&lt;br /&gt; São as cenas da moagem.&lt;br /&gt; História do "São Francisco"&lt;br /&gt; Repetida a toda gente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No ano sessenta e oito&lt;br /&gt; Insistiram com o Barão&lt;br /&gt; Toda a vantagem haveria&lt;br /&gt; De assumir a presidência&lt;br /&gt; Da Província potiguar.&lt;br /&gt; Demais, estando em Natal&lt;br /&gt; Evitaria a doença&lt;br /&gt; Um surto de catapora&lt;br /&gt; Que assolava no vale.&lt;br /&gt; O Barão pouco pensou&lt;br /&gt; Pra responder, afirmando:&lt;br /&gt; Eu prefiro as cataporas.&lt;br /&gt; E ficou na Casa Grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Anoitecendo no vale&lt;br /&gt; Os sinos de uma capela&lt;br /&gt; Tocam chamando o silêncio.&lt;br /&gt; Tia Augusta vai cantar&lt;br /&gt; Para o menino dormir&lt;br /&gt; Cantigas de antigamente.&lt;br /&gt; A vida, a sorte, a madrasta&lt;br /&gt; Carinho de mãe não tem:&lt;br /&gt; "Carpinteiro de meu pai&lt;br /&gt; Não me cortes os cabelos&lt;br /&gt; Que minha mãe penteou,&lt;br /&gt; Minha madrasta cortou&lt;br /&gt; Pelo figo da figueira&lt;br /&gt; Que o passarim beliscou".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na sala de rosa cor&lt;br /&gt; Explode o riso das moças&lt;br /&gt; Tia Augusta Vaz Pereira&lt;br /&gt; Toca valsas no piano&lt;br /&gt; De cauda, sons multicores.&lt;br /&gt; Retrato de sinhá-moça&lt;br /&gt; Belinha, Pacheco Dantas,&lt;br /&gt; Encantada mas risonha,&lt;br /&gt; Ama os saraus da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tio Riquete Pereira&lt;br /&gt; Levemente aborrecido&lt;br /&gt; Com leitura interrompida&lt;br /&gt; Fecha o volume de Eça&lt;br /&gt; No sofá, frisos dourados,&lt;br /&gt; De repente, tudo volta:&lt;br /&gt; Pára a moenda, alambiques,&lt;br /&gt; Uma procissão de sombras&lt;br /&gt; Se mistura a todos nós&lt;br /&gt; No mistério da ausência,&lt;br /&gt; Os pirilampos do vale&lt;br /&gt; São círios da noite escura,&lt;br /&gt; O Guaporé remergulha&lt;br /&gt; Na quietude da morte.&lt;br /&gt; O tempo, velho alquimista,&lt;br /&gt; Joga o verde em nossos olhos,&lt;br /&gt; Dá outra vida ao-que-foi&lt;br /&gt; Na beleza restaurada:&lt;br /&gt; Deus caprichou neste vale&lt;br /&gt; Na manhã da criação&lt;br /&gt; Em verde, luz, soledade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-2548894714892981689?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/2548894714892981689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=2548894714892981689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2548894714892981689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/2548894714892981689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/05/ainda-sobre-o-museu-nilo-pereira-2.html' title='AINDA SOBRE O MUSEU NILO PEREIRA 2'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FsMjZKd332Y/TcBBQxA8LqI/AAAAAAAAApg/L5MgjvW66NI/s72-c/Muzeu%2BNilo%2BP..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-3094399316133081678</id><published>2011-04-30T21:01:00.003-03:00</published><updated>2011-04-30T21:07:38.994-03:00</updated><title type='text'>GARRAFINHAS DE AREIA COLORIDA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ORMUZ BARBALHO SIMONETTI (Presidente do Instituto Norte-Riograndense de Genealogia-INRG, membro do IHGRN )   www.ormuzsimonetti@yahoo.com.br&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AINDA SOBRE AS GARRAFINHAS DE AREIA COLORIDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da última vez que estive na residência do poeta Deífilo Gurgel, entre uma conversa e outra, disse-lhe que estava fazendo uma pesquisa, para escrever um artigo sobre a origem das garrafinhas de areia colorida. Na ocasião ele lembrou-se haver lido uma plaqueta feita por Veríssimo de Melo, que tratava do assunto e fazia referência à praia de Tibau do Norte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei então o meu amigo e contemporâneo do velho Atheneu Norte-Riograndense, Fernando de Melo, filho de Veríssimo. Por sorte depois de algumas buscas ele encontrou e me enviou a tal plaqueta, intitulada GARRAFINHAS DE AREIA DE TIBAU. Essa pesquisa foi feito em 1962 e publicado pela Coleção Mossoroense em 1983, com desenhos e capa de Newton Navarro. Transcrevo na íntegra as anotações, para conhecimento dos leitores,.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;“O presente trabalho sobre as areias de Tibau foi feito pelo Diretor do Departamento de Cultura Popular do Instituto de Antropologia da Universidade do Rio Grande do Norte, Prof. VERÍSSIMO DE MELO. Atendendo solicitação do Sr. LUIZ G.M. Bezerra, presidente da Federação Norte-Riograndense de Pesca Amadora, vai agora publicar especialmente para acompanhar as amostras das garrafas de areia que foram enviadas, como lembrança de nossa terra, ao IV Congresso Sul-Americano de Pesca, em Asunción, Paraguái.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relata o professor Veríssimo: “O aproveitamento de vasilhame com enchimento de objetos ou cobertura externa com palha ou fibra, com finalidade de ornamentação doméstica, é processo conhecido entre as manifestações da Arte Popular brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Bahia, conhecemos as garrafas com pequenos veleiros metidos lá dentro. Da Paraíba, vidros com santos. Do Pará, lindas garrafas cobertas com fibras de várias cores. Do Rio Grande do Norte, talvez a mais original de todas as nossas atividades artísticas populares seja o enchimento de garrafinhas com areias coloridas de Tibau.&lt;br /&gt;Verdadeiras obras de arte, pelos seus desenhos, distribuição e variedades de cores, essas garrafinhas de areia são muito estimadas como elementos decorativos. Vendidas nos mercados e feiras do Estado, representam curiosidade sui-generis para visitantes ou turistas, que nunca as dispensam como lembrança de nossa terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praia de pesca e veraneio, pertencente hoje ao município de Grossos, extremo-norte do nosso Estado, vizinha do Ceará, Tibau é também recanto pitoresco preferido pelos veranistas do próspero município de Mossoró.&lt;br /&gt;Lá estivemos em julho de 1962, a serviço do Instituto de Antropologia da Universidade do Rio Grande do Norte, tendo oportunidade de observar e conversar com exímia fabricante dessas garrafinhas. Colaborou conosco o Dr. Tércio Miranda Rosado, nosso cicerone e que nos forneceu dados mais amplos sobre o assunto, através de questionário e contacto direto com moradores daquela praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AS AREIAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As areias são retiradas das dunas, que estão bem à vista, diante da praia. Algumas tonalidades são retiradas das camadas superpostas, no subsolo.  Sua variedade de cores é impressionante: vinte e cinco tonalidades podem ser colhidas facilmente. Segundo nos informou Josefina Fonseca, são as seguintes as cores de areia de Tibau. Amarelo, Marrom, Preto, Prateado, Cinza, Cinza-Claro, Cinza-Escuro, Encarnado, Encarnado-Escuro, Encarnadão, Areia, Róseo, Verde-Claro, Verde-Escuro, Laranja, Roxo, Roxo-Clara, Roxo-Escuro, Amarelo-Claro, Amarelo-Queimado, Creme, Grená, Branco, Branco-Goma e Cáqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conhecemos outras aplicações da natureza artística ou industrial das areias de Tibau, a não ser o que nos informou o Dr. Tércio Miranda Rosado: Seu tio Dr. Vingt-Um Rosado usou duas variedades de cores dessas areias na construção de um cinema, em Mossoró. Por outro lado, soubemos que norte-americanos teriam declarado, a respeito das areias de Tibau, que uma das variedades seria semelhante às que foram encontradas na Barra do Ceará (Fortaleza) e Aracati, inflamáveis ao contato de um cigarro aceso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UMA ARTESÃ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josefina Fonseca, com quem conversamos, fabricante de garrafinhas de areia, é senhora de quarenta e poucos anos de idade. Aprendeu a técnica do enchimento, há trinta anos, com sua tia Belisa, e logo se aperfeiçoou. Informou-nos que outras pessoas de sua família e moradores da praia também se dedicam a mesma atividade, mas unicamente mulheres.&lt;br /&gt;Mulata escura, Josefina é pessoa bastante cordial, tendo prontamente nos atendido, quando lhe pedimos para encher uma garrafinha em nossa presença.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A TÉCNICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josefina foi lá dentro de casa e trouxe vários pacotes de papel, contendo areia de várias cores. Sentou-se no chão, no terraço, pondo de lado uma garrafa vazia (tipo vinho branco), e um arame um pouco maior, talvez de uns quarenta centímetros de ponta a curva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, apanhou um punhado de areia alaranjada, com a mão direita, despejou-o, lentamente, pelo gargalo da garrafa. Munida do arame, começou a fazer uma série de movimentos por dentro do vasilhame, em sentido circular. Após delinear o primeiro desenho, - um animal – colocou novo punhado de areia e repetiu o mesmo desenho, agora já noutra cor. Seguiram-se, então, nove cores ao todo, nesta ordem: Alaranjada, branca, preta, marrom, grená, cinzenta, roxo e róseo. Em menos de meia hora concluiu o seu trabalho, enchendo uma garrafa de litro, dividida em doze camadas de areia, com o mesmo desenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos artísticos que escolhe não são feitos arbitrariamente. São desenhos tradicionais, que aprendeu de Belisa. Por sua vez, esta já aprendeu de outras pessoas. Uns são mais fáceis de executar, outros mais difíceis. Os motivos que considera mais complicados são os que aparecem “peixinhos” ou “Passarinhos”.&lt;br /&gt;Outro detalhe de técnica interessante é a distribuição das cores nas garrafas. Também não é feita à vontade. Obedece a um padrão tradicional: Cor clara, de início, e cor mais escura em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, o escritor cabo-verdeano Luiz Romano, que viveu mais de treze anos no Marrocos francês, tem apontado semelhanças dos desenhos e distribuições de cores entre as garrafinhas de Tibau e trabalho árabes, principalmente tecidos, colchas de lã, como teve ocasião de nos mostrar. Aliás, não só nessa atividade artística Luiz Romano tem encontrado paralelismo com traços culturais muçulmanos. Em muito outros aspectos da vida nordestina. Influência que teria sido trazida pelos portugueses, na colonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MULHER DE AREIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meia hora, como vimos, Josefina enche uma garrafinha com areia de Tibau, artisticamente. Em média, confessou-nos que poderá preparar vinte garrafas por dia.&lt;br /&gt;Em 1932, quando iniciou o aprendizado, cobrava por uma garrafa de areia cinco mil réis. Hoje, o preço normal é de cem cruzeiros por cada unidade. Entretanto, cobra cento e cinqüenta cruzeiros para encher certo tipo de garrafa de licor estrangeiro, em forma de mulher. É dos trabalhos mais interessantes de Josefina, pois a mulher de areia aparece com saia bordada, casaco de outra cor, rosto, olhos, cabelos, tudo colorido. É obra de arte e de paciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também muito procuradas são as garrafas contendo nome de mulher ou expressões significativas, como “Lembrança de Tibau”, “Saudade”, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UMA SUPERTIÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perfeição do enchimento de garrafas em Tibau é de tal ordem que provocou, certa vez, atitude estranha de um cidadão: Para certificar-se de que era mesmo areia e não tinta comprou uma garrafa e espatifou-a no chão. Convenceu-se, então. Todavia, - informou-nos Josefina – alguns fabricantes, ultimamente, tem tinturado duas tonalidades de areia, para obter uma terceira. A prática tem provocado protesto de admiradores da manifestação artística. Consideram estas falsificadas.&lt;br /&gt;Curioso! Se toda atividade profissional tem suas superstições, é natural também que o fabrico das garrafinhas tenha a sua: E dizem, então, que a areia de Tibau, engarrafada, da azar! Mas, isso é folclore”.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desse documento do Professor Veríssimo, podemos concluir que as “Garrafinhas de Areia Colorida” surgiram em locais e épocas diferentes, nos vizinhos e irmãos estados do Rio Grande do Norte e Ceará. Porém, temos em comum a existência dessas areias coloridas tanto na praia de Majorlância-CE como na Praia de Tibau do Norte-RN, o que foi determinante para a iniciação dessa arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/479571553025931671-3094399316133081678?l=ormuzsimonetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/feeds/3094399316133081678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=479571553025931671&amp;postID=3094399316133081678' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3094399316133081678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/479571553025931671/posts/default/3094399316133081678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ormuzsimonetti.blogspot.com/2011/04/garrafinhas-de-areia-colorida.html' title='GARRAFINHAS DE AREIA COLORIDA'/><author><name>Ormuz Barbalho Simonetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06657697471079718669</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-1oPoOHzilek/Ti__qHcbLBI/AAAAAAAAA0I/zMLrv-6dRJE/s220/Imagem%2B028.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-479571553025931671.post-420428512047156
